Texto de Reflexão de Amor
Como bolhas de sabão.
Em cada momento da vida
Atento ou desapercebido
Em cada silêncio, em cada ruido
Faça ou não, sentido
No raio que o Sol nos envia
Alcance ou não te alcance alegre
Haja chance ou não de encontrar alegria
A luz de todo dia foi-me entregue
Entrego ao meu coração sua escolha
Assim como toda escada
Oferece a descida a quem queira
Estar parado à beira da estrada
É sempre outra opção, ela existe
O caminho é indiferente
Se te encontra alegre ou triste
Talvez negue ao coração tua escolha
De vez em quando há de surgir
Um pensamento inconsciente
Desses, que se pudesse
Afastaria com um gesto das mãos
Amanhece mais um dia
A luz do sol, que a tudo alumia
Esteja ou não consciente
Ela já pode ser considerada entregue
Luz em luz, de escuridão em escuridão
Te vai se aproximando o momento
Desejado
Ou se pudesse, o afastaria com as mãos
Milhares de pôres-do-sol depois
A vida passa tão assim...depressa
Chega a parecer
Que às vezes foi de dois em dois
Assim como qualquer escada
Te oferece sempre mais de uma opção
Ou somente o que te resultar de escolhas
Como as bolhas de sabão, que outrora foram tantas
Que sempre que podia
Afastava, atenta e desapercebidamente
Com um gesto das mãos
Fingindo inocente.
Edson Ricardo Paiva.
Rabiscando a vida.
Rabiscando
Sobre as linhas retas
Que não posso ver
Vindas lá da luz do céu
Encobrindo o breu, que nos convida
Com palavras que não posso ouvir
Nada é incrível, no entanto
Elas são tão claras
Quanto a cara imprecisa
De sorriso obscuro
Escondida, atrás do muro da vida
Quanto o brilho do ouro, que não tenho
Mas eu sei quanto estão lá
Vou rabiscando em desenhos
Solução pra tantos medos
Quantos enredos mirabolantes
Entretanto, nada inverossímeis
Pois eu sei o quanto estão elas
Sob a luz das velas
Sob o malho de cinzéis
Prontas pra se revelar
Talvez como simples rascunhos
Sob a força dos punhos
e a constãncia da vontade
Essas, em linhas não tão retas
Pois a verdade se curva
Pra se alinhar com o horizonte
Azulado e verdejante
Cujo limite do olhar não alcança
Não alcança de olhar aberto
É preciso um pensar mais longe
Pra poder enxergar
O que esteve tão perto
Mas oculto sob o malho dos cinzéis
Quantos céus e quantos outonos
Verão teus olhares mornos
Teus ouvidos vitrificados
Quantos vasos queimarão teus fornos
Carentes de um olhar mais puro
De enxergar no escuro
Encobertas pelo breu que te convida
A enxergar de forma assim, tão clara
A cara da vida?
Edson Ricardo Paiva
Dimensões.
Nós sabemos a vida
Não sabendo-lhe a forma adequada
Isto dito ao vento
No momento, existo!
Posto isso, pouco a sei, além de nada
Morte, as tive algumas
Enquanto a vida se amontoa ao vento
Por acaso, à esmo, à toa
Lacuna entre duas ausências
A vida é uma duna
Uma efêmera presença
Que passa despercebida
Até por alguns dos presentes
Uma página já lida
E também já virada
A morte mais estranha
Que se pode ver vivida
Passou tão depressa
Quem a leu, na sanha de virá-la
nem se lembra de nada
Passou dessa para a estante
Num canto esquecido da sala
Na casa da eternidade
Se confessa arrependida
Pelas coisas que não fez
Se percorre uma vez
Removendo o pó estrada
Pó de existências
Passageiras como nós
Fugazes e sós
Instáveis, incríveis
Existências perecíveis
Voou como instante
O pião na fieira
A fogueira, a esperança
O choro do filho, a vaidade
A verdade, a meia verdade
O barulho do cristal quebrando
O orgulho ferido, a ira propensa
A pequena diferença
Entre o sempre
e o de vez em quando
A esperança perdida
A mesa posta
Pra quem gosta de comida em fogo brando
Morte, as tive muitas
Madrugada, olhar perdido
Coisas tão distantes
Vivendo apenas uma vida
Não dá tempo de estar juntas
Se o poeta não juntá-la em versos
Nalgum canto empoeirado
Lá na sala do infinito
Assim, ao menos por um mero instante
Se ficaria bonito, nunca saberemos
Porque tudo tem três lados
Um peão num barbante.
Viveu para o mundo
Algo assemelhado
em ao menos uma das dimensões
Morreu para a vida
Por breve descuido.
Edson Ricardo Paiva
"100 Dias De Gratidão"
Hoje eu agradeço pela vida de um menino que acabei de saber de sua existência. Ele tem 3 meses, e esta com algumas dificuldades respiratórias, apesar de levar um susto ao saber de sua existência, peço em nome de toda a gratidão que ele se recupere logo. E aproveite essa vida maravilhosa em que vivemos
Acho que chega um momento em sua vida que você simplesmente "desiste".
E isso não quer dizer que você desistiu por covardia ou coisa assim, acontece que jóias preciosas estão em lugares preciosos, e talvez seja o único lugar que você realmente deva estar, no meu lugar mais precioso, dentro do meu coração.
Durante toda a minha vida eu passei contando passos, passos curtos, passos largos... Apenas "passos".
Pessoas que passam por mim, simplesmente passam, deixando suas marcas, seguem o seu caminho, e eu adormecida observando e levando a vida, minhas perdas e meus ganhos, passaram a interessar somente a mim.
Como num castelo, construí grandes paredes, que com a ruína do tempo, se fortaleceram ao invés de desmoronar-se.
"Provações"
Se você esta passando por alguma provação na sua vida, olhe para o lado, você não é o único.
Infelizmente temos o péssimo hábito em achar que "apenas o nosso sofrimento" é um pesar.
Se passastes por duras penas, sabe bem o pesar de cada palavra, porém, alcance a sua vitória, tenha "fé e equilíbrio". Duas palavras que mudarão por completo a sua vida. E automaticamente às transformarão em uma frase fortalecedora: "Equilibrando-se em fé"
Não espere à mais e não desacredite sendo "menos". Se tiver fé, encoraja-te e agarre-se naquele que fortalece.
Todo aquele que crê sempre será "provado" e diante dos caminhos inusitados...
Supere-se!
Afinal, você ainda é um ser... E todo ser amado, sempre será provado.
"Lais Souza"
Diante de seu trono em Vitórias, o espetáculo da vida se reacendeu, lutou para chegar em cada pódio, e com maestria e simpatia, sua Vitória como ser humano se estabelecia.
Como na vida tudo é incerto, a mesma, passou por um trágico acidente, ao ver dos comuns, mas para uma guerreira, a sua luta começou no dia em que renasceu.
Tratando de suas conquistas como um desafio, estabeleceu um limite ao chegar perto do céu. Que os seus anjos lhe acompanhem e te façam lutar para novamente andar e provar que "tudo pode ser possível se acreditar com o seu coração e se dedicar com a sua alma".
"A meticulosa vida de Tatyane Nicklas"
E agora?
Talvez eu seja conhecida por meu sorriso largo, por minhas atitudes infantis, meu olhar triste (Formato dos olhos, risos, e pela forma que eu escrevo Rs, - "risos") e um milhão de coisas que se passam todos os minutos na minha cabeça, me fazendo olhar para o teto e contar quantas lampadas desnecessárias estão lá. Nem todos pegam isso de mim, nem todos nem imaginam quando eu não estou presente, nem todos me enxergam. E eu faço questão disso.
Na véspera de mudar toda uma estrutura, de encarar tudo de frente, e se despedir de uma vida concreta, penso: E agora? Sim, eu sempre falei através das musicas, e é por elas que eu tenho o dom da existência, seja lá qual for a inspiração, elas sempre estão comigo, medo? Não, isso eu não tenho mais, eu sai das fraldas! E é a única coisa que tenho mais visto ultimamente.
Porém, ainda paira em meu ar... What Now?
E agora? - O que é que eu faço com toda essa sabedoria? - O que é que eu faço para não ficar presa nos olhos enganosos do amor? - O que eu faço para não me permitir? Quando a unica coisa que eu mais quero nesse momento é viver "eu", sim, viver "eu", ser "eu", conquistar "eu", administrar "eu".
Cheguei lá! Finalmente.
Desejo que me abrace através do seu pensamento, todos os dias da sua vida. Pois é isso que eu faço, até mesmo quando acordo com mil e um abraços, só os seus se encontram nos meus mais secretos e meticulosos pensamentos.
E agora?
Vou aceitar o pedido, e me despedir de uma vida vazia, ao menos de companhia. - Eu direi sim, para mim!
É duro envelhecer, me encontro em uma nova versão, que não era a minha meta de vida, mas eu sábia o que era a vida?
Tem dias que a gente se olha no espelho e tem a sensação de que nunca ouvimos os mais velhos direito, é... o tempo passa muito rápido, e em questão de minutos... a vida te leva para outro patamar.
Não desista dos seus conflitos, não os ache uma bobagem, apenas creia que o tempo é o senhor, e você ainda é um menino.
Mãe,
Começo a pensar entre pensamentos peculiares sobre a sua jornada, sobre a sua vida.
Mãe, ainda tenho a chance de lhe chamar de mãe, e ser respondida, querida mãe, estou vendo o seu sofrimento, mães não deveriam partir nunca.
Se em algum momento em toda minha vida, eu disse que sofri, peço perdão ao verdadeiro sofrimento.
Te vejo adoecendo, te vejo cada dia lutando contra a natureza e a força do meu medo, destinada ao câncer.
Santo Deus, tenha piedade da minha mãezinha. A cubra com o seu seu manto sagrado.
Afasta de mim esse cálice, que sua vontade seja reconhecida e que me deixe ó pai, só mais um minuto no tempo.
Cura a minha mãe!
O sofrimento a casa torna, eu que pensei que tudo seria melhor e diferente com às mudanças da vida, eu que já fui tão feroz com minhas palavras, com minha língua e meu julgar, sim, eu já julguei e fui julgada, já pedi perdão e fui perdoada, estou um resto de pessoa, um resto de ser humano, minha mãe está se despedindo todo dia mais um pouco de mim, acaba de vomitar uma quantidade absurda, que chega a ser inimaginável, eu que tinha ansia até do ato vomitar, hoje estou aqui, acabo de limpar tudo o que eu repudiava com o próprio estômago. Está doloroso, sofrido, está cruel, não tenho mais sono, a dor dela é a minha, que abraços receber diante dessa atrocidade em sentir... percebi que estou deixando partes minha, morrer, não sei nem mais quem sou, e cada vez que ela passa mal, eu ergo meus olhos ao céu e dou glória a Deus, é como se Deus fosse ter piedade dela, e logo parece-me que não.
18 de Maio de 2021
Sim, os anjos disseram amem e eu? – Me apaixonei no primeiro reencontro.
Nunca em toda minha vida senti nada igual.
Senti como seu eu fosse tocada pelo poder do amor, nunca me comoveu antes cada sorriso, cada lágrima ou lástima. Enfim, conheci o amor. E dele não me importa as indiferenças.
Tatyane Nicklas
Na vida você tem escolhas a fazer a todo momento, você escolhe quem fará ou não parte da sua vida. Você escolhe diante das possibilidades ser ou não ser. Você escolhe em quem confiar seus segredos, mas não escolhe quem guardará os mesmos.
Você não pode escolher quem amar, mesmo que esse amor te machuque, não é opcional amar, mas sofrer sim!
Diante dos sonhos de menina se tornou mulher, a cada decepção encontrada nos encontramos em fé. Você é do tamanho dos seus sonhos. Acredite nas mudanças elas são essenciais para o desenvolvimento. O seu sorriso move o mundo, o mundo daqueles que realmente veem a diferença em você.
VIDA, CAMINHO DA ETERNIDADE.
(Dissertação inspirada no pensamento de Léon Denis).
A vida não é um enigma insolúvel, nem um acaso cego, mas uma lei sublime que envolve o universo em sua ordem majestosa. É o fio dourado que liga as consciências ao Infinito. “A vida é universal, incessante, infinita. Brota de todas as formas da natureza, derrama-se em todos os planos do ser” (Depois da Morte, cap. II).
Aqueles que a observam apenas pelo prisma material enxergam nela um breve clarão que se apaga na noite da tumba. Mas para quem a contempla com os olhos da alma, a vida é um rio sem fim, que desce das alturas divinas, atravessa os vales da dor e da experiência, e retorna, purificado, à fonte eterna.
A dor como escola da alma.
O sofrimento, muitas vezes temido, não é senão uma lição. “A dor é a grande educadora, a reveladora das leis superiores; desperta em nós as forças latentes e nos faz compreender a solidariedade que nos liga a todos os seres” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. IX).
Cada lágrima, cada prova, é um degrau oculto da escada que conduz ao infinito. O destino não pune, ele instrui; não aniquila, mas redime.
A lei de solidariedade.
A vida também é fraternidade. Nenhuma alma é uma ilha isolada, perdida no oceano da existência. Estamos ligados por laços invisíveis de amor e de dever. “Assim como as estrelas brilham juntas no espaço, sustentadas pela atração, assim também as almas crescem e se elevam pelo amor que as une” (No Invisível, cap. XIV).
Negar o próximo é estancar a própria ascensão. Amar é viver em harmonia com a lei universal.
A imortalidade como certeza.
A morte não é o fim. É apenas o desdobrar de um véu. “A morte não existe. O que chamamos assim é apenas uma mudança de estado, uma transformação necessária ao progresso do espírito” (Depois da Morte, cap. V).
Reencontraremos os que nos precederam, assim como seremos reencontrados pelos que virão depois. A vida é comunhão entre os dois mundos o visível e o invisível — que se entrelaçam continuamente.
O destino maior.
Viver é avançar. Cada existência é uma etapa, cada esforço uma vitória, cada dor uma lição. Do átomo ao arcanjo, a vida segue sua marcha, sempre ascendente.
E quando o homem, após longas lutas, atingir as cumeadas da sabedoria, compreenderá que a vida foi, desde o princípio, um chamado de Deus à sua criatura.
“Deus nos fez para a felicidade. A dor é apenas o prelúdio da alegria eterna, assim como a noite prepara o esplendor da aurora” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, conclusão
*(Dissertação baseada nas obras de Léon Denis - O Apóstolo Incansável Do Espiritismo.)
Meus irmãos, a vida é a maior das revelações divinas. Não é obra do acaso, nem simples agitação da matéria: é o sopro de Deus animando todas as coisas. “A vida é a lei universal, que se traduz em todos os graus da escala dos seres, desde o átomo até o arcanjo” (Depois da Morte, cap. II).
Não a julgueis pelas aparências frágeis e mutáveis. Sob a diversidade das formas, ela permanece eterna, indestrutível, sempre a mesma em sua essência. A morte, que tanto aterroriza os corações, não passa de uma mudança de vestimenta, uma passagem necessária para que a alma prossiga sua marcha. “A morte não é mais que uma mudança de plano, uma libertação” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. V).
A dor como mestra.
Se a vida fosse apenas alegria, talvez adormecêssemos no egoísmo e na indiferença. Mas Deus, em sua sabedoria, semeou a dor no caminho humano, não como castigo, mas como mestra.
“A dor é o estímulo supremo do progresso. Revela ao ser a lei moral, desperta a consciência e o conduz ao amor” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. IX).
Cada lágrima derramada não se perde: cai no solo fecundo da alma e ali germina em compaixão e fraternidade.
A solidariedade que nos une.
A vida não é isolada. Assim como as estrelas não brilham sozinhas no céu, também os homens não vivem senão pela solidariedade que os une.
“O destino de cada um de nós está ligado ao destino de todos. As almas formam uma vasta cadeia em que cada elo sustenta o outro” (No Invisível, cap. XIV).
Compreendei, pois, que amar não é apenas virtude: é lei da vida, é condição de progresso.
A certeza da imortalidade.
Ah! meus irmãos, que horizonte novo se abre quando sabemos que a vida não termina no túmulo!
Quantas mães reencontram seus filhos além da morte! Quantos corações despedaçados descobrem que a separação é apenas temporária! “A morte é apenas um instante na eternidade, uma pausa na sinfonia da vida” (Depois da Morte, cap. V).
Não há perda absoluta: tudo se reencontra, tudo se harmoniza no grande concerto da imortalidade.
O apelo da ascensão.
A vida é ascensão contínua. Cada existência é uma lição, cada prova um degrau, cada virtude conquistada uma vitória do espírito sobre as trevas.
E quando, após longos séculos de esforço, tivermos vencido o egoísmo e as paixões, quando a dor tiver cumprido sua missão, então a alma se erguerá radiante, livre, consciente de sua filiação divina.
Sim, irmãos! A vida é um dom de Deus. É a estrada luminosa que nos conduz, através de lutas e lágrimas, ao seio da Eterna Beleza. Não desanimeis, pois: a dor é a noite, mas toda noite se abre para a aurora.
“Deus nos criou para a felicidade; a dor é o prelúdio da alegria eterna, assim como a sombra prepara a luz” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, conclusão).
O Cativeiro da Agonia.
“Faço da minha vida um cenário da minha tristeza.”
E assim, a existência se converte em palco, e eu, ator sem aplausos, caminho entre sombras que se arrastam nas paredes da própria alma.
Agonia…
Tu que me encarceras e me vigias como sentinela antiga, tens mil portas abertas em tua fortaleza austera.
Eu, porém , cativo, não tenho nenhuma, ou talvez apenas uma:
o meu pensamento.
E o pensamento, este frágil portal para mundos possíveis, treme. Ele poderia ser fuga, ruptura, salto.
Mas não fujo.
Porque o dom dos abismos se levanta silencioso entre nós dois, entre tu e eu, como muralha feita de memórias, silêncios e ausências que se recusam a morrer.
E nesse intervalo, nesse vão entre o que sou e o que me dói, a vida permanece suspensa, hesitante, como vela acesa no vento que sopra de dentro.
Título: O Espetáculo da Vida — Entre o Caos e a Beleza de Existir.
A vida, em sua essência mais pura, é um espetáculo que se desenrola diante de olhos muitas vezes distraídos. Não há ensaio, não há roteiro fixo somos, simultaneamente, os atores, os diretores e os expectadores da própria existência. “não estamos aqui por acaso”. Cada alma vem à Terra para aprender, reparar e crescer. Cada dor é uma lição embrulhada em silêncio; cada encontro, um fragmento de eternidade disfarçado em casualidade. O palco humano é o grande teatro da evolução espiritual, onde o sofrimento não é punição, mas oportunidade de luz.
A vida é uma travessia emocional, um espetáculo psicológico em que o maior desafio não é vencer os outros, mas reconciliar-se consigo mesmo. As cortinas do tempo se abrem todas as manhãs, convidando-nos a ser protagonistas conscientes e não meros figurantes do nosso próprio destino.
Ele lembraria que o verdadeiro sucesso não está em colecionar aplausos, mas em desenvolver a capacidade de ser autor da própria história, mesmo em meio às tempestades.
Em cada conflito interno, um eco das próprias ações anteriores um chamado para o perdão e para a cura que transcende os limites do corpo. O reflexo das janelas da memória, que precisam ser limpas para que o olhar volte a enxergar o sentido do agora. O espetáculo da vida é grandioso demais para ser reduzido ao material, e complexo demais para ser vivido sem consciência.
A alma humana, é como um artista que muda de cenário a cada acontecimento, aperfeiçoando seu papel até que aprenda a amar incondicionalmente. O maior palco da vida é a mente quando ela aprende a transformar o medo em aprendizado, o passado em sabedoria e a dor em compaixão e recuperável, o espetáculo atinge sua mais alta forma de beleza.
No fim, o espetáculo da vida não é sobre aplausos, nem sobre o término da peça. É sobre o despertar.
Sobre compreender que cada ato, mesmo os mais tristes, compõe a sinfonia perfeita da evolução.
“O espetáculo da vida é sublime quando o espectador aprende a ser também o autor da própria alma.”
O RITMO QUE ESTA NA VIDA.
Livro: Desejo De Sumir.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
CAPÍTULO II
Quando esse ritmo é respeitado, as defesas naturais voltam a existir porque elas nunca foram destruídas. Apenas foram abafadas pelo excesso.
As defesas naturais do espírito são antigas. Silenciosas. Elegantes. Não gritam. Não endurecem. Elas operam por seleção. Por limite. Por medida. São a capacidade de sentir sem se diluir. De perceber sem absorver. De acolher sem se confundir com aquilo que vem de fora.
Uma dessas defesas é o discernimento espontâneo. Quando o ritmo interior está preservado, a alma reconhece instintivamente o que lhe pertence e o que não lhe cabe carregar. O sofrimento alheio é visto com respeito, mas não se transforma em peso pessoal. A injustiça é percebida, mas não corrói por dentro. O mundo volta a ser observado com lucidez, não suportado com exaustão.
Outra defesa é a estabilidade emocional profunda. Não se trata de indiferença, mas de eixo. O indivíduo já não reage a cada estímulo. Ele responde quando necessário. O que antes invadia agora apenas passa. Há uma serenidade que não depende das circunstâncias, mas da ordem interna restabelecida.
Há também a defesa do silêncio interior. Quando o ritmo humano é respeitado, o pensamento desacelera e a mente deixa de ruminar o que não pode resolver. O silêncio volta a proteger. Ele impede a contaminação psíquica constante. Dá repouso às emoções. Permite que a consciência respire.
Surge ainda a defesa do tempo. O espírito passa a confiar nos processos lentos. Não exige resolução imediata para tudo. Aceita a maturação. Compreende que nem toda dor pede resposta. Algumas pedem apenas passagem. Outras pedem espera.
E há a mais nobre das defesas naturais. A dignidade interior. Aquela que impede o indivíduo de se violentar para caber em um mundo adoecido. Quando o ritmo ancestral é retomado, a alma se recusa a viver contra si mesma. Ela se preserva sem agressividade. Se afasta sem culpa. Retorna quando está inteira.
Essas defesas não são aprendidas. São lembradas. Sempre estiveram ali, aguardando o momento em que o ser humano ousasse desacelerar e voltar a viver como sempre viveu. Com medida. Com profundidade. Com verdade.
É sempre assim, coisas boas e coisas ruins, acontecem em paralelo em minha vida - mas desta vez, as boas são tão boas, que as ruins já não me afetam!
Essa é a vantagem de ter apenas um coração; para certas emoções, simplesmente não me cabem!
Hoje eu aprendi; dar prioridade ao que me faz sorrir!
Estive muito tempo buscando encontrar uma mulher que inspirasse a minha vida.
Alguém a quem eu pudesse imitar seus passos; que tenha sobrevivido lutas parecidas com as minhas;
Uma figura feminina que eu pudesse olhar e me motivar.
Uma donzela fenix que ressurgiu das cinzas.
Para que nos meus dias difíceis eu pudesse dizer: "Se ela conseguiu, eu também posso!".
Hoje eu descobri que essa mulher sou eu.
