Texto de Reflexão de Amor
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
PRETO, SOMBRA E SEMENTE
Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e reconstrói um novo lar, mesmo que com mãos trêmulas. Erras como quem cai no mesmo buraco e não tenta mudar. Os anos passam, mas tu permaneces parado no mesmo cruzamento, vendendo tempo em troca de minutos de esquecimento. Teus filhos e parentes, esses fantasmas de teu sangue, ainda te esperam na soleira da memória, com olhos que não aprenderam a odiar. Eles são espelhos quebrados onde teu rosto se reflete em fragmentos e ainda assim sorriem (escondendo a dor profunda) quando te veem...
Enganas os outros como enganas a fome, com migalhas de histórias requentadas. Os de sangue próximo já não choram por ti; apenas observam de longe, como se assistissem a um incêndio lento. Não vês que te transformaste em tua própria lápide ambulante? O chão que te acolhe é frio e fedido, mas é o único que não te pede explicações. A chuva te lava e tu a bebes como se fosse redenção, mas nunca tenta saciar tua sede de paz. Irmão, ouves os gritos da tua própria carne? Ela clama por um último gesto de dignidade, por um instante em que não sintas vergonha de existir. A ajuda está lá, à tua frente, mas exige que estendes a mão. E tu, acostumado com tão pouco, esqueceste como se pede socorro...
Eu ainda insisto em acreditar em ti, irmão. Não por ingenuidade, mas porque conheço o brilho que há por trás desses olhos embaçados. Deus, ou seja lá o que nomeamos como esperança, não desistiu de ti. Ele está no pão que comes quando há, no teto que não tens, nos de sangue que clamam por ti. Volta não como herói, mas como sobrevivente. Para de trocar tua vida por êxtases momentâneos. O chão que pisas pode ser o mesmo, mas tu podes ser diferente. Irmão, tu és semente sob o concreto. Não deixes que te definam pela podridão que te cerca. Germina. Todos ainda acreditam em ti. Tenta voltar, percorrer um novo caminho...
ANIVERSÁRIO
Em cada celebração de nascimento, ascende a alma ao conhecimento, pelas experiências vividas, ganhando destaque na prateleira da biblioteca do universo do inconsciente.
Todo e qualquer presságio que nos incomode se contorna, quando nos permitimos compreender a lição. Quando dominamos o medo para entender o etéreo, elevamos a consciência e tornarmo-nos eternos.
Pela expansão dos átomos que se difundem, compondo as moléculas que iluminam a ação, dos movimentos gerados, a partir da reflexão.
Celebrarmos um aniversário faz sentido, se o sentido para a comemoração estiver de acordo com o que nos move no momento.
CORPUS CRÍTICOS
Hoje acordei com vontade de escrever um pouco (mas pouco mesmo).
Talvez não devesse porque, geralmente, o silêncio é mais sábio e mitiga os riscos de alguma inconsistência.
Mas, afinal, viver é estar constantemente em risco: de adoecer, de morrer e até – pasme-se – de acertar!
Num mundo onde temos uma tendência, talvez natural, de olhar mais para o externo, de julgar, de lançar palavras, de vociferar o que quer que se escute, onde a radioatividade ganha força se o “veneno” for bom, deixando raquítica nossa autocrítica e socrática análise! Pego “aqui carona em fragmentos de um princípio paradoxalmente singular e coletivo - TODOS SOMOS UM SÓ:
“Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Ansiamos amar o próximo,
Mas não amamos a nós mesmos.
Percebo Brahman em tudo,
Mas não percebo a mim mesmo.
Percebo tudo o que está fora,
E não o que está dentro.
Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Não aceitamos nossa arrogância,
Não aceitamos nosso orgulho,
Somos vários em nós mesmos. [...]”
Pois bem: comungamos o pão e o vinho neste plano terreno, representações simbólicas, respectivamente, da matéria e do espírito!!!
Sob tais aspectos, aliás, poderia dizer que minha nutrição espiritual estaria em alta!!!
Brinco - em verdade brindo - porque o bom humor auxilia a desarmar os espíritos!!!
Brincadeiras à parte, bem verdade que tanto corpo como a própria vida moderna dependem, em alguma medida, da matéria: seja para a sobrevivência física ou mínima dignidade social.
Várias vezes ouvi que homem de barriga vazia não tem liberdade.
Não discordo!
Mas homem com espírito vazio também não!
Respeito quem discorde!
Tenhamos nós maior ou menor riqueza – na dupla simbologia dantes reportada – o fato é que devemos buscar o aperfeiçoamento e este só abrirá caminho quando sentirmos, SINCERAMENTE, necessidade de nos fazermos seres melhores.
É sabido que ninguém é o dono da razão, porém, não é apontando às imperfeições alheias que acharemos uma justa medida para a evolução!
Faz-se necessário focar naquilo que depende de nosso próprio empenho e que também está ao nosso alcance realizador.
Lugar comum, mas sempre olvidado, as realidades são feitas das conquistas de pequenos sonhos e, salvo raras exceções, vão se assomando conforme a escalada que torna todo esforço enaltecedor.
Foquemos os “olhos” MAIS para estendermos as mãos e muito, mas muito, MENOS, quando for para ceder às tendências sorrateiras do julgamento hipócrita, geralmente, daqueles que não têm a mesma coragem de “arriscar” empreitada alguma (certo que aqui já me traio com uma capa preta)!
Miremo-nos mais nos bons exemplos, exaltemos as virtudes, rendamos graças à vida e à capacidade para buscar a compreensão de que estamos – TODOS - unidos de alguma forma, sendo que o que fazemos - de MELHOR ou de PIOR - acabará por refletir-nos de algum modo: como um farol ou nos cegando!!!
Encerra-se mais esse devaneio que se espera tenha valido a pena aos corajosos leitores, parafraseando o Livro mais “vendido” (isso é outra história) no mundo:
“O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? Acaso o pão que partimos não é nossa participação no Corpo de Cristo? Como há somente um pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos do mesmo pão” (1 Cor 10, 16-17).
Enfim, reflitamos e transformemos nosso “Corpo Crítico” em “Corpo Autocrítico”!!!
PELEIA ESTOICA
Pode-se fugir do paranoico
Ao se ter um pouco de controle
Embora nem tudo seja estoico
Não se tem fração na boa índole
É de arrepiar o epitélio
Ao ser feliz mais racionalmente
Nas meditações de Marco Aurélio
Governar a sina humildemente
Muita coragem e disciplina
Pra poder enfrentar o destino
Deixar leve o balanço das crinas
No bom desafio manter o tino
Achando espaço pra reflexão
Essa passagem não fica a esmo
"Praquela" maior aceitação
Na melhor peleia que é em si mesmo!
A DICOTOMIA DA SOLIDÃO
Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta.
Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais.
A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade.
Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento.
Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só.
Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.
Preste atenção
Tá bom, já sei
Entendi, okay
Quem entende mais de mim do que eu mesma
Não pergunte, responda
Me puxe e tire minha atenção do que não me faz bem
Pois eu sei que você sabe o porque
Mas não quer saber
Quer ignorar o grito angustiante pedindo socorro
Não dá
Ele fica cada vez mais alto
Até que ele some
E a saudade vem
Não há volta.
Somos co-criadores e é através de nossos pensamentos e atitudes
que construímos o caos ou a orde em torno de nós mesmo.
Estes estão diretamente relacionadas à postura que temos diante
da vida e do mundo.
Como peixes dentro d’água, somos regidos por uma força (Lei),
que nos impulsiona sempre para o bem em uma escala crescente.
Mas devido às distrações do mundo, desviamos da rota simples e redentora.
Mergulhados no caos e distantes do verdadeiro proposito, nos debatemos
na tentativa de reencontrar o caminho perdido.
Cegos e sem ter para onde ir, criamos mil teorias acerca da vida e do viver.
Um dia cansados de sofre retomaremos a consciência fazendo
o caminho de volta em direção de nós mesmo.
A felicidade infelizmente é algo que ainda se compra nas pratilheiras de supermercados.
A fé um amuleto que se deixa guardado no fundo de uma gaveta para quando vier as intempéries possa ser usado.
O menino milenar foi tirado dos corações e hoje é tratado como se fosse um curandeiro nos momentos de dor.
Olhando para o céu,
deslumbrado com sua imensidão,
que vai muito além
do alcance dos olhos,
que traz-me a reflexão
sobre o quão pouco sabemos,
o quanto que somos limitados,
e que isto pode ser interpretado
como uma motivação
para continuarmos aprendendo,
desbravando,
tirando lição de tormentos
e assim, seguindo
com a real sensação de vivermos.
Uma flor formosa
com a graciosidade de suas pétalas,
pois não se deixou ser influenciada
pela negatividadea sua volta
e assim, pôde florescer
sem perder a sua essencialidade,
então, deu destaque para a sua
própria existência.
Este fato de uma maneira singela
traz a reflexão de que é possível influenciar ou, quiçá, também renascer,
apesar de uma má condição,
desde que não se perca a fé
e nem determinação e assim, será,
se Deus quiser.
'Fico à pensar,se estou seguindo o caminho certo,se tenho feito o que é correto.
Eu sou intensa,muito intensa!
Quando eu sinto,sinto tudo multiplicado...
Se eu amo,amo de verdade,e tento fazer o possível e o impossível,pois quero que além da relação dar certo,quero ver o outro feliz,seguindo com as coisas que lhe fazem bem,que conquiste o seu espaço,que veja que tem valor...
Mas,muitas vezes,sinto-me só nessa caminhada que ao invés de serem dois,torna-se um...
E,o amor é parceria,dupla,desculpem-me,mas não ama-se sozinho.
Penso que me frustro,pois em qualquer relacionamento,são só o amoroso,coloco expectativas demais,e aí eu sofro,choro,me culpo,acho que faço tudo errado,que ao demonstrar o meu amor,estou sendo errada,estou envergonhando à pessoa amada...
Mas,eu sou assim,intensa,romântica,gosto de ouvir,de cuidar,de fazer quem estiver ao meu lado,feliz,mesmo quando eu não me sinto feliz...
Mas,não vou deixar de ser eu mesma,Deus há de trazer a felicidade que me completa,o amor que inebria e me faz feliz por inteira.
Aquele amor,que ri e chora comigo,que me apoia em qualquer situação.
Exigente? Não,apenas quero reciprocidade....
Não é pedir muito.
Jamais desistirei de amar,de ser feliz,e confesso que,até abro mão de certas manias,para seguir feliz com meu amado,um dia...'
"O incentivo,o amor,a amizade,a fidelidade,o companheirismo e outros sentimentos mais,há de ser recíproco.Caminhando em dois,é muito mais prazeroso,pois se um cai,o outro de imediato,estende-lhe a mão,a mão acolhedora,onde sente-se total confiança em quem se ama e te ama,verdadeiramente."
*Tatiane Oliveira*12:31 hrs*26.07.2014*
'Fico à pensar,se estou seguindo o caminho certo,se tenho feito o que é correto.
Eu sou intensa,muito intensa!
Quando eu sinto,sinto tudo multiplicado...
Se eu amo,amo de verdade,e tento fazer o possível e o impossível,pois quero que além da relação dar certo,quero ver o outro feliz,seguindo com as coisas que lhe fazem bem,que conquiste o seu espaço,que veja que tem valor...
Mas,muitas vezes,sinto-me só nessa caminhada que ao invés de serem dois,torna-se um...
E,o amor é parceria,dupla,desculpem-me,mas não ama-se sozinho.
Penso que me frustro,pois em qualquer relacionamento,são só o amoroso,coloco expectativas demais,e aí eu sofro,choro,me culpo,acho que faço tudo errado,que ao demonstrar o meu amor,estou sendo errada,estou envergonhando à pessoa amada...
Mas,eu sou assim,intensa,romântica,gosto de ouvir,de cuidar,de fazer quem estiver ao meu lado,feliz,mesmo quando eu não me sinto feliz...
Mas,não vou deixar de ser eu mesma,Deus há de trazer a felicidade que me completa,o amor que inebria e me faz feliz por inteira.
Aquele amor,que ri e chora comigo,que me apoia em qualquer situação.
Exigente? Não,apenas quero reciprocidade....
Não é pedir muito.
Jamais desistirei de amar,de ser feliz,e confesso que,até abro mão de certas manias,para seguir feliz com meu amado,um dia...'
"O incentivo,o amor,a amizade,a fidelidade,o companheirismo e outros sentimentos mais,há de ser recíproco.Caminhando em dois,é muito mais prazeroso,pois se um cai,o outro de imediato,estende-lhe a mão,a mão acolhedora,onde sente-se total confiança em quem se ama e te ama,verdadeiramente."
*Tatiane Oliveira*12:31 do dia 26.07.2014
A COLHEITA.
Muitos apenas observam o brilho da luz poucos compreenderão a importância dos fios.
Às vezes, precisamos ser vistos para sermos lembrados. Quantos de nós estamos nos bastidores, dando o nosso melhor para que o espetáculo saia perfeito.
Não são todos do espetáculo que aparecem para a plateia, mesmo assim continue o seu trabalho sabendo que você é importante para a equi
Os aplausos da plateia são para o palhaço mas a colheita é do circo completa.
FELIZES FORAM OS CEGOS.
Felizes foram os cegos que não viram a miséria dessa terra, não viram a dor, nem a fome, nem a peste nos olhos faminto de quem lutava pela vida.
Felizes foram os cegos que não viram a morte, não viram o tiro a queimar roupa
não viram o branco do pano sujar com o vermelho do sangue.
Felizes foram os cegos que não puderam
ver o choro daqueles que derramaram suas lágrimas.
Foram felizes por que não foram forçados participar de uma guerra, eles foram felizes por não presenciar a crueldade do homem sanguinário tirar a vida da sua própria semelhança.
A COLHEITA.
Uma vez, caminhando por uma estrada vazia vi uma semente no chão. Peguei-a e joguei para cima, mas
ela caiu em terra seca. Era verão e só voltei a passar
por aquela estrada na próxima estação. Quando cheguei à beira da estrada, havia crescido grandes árvores. Eu fui responsável por aquelas plantas, mas devido ao verão eu não imaginava que aquela semente havia gerado aquela plantação. Alguém se aproprioudo que plantei mas fiquei feliz pela sementeque plantei.
HOSPEDAGEM.
Uma vez, um passarinho pousou em um galho e passou a noite toda hospedado naquela árvore.
Ao amanhecer, ele partiu e passou o dia longe do velho galho. No entardecer, quando retornou à árvore, o velho galho já não estava mais lá.
O passarinho ficou muito triste, pois não poderia mais se sentar naquele galho, mesmo que a árvore fosse a mesma.
A vida não é diferente do velho galho, nós também não somos diferentes do passarinho.
Às vezes, passamos o dia ao lado de alguém que amamos, mas chegará o dia em que voltaremos ao mesmo lugar e não encontraremos as mesmas coisas, as mesmas pessoas.
Talvez elas já tenham partido e, mesmo que o lugar seja o mesmo, os hóspedes serão diferentes.
Aproveite as pessoas que estão ao seu lado aproveite cada momento, demonstre o quanto ama, pois chegará o dia em que voltaremos e não encontraremos as pessoas, apenas o lugar vazio.
E nesse dia restarão apenas as boas lembranças daqueles antigos hóspedes.
O Silêncio Que Te Espia
William Contraponto
Te escondes no ruído e na agonia,
temendo o vulto da própria verdade.
Chamas de vida a farsa que te guia,
mas vives sob o fio da tempestade.
Teus gestos são ensaio e encenação,
reflexos de um deserto mal coberto.
Teu riso é disfarce da contramão,
pois nunca estiveste assim tão perto.
O quarto te devolve o que calaste:
um murmúrio sem rosto, frio, inteiro.
No fundo do silêncio que evitaste,
te espreita um ser sem nome e verdadeiro.
Não foges só do mundo lá de fora,
mas da presença crua que te habita.
O barulho é o refúgio de quem chora
sem ter coragem de escutar a dita.
A validade de uma palavra é determinada pelo efeito que ela causa e a postura que quem a proferiu. Um pensamento germinado só vai se desenvolver, se for alimentado.
O que vale realmente a pena, é olharmos para dentro do “eu” e vermos a extraordinária integridade pessoal sendo refletida naqueles que ao se aproximarem, não terão dúvidas de que serão valorizados em seus detalhes.
O consciente e o inconsciente de determinadas pessoas, não conseguem entender o legado que se constrói por detrás de horas e horas de estudo e pesquisa.
Alguns relacionamentos são beneficiados e comemorados com “bodas”, outros, mesmo com o passar dos anos, com “velas” "brindes" de aniversários infantis.
