Texto de Reflexão de Amor
Amor x solidão.
Amar alguém exige confiança, adaptações, equilíbrio e sinceridade.
A solidão traz liberdade, conforto, sabedoria e críticas.
A distância em que o amor é saudade e o desejo constância.
O ponto fraco da solidão é o fim de quem ama e o fim de quem ama é a solidão. Como diria Espinosa, seria a mesma coisa inversamente.
Encontrar alguém perfeitamente, ou milimetricamente calculado é bem difícil, quase impossível.
Eu gosto da solidão até o limite de eu desejar uma companhia como uma linha tênue para meu sufrágio.
A genialidade é o que conta.
Você sente a maravilha de ter alguém por perto, é mágico e te liberta de uma corrente invisível chamada solidão.
Essa bolha que se vive explode a partir do momento que se enxerga a energia e a força de dois lados.
A solidão não é ausência de presença. A solidão é um estado ideal onde a pessoa vive satisfeita com aquele determinado meio.
A solidão não é suficientemente ideal para o ser humano.
Nunca vi alguém feliz na solidão. Nunca vi bexigas no velório. Existem orações mais sinceras em hospitais do que na igreja.
Você deixa a solidão quando sente algo complementar. É como se fosse dois imãs se atraindo fisicamente, ou se unindo quimicamente.
Uma solidão inerte não te leva a resultados diferentes. Uma solidão com atritos te leva a uma fusão.
Uma solidão com elevado grau de soluto te leva a uma solução saturada. Tal como acontece no amor.
De que vale uma vida sem desejos e paixões?
Quando o amor colide com a solidão, este morre afogado pelos sentimentos. Os sentimentos de amor é a maior virtude que um homem pode ter. A sabedoria em administrar o seu "eu" e ceder um espaço para o outro, sem dúvidas, algo genuíno.
O amor inebria o ser da solidão e toma conta do ente (imaterial).
A confiança, repito, é a chave disso. Ultimamente não se tem mais confiança em nada, são tempos difíceis de encontrar amor.
A esperança é o que move essa engrenagem.
Quando a pessoa se permite ser amada, ela não enxerga, à princípio, mas quanto vê isso já tomou conta dela.
O amor pode ser cego, mas as atitudes não. A solidão pode ser calada, mas a essência é perceptível.
Em relacionamento, a grande maioria quer uma namorada, legal, bonita, inteligente e, especialmente, super fofa / romântica igual aos filmes.
Bem raro encontrar, mas, às vezes, até a pessoa morre e nem encontra isso. O problema disso chama-se "estar" e não "ser".
Estar é passageiro e é momentâneo.
Ser é o que a pessoa naturalmente é, espontâneo e contínuo.
Eu gosto da solidão, ao mesmo tempo, não gosto de ficar olhando no tempo e vendo a minha vida passar sem uma risada, alguém para sair, conversar, dialogar e poder sentir o prazer da vida.
Qualquer pessoa pode amar alguém. Mas o que lhe garante que àquela pessoa vai aceitar esse amor, se não for o que ela quer?
A lua brilha na escuridão e o sol clareia na iluminação.
Uma vida sem amor é como um mundo sem vida, sem racionalidade.
Eu posso te amar,
mas quem me assegura
que esse amor encontraria em ti
um lugar para repousar?
Se o teu coração não quiser abrigo,
que destino teria o meu?
Eu posso te oferecer minhas marés,
minhas mariposas de ternura,
meus silêncios cheios de cuidado.
Mas o que me garante
que tu não deixarás tudo escapar
pelas frestas da tua distância?
Há amores que nascem pássaros
e outros que vivem como sombra.
O meu — este que te busca —
é feito de voo e entrega,
mas precisa de mãos abertas
para não se perder no ar.
Se não fores tu,
se teu peito não desejar,
que eu não me transforme em vento triste
rondando a tua porta.
Que eu aprenda a voltar para mim,
mesmo querendo tanto ficar.
O amor é tão complexo..complicado eu diria...
Deveria ter dicionário... amar é uma aventura é sério eu nem tenho adrenalina pra isso...
Altos e baixos... loucuras, prazer e choro..quando está dando certo é o paraíso..mas quando deixa de ser.. se torna um martírio... a alma dói tanto que parece que vai se rasgar ao meio... não consigo suportar tanto.. não nasci pro sofrimento.. é como se respirar fosse difícil porque o amor mora dentro da gente .. a pessoa que amamos já faz parte da gente... e depois, como tirar pra sempre?
AMOR DESSE JEITO
Carrego no peito
O instinto de amar
Com você eu aceito
Desejos de sonhar...
Lágrimas chorei
No canto do leito
Ah como eu amei
Assim do meu jeito.
Mas você foi embora
E não posso encontrar
O lugar que hoje mora
Deus levou para guardar.
O tempo fez moradia
O amor sempre presente
Seja de noite ou de dia
Eu te amo eternamente!
Esse é meu jeito de te amar
Embora longe do meu leito
Sei que ainda vou te encontrar
Você é toda vida no meu peito!
JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA
O amor só existe no presente. Colecionar memórias não é uma regra sobre a forma do humano amar.
Afetos e memórias são relativas.
O painel de controle interior para amar foi esquecido em meio a tanta alienação.
Podemos construir um futuro incrível juntos ou padecer em guerras imaginárias movidas ao ego de predadores de crianças e bebês.
Talvez amar seja renúncia ...
Talvez amar seja liberdade...
O amor não é e nunca foi egoísta...
Amar é se sentir livre, confortável ...
Ninguém é feliz preso em gaiola ..
Ninguém é feliz sufocado ...
O amor não cobra, não dói, não entristece...
Amar é dar sem esperar receber.. aquele que ama esperando algo em troca não sabe o verdadeiro sentido do amor ...
AMOR DE TODAS AS ESTAÇÕES
Com o passar do tempo, aprende-se que amar não é olhar um para o outro como que em um transe permanente, mas com o olhar amoroso e consciente daqueles que escolheram caminhar lado a lado.
O segredo dos amores que duram habita nos pequenos gestos do cotidiano, nas infinitas formas de dizer "eu te amo", sem pronunciar uma única palavra. É manter acesa a centelha dos primeiros tempos. CRÔNICAS DO AMADURECER, Papo de Gente Grande - Valéria Leão
O amor dói:
Deuses qual é o preço a pagar para não sentir o amor, pôs amar dói e já não quero mais sentir o amor.
Deuses de baixo por favor falam para mim, qual é o preço a pagar para não sentir, pôs eu quero pagar para nunca mais sentir, e do amor se livrar.
Estou amaldiçoado no amor pelos deuses de baixo, pôs zombam de mim em me fazer sentir, deuses qual é o valor a pagar para nunca mais voltar a sentir.
Deuses de baixo estou desesperado a pagar para a maldição quebrar, e do amor se livrar.
Deuses por que não aceitam o valor que estou disposto a pagar, para mim se livrar da maldição de amar, pôs eu não quero nunca mais amar.
Os desuses de baixo não querem receber nenhum valor, pôs eles já ganhão com o meu sofrimento de amor.
Estou amaldiçoado pelos deuses de baixo e não há o que fazer apenas resta sofrer.
A minha fé esta no amor...
A minha esperança é o amor...
A minha "religião" (?) é amar com amor....
O meu milagre esta no amor que cura...
A minha vida quem conduz é o amor...
Quem esta no controle é o amor...
Quem salva é o amor...
Sómente o " amor" restaura...
Só quem ama perdoa...
O amor, sómente o amor, pois acima de tudo,o mais importante é o amor.
O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.
Viver por inteiro
Às vezes, não é falta de amor, é apenas medo de amar outra vez... Medo de se entregar, baixar as defesas e descobrir que aquilo que pode nos fazer felizes também pode nos ferir.
Talvez por isso algumas pessoas esperem encontrar alguém que lhes mostre que pode ser diferente, que as compreenda e as ajude a superar seus medos. Mas acredito que o amor não deveria nascer da necessidade de alguém provar alguma coisa. A pessoa certa não precisa representar um papel para ser amada; precisa apenas ter coragem de ser quem realmente é.
E talvez seja justamente aí que o medo comece a perder força: quando encontramos alguém diante de quem também podemos ser nós mesmos, sem precisar esconder o que sentimos ou explicar tudo aquilo que somos.
Porque amar nunca veio com garantias. É apenas o encontro de duas pessoas imperfeitas que, sendo verdadeiras uma com a outra, decidem correr o risco de sentir.
No fim, coragem não é deixar de ter medo. É não permitir que o medo nos faça viver pela metade.
VÉRTICES
Quando me vem o medo de amar,
lembro-me de que o amor é bom
e paro num espaço de tempo retrógrado.
Em frações de segundos,
vejo-me, olhando-me por dentro,
com o coração acelerado.
E, em um curto espaço de tempo,
a colisão de dois corpos,
ambos tentando ocupar
o mesmo espaço, a mesma matéria...
Assim foram aqueles tempos.
Chego a pensar na suavidade do vento,
este que lambia seus cabelos naquele dia,
e lembro de belezas mil que me ofertaste.
As lembranças são partes a revoar
ao longo dos dias na minha mente,
que insistem em se perpetuar
ao longo dos anos!!!
Em meus pensamentos,
estas lembranças que se formam
através de imagens
ressuscitam tempos bons, enigmas e parábolas,
construindo, assim, vértices
em pontos estratégicos do coração,
mostrando toda a beleza
dessa encantadora criatura
que caminha em busca do seu equilíbrio!
Dor
Às vezes, a dor consegue ser maior que o amor.
Falamos tanto sobre o sentimento de amar… mas e a dor?
A dor física, aprendemos a amenizar.
Mas e a dor que fica dentro?
A dor de perder alguém que nunca mais iremos ver, nem sentir?
Como se ameniza uma dor dessas?
Com ela se vão os sorrisos, os abraços, os melhores conselhos.
Que remédio existe para tanta dor?
Qual é a cura de deixar alguém partir
sem ao menos ter vivido o que foi sonhado?
Como seguimos, convivendo só com a dor e as lágrimas?
Os abraços não terão mais calor.
Os conselhos perderão o sentido.
As gargalhadas já não terão mais graça.
Como me despeço de quem me ensinou tanto?
Como direi “adeus” sem saber se você está ouvindo?
Me perdoe por não ter aproveitado mais a sua presença…
Por não ter dito mais vezes o quanto eu te amo.
Dói dizer adeus.
E dói ainda mais saber que agora você vive apenas dentro de mim.
K.B.
Fácil querer amor, difícil amar.
Fácil falar, difícil agir.
Fácil pedir, difícil oferecer.
Fácil julgar, difícil se colocar no lugar.
Fácil ser indiferente, difícil fazer a diferença.
Fácil ouvir, difícil compreender.
Fácil tolerar, difícil transformar.
Fácil derrubar, difícil construir.
Fácil guardar, difícil compartilhar.
Fácil ter, difícil ser.
Fácil estranhar, difícil aceitar.
Fácil imaginar, difícil viver.
Fácil passar pela vida, difícil viver de verdade.
Paralelo à liberdade
(Mauro 1Evaristo)
É muito mais fácil odiar que amar,
Amor é criança pedir a camisa do Neymar
Ódio é multidão irascível insana
Sujando a história democrática corintiana.
Ódio não existe ou permite razão
Daí todo o que odeia ser sem noção,
O amor é paralelo à liberdade
Só ama quem tem responsabilidade.
Ódio é doentio, divide qualquer nação,
Quem odeia perde o rumo e razão
Ignora causa, fato e efeito,
Quem odeia despreza ter coração,
Mas o Amor engrandece qualquer sujeito,
Quem odeia só vê o reflexo no espelho.
feradapoesia.blogspot.com
Talvez o verdadeiro amor seja amar para além do estar. Quando seu coração pertence a uma única pessoa, e nada faz isso mudar, você descubre a definição de um amor verdadeiro.
As vezes achamos saber tudo, até que vemos a verdade em um piscar. Não deixe o ego dominar aquilo que te faz sentir vivo. Amar dói sim, do contrário, não curaria a dor. Amar pode fazer chorar, ou então não faria sorrir. As vezes amar é apenas amar. É estar lá por alguém, mesmo que ela ainda não possa estar aí por você.
Amar é saber que aquela pessoa significa tudo no seu mundo, e que você iria até o inferno de Dante, o submundo de Hades, até cantaria como Orfeu, faria às Fúrias chorarem só para ver, ainda que por um segundo, um sorriso sincero no rosto de quem mais ama. É ansiar o encontro, mesmo sabendo que a partida destruirá seu coração. É imaginar a pessoa ao seu lado com os olhos brilhando e o coração acelerado, ainda que tenha ciência de que, ao sair dessa breve ilusão, lágrimas cairão em seu rosto e um aperto envolverá o teu peito ao perceber a falta de quem é tão presente dentro de ti.
Não negue o seu amor. Não lute contra. Não adianta. O amor é sorte, e se você tem a sorte de amar e ser amado, não deixe que isso se perca. E as vezes você pode achar que está só, mas o que se esconde nos sussuros do vento são muito mais do que lamentos. As vezes o amor apenas precisa de mais um tempo. Nem que seja na próxima vida, mas um amor sincero sempre se realiza.
- Marcela Lobato
Talvez o verdadeiro amor seja amar para além do estar. Quando seu coração pertence a uma única pessoa, e nada faz isso mudar, você descubre a definição de um amor verdadeiro.
As vezes achamos saber tudo, até que vemos a verdade em um piscar. Não deixe o ego dominar aquilo que te faz sentir vivo. Amar dói sim, do contrário, não curaria a dor. Amar pode fazer chorar, ou então não faria sorrir. As vezes amar é apenas amar. É estar lá por alguém, mesmo que ela ainda não possa estar aí por você.
- Marcela Lobato
A maioria das pessoas não faz ideia do que é amar realmente. É óbvio que o amor dói, afinal, se não doesse, não poderia curar. Hoje as relações são pura conveniência. Até diria que o amor respira por aparelhos na Era moderna, e logo deixará de existir. As pessoas são carentes, não querem aquela pessoa que amam, mas sim qualquer pessoa, e quando essa pessoa não é mais conveniente, simplesmente trocam como se o outro fosse uma peça de desmanche de automóveis.
O "amor gourmet" nunca foi e nunca será amor. Se você pode esquecer alguém em questão de dias, semanas ou meses, se pode descartar e seguir em frente com uma noite de choro pelo apego, nunca foi amor. Viver assim pode até ser mais seguro, afinal, por um lado, jamais terá seu coração quebrado, mas por outro, nunca vai conhecer o oposto de ter um coração partido, e nunca vai crescer ou saber o que é amar alguém tanto quanto a si mesmo. Nunca terá tido a coragem mais perigosa do mundo.
- Marcela Lobato
O Verbo Amar De Quatro Letras Conjugado Com Quatro Patas
A palavra “amor” possui quatro letras, mas, graças a ti, percebi que também pode ter quatro patas; lembrei que a felicidade não é uma constância, sim uma soma de momentos felizes e, certamente, cada um ao teu lado, eu fui feliz; muitas vezes, quando estava triste, a tua animação ou o teu silêncio repousando aos pés foram o abraço de conforto mais sincero que recebi — a tua maneira carinhosa de falar que ia ficar tudo bem, que ainda não era o fim.
Por tua causa, então, passou a ser muito estranho ouvir que um animal tão empático é irracional; mostravas mais sensibilidade e bom senso do que muita gente, sempre sabias se eu estava bem ou se estava mal. Foste presente de várias formas, a minha melhor companhia em certas ocasiões, inclusive durante as tempestades, em fases que fiquei quase sem forças — uma fidelidade desumana pelo nível de excelência. O amor expressivo transbordava da tua essência.
Hoje, afirmo seguramente que foi fruto da Providência Divina a tua existência na minha vida, parte importante da minha jornada. Agradeço imensamente ao Senhor. E agora, o teu lindo amor de quatro patas é sinônimo de saudades, continuará existindo numa área reservada da minha mente, assim, será um lembrete do que é amar de verdade; uma luz aprazível de ânimo e um fôlego para minha alma. Às vezes, um latido alegre vale muito mais do que um “eu te amo”.
"Tanto o amor como o ódio, em excesso, são prejudiciais. Amar e lutar excessivamente por aqueles que querem ser chicoteados é gastar forças e energias em vão e privar o oprimido do poder do senso crítico de se revoltar contra sua própria opressão; já cultivar excessivamente o ódio torna o seu portador vulnerável a escolhas estúpidas e o torna cego para suas consequências"
(Ricardo Ap. Pereira)
