Texto de reflexão
Pai: " você 'e muito pra frente"!
_Não sei se alguém se identificou com esta expressão, mas foi o que ouvi uma vez...
_'as vezes ouvimos algo que não entendemos naquele primeiro momento, mas que depois de algum tempo com mais experiência e compreensão, analisamos que até o que era "insulto" vira elogio! Tudo lhe e entregue no momento certo, nada como esperar...
_a vida tem dessas! Esta expressão remete alguém para além do seu tempo, ou seja; moderno demais para sua época. Hoje compreendo perfeitamente coisas que quando criança não entendia. Neste processo natural da vida todos encontramos nossas respostas. Basta esperar... Com a compreensão vem a paz interior que precisamos!
Feliz dia dos pais!
Doce veneno D'alma
*
*
Sem rumo, o homem pôs-se a caminhos
Já saindo pro mundo, entreviu aqui-acola'.
Certamente que nem faria tanta diferença!
Pois de mala e cuia, sem crenças 'a tornar.
*
O mundo 'e terra de ninguém, disseram-no
Ainda que o ferissem, ao juízo não voltaria.
Transtornado com a vida, a surtar o espirito!
De tal forma o mesmo homem não aceitaria.
*
O mundo parece mesmo lugar inapropriado
Quem tanto falava bem, não vivia ao desdém.
Aos poucos e aos prantos; corajoso, valente!
Conseguia o quebrantamento da mente-refém.
*
Ao final de uma alma velha, com boas feridas
O espirito já não sucumbe a tão fácil ardor.
Agora tolerante, o coração da' vez 'a sabedoria.
Doravante... quem comanda 'e o pleno amor.
poeta_sabedoro
Sorvete de sol
Olha o sorvete! A orla começando a caminhar...
Vento leve da brisa, pés no chão... ah! como é tão, tão...
Olha o sorvete!; ...devaneios, delírios-delirantes...
Como pode existir um sorvete de sol?!..
Agora?! Ainda com este frio?! Sorvete, sol, intrigantes!..
Com quem eu reclamo?!.. Como pode? Aqui é praia!..
Como se lá' não pudesse frio estar!
Louco, loucura, a quem contestar?!..
Tudo que peço 'e um pouco de SOL, tão, tão...
Olha o ônibus!...
Preciso ir ao trabalho! Seco os pés, mas não esqueço!..
Compromisso comigo mesmo; a praia, sol, sorvete...
FAZEDOR DE NOTICIAS!
*
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Ei! Ei! Moca, Ei! Preciso falar!..
'E sobre... Você sabe, a noticia
De todo canto não cessa
Aos quatro cantos, depressa!..
Ponha-se a anotar... sem juízo!
Papel almaço, caneta, pena...
Sei lá'!
Moer as letra... e vê no que vai da'
Ufa!
Noutro dia pude ver...
Sim, eu vi bem num...
Num canto da rua, de camarote
De sorte que a cena...
Já', já' anotou? quando vai publicar?!..
Ai!..
Preciso ensaiar, pois a letrada
Pode desconfiar... estória bem contada
'E a historia verdadeira, dessa não tem como contestar
EI! MOCA! MOCA, Ei! Bota pra moer!
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poeta_sabedoro
CONSCIENTE/SUBCONSCIENTE
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O espirito esta' para a paz, assim como a gravidade para o centro da terra.
O espirito para a consciência, assim como a alma para o subconsciente.
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O homem planta na mente. O Criador na alma;
E' fonte direta! sementes...
O homem?!.. Planta... colhe?! talvez.
CENTELHA DE LUZ
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Centelha! Faixa de luz, dama da noite que meu olhar, seduz.
Centelha! Faixa de escuridão. Mundo, mundão.
Centelha! Faixa escura no sol; _vejo não.
_Nossa vida e' computada a cada segundo.
Como feixe de luz, a cada segundo e' encantada!
Pode ser ainda fração de segundo, ou fração da fração.
Segundo?! Como e' mesmo que bate o coração?
_Vivemos por um segundo, o segundo que nos e' permitido.
_Se vivo meu segundo e você vive nele, vivo sua vida e você a minha; entrelaços, fraternidade!
_Que bom! Que troca de experiências! Que seja doce e leve, sua estadia!
O tempo e o pensamento são as únicas coisas que se movem, mesmo quando tudo pa'ra.
Quem na vida queima a largada? Prematuro?!.
Todos querem viver seu tempo, portanto, prestar atenção ao estouro e' fundamental!
Fração de tempo, tempero.
De quanto precisa?..
*
*
poeta_sabedoro
SEM RUMO SE IA
*
*
*
Afim de deleitar-me do infinito, persegui o impossível.
Não disseram-me que o impossível era inalcançável.
Deitei-me para o horizonte em busca de entendimento.
Mas, percebi que ate' mesmo o poeta e' insondável.
*
No alcance do esperado, o caminho e' vasto.
Se não tem onde chegar, pode ser logo ali'.
De tal forma que o labor e' questionável.
Mas ao longo da caminhada, pode-se rir.
*
Antes que pense em desistência... penso!
Penso em não pensar, mas penso.
Será' que o melhor seria em nada, pensar?
Possível... impossível... um pouco tenso!
*
*
poeta_sabedoro
LIVRE ARBITRIO
O silencio e' a linguagem praticada pelo CRIADOR,
nada a ver com indiferença.
Com o livre arbítrio já presume-se a não interferência.
***
Não há preteridos, só falta de compreensão.
*
Se o professor ensinou, o momento da prova; e' do aluno.
Senão prova não há, aluno não há, e professor não há.
Logo- aluno e professor serão entendidos como colegas.
***
Não há preteridos, somente justaposição.
*
Antes que sobrevenha reprovação, se faz necessário toda
dedicação.
A vida nos ensina a cada instante...
Contudo, não percebemos o papel de aluno tampouco
o de professor.
*
Não há preteridos, todos miram a salvação.
poeta_sabedoro
FLERTANDO COM A LUA
Oh! Por que brincaste comigo, oh, lua?
Por que fugiste de mim, após ressurgir?
Sim. Nossa prosa fora bem supérflua.
Sob o encanto de tua festa, louco, caí!
Com tua ausência aparecera' o sol-rei.
Pra estes lados daqui, ele não facilita.
Como cao sarnento, logo o encontrarei.
Ínsito semblante de um cao... carnalita:
Comiserado serás de mim, ao aparecer!
Que teu abraço seja cálido; consolador!
Poeta melancólico de coração arrefecer!
Lua, que tratado que há entre ti e o sol?
Ocorreu-me esta absurda e leve duvida!
Por que os dois não aparecem, no farol?
poeta_sabedoro
JOGO DE PODERES
Na chama da esperança reluz meu caminho.
No doce de encantos, encontro-me bem-mal.
Na brasa da paixão, minha razão só-racional.
Vou passeando entre todos, mas só, sozinho.
Em avenidas de flores vou tropicando; miúdo.
Mente e coração entrando numa competição.
Ao fundo se escuta breve lampejo de canção,
Vislumbrando o amor que sobrevive conteúdo.
Como lobo velho uivando para só amar, amar.
Coração desgarrado da mente pede alimento.
Desta' que a mente vai obedecer, mente e' ar.
Ar límpido que clareia quando o coração, não.
Pessoas, avenidas, flores, pessoa... só e' dor!
Se mente não cuida, coração desafia coração.
poeta_sabedoro
DEVIR {soneto}
Alvorecendo o dia, percebo a vida diferente...
Vou ate' a janela, descortinada com o ventejar.
O rebolar das flores se despindo do usual, a notar.
Flores murcham, animais morrem, igual a gente...
O som dos pássaros, o balançar das arvores...
Olhando pra fora, percebi o clarão de um recomeço.
Tudo parecia numa conspiração só, um rebuliço.
Vida desprovida, despertei-me destes horrores...
Em nada o existir, tudo num habilita-desabilita.
Não há garantias, nem estabilidade, tudo passa.
Ineficaz e' o existir, um sopro de vida que irrita.
Abraça pra sorrir, aperta pra doer, magoa pra sofrer.
Que gosto tem uma lagrima? Antes era congelada?
Agora pode chorar, a lagrima não e' nada! E' viver.
A ARTE VISTA { soneto}
Será que minha arte e' igual a tua? será?!.
A vejo em casa, no trabalho, na rua...; nua.
Me vejo... a vejo... ensejo de ser, arte crua.
Queria só por hoje saber, Minh 'arte... será
Igual a tua? Vistes por fora melhor que dentro.
Então!. A visão que vês e' a arte forjada ao léu.
Os saberes, que atuam por olhos, sob o céu.
Além... delineando as cores, sóbrio pelo centro.
Despojais de jugos, e dizei-me, dizei-me vós:
Que arte e' esta? Persegue-me a todo lugar,
Na pintura, poesia, rachadura, até mesmo ar.
Deveras devo preocupar-me, estou sem saber.
Moldar-me-ei com outra visão senão a minha.
Será que tinha arte igual a tua? Tinha?!.
poeta_sabedoro
TEMPO INEXPRIMIVEL
O tempo passa...
Túnel do tempo;
Labaredas de fogo incinerando...
Fogo constante;
Tomara que não me alcance!
Tomara que não me engula!
Mas vai.
Somos expectadores...
Pobre de mim que sei!
Pobre dos que não sabem!
Em silencio me guardo...
O tempo não e' nosso.
Passamos a vida a fio, como
um passarinho desconsolado
num fio.
Passarinho canta uma vez.
Uma vez passarinho canta,
Sacode as asas e voa.
Voa passarinho sem remorso!
Esta' na hora! Esta' na hora!
A bênção, PAI!
poeta_sabedoro
VIDA VIVA
A vida e' uma forma agonizante de temer...
A vida seria toda uma agonia,
não fosse o recepcionar de mais um ser.
Va'! Sirva-se do tempo com ou sem poesia.
Ao nascer algo magico acontece
No fulgor de ser desabrocha uma luz
O tempo e' como um mosaico que padece
Um bolo de canduras esmaece e reluz
A vida seria toda uma agonia,
não pudesse o vento, o sol, a lua,
por mais uma vez sentir... eu iria
Pra Deus clamar: _Que vida flua!
O HOMEM
Que ser engraçado é o homem
que só se preocupa em ter,
não importando a que preço
vive como se não fosse morrer.
Se apega em coisas vãs
coisas que não tem valor,
eu quero ver no final
quando embora se for.
Óh homem, pobrezinho homem,
diga-me, onde vai?
Não existe nada eterno
tudo que sobe cai.
Pois bem, escute um conselho
para que não morras assim,
pois não se leva nada
quando se chega ao fim.
Mas como dizem os antigos:
O mundo vive em mudanças.
Que o tempo leve essas coisas
e que ressurja a esperança,
e que venham tempos melhores
nas mãos das nossas crianças.
MINHA TERRA
Quão triste a minha sina gaúcha
com relação a existência,
quando me vi obrigado
a abandonar a querência.
Fui em busca da sorte,
me jogando ao vento,
não foi motivo de orgulho
foi buscando o sustento.
Que bom seria se desse,
pra em minha terra ficar,
que eu não precisasse ir embora
morar em outro lugar.
As coisas quando acontecem
sem dar direito a opção,
apertam sempre o peito
e inundam o coração.
Mas o tempo é Senhor,
e leva com ele os lamentos,
ficam as coisas mais lindas
e os novos sentimentos.
E que o resultado das lutas,
das peleias da caminhada,
seja saúde e sucesso
na minha nova morada,
agradecendo a Deus
por esta terra amada.
DA ESCRAVIDÃO
Às vezes não compreendo,
O homem e o seu valor
Que surrou o seu semelhante,
Como se não sentisse dor
E o pior de tudo,
É que a razão foi a cor.
A escravidão é uma lembrança,
Que envergonhou a história
Vai ficar para sempre,
Acesa na nossa memória.
Tendão de Aquiles da Pátria,
Desse país varonil
Vergonha pros Europeus,
Que povoaram o Brasil.
Primeiro foram os índios,
Saques, ruindades e invasões
Depois vieram os negros,
Morar em nossos galpões.
Não tinham nem pagamento,
Gentileza e dignidade
Não respeitavam os coitados,
Desde a tenra idade
Sofriam de sol a sol,
Todo tipo de maldade.
Mas como eu disse em outra feita,
O tempo é sempre Senhor
Veio a Princesa Isabel,
Com um resquício de amor
Libertar os nossos negros,
Daquela vida de horror.
Liberdade, palavra linda
Quando se tem aonde ir,
Pois daquelas fazendas
Foram obrigados a sair,
Só não sabiam para aonde,
Não tinham onde dormir.
E esse foi o início
Da diferenciação,
Pois um negro doutor
Não se vê hoje não,
Resultado da vergonha
Do princípio da Nação.
NOVOS TEMPOS
Vivemos Democracia,
Respeitem minha opinião!
Sou contra ignorância
Greve e Revolução.
A hora de protestar
É sempre na eleição,
Fazendo a nossa parte
Não votando em ladrão.
Pátria amada querida
Ecoa em nossa memória,
Quem clama por ditadura
Nunca estudou a História.
Mas como diz o poeta:
O tempo é sempre Senhor.
Que vá embora as mazelas
E o Brasil mostre o seu valor,
E que venham novos tempos
E uma nação superior.
AOS FILHOS
Meus filhos prestem atenção
No que sinceramente eu digo,
Quero que tenham no pai
A figura de um amigo.
Ah quem me dera, filhinhos
Que eu pudesse explicar,
O sentimento que tenho
Vendo-os respirar.
Não quero que levem a mal
Se ando meio desatento,
Talvez seja o peso da vida
Mas mesmo assim não me isento,
E levo vocês comigo
No mais lindo sentimento.
Não é conversa fiada
É a minha maneira de amar,
Quando eu ficar velhinho
Vocês é que vão contar,
E que venha o entendimento
Que o tempo tem que passar,
E por ser senhor do destino
Faz a ferida sarar.
Vida, são quatro letras,
Muito fáceis de falar,
Difícil são os percalços
De quem se põe a andar,
Mas uma coisa eu prometo,
Nunca lhes abandonar,
Pois é nascendo os filhos
Que o homem aprende a amar.
GAÚCHOS BONS DE ESTRADA
Me orgulho do Rio Grande
Pedacinho do Brasil
Com tantos homens ilustres
Pra história contribuiu
Entre eles o Quintana
Pra ele, até Deus sorriu.
Também teve o Veríssimo
Um gaúcho de valor
Encantou os brasileiros
Com poemas de amor
Pai do Luis Fernando
Cartunista e escritor.
Não esqueçam o Lupicínio
Magnífico senhor
Escreveu o hino do Grêmio
Merece grande louvor
Um eterno gaúcho
Cantor e compositor.
De lá de Santa Maria
Embora não ser artista
Merece todo o respeito
Por ser um grande jurista
Eros Roberto Grau
Das leis, um grande cientista.
Dentre tantos lugares
São Borja se fez presente
Terra do Getúlio Vargas
Nosso eterno presidente
Um sábio advogado
De sucesso evidente.
Vitor Mateus Teixeira
Foi casado com a Terezinha
Se pedisse boa música
Com certeza, ele vinha
Gaúcho de muita honra
Lembrai-vos do Teixeirinha.
E terminando os versos
Vou falar da capital
Terra do Gildo de Freitas
Na rima o maioral
Trovador e cantor gaúcho
Que amou a terra natal.
Eu só falei de alguns
Homens bons de estrada
Poderia citar mil
Que honraram a gauchada
Exaltaram o Brasil
Na difícil caminhada
E ficaram na história
Orgulho da pátria amada.
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