Texto em versos
É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.
Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.
E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.
Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta
No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.
Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.
Não escrevo:
erupciono.
Não declamo:
transbordo.
Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.
E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta
Ode à Lua Cheia ❤🌕
Óh Lua Cheia!
Guardiã ancestral das marés
e dos segredos e versos
que a noite, em silêncio,
costura, remenda e borda
nos tecidos da alma.
Teus raios prateados
não invadem,
acariciam.
Escorrem mansos
sobre telhados adormecidos
e nas trilhas notâmbulas
de pensamentos e inspirações
das almas poéticas insônes.
Óh! Lua Cheia!
Há algo de misterioso em ti
que convoca o íntimo,
como se cada raio teu
abrisse uma fenda secreta
dentro da alma.
Sob tua presença redonda e plena
os lobos solitários
uivam,
os poetas sonhadores
despertam,
os amantes sedentos
se embriagam
nas juras de amor e paixão
que brilham no crepúsculo.
Óh! Lua Cheia!
Espelho branco do mistério,
quantas confidências humanas
já repousaram no teu silêncio?...
És bússola das águas,
farol dos navegantes,
cúmplice das inquietações
de quem olha o céu
procurando respostas
que só o silêncio sabe ofertar.
Óh! Lua Cheia!
Tão inteira,
tão calma,
tão distante
e ainda assim...
tão próxima
do âmago humano.
✍©️@MiriamDaCosta
Foi Amor a primeira estrofe, sem toque,sem contato.
Eram apenas palavras, em versos e prosas. Éramos próximos sem nunca termos nos encontrados. Ela sempre foi faltosa neste sentido. Falávamos madrugada a dentro,confissões, emoções, sentimentos sentidos e declamados, éramos dois desconhecidos falando de Amor.
Faby....(*."
Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.
Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.
Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.
Entre versos quebrados
O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.
As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.
No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.
E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois
VERSOS
VERSOS
Hoje tenho versos porque já tive ternura
E se tenho solidão porque já tive amores
E as dores que tenho são dores de prazeres antigos
E se sonho porque tenho esperança;
E o resto...porque já tive bastante,
E o antes... muito antes se o tive...
Hoje tenho experiência
E a ciência da vida é estar ciente dos seus limites
E limites sempre os tive, por isso sempre me contive
Mas ainda um pássaro gorjeia,
Uma fogueira aquece, a luz encandeia
Meia noite e meia, quando não é hoje nem ontem
E se o hoje não é hoje, só por hoje eu serei eu mesmo
E amanhã... se houver amanhã
Fique certo, se não tiver os abraços e os beijos
Com gostinho de hortelã, terei a solitude e muitos versos...
Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.
Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.
Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.
Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.
Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.
Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.
Hoje meu coração quis falar em versos, do amor que sinto por você minha menina, minha Manuella. Não apenas com palavras, mas com todo o amor que vive em mim desde o instante em que te vi pela primeira vez. Tu chegaste como um sopro de luz em minha vida, como uma flor que desabrocha no jardim do tempo, e desde então, meu mundo nunca mais foi o mesmo.
O teu sorriso é o meu amanhecer. Ele ilumina até os dias mais nublados e me faz lembrar que, mesmo nas tempestades, existe sol esperando para brilhar. Em ti, encontro a delicadeza das pétalas, o perfume suave da manhã, e a ternura que faz da vida algo mais bonito e leve.
Cada gesto teu é uma poesia escrita no vento, e tua face, ah, tua face é como pintura divina, moldada com o toque da própria criação de Deus. Cada traço teu é uma canção que embala meu coração, e cada olhar teu, um verso de amor que o universo escreveu só pra mim.
Teus olhos, minha menina, são lagos encantados, onde a verdade dança e o brilho da tua alma reflete tudo o que há de mais puro. Mesmo quando o mundo parece escuro, é esse brilho que me guia, que me ensina o caminho de volta para o amor.
Em mim há tanto amor, tanto encanto, que às vezes transborda. Guardo-o inteiro para ti para proteger teus passos, para enfeitar o caminho que escolheres seguir. Quero que saibas que não importa onde a vida te leve, sempre haverá em mim um abrigo, um colo, um lar.
Tu és meu milagre, minha estrela, minha flor. És a razão mais doce da minha existência. E enquanto houver vida em mim, haverá amor um amor eterno, profundo e silencioso, que te acompanhará mesmo quando meus braços não puderem mais te alcançar.
Com todo o amor que cabe em um coração de mãe,
Tua mãe, que te ama infinitamente. 🌷
Versos de um poema...
Escuridão não é a ausência de luz... É a ausência de você...
Minha alma viaja sem fantasias... A visão marejada
E carente de ti... E o tempo não se detém nem retorna
Prossegue sempre inexorável...
Longe no horizonte… onde o vento toca
nos cumes entorpecidos ouvem-se
sussurros de um poema perdido...
“...mas trazem os versos
De um poema que te escrevi... Faz tempo...!”
O Mapa do Teu Olhar
Antes de você, eu vivia em rascunhos,
Cores sem brilho, versos sem punhos.
Existia uma música, mas faltava o refrão,
Um mapa em branco, sem tua direção.
Mas quando teus olhos cruzaram os meus,
O mundo parou, desfez-se em anseios.
Não foi raio, nem fogo, nem clichê de cinema,
Foi a calma que encontra seu próprio teorema.
Sua risada é melodia que a alma compreende,
Teu silêncio é abrigo que me defende.
Em cada detalhe, um universo se revela,
Na tua presença, a vida se sela.
Não te declaro um amor de contos passados,
Mas um futuro tecido em fios dourados.
Com a verdade que emana de cada um de nós,
Na nossa melodia, em nossas próprias vozes.
É paixão que acende, é carinho que aconchega,
Minha alma em ti, que se encontra e se entrega.
É saber que em meio a bilhões de estrelas,
O meu melhor lugar é em suas singelas.
Ecoando a minha alegria.
Espalhando poesia.
A minha, a sua, a nossa.
Entre versos e rimas.
Os ecos da cidade.
Pelo Brasil, aflora.
Quero tanto e não quero nada.
Das incertezas, nada é meu ou seu.
Tudo é nosso!
Nesse Brasil, lá fora.
Nos becos, estradas e vielas.
No subúrbio ou na zona sul.
Ouve-se os
Ecos da cidade.
De norte a sul...
Amor
Te escrevo os mais belos versos, Sob o brilho das estrelas do meu olhar apaixonado.
Te canto melodias inéditas, Que apenas teus ouvidos merecem ouvir.
Te abraço com todo o meu ser, Pois cada passo ao teu lado é entrar no paraíso.
Ao teu lado, encontro o sonho, Onde tudo se torna perfeito.
Não há guerra, nem medo, Apenas paz e amor infinito.
Você é minha força esquecida, Minha razão de ser.
Luzia Delmondes
By Luzia Dellmon
Versos
Inversos
Reversos
Incomparáveis, na medida que te peço
Sim tens o direito de desacreditar de mim
Fiz por onde eu confesso...
Mas não desacredite dos meus versos
Eles são o melhor de mim, são o que tenho de mais honesto
O amo que sinto por te, versos verdadeiros de um amor eterno !
(Roxo por inteiro) 02/12/24
Onde se encontram os versos que um dia foram coloridos?
Por onde anda o poeta que foi enquelino ?
Uma resposta em branco, quase cinza, sem vírgulas, sem pontos e nem linhas. Preto, o que mais se aproxima.
Copos vazios, espelhos embaçados, resíduos dum carrossel que já foi animado, a fuligem, sobras do passado.
Relaxado por aí, vivendo o cotidiano um sorriso quase verdadeiro, que serve para os curiosos como engano.
O amor que agora é desejo, um fogo que agora é gelo. Uma japa linda, que só falta dar uns beijos.
Desculpa, Morfeu, nem azul nem vermelho, roxo por inteiro.
Verdade ou ignorância? Estranhamente ambas.
Adner Fabricio
Uma ideia leve e graciosa
Pintando a mente — flor
Na cor que esses versos
Lhe chega ao gosto
Leitura que pincela um
Rosto em tela — verso epousa
Letras que sabor
Graciosa a mente fica
Pelo gesto de olhar
Com amor
A ideia leve e graciosa
A imaginação é — flor
Que desabrocha
Com o brilho do leitor
Exalando como
A mais — a mais
Palavras com sede
Sede de como
Como — flor
Leonardo Mesquita
O livro
Alguns capítulos foram lidos e alimentaram a imaginação,
Versos de amor aquecem,
Frases com detalhes impactam,
Folhas em branco revelam,
Na história lida:
Batalhas vencidas,
Amores amarrados,
Desejos realizados,
Sentimentos explorados,
No estágio do era uma vez, tem os três pontinhos no final do ainda não acabou.
Ventos outonais
O Outono vem embarcando
no ùtero da estação
dos meus versos,
e eu ...
lentamente,
vou caminhando
e sangrando poesia
entre os ventos
orvalhados de folhas,
galhos, espinhos,
pétalas e sementes...
e me deslumbro
cada vez mais
com toda a nudez poética
dos roseirais,
arbustos e àrvores
do meu ser ...
Sou filha do Outono
ovulando Primavera.
✍©️@MiriamDaCosta
Amor Platônico
Como uma deusa lunar,
sou saudada em silêncio,
recebo versos que nascem da minha presença,
palavras que me erguem como mito.
Sou cristal intocado,
difícil de alcançar,
mas há almas que me reconhecem,
e nelas o destino escolhe repousar.
No instante do toque, tudo se transmuta:
eu me enlaço, habito no outro,
e o outro se dissolve em mim,
em cada célula, em cada partícula,
como se fôssemos lembrança antiga,
um sangue compartilhado,
uma existência reencontrada.
E nesse presente que se abre,
recordo com alegria
o amor que não se possui,
mas que eternamente ilumina.
Da ponta da caneta
são escritos Versos Intimistas
para que não me esqueça
ao som de Indie Rock,
para que a gente vire poema.
...
Dividindo o Camboim
de um amor único
Íncubo e Súcubo
em Versos Intimistas
para daqui para frente
viver vestidos de poesias
e sussurros de amor.
...
O vento traz a chuva
que faz dançar
o Capim-Cambu,
A tua alma me chama
por Versos Intimistas
que inflamam na cama
as mais doces fantasias.
...
Palores lascivos só de ler
os meus Versos Intimistas
e de imaginar o quê farei
quando estiver a sós contigo,
Não é difícil de prever que daqui
prá frente é esse o nosso destino.
