Texto de Reflexão de Amor
Pensar, verdadeiramente, implica transcender a corrente do inconsciente coletivo que muitas vezes nos envolve. Enquanto o inconsciente coletivo representa padrões de pensamento, sentimentos e memórias compartilhados pela humanidade ao longo do tempo, pensar significa questionar essas normas, desafiando-as com discernimento e reflexão.
Ao invés de aderir automaticamente às ideias predominantes, o pensamento envolve a análise crítica, a busca por perspectivas diversas e a formação de opiniões fundamentadas. É um ato de autonomia intelectual, uma escolha consciente de não ser guiado apenas pelas correntes da tradição ou da opinião popular.
Para muitas pessoas, o conhecimento é desvalorizado em favor da conformidade cega. Preferem abraçar o que é imposto como verdade e depositar sua fé em diplomas de papel. Viver no automático, sendo moldado por agendas externas, parece mais simples do que o desafio de pensar por si mesmas. No entanto, essa mentalidade aprisiona a mente e limita o potencial humano. O verdadeiro crescimento ocorre quando nos libertamos das amarras da complacência e abraçamos a jornada do pensamento crítico. É através da reflexão e da análise que podemos transcender os limites da ignorância e alcançar novos patamares de compreensão e realização.
Na existência, os padrões comportamentais atuam como grilhões invisíveis, moldando e muitas vezes limitando a experiência humana. Essas repetições automáticas, frequentemente adotadas inconscientemente, tornam-se as grades que aprisionam a autenticidade e o potencial de cada indivíduo.
Esses padrões, muitas vezes enraizados na cultura, na educação e nas experiências passadas, agem como espinhos que ferem a expansão da consciência. Ao condicionar respostas automáticas, impedem a exploração de novos horizontes emocionais e limitam a percepção de possibilidades.
Essa repetição de comportamentos limitantes cria um ciclo vicioso, alimentando sentimentos de baixa frequência. A autoestima é corroída, enquanto a sensação de inadequação e insatisfação se torna constante. Esses padrões, como sombras persistentes, obscurecem a luz interior, impedindo a expressão plena do ser.
No entanto, ao lançar luz sobre esses padrões comportamentais, abre-se uma janela de oportunidade para a transformação. Reconhecer as amarras que envolvem é o primeiro passo para quebrar os grilhões. A conscientização se tornam aliada poderosa na quebra desses padrões, permitindo a liberação de sentimentos de baixa frequência.
Desafiar os padrões comportamentais limitadores exige coragem e auto-reflexão. A busca por novas respostas, a exploração de territórios desconhecidos emocionais e a adoção de práticas que nutrem a positividade são fundamentais para romper com as correntes que aprisionam o potencial humano.
Em um mundo vasto de possibilidades, é imperativo transcender os padrões comportamentais condicionados, liberando-se para experiências mais ricas e elevadas. A transformação interior, guiada pela consciência, desenha um novo horizonte onde sentimentos de baixa frequência cedem lugar à ressonância de uma existência mais plena e gratificante.
Tenho andado em silêncio. Falar não tem sido o bastante, apesar de já ter falado muito.
O observar tem me parecido mais atrativo.
Deixar as coisas tomarem seu rumo sozinhas, como quando observamos aquela gota de chuva escorrendo pela janela... Ou quando vemos alguma presa prestes a ser devorada por seu predador que está ali parado, aguardando o momento certo, pronto pra dar o bote...
Certamente sabemos como será o desfecho da história, mas observamos com um certo fascínio...
Conto vantagem por isso, mas somente eu sei o peso de carregá-la...
Uma intuição que está sempre certa, traz consigo a frustração de não se surpreender...
"No fundo eu já sabia"... - Repito comigo.
Saber de tudo traz o vazio do conhecimento pra mentes humanas... O nada se torna muita coisa e tudo se torna nada...
... Já por algumas vezes senti uma satisfação e contentamento que não cabia mais em mim... Ia crescendo e iluminando o caos aqui dentro...
Lutar não foi em vão, mas me entregar teria sido.
Eu me via como um fraco, mas hoje vejo o quanto fui forte. Suportei o impensável, enfrentei...
Depois de muitas quedas, eu venci... Não deixei a luz que havia em mim se apagar...
E aprendi a aceitar os altos e baixos, sem me perder no processo...
Chovem gotas esparsas, a esmo,
água, ternura da natureza,
onde tudo tem sentido,
um conforto e um carinho
Não tenhamos medo portanto
do tempo, nem do amanhã incerto,
nele haverá um alento
a suprir necessidades
Em meu canto, prometo,
em horas de escuridão,
sonhar com um algo melhor,
sempre, para todos e a mim,
Enquanto isso, percebo os pirilampos,
que voam piscando felizes,
durmo e sonho com a paz,
esquecendo o mundo e seus deslizes
Meus versos
Meus versos, tão meus...
São vento, são flores entre mil perfumes
que espargem junto ao canto dos passarinhos,
são simples, tem leveza e descansam de algum queixume,
passando apenas uma porção de carinhos
Meus versos, tão meus...
são teus, não enxergas neles os laços
onde cada letra que surge é simplemente
um doce abraço ?
Não sucumbi às vagas ferozes que vinham
em cascatas mortais tentando me levar,
não sucumbi a tsunamis, vendavais,
nem às pedras atiradas nas vidraças,
não sucumbirei nem a ataque nuclear,
tenho um bunker que é pura proteção,
aço indevassável, alimento, água e ar,
é a poesia pura, germinando no coração,
dela nunca irão me separar
Então parei e observei:
vi, que havia muita pressa nos passos dos homens;
pouquidade de silêncio, e sobras de irreflexão.
.
Um lapso temporal, para muitas saudades,
é tudo que manteve-se, nessa estrada,
encalços e índices de reencontros.
.
["O viajante, em meio a eira do campo"].
Me chamo Murromoliua.
Filho empobrecido com o colono português.
Não trago luxo na bagagem, mas trago verdade.
Carrego histórias do chão, do dia a dia, da vida que me ensinou mais do que qualquer livro.
Gosto de aconselhar não porque sei tudo, mas porque já vivi o bastante pra saber o que dói, o que passa… e o que fica.
Cada conselho meu vem de uma cicatriz. Cada palavra minha vem de um lugar sincero.
O Sabão e o Silêncio das Pequenas Revoluções
O sabão, simples e comum nos olhos de quem tem tudo, é quase mágico nas mãos de quem tem pouco. Em muitas famílias africanas, ele não é apenas um produto de limpeza, é um símbolo de transformação silenciosa, uma revolução embalada em espuma.
Com ele, mães lavam a roupa dos filhos e, ao mesmo tempo, lavam a poeira da desigualdade. Com ele, crianças tomam banho antes de ir à escola, carregando consigo não apenas o cheiro da limpeza, mas também a dignidade que a sociedade tantas vezes lhes nega. O sabão limpa, mas também cura: previne doenças, protege corpos frágeis, restaura autoestima.
Talvez seja por isso que se diga que ele “faz maravilhas”. Porque, onde falta quase tudo, até o mínimo vira milagre. Enquanto em algumas partes do mundo se discute qual marca de sabonete é mais perfumada, em outras, comemora-se simplesmente tê-lo. Ali, o sabão é ouro branco não pelo valor que tem nas prateleiras, mas pelo impacto que gera nas vidas.
E essa constatação dói.
Dói porque nos lembra que há famílias para quem um pedaço de sabão é a linha tênue entre saúde e doença, entre dignidade e abandono. Dói porque escancara um mundo onde a normalidade de uns é o luxo de outros.
Talvez seja hora de olhar com mais atenção para essas maravilhas discretas. De enxergar que o verdadeiro progresso não está apenas em construir arranha-céus, mas em garantir que todas as famílias em qualquer canto do mundo tenham o básico para viver com dignidade. Porque enquanto o sabão for considerado um milagre, ainda teremos muito por fazer.
A grande necessidade do "pertencer" faz a gente aceitar a pequinez do outro...
faz a gente que é GRANDE tomar uma forma menor ou nos colocarmos em situações que nos sentimos obrigados a nos esticar para compor.
Os não's que não damos. A expectativa que cultivamos. A fantasia que criamos... a vida "não vida" que nos propomos a viver.
Aos Imperfeitos
Aprendi que mentir sobre algo geram dores maiores do que aquela que eu não quis enfrentar. E que para limpar este veneno exige a Verdade.
Descobri que elogiar e reconhecer os potenciais e virtudes das pessoas nos tornam mais próximos e o quanto isso é belo.
Eu já vivi o rancor, a angustia, a raiva, eu trai e fui traído. Já roubei um beijo e em algum momento roubaram de mim.
Tenho medos, vários, quase o tempo todo. Mas cansei de disfarçar ou negá-lo. Já sofri demais vestindo essa capa de super homem . Hoje eu aceito os meus medos e incrivelmente eles se tornaram menores.
Já vivi grandes amores, perdi alguns pelo caminho. Troquei de direção, de estilo, de gosto musical, só não troquei minha essência e minha fé.
Descobri que são nossas imperfeições o real caminho para o amor. Todos os meus erros me colocaram onde estou, com uma capacidade de perdoar a mim e aos outros.
Abandonei os julgamentos, pois eles tornam o caminho bem mais difícil e doloroso. Os julgadores veem inconscientemente nos outros a possibilidade real de mudança através do perdão e isso ainda os incomoda demais.
Hoje quando me dizem: como você mudou, está diferente! Eu sorrio e agradeço pois isso é evolução, portanto não é ruim.
E já me senti muito só, mas foi lá, no meu interior imperfeito que descobri, na fragilidade. Que minha existência nunca foi e nunca será só.
Pois no final, somos todos um.
Nossas imperfeições são o caminho de cura uns dos outros, através do AMOR.
Gratidão 🙏🏻
O Resgate
"Gaivotas alinhadas à beira mar,
Com toda sua pompa e circunstância,
Esperando o momento perfeito para voar,
Espera, até um peixe pegar,
Você tenta fotografar,
Mas esse é o momento perfeito para o horizonte buscar,
Então você espera até outra leva chegar,
Outras vêm e vão,
Na imensidão,
Não importa, num lapso de memória
Volta a lembrança,
Daquela circunstância
Em que uma das gaivotas parece te fitar,
Até te acompanhar,
Faz um balé em dança
Mas, mais uma vez, você perde o momento de clicar,
Encantada com aquela cena, com toda a exuberância,
A água está mansa,
Muitas gaivotas pousam e se vão,
A fotografia perfeita não saiu, não
Mas da memória jamais será apagada
Toda aquela abundância
De seres a embalar
O sonho de criança
Tentando apenas uma flagrar.
Ah, quem me dera!
Aos tempos de criança voltar!"
(Viviane Dona da Silva)
Esse poema havia se perdido, achei que jamais conseguiria reescrevê-lo, claro que não ficou como o original, mas ao menos consegui desenvolvê-lo após uns quatro anos... Foi um momento de muita reflexão em que fiquei perplexa diante de tanta beleza da natureza! Na verdade, só voltar àquele momento com um gravador em minhas mãos já bastaria! Mas, voltar à infância, quem não gostaria?!
A verdade é que o espelho reflete nossas escolhas.
Podemos enganar o mundo, porém a nós mesmos e a Deus, jamais!
Lembremos-nos que o mundo é idêntico a um espelho, que nos devolve o reflexo de tudo o que somos, do que fazemos, de como agimos e como pensamos.
O melhor olhar é aquele que vem de dentro de nós.
Eu vos deixo a Paz de Jesus Cristo!
Como encaramos a morte?
Será que quando falamos em morte , falamos somente do corpo que cessa suas funções e se decompõe inerte?
Há várias mortes, posso afirmar.
A morte não é somente aquela que está a sua frente, como um acontecimento futuro. A morte permeia nossa vida a cada segundo que se passa, isso porque tal momento não se repetirá, apenas ecoará em lembranças que com o tempo também serão sepultadas.
Cada hora de nosso passado, findado, pertence a morte.
Com esse pequeno pensamento, podemos concluir que a vida, deve ser bem valorizada e bem vivida.
Se valorize, de valor ao seu presente, viva alegrias, deixe as tristezas para depois, sorria, cante, ame, dance. Largue o sofrimento e o que lhe faz sofrer. Tenha conceitos e aprenda a se desfazer deles também.
Uma vida plena se faz no presente. Pois a cada segundo que se passa, morremos um segundo.
Viva.
Pense, reflita.
Paz e bem.
Reflita que fazer o que é certo às vezes é muito mais difícil do que fazer o que é fácil.
Fazer o que é certo exige postura, exige conhecimento, exige razão e não raras vezes exige sacrifício. O que é fácil, o nome já diz tudo.
Vivemos de escolhas, e essas determinarão nosso sucesso ou fracasso no nosso presente e no nosso futuro.
Escolher o que é certo, perpassa por decisões que exigem compreensão sobre a ação que estará sendo tomada. Por isso, muitas vezes escolhemos o caminho mais fácil e justificamos nossas escolhas, dizendo que foi a melhor atitude a ser tomada. Será?
Será que não faltou reflexão, pensamento ou razão, antes da tomada da decisão?
Pense, sempre teremos caminhos a nossa frente e a cada escolha, traremos para nós um resultado diferente. Por isso, reflita nas suas escolhas e se possível, escolha sempre o que é certo a se fazer, independente das consequências, pois, é salutar estarmos bem com as nossas decisões.
Não se anda na lama sem se sujar os pés. Mas você pode decidir não andar.
Pense.
Novos problemas, novas atitudes.
Muitas vezes buscamos resolver problemas novos com soluções velhas.
Isso acontece porque nós ficamos atados aos nossos conceitos muitas vezes monocromáticos e, não gostamos e nem buscamos mudar esses conceitos.
A mudança, o novo olhar para o presente, exige maturidade. Ter uma visão desprovida de sentimentos tacanhos e pueris denota amadurecimento.
Conhecer o presente, mudar conceitos, não é mera adaptação ao momento em que se vive, significa também, ter uma postura mais centrada sobre suas próprias opiniões e credos.
Não tenha medo de ter atitudes, mas, tenha medo de não tomar a atitude adequada. Por isso, ao se deparar com um problema, antes tente entendê-lo, depois conceituá-lo, após, veja se sua postura e solução são adequadas e alinhadas ao momento. Havendo dúvidas, protele, reflita, aja com sabedoria.
Antes de dar uma resposta, saiba todas as respostas.
Pense, reflita.
Paz e bem.
O que somos?
Pergunta simples, significado complexo.
Somos um amontoado de ideias, conceitos, quereres necessidades, desejos, enfim.
Mas, quanto disso tudo é você? Você consegue viver neste mundo sem sofrer interferência de outrem? Se analisarmos com carinho veremos que não.
Apesar de muitos não aceitarem, recebemos influência do meio em que vivemos. E isso molda silenciosamente nosso comportamento.
As modas temporais, são também, parte dessa interferência no nosso viver. E são também silenciosas. Há algum tempo atrás era comum o uso de cigarro e tatuagem era uma coisa marginal. Hoje o cigarro é algo visivelmente maléfico e a tatuagem uma forma de expressão e moda. Ou seja, o comportamento social e comunitário tende a seguir um padrão aceitável entre seus partícipes. E como somos seres sociais, recebemos, vivemos e replicamos essas tendências.
A observação que trago hoje é: Até que ponto você deixa de ser você, para ser aceito em um grupo?
Será que você abriria mão de seus valores e princípios apenas para atender o desejo coletivo? Você faria algo somente para não ficar de fora do grupo? Você ficaria arrumando justificativas vazias para si mesmo, somente para poder dizer que é igual às outras pessoas?
Apesar de não ser fácil, seja você.
Pense, reflita.
Paz e bem.
O diabo é mau?
Não, você é mau, você é o pecador.
Apesar dessa forte afirmação, farei uma pequena analogia para explicar o dito. Imagine um grande e profundo abismo logo a sua frente, você sabe que se caminhar para lá e cair nele, você estará fatalmente condenado. Mas, mesmo sabendo disso, com suas próprias pernas, você caminha em sua direção e levianamente fica saltitando em sua borda. Você pode cair a qualquer momento, e a culpa será de quem?
Ou seja, suas ações, tão somente elas, lhe jogarão no buraco.
Mas, como todo bom ser humano, em busca de redenção dos pecados, gostamos e queremos estar justificando nossos erros e falhas nos erros e falhas alheios.
Entenda, teu pecado é teu.
Suas ações determinarão seu adiantar ou não o caminho para o abismo.
Você pode escolher não ir. Você comanda suas pernas.
As vezes quando em queda gostamos de jogar a culpa nas outras pessoas ou nas coisas para justificar nossos tombos.
Escorreguei porque o chão estava molhado, NÃO, você escorregou foi porque não prestou atenção de que o chão estava molhado.
Assim suas ações e tão somente elas colocarão ou tirarão você do caminho para o abismo. Por isso, volto a afirmar, a vida é feita de escolhas, você tem o poder de aproximar ou se afastar dos males que o cerca.
Esteja atento e vigilante comece essa semana com uma maior atenção as coisas a sua volta, evite escorregar.
Se afaste daquilo que lhe faz mal.
É ao final do dia, escreva pelo menos três coisas boas que você fez.
Lembre, você será julgado por suas ações, logo, elas determinarão seu futuro.
Quanto ao diabo, bom, ele só lhe terá se você for para ele.
Pense, reflita.
Paz e bem.
