Texto Épico
Um anjo no meio
da multidão com algo
a mais do que a espada
e a balança na mão:
anunciando que não
haverá nenhum tipo
de descanso enquanto
não houver a libertação.
Sob os olhos de ônix
se desenha a fênix
do próximo capítulo
com fé na justiça
e na força do destino.
Não haverá nenhum
retrocesso ou desistência,
só será preciso um
pouco de resiliência
para a tempestade vencer
em união com a tropa
o povo e a paz necessária
à quem precisa se convencer.
Eu nunca
reclamei sequer
Pelos amores
que perdi,
Mas com certeza
por aquilo que
Defendemos,
reclamarei
Até te deixarem voltar,
porque os valores
Igualdade, liberdade
e fraternidade,
São ideais que
valem a pena cultivar,
Faço votos
que o destino
permita os teus
sonhos realizar.
Era para ter sido ontem,
e mais um dia foi adiada,
A espera anda salgada
porque ela não faz sentido.
Essa falta de verdade
anda me machucando
que até parece um tanto
que aconteceu comigo.
Tratar mal quem a história
conhece como leal herói
É desrespeito a memória,
e não tem a ver com justiça.
Isso só confirma que há
quem por sadismo busca
Nas dores alheias beber
o cálice da desleal vitória.
Rumo à razão desconhecida,
endereço paradisíaco,
Desejo que até Deus dúvida,
- sonho dionísiaco -
Guardado por um sentinela
- vadio dançarino -
Segredando um pedido
- loucura singular -
Poemizando o espaço
íntimo sagrado de amar.
Discreto à quem interessa,
libido exibicionista,
Interessado só para quem desperta,
- o próprio transbordamento
Para quem sabe provocar
endoidado encantamento.
Esperto à quem atiça,
malícia santificada,
Repleto de manhas e coreografias,
- inesquecível magia
Para quem sabe acender
o incenso aos pés do altar.
Hoje, é dia de glória; de felicidade plena; faz um ano da restituição da liberdade; decreto de alforria; da cessação dos assédios morais; da boçalidade; das perseguições; das atrocidades; dos atos cruéis; das incursões maliciosas; livre das ações narcisistas; distante do cabotinismo pujante; dos vendedores de sonhos; agora sou feliz de verdade, livre das aberrações teratológicas.
Cada pouco conta, cada esforço conta, de pouco em pouco se constrói o muito, o muito é feito de muitos poucos, o pouco é parte de algo maior, o pouco se torna muito e o muito se torna pouco, mesmo o mais frágil pode se tornar o mais forte e o mais imponente pode se tornar o mais simples, para ambos o muito e o pouco é necessário de pouco em pouco para mudarem de grau.
Eis que a solidão se fazia imponente e não era mais que uma chuva silenciosa, que arrasta as folhas em suas enxurradas de galhos ressequidos a se perder na estrada. A solidão muito mais aprofunda nossas raízes no peito vívido da terra, em seu teto de atmosfera que cobrem todos os homens e suas fragilidades campestres. Minha honra é destrinchar o horizonte e recuperar o ontem que ainda se faz no agora. Ponho-me a comer amoras e desce de meus lábios líquidos roxos quase pretos. A amora traz em seu significante o amor que se demora. Bebo a água que me bebe e se esvai na estratosfera das mãos que buscam reconciliação, pois que é vã ceifar a terra de nossas colheitas e se dispersam os sonhos inocentes que se desmancham na terra vermelha. Somos fios de esplendor na imersão da cores em construção. A solidão se faz solitude na medida da incompletude de todos os pássaros que sobrevoam a cidade. E se faz rara a felicidade autêntica na boca ao mostrar os dentes. No tribunal as colinas tomam as decisões e são rigorosas todos os processos da alma em estágios avançados de se clamar ao sagrado a absolvição de nosso sangue irmão, que em longa contemplação se saceiam de nuvem na quietude da noite que chega discreta a escurecer a voz do trovão nos pés dos elementos encandeados. Os versos perscrutam a vida e suas partidas que mais se fazem comedidas a salvar a alegria dos dias. Eu volto minha face ao mar e me elevo em grandes ondas que se fazem inquietas. O amor no ar me ilumina e mais preservo a retina ao filtrar as palavras e deixá-las ensolaradas a raiar até mesmo na madrugada. O coração é o riso do campo se tanto mais encantos florescem no jardim das orquídeas em festa. Um mar de afeto nos trás para bem mais perto. E o poema se faz em versos de amor que floresceram na inesperada construção do agora. O amor se demora em brilhos da íris que finalmente encontra abrigo e somos fraternal amigo.
A nossa vida poderia ser descrita como o navegar alternado e imponente de um navio. Um navio que percorre mares desconhecidos e desafiantes. Por vezes calmo, por vezes indomável. Seria o que encontrássemos nessa travessia que faria a diferença. A diferença real entre o que vale ou não a pena. Seria nas ondas mágicas, nas paisagens diferentes e exóticas e nos ventos coloridos e selvagens que existiria o verdadeiro caminho. Aquele que mais ninguém pode percorrer senão nós mesmos. A pergunta é: no final valerá a pena?… Sem dúvida! Nem que seja pela música do vento, pelos raios de sol, pela magia das folhas, pelo barco seguro, … ou por nós, simplesmente por nós!
Às vezes, ela se imaginava um veleiro imponente, majestoso velejando por lugares distantes, desbravando mares. Outras vezes imaginava-se uma embarcação precária sendo engolida por ondas gigantescas e jogada contra os rochedos da sua inquietação. E assim permanecia por horas, até que exausta flutuava em sua quietude dentro dos seus próprios limites.
Aquele abraço firme, voz imponente, autoridade indiscutível. Ele está sempre ali ao seu lado para te dar uma força, te apoiar ou até mesmo para dar um puxão de orelha quando necessário. Amigo de todas as horas, companheiro indispensável e a cima de tudo um amor verdadeiro. Existem de vários tipos: Uns mais tímidos, outros mais descontraídos, alguns mais firmes, outros mais divertidos. Todos com suas peculiaridades que nos encantam. São verdadeiros heróis, pena que não duram pra sempre. Sua ausência é bem dolorida e só sabe ao certo o quanto dói quem a sente, mas PAI é PAI em todos os momentos ou ocasiões e mesmo bem distantes se eternizam em nossas lembranças.
Na clareira há grama alta e imponente, tomando sol em êxtase, As raízes reproduzem os ritmos, as lâminas se dobram sem brisa, enquanto os sinais sobem do chão tenro. (Assim a clareira tece sua palavra, areja seus pontos de vista. Toda a flora da clareira é portadora de novidades). Eles não se murcham com a queda, pois na clareira não há queda. Eles não amarram, murcham ou escurecem - eles gesticulam, espalhando o humor, a mente, transmitindo de fato a própria alma. Como sempre fizeram e como farão para sempre. As abelhas não zumbem aqui, elas cantam, suaves e redondos são os timbres que elas tocam, doce é a música que eles trazem. Os pássaros não cantam aqui - eles brincam, músicos talentosos são eles, o campo não se desenha a sombra, os ventos suaves não agridem a relva, a chuva é acariciada pelos raios e o som do trovão soa como uma melodia, tão ressoante quanto o toque do sino. E os dias são Felizes, e o selvagem deixou de existir.
É lúdico ver o inverno ser aquecido pelo sol persistente, calor imponente que não se intimida na presença do frio, aquecendo em conjunto com movimentos suaves, calorosos, de uma linda dança expressando a liberdade significativa de sentimentos profundos, leveza segura nos passos, deixando algumas gravuras sobre o gelo, sendo o destaque de um rico cenário, a viveza de um amor verdadeiro, tornando o clima agradável, permitindo um sonho desperto, um momento mágico, para onde eu viajo em pensamentos, alegro o meu imaginário, depois de um breve deslumbramento, um simples e poderoso impacto.
À luz do meu observar, afirmo que existe um encanto imponente na tua simetria majestosa e na profundez da tua natureza veemente, bem detalhada, uma abundância de sentimentos ardentes que aquecem e exaltam o teu físico a partir do calor da tua alma, a superfície bela e delicada da tua pele e a verdade intensa do teu íntimo se abraçam, por isso que és uma mulher que encanta naturalmente à semelhança de um rio com a desenvoltura das suas águas expressivas e transparentes.
Sedução imponente, oriunda das tuas curvas graciosas, formas precisas, teu olhar provocante, teu coração ardente, atributos de uma beleza abundante que instiga uma emoção intensa, desenvoltura envolvente de uma felina com a vívida essência da noite, certamente, és uma obra divina que aflora um desejo incessante, satisfação genuína que dá vida a cada instante com a tua vitalidade explícita no brilho flamejante dos teus olhos, na delicadeza da tua boca, na suavidade dos teus cabelos, no teu jeito charmoso, que traz o calor veemente de um beijo, o qual é significante, correspondido no momento certo e marcante.
Atração imponente, formosura na medida certa, arte intensa de linhas sublimes, doçura audaciosa, superfície quente, suave, renascença grandiosa, que no peito, traz uma chama acesa, a resistência de uma fênix majestosa, desejo flamejante, emoção calorosa, natureza impactante, intensidade nas suas formas, sutileza atraente, presença emocionante, vividade que se renova.
Na admiração de um pôr do sol incrível, sol poente, céu colorido, reluzindo em um mar imponente, cujo comportamento é bastante expressivo, assim, ganham mais brilho as suas águas transparentes e a beleza singular, atraente que está sendo banhada felizmente na conjugação do verbo amar, resultando em uma exultação farta, uma dádiva por poder admirar.
A tua essência é imponente, a tua personalidade é audaciosa de um fulgor resplandecente, pois, geralmente, és uma mulher decidida, espirituosa semelhante a uma menina travessa e, talvez, às vezes, sejas indecisa, mas sempre és linda e autêntica, assim, provocas ricas sensações com a tua alma liberta. Confesso que a minha atenção cativas e que tenho segundas e terceiras intenções, pois enches-me de vida com fortes e sinceras emoções.
Fico rendido a esta tua presença imponente, preso aos teus notórios atrativos, meu espírito logo fica intensamente exultante e os meus olhos bastante atentos, dessarte, o fascínio que geras é contundente, cada detalhe é instigante, tua face, tuas curvas e o teu corpo, tua personalidade interessante, teu olhar convincente e os teus sentimentos calorosos. Portanto, és uma mulher que inquieta a minha mente e admirar-te é algo profusamente satisfatório.
Amar é esplêndido, às vezes doloroso, às vezes doce como um som de uma melodia, rústico como um sabor cítrico, louco como uma história de amor, alta como uma onda, morta como um passado triste ou um futuro feliz, solta como uma pedra no abismo, aventureiro como viajar para lugares desertos. Sigo feliz com os pensamentos livres, amando a mim mesma, pois sou quem sou, livre como um pássaro, mas amada pelo rei.
Tainara Bomfim: Eu queria descrever o quão esplendido é o céu quando a luz consegue toca a minha alma ele parece falar em suas formas branca e azul; parado eu tenho a impressão de ver o mundo girar e toda a matéria se torna parte das letras em minha mente eu olho pro horizonte querendo desenhar o amanhecer como é lindo a manifestação de gratidão pelo invisível é um pássaro a cantar é o meu despertar.
