Texto de Reflexão de Amor
Da Vida é Vida!
Arrepia, enriquece, aquece é meio confuso e complexo, mas é maravilhoso,
Chega sem bater a porta e sabe sair deixando uma enorme saudade,
Por vezes, nos faz perder noites de sono, no entanto é contagiante, aconchegante, doce e saudável,
Pode ser o sol para uns, ou uma bela Lua cheia para outros, porém quando mal cuidado, enfraquece, se encolhe e morre com a mesma fragilidade de uma flor,
Assim é o amor.
Do bom ao melhor!
A tempos para viver na bagunça, na vida saudável e desmantelada de um solteiro feliz e a tempos para estacionar o coração embaixo da sombra certa em meio aquele calor forte.
Tudo que um dia foi bom entrou para história, faz parte das minhas memorias e resenhas em churrascos entre amigos, no meu modelo atual só cabe uma vida repleta de lealdade, pura admiração e um amor imortal dedicado a ela a mulher das minhas vidas.
Eu finjo tão bem, tu finges também?
De fingimento vai vivendo toda vida cicatriz na ferida do amor mal resolvido.
E se embriaga encenando bons momentos só para aliviar as dores do coração que está partido.
Mas se a vida não é comercial de margarina, pelo menos a gente vive bons momentos com a família.
Nós jogamos nossas dores pra matilha fingindo que foi fisgado e caiu na armadilha.
Mas quem desiste do amor não tem futuro, alivia o pensamento mais está em cima do muro.
E esquece do amor mais belo e puro o afugenta pelo medo de cair no lodo escuro.
E se escora em romance passageiro, sem coragem de lutar por um amor tão verdadeiro.
Mas a noite descansando o seu traseiro vai tentar curar ferida empoçando o travesseiro.
Pelo menos satisfaz quem por ti reclama fingindo que é por amor o prazer que tens na cama.
amor_in_versus
Agora, seria sua hora de mudar a vida ou seria a hora da vida mudar você?
Temos tanto que aprender que se perdemos nas lições, existe tanto que viver que nem percebemos, o que já fora aprendido.
Nunca sabemos o bastante e nunca saberemos tudo. Afinal, a vida é apenas o suficiente.
Você fazer a diferença na vida de alguém é o que pode fazer a diferença no mundo. Seja aquilo que você gostaria de ver no mundo.
Lembre-se de uma coisa que para ser feliz não compare a sua vida com doutro.
Talvez as evidências se contradizem e as contradições se enganam.
Viva espiritualmente em Paz e Sereno.
O que é sempre bom vigorará como uma serenata de verão.
O sonho de uma bela noite de verão.
Não é passageiro e nem momentâneo, ela se renasce e se renova a todo o Instante como o amor.
Soneto da emoção da Vida e de um sonho com sentimentos
De esquecimentos a recordações
Mais puro e mais leal
Que estás perto de mim
Quando feliz olho pro mar, quiçá o luar do teu patamar
Amar-te-ei do infinito ao além
Quando eu te vi, eternamente
O meu sonho acontecerá, fatalmente
Tudo que eu fiz foi me contentar
Prisioneiro do teu amor, solto para te amar
Quando eu naufraguei a fundo nesse olhar
Ver teus olhos e teu sorriso de promessas de prazeres, deixes falar a voz do coração
O verdadeiro amor espera uma vez mais, vendo o mundo pousado nas tuas acácias
Dava pra encher as constelações da vida que eu quis pra mim
Anjo, meu tão amado anjo
Meu mundo novamente amanheceu,
Sei que permaneço em ti como sempre foi
Perto de ti, tu devestes aproveitar enquanto estás bem e feliz, ao teu redor
Vivê-lo em cada vão momento
Para além dos teus olhos claros
Perceber do teu amor que és tão gigante, parece um luar, mas lhe falta a loucura do meu amar, afagar e acatar
Olhos doces os teus, com esse olhar de você
Afinal de contas, por muito tempo andei contra o vento,
Lindo, se fosses louco por mim, deixastes eu respirar o mesmo ar do teu e descobrir a emoção de estar contigo
Voltarias a correr a montanha russa do teu amor que pulsas
Inventaria um sol só para te admirar
Te daria tudo por teu mundo e nada mais
Faz de conta, a emoção ainda é precisa
Meu mundo e nada mais, são meros sentimentos da vida, perfumes, das flores, das paixões e de cacaus.
Falando sério
Nada melhor que eu deixar você saber que
Sem você a vida não tem mais sonhos
Sem amor
É sem humor
Com dor e planejamentos
Com dissabor e desaventuras
O Preto e o branco não tem mais cor
Sou eu sem você
Do termo sem fim, quiçá eterno
Mas imortal
Posto que é chama
Do amor que eu tive
Com sabor de aventura, exploração e liberdade
Como uma canoa navegando pelas águas do teu mar
Te Amar
Teu brilho como a luz do Luar
Te esperarei com aventuras
Até o teu cantar sobre as águas de março
Enfim, é tão triste esconder um sentimento tão bonito.
Você é o paraíso
Você é o doce mel que adoça a vida.
Você é o brilho das estrelas
Você é o azul do céu e do mar
Você é a noite estrelada em um dia de verão
Você é o oceano em forma de amor
Você é o pecado que leva à salvação divina
Você é mais que tudo
Você é
Você é o mel que se transforma em própolis
Você é a luz que nunca se apaga
Você é a única coisa real e concreta que existe
Você é a fonte inesgotável de sede, digo de amor
Você é a voz que acaricia meu peito
Você é a mão que afaga meus cabelos
Você é o sorriso mais sincero que vi
Você é o sentimento mais verdadeiro que tive
Você é
Você é o amor que renasce em meu coração
Você é o amigo mais que amigo
Você é o meu bem querer de um dia de domingo ensolarado
Você é a paixão que mais tem chama
Você é o acaso onde todos querem chegar
Você é a beleza mais visitada do mundo e ninguém consegue ter
Você é a direção aonde ninguém fica voando só por voar
Você é uma obra prima que foi milimetricamente esculpida
Você é a melhor versão dos deuses da mitologia
Voce é a visão que mais reflete no Saara sem ilusão
Você une todas coisas que um dia eu poderia esperar
Por fim, você é o segredo mais oculto deste mundo.
Ainda bem
Você sabe que eu adoro seu sorriso?
Sem limites
Não esqueça de se apaixonar
A vida te dará a oportunidade de amar e ser amoroso
Na vida real, o amor não estará à altura da nossa mente
O que aconteceu é que, às vezes, ela pode chegar perto
São os momentos raros que nos fazem progredir e evoluir
Nós estamos na terra por algum motivo e seja o melhor
Você é a luz que ilumina meu dia
Como inspirar os sentimentos que estão perto de nós?
Ter perenidade e serenidade
Faça por ti, o amor próprio deve prevalecer
Amar alguém pode ser qualquer pessoa, não só amar no sentido de relacionamento, amizade também
Seu valor é conforme seu caráter e personalidade
Pare de perder tempo com migalhas da vida e voe alto
Quanto tempo falta para te conhecer?
Não sei
Sempre existe tempo, prioridades
Esperança onde existe reciprocidade
Não perca sua vida por um amor
Na brisa da noite
Você une todas as coisas
Cor de Marte
Vivendo à ciência
Você foi (é) minha sina preferida
O acaso inesperado, desconhecidos
Até o momento em que nós dissemos o nosso primeiro "olá"
E nos conhecemos.
Na corrente alternada da vida,
Entre terra e exterior,
Um mundo por desvendar,
Onde energias espirituais fluem.
Variações desde o nascer até morrer,
Eficiência de corrente a pulsar,
Chamada vida, campo orgânico,
Massa que finda em morte.
Maldade e mentira, opostas
Aos ensinamentos éticos dos grandes,
Emoções intensas, forças em harmonia,
Que nos fazem esquecer o mundano.
Além do material, o ser imaterial,
Não visível, nem palpável,
Segredos da vida em conexões, impulsos e emoções.
Virtudes e defeitos, inseparáveis,
Como nascer e morrer,
Racionalidade, fusão sobrenatural,
Ordem divina, senso comum e empirismo.
A verdade, sintonia do pensamento,
Humana existência, cognição sofisticada,
Limitações que desafiam certezas,
Num ciclo sem fim, nova energia a surgir.
Na tessitura da existência, onde a vida é uma corrente alternada entre a matéria e o etéreo, desvela-se um mundo por explorar, onde as energias espirituais oscilam em sentido invertido. Nessa efêmera jornada, desde o nascer até o findar, percebemos a finitude da matéria e a imortalidade dos ensinamentos éticos.
As emoções, forças que transcendem o tangível, nos conduzem a esquecer as trivialidades mundanas, revelando a essência imaterial que nos define. Para desvendar os segredos da vida, é imperativo contemplar as conexões, impulsos e emoções que nos permeiam.
Nossas virtudes e defeitos, indissociáveis como o ciclo do nascimento e da morte, refletem a fusão entre o divino, o senso comum e o empirismo. Na busca pela verdade, encontramos a harmonia do pensamento, em uma dança sinuosa entre a racionalidade e a incerteza.
No término, não há fim absoluto, mas sim um novo ciclo de energia e vida, onde a matéria inorgânica se transforma em um renascimento etéreo.
O Hino da Sua Risada
No concerto da vida, sua risada é a melodia que desejo reger,
Com batutas de piadas bobas, compondo sinfonias de alegria.
Cada gargalhada sua, um acorde que ressoa no vazio,
Colorindo o mundo em tons vibrantes de puro encantamento.
Não é a matéria que amo, mas o imaterial, o etéreo,
Cada átomo seu, cada detalhe sutil que compõe sua essência.
E, sobretudo, amo sua risada – essa força sublime,
Que transforma o cinza em arco-íris, o trivial em mágico.
Quando você sorri, as estrelas parecem brilhar mais forte,
O céu noturno se enche de desejos, de sonhos dançantes.
O mundo, antes um mero esboço, ganha vida sob seu riso,
E o que era insignificante se torna essencial.
Sua risada tem o poder de reformular meu universo,
De tornar cada momento uma preciosidade a ser guardada.
Eu viveria eternamente nesse loop infinito de sua alegria,
Onde cada riso seu é um convite para celebrar a existência.
Não há música mais doce, nem som mais querido
Do que o eco de sua alegria, ecoando pelos corredores do meu coração.
Prometo sempre ser o arquiteto de sua felicidade,
Desenhando sorrisos com minhas tolices, apenas para ouvir sua risada.
Porque quando você sorri, cada partícula do mundo responde,
E eu, embriagado de amor, só posso agradecer
Por ter a sinfonia de sua risada como trilha sonora de minha vida,
Transformando cada dia comum em um espetáculo de cores e luz.
Na tapeçaria intricada da vida, a falta de consideração se revela como uma teia de complexidades, onde as exigências vazias de cobrança se perdem no labirinto do desdém. A solução, paradoxalmente, não reside na voracidade das palavras não ouvidas, nem na tentativa vã de resgatar afetos desmerecidos, mas sim na distância calculada, na generosidade do silêncio que ecoa ausência.
A mensagem não enviada é um ato de autenticidade, uma recusa gentil à negação do próprio valor. As palavras não proferidas, por sua vez, são pérolas de sabedoria, preservadas na reserva para aqueles que têm ouvidos prontos para escutar, para compreender a melodia da alma.
A vida, essa efêmera preciosidade, não deve ser desperdiçada em companhias que não reconhecem sua dignidade intrínseca, sua essência única. A felicidade genuína não se encontra na complacência com relacionamentos vazios, mas sim na coragem de se distanciar do que não alimenta o espírito.
O temor não reside na perda das pessoas, mas sim na diluição da própria identidade ao tentar agradar a todos. A exclusão silenciosa é um ato de autodefesa, uma afirmação silenciosa do próprio valor, cujo eco ressoa na consciência dos que se negam a reconhecer o presente que lhes é oferecido.
Às vezes, na encruzilhada dos destinos, somos confrontados com a dolorosa necessidade de cortar os laços que nos aprisionam, as relações que nos sufocam. E nesse momento de separação, as vozes das dúvidas podem ecoar, mas a verdade está naqueles que, ao nos afastarmos, percebem que foram eles mesmos que nos entregaram a tesoura.
Dizem que toda pessoa é a pessoa certa, mas essa certeza não é homogênea. Algumas surgem em nossas vidas como mestres, ensinando-nos a amar a nós mesmos, enquanto outras são meros capítulos passageiros, destinadas a desaparecer no tecido do tempo.
Que ironia é o amor, essa sinfonia etérea que muitas vezes se perde no silêncio dos corações desencontrados. A música que uma vez embalou nossas almas, às vezes, se cala sem aviso prévio, deixando-nos perplexos diante da sua ausência.
Portanto, na tessitura da existência, é imperativo reconhecer o valor da própria presença, a importância de se estabelecer limites saudáveis e de se distanciar daqueles que não reconhecem a nossa luz. Pois só assim podemos verdadeiramente cultivar a felicidade interior, regada pelo amor próprio e pela gratidão pela beleza efêmera da vida.
*matheushruiz*
Abrigo do Coração
A vida passa, não devolve
As mãos que um dia nos tocaram,
As palavras que o vento levou
E os olhares que se apagaram.
Não volta o abraço apertado,
Nem o riso que ecoou distante,
Mas cada lágrima e cada sorriso
Ficam guardados em um instante.
Nas dobras do tempo que voa,
No coração, um canto escondido,
Levamos conosco as lembranças
De tudo o que foi vivido.
E mesmo que o caminho mude,
Mesmo que o tempo corra em vão,
Há um lugar que nunca se perde:
O eterno abrigo do coração.
À Espera de Alguém.
Na vida, cruzei palavras com muitos,
Trocando minutos por silêncios sem retorno,
Horas perdidas em ecos vazios,
Enquanto o tempo risca meu rosto com linhas invisíveis.
Não guardo rancores por partidas sem adeus,
Sem traição, sem porquês – só sumiram.
Mas ainda anseio por alguém que entenda o valor do afeto,
Que troque pressa por presença e palavras por gestos.
Não peço mundos, nem promessas douradas,
Apenas inteligência, autenticidade e riso.
Procuro um amigo em todas as estações,
Alguém que saiba ser abrigo, nos dias claros e nas tempestades.
Quero dividir sonhos com quem também deseja o céu,
Alguém que enxergue progresso em cada passo,
Que não tenha medo de ser grande e voar longe,
Mas que, sobretudo, seja raiz – mesmo quando distante.
Estou cansado de implorar por migalhas de atenção,
Carregando o peso da esperança nas costas.
A cada oração, peço um milagre simples:
Que o amor encontre meu endereço e seja bênção.
Mas a fé enfraquece quando o coração cansa,
E meus olhos já não enxergam promessas.
Por mais que eu tente, acreditar em alguém
Tem sido um fardo, um labirinto sem saída.
Então sigo, entre palavras não ditas e noites insones,
Ainda esperando que, um dia, em meio à multidão,
Apareça quem me faça acreditar de novo,
E transforme a espera em encontro, a prece em paz.
Na Simplicidade
É na simplicidade que a vida floresce,
onde o brilho do sol toca o amanhecer,
nos gestos pequenos que ninguém esquece,
e no silêncio que nos deixa entender.
Não é na grandeza que mora a verdade,
mas no instante breve que passa e fica:
o vento dançando na tarde,
o riso espontâneo que não se explica.
É na folha caída, no voo do pássaro,
no cheiro da chuva que toca o chão,
na criança que ri de um mundo raso,
e no calor sutil de um aperto de mão.
Essência não é ter, mas sentir,
é viver sem peso, é olhar com o coração.
Quem busca o simples aprende a existir,
e encontra o infinito na palma da mão.
Livro da Vida
Imagine ler um livro sem páginas de volta,
onde cada linha é única,
cada escolha — tinta sem correção.
Com quanta atenção você o leria?
Com que cuidado deixaria seus traços,
sabendo que o ontem não se relê
e o agora é o único capítulo em aberto?
Isso é a vida:
um livro que só se escreve para frente,
onde o ponto final não avisa que está chegando,
e o sentido está entre as entrelinhas que você ousa viver.
A vida é como um vinho
É preciso sabedoria nas escolhas
Tempo para plantar
Cuidado para crescer
Decidir a hora de colher
Amor pelo trabalho
Uma grande paixão
Orgulho a cada conquista
Curtir cada paisagem, cores, nuances, aromas e sabores
E saber que sempre pode melhorar
Pelos anos, pelos desafios, pelos frutos...
Há momentos em que a vida se torna um fardo tão pesado que o coração transborda em silêncio, e o outro, ao nosso lado, clama por algo além das palavras: clama por escuta, por acolhimento. Quando nos deparamos com a dor alheia, é um convite não para a solução imediata, não para o julgamento rápido, mas para a presença. Muitas vezes, o maior ato de amor que podemos oferecer é simplesmente estar ali, ouvir sem pressa, abraçar sem questionar, permitir que o outro sinta plenamente, sem interromper com opiniões ou conselhos impensados. A dor do outro é única, e, por mais que pensemos entender, jamais seremos capazes de medi-la com precisão.
Nosso erro, muitas vezes, está em julgar aquilo que não vivemos, em acreditar que somos senhores da razão, e que nossas soluções são universais. Esquecemos que cada alma é um mundo, e o que para nós parece pequeno, para o outro pode ser um abismo. Respeitar o sofrimento do próximo é, antes de tudo, um ato de humildade. Não cabe a nós decidir o peso do que o outro carrega, mas sim oferecer um ombro firme, um abraço acolhedor, e a paciência necessária para que o outro se sinta ouvido. Mesmo quando as palavras se tornam amargas, mesmo quando o desespero transborda em queixas contra a própria vida, devemos lembrar que o acolhimento não está nas respostas que damos, mas na escuta que oferecemos.
Assim como Jó, que enfrentou sua própria dor, seu luto e seu questionamento diante da vida e do Criador, todos nós, em algum momento, nos tornamos aquela pessoa à beira do abismo, buscando sentido no caos. E assim como os amigos de Jó, que o acompanharam em seu silêncio, há momentos em que nossas palavras se tornam desnecessárias. O que resta é a presença. A escuta atenta e compassiva, sem julgamentos. Pois a dor, como a vida, segue seus próprios caminhos, e o que o outro mais precisa, em seus momentos de vulnerabilidade, não é a certeza da razão, mas a certeza de que não está só.
Desculpa o Auê
Ela invadiu minha vida como um furacão, sem aviso, sem pedir licença. Era do tipo que falava alto, gesticulava demais e ria com a força de quem carregava o mundo no peito, mas preferia gargalhar a chorar. Eu, acostumado ao meu canto ordenado e silencioso, fui pego de surpresa pela tempestade que ela trazia.
“Desculpa o auê”, ela dizia, toda vez que derrubava um copo, esquecia uma blusa jogada no sofá ou começava uma discussão no meio do nada. Mas não era de verdade uma desculpa. No fundo, ela sabia que o caos dela tinha se tornado meu combustível.
Era nos tropeços dela que eu encontrava graça, e nos excessos que eu descobria o sabor da vida. Ela me tirava do meu eixo, me fazia perder a paciência e, ainda assim, eu ansiava pelo próximo “auê” que ela provocaria.
“Desculpa o auê”, ela repetiu, sorrindo de canto, quando esbarrou na minha prateleira de livros e derrubou tudo no chão. E ali, enquanto recolhíamos páginas espalhadas, percebi que aquele tumulto dela tinha organizado algo em mim: meu coração, antes tão metódico, agora pulsava fora de ritmo, mas mais vivo do que nunca.
“Não precisa pedir desculpas”, eu disse. “O auê já é parte de mim.”
