Texto em versos
Rompeu o destino como um cometa,
Para que você não se esqueça:
Que o amor não é fantasia,
E o coração não é Carnaval;
O amor é festa celestial.
Se não tens como dar conta,
Dê chance a outrem
de amar mais e melhor,
Muitos não creem
que o amor seja sagrado,
O amor foi pelo divino gerado;
O amor depende de nós
para ser [propagado].
Proeja pessoa que crê no amor,
Na tranquilidade Manaíra
dê o teu aconchego,
Quem não tem ao menos respeito pelo amor
(não tem motor para continuar a vida),
Vive por viver, tem a alma ressecada
e ressentida,
Quem ama mesmo à distância, nunca estará sozinho,
Crê nisso, voa, busque o amor
e sê poesia;
Quem ama mesmo em letras - tem fé na vida,
Desafia o impossível - tem fé destemida,
Sabe ser uma alma severina e florida.
Entenda que o tempo tem os seus tempos,
Se o amor quer ir, deixe-o ir,
Porque o teu coração partido escreverá
versos ainda mais bonitos,
E o amor florescerá ainda mais belo
dando coragem à outros de persistirem
para encontrarem na vida o sentido do amor.
Portanto, o teu amor em pedaços
semeará com grande fulgor
a terra árida do destino;
E preencherá com grande beleza
não só o seu caminho.
Você não entendeu que sou poetisa,
- e vais me condenando por eu
Escrever poesia
Como presa algemada caminhando
Rumo ao Fortim de Atalaia,
- escrevo versos perfumados
Por cevada
Agora estou em Guarapuava,
- apreciando as araucárias
Esperando que você volte atrás,
E juntos nos envolvamos
Novamente como uma primavera
Em plena florada...
Desconfio que você,
Assim como eu que não
Está entendendo nada,
Estou diante do Rio Jordão
Espalhando versos e perfumes
Para chamar a tua atenção:
- quero de volta a tua mão.
Nunca se esqueça que o amor é uma
Primavera que não passa;
Quando olhares para a noite enluarada,
Lembrarás de cada verso que a nossa
História se fez inspirada.
Sob as bençãos de São Francisco e São João,
A Lagoa das Lágrimas refletirá
O nosso amor que permanece no coração.
O teu coração se voltará para a tua poetisa
E baita mulher, que você finge em não querer.
Que o teu coração persiste em renegar,
E que no fundo te falta a coragem
Para lutar - e se entregar.
Da tua mente não irei me apagar,
Porque a minha poesia mora nos
Teus poros e o teu corpo não se
Esquece de quanto é bom me amar...
Felinamente escalaste o meu corpo
E bateste abrindo a porta do meu coração,
Explorando o bom dos teus miados
Maliciosos com os meus afetos delicados.
Pegaste este coração desprevenido
E agora deixando-o partido,
Presenteando com um silêncio imerecido
Este mal feito jamais será esquecido.
Não duvide disso,
O afeto foi enorme, e você desperdiçou;
Deixando tons e ritmos de saudades
Ainda que não fomos além do que foi dito.
Ainda eu tenho a chance de ser feliz
Eu hei de encontrar um amor mais bonito,
Que faça valer cada verso escrito
Construindo comigo um caminho para o amor infinito.
Escondendo o que eu sinto por ti,
Sou como a Lua ocultando Júpiter,
Todos me veem, e logo percebem:
que esse verso que escrevo é para ti.
Eu não deixo ninguém subtender,
Que sou como a Lua que de tanto esconder,
Não resiste, e sempre acaba por aparecer.
A minha natureza é como a tua,
Quanto mais a gente se esconde,
- mais o amor aparece.
De manhãzinha até o anoitecer,
- isso sempre acontece.
Todo mundo vê, qualquer um percebe,
Que eu adoro (você)!...
Talvez esses meus desalinhos,
E até falta de jeito,
É o jeito que tenho, tento e atento,
Para fazer o nosso amor a cada dia mais
- perfeito -
é o jeito que encontrei de tê-lo.
Sempre arrumo um pretexto, quero revê-lo;
Ir além, fazer carinhos e namorar em paz.
Já não sou eu que respiro por mim:
eu respiro por ti.
Estreito-me entre os teu lábios,
E você respira por mim.
Tudo flui, segue, gravita,
E quando há o amor verdadeiro,
- levita
Qualquer lance torna o dia perfeito.
Confesso que sempre espero mais,
Espero que me ame na mesma
proporção e intensidade,
Peço a Deus que me ame de verdade.
Já não sou eu que respondo por mim:
o amor tomou conta...
Espero que compreenda com paciência,
E receba-me com toda a gala e fina honra.
Guarde o melhor dos meus versos,
E cante-os a qualquer tempo,
Não sou apenas para um momento,
Venha tomar conta de mim enquanto há tempo!...
Olho para o horizonte,
Sinto você bem longe,
Ainda insisto em te seguir,
a tua atenção,
Cadê o meu coração?...
Não faça mais isso não.
Quero morar em ti,
Você já mora em mim,
Não me canso de escrever,
Tantas são as minhas trovas,
Já te dei tantas provas, enfim;
Deste doce amor sem fim...
Não deixa de ser um idílio,
Tentar te colocar no trilho,
Sou uma rosa intrigada,
Às vezes sinto-me deixada,
E me faço estrelada,
Para ter a tua atenção voltada.
Cada corrente, cada brisa,
Faço frente, maresia,
Estou na areia da Praia do Amor,
Esperando que admita,
Que sem mim não há poesia,
E também não há alegria.
Quero mais de um milhão de beijos,
E morar no paraíso dos teus desejos,
Quero ombro, quero colo,
Seguindo muito além,
Do teu respeito - quero o teu amor inteiro.
Talvez o teu divino ciúme não seja
tão divino assim,
Ele afasta o perfume que só sai
do nosso jardim,
Não faça assim,
Volte para mim,
Eu nasci para você,
E você nasceu para mim.
Esse teu ciúme nunca me entristeceu,
Neste pequeno bloco de sonetos,
Registro cada pedaço meu e teu,
Talvez você não se deu conta,
Que esse meu coração é somente teu,
Venha cá, meu dengo,
Ocupa esse teu lugar é todinho teu,
Juntos cuidaremos do nosso amor,
sublime amor que sempre nos pertenceu.
Até o teu olhar disperso,
Perdoo porque sei que no amor
é preciso ousadia - e abandono,
Estarei sempre pronta,
Para voltares e tomares conta,
Vem, amor! Ainda não é passada a hora,
Porque quando menos imaginas o
amor sempre estará de volta no raiar da aurora.
Perco-me de tanto contentamento,
Entre o teu aroma e o meu,
Doce confusão,
Que só faz bem ao coração...
Encontro-me com você,
Escondo-me de você,
Para ocultar a paixão,
Faz parte da dança da sedução.
Venero o que vem de você,
Arrumo cada significado,
Dou à entender,
Que o meu respirar é apaixonado.
Sim, o meu respirar e todo o meu ser,
Namoram o que vem de você,
Até debaixo d'água,
Não deixo lembrar o meu pertencer.
Frondosa como uma árvore em floração,
É o nosso amor brotado em chama,
Nascido de versos,
Vamos além da cama - assim espero.
Bate poeticamente o sentimento,
Entre o teu e o meu,
Doce manifestação,
Que bom que o amor nasceu!...
Repousada sobre a colina
Alhambra aguerrida
Fortaleza protegida
Vermelha andaluz
Iluminada mesquita
O teu povo esbanja luz
Eterno é o sinal Nasrida
Como o trote do andaluz
E o sapateado da bailarina
Sinto a tua moura presença
Saborosos são os teus temperos
Permanece o rastro dos incensos
O destino proferiu a sentença
Marcou-a com belíssimos arabescos
Os sons das castanholas
As batidas dos nossos pandeiros
O sacodir dos leques das espanholas
E graça do gingado das nossas negras
Brasil e Espanha - duas lindas misturas
Dois amores separados por um oceano,
- mas inteiros.
Surge o poente diligente
Sinto você ausente
Em carícias e malícias
A minh'alma desafia
Desliza até você
Flutua como embarcação
Irá aportar no teu coração
A tua cor é tingida de poente
Percebi que o teu coração
Esbanja solidão - és carente
Ainda se mantém de pé
Resistentemente valente
Entregando-se com paixão
Buscando ter o coração
Ao som de Ravel
Rompe o fel do cotidiano
Busque o rapapé
Convide para o rastapé
Pare de ficar ocultando
Mergulhe no amor
Se declare na Praia do Jacaré
A rua acima
da minha rua
é o endereço
da memória
do amor de
muita gente
que migrou
para o infinito.
E todos nós
nos divertindo
com a tragédia
de quem não
nos entende,
e se colocou
num mundo
em guerra por
ignorar que
viver significa
fazer o bem
sem ver a quem.
Da rua acima
da minha rua
não olhamos
só para trás
e para quem
longe se foi,
Em noites
mui escuras
ali sempre
contemplamos
a luz da Lua.
Os que vão
contra o oculto
e o destino
são todos
os que creem
na vida curta,
nem no verdor
e no balanço
das árvores
poemas não leem.
Creio na existência
do amor romântico,
Que uns dizem ser
um total desvario.
Que o amor esqueça
ou me enlouqueça:
Por ele irei virar
a minha cabeça.
Mesmo sem ver
e sem me tocar,
Ele está a esperar
a hora acontecer.
Que o amor demore
ou não me encontre:
Por ele tenho feito
sempre por onde.
No fundo o amor
bem sabe disso,
Mesmo sem saber
ao certo que existo.
Verão no Atlântico
do nosso hemisfério,
O sabor do beijo:
desejável mistério.
Quando te vi
pela primeira
vez cheguei
a crer que era
amor para
a vida inteira.
Você brilhou
no meio de
uma elegante
reunião com
a sua presença.
Bem rápido
conversamos,
números dos
telefones nós
dois trocamos.
Você veio até
o carro para
se despedir,
o céu estrelado
do balneário
foi testemunha.
Não me recordo
de quem foi em
busca de quem,
só me lembro
do primeiro beijo
que jamais
me esquecerei.
Quando você
não quis mais
permanecer,
decidi partir
para o amor
no coração
não se perder
para quem
merece receber.
Da vontade
para você
o impulso,
Divertida
importunação
habitante
da imaginação.
Do perfume
para você
sou aquele
que vem
da montanha,
E coloca uma
cidade toda
em festa
e sem pressa.
Não saio
por nada
e nem por
licença poética:
Doce nos lábios
e vício que corre
nos teus poros.
No rádio toca
a canção
outrora proibida,
Tens traçado
a estratégia
de me trazer
para perto
porque sou
a paixão recolhida
e o amor da tua vida.
Oferecida
e vulgar
para entreter,
envolver-te
e sorte teria sido
se conseguisse
encantar-te.
Permaneci
inabalável,
você jamais
se esqueceu,
de ti serei
sempre
a saudade
inalterável.
Você quis
escapar,
se afastou,
o tempo
passou,
ele não volta
nunca mais
e igualmente eu.
Na imensidão
dessa espera
toda por você:
o coração não
crê na força
da distância
porque o amor
sempre será maior,
e os passos
serão concretos.
O quê é completo
há de ser secreto,
o destino está
nos mostrando
que estamos
no caminho certo.
O canto das aves
com o do vento
em anúncio
ao novo tempo
pelo contratempo
vivido e sofrido,
é amplo aceno
que tudo há
de ser pleno
e recompensado.
O amor jamais
irá se perder
e nem deixará
ninguém o levar,
Sei que ele vem
e me fará confiar.
Nele há toda
a maior sedução
de todo o mundo,
E a melhor, doce
e sã perversão.
O mundo está
em guerra,
e mesmo
assim estou
na perfeita paz.
O coração rejeita
a desesperança,
tem a fé de
uma criança
que crê tudo
há de se ajeitar,
por ter olhos
inteiros de festa.
De braços abertos
na imensidão
da espera por você,
Vivo em contestação
em nome de tudo
que nós acreditamos.
A tempestade se
anunciou intrépida,
A floresta se tingiu
com a mesma cor
dos teus amorosos
olhos misteriosos.
Nos meus sonhos,
mesmo que sejam
outros os caminhos,
A cada dia tu vens
me trazendo todo
dia mais para perto.
Em pleno meio-dia,
bate bem forte
o meu coração
como a badalada
da Igreja Matriz
São Francisco,
Sinal que está inteiro
e celebra nós dois
nesta rota que principia.
Nunca abrimos
o vinho que
está guardado
na antiga cristaleira,
parei com besteira,
e aquele disco
repeti a noite inteira.
Não sou mais
a mesma ingênua
que chegou
cheia de sonhos.
O scarpin vermelho
está no canto
do meu quarto,
e tenho apenas
que ter bom senso.
A névoa caída
na madrugada
não atrapalhou
os meus olhos.
Nunca precisei ter
enfeites nas mãos
para a antipatia
que a face precisa
esconder com
quem nada fez.
Na penumbra sem
desejar o quê
na vida me tornei:
a estrela solitária
em nostalgia.
Nenhuma cara feia
me intimida,
alguma dúvida
ou pouco caso
com a minha poesia.
Faremos as próprias
leis em busca da paz
neste mundo que
marcha rumo à guerra.
Em busca do paraíso
de amor por nós
ainda desconhecido
pela tal Lua-de-Mel
tão sonhada na Terra.
Calaremos aos beijos
todas as angústias
do tempo que não
nos conhecíamos.
Em busca do aconchego
de amor por nós
a ser vivenciado
na tal Lua-de-Mel
tão aguardada no céu.
Dançaremos colados
o ritmo dos séculos
porque almejamos só
pelo amor ser lembrados.
Com toda a certeza
mesmo sem saber quem
tu és algo me diz
que já somos namorados
e nem sequer sabemos.
