Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades
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Ao olhar pras estrelas lembrarei de você
(Mas será mesmo que você e minha alma gêmea?)
Ao lembrar seu doce olha ,da sua boca que nunca esquecerei
(Lembrava como tudo era bom e agora tudo se desaba)
E em pesar que tudo começou com um simples oi
(E como pra voce e fácil dizer tchau )
Sempre foi como um conto de fadas e como eu te amava, você era meu mundo
(Apesar dos tempos difíceis, dos ciúmes ao ponto de me trancar , nunca irei esquecer da pessoa em que conheci pela primeira vez)
Como e triste vel@ mudar....
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🌼❤️
Floresça onde Deus te plantar,ainda que não entenda plenamente porque Ele escolheu esse caminho para você.Deus vai cuidar para que você tenha a força necessária de triunfar,mesmo que voce julgue não ser capaz de enfrentar seus obstáculos.Aceite esse propósito para sua vida porque se vem do Senhor resultará em bençãos,e felicidades.Jamais duvide que está indo no rumo certo,em breve chegará seu momento de triunfar,e de ser muito mais do que vencedor(a)...
Que tudo na sua vida seja igual a vontade de Deus...Bom,Perfeito e Agradável,e com Alegria,pois a Alegria do Senhor a Nossa Força É!!!
Não existe senão um único templo no Universo, e é o corpo da mulher. Nada é mais sagrado do que aquela elevada forma.
Curvar-se diante da mulher é um ato de reverência diante desta Revelação da Carne. Tocamos o céu quando colocamos nossas mãos num corpo feminino.
Mulher. Beleza, voz, trejeitos, complexidade, encanto, divindade e amor:
nada mais sublime;
nada mais musical;
nada mais terno;
nada mais intrigante;
nada mais fascinante;
nada mais adorável;
nada mais especial, grandioso, deleitável e almejado.
No mercado de arte, de antiguidades e de cultura no Brasil, muitos falam bobagens por ignorância, maldade e vaidade mas poucos confirmam por escrito por bases acadêmicas e profissionais as suas inverdades e levianas opiniões. Grande parte disto se deve a falta de politicas publicas culturais do direito de autor tutelando a continuidade da obra e da impunidade criminosa que fortalecem o inconsequente rumor.
Momentos
Tem momentos na vida que o tempo passa correndo,
obrigando a corrida contra o próprio tempo.
O tempo presente é tão efêmero que logo estará tão ausente quanto os fatos que passam como filme à voar.
Vivemos reclamando do tempo, afinal...
O que é o tempo para um ato qualquer, senão uma fração de segundo para alguma decisão à tomar.
É difícil? ... é, às vezes são passos decisivos!
O futuro é nebuloso, incerto, tornando os passos presente tão temerosos quanto:
"equilibrar em corda bamba em dia de ventania",
"caminhar em fio de navalha",
"caminhar pisando em ovos!"
E vai por aí o que nos espera para desafiar e enfrentar.
A decisão do presente pede cautela, calma, mas o tempo não pode esperar e, no embalo da vida proclamamos: "Seja o que Deus quiser"
Na condução da vida somos donos e condutores de nossos destinos,
ousamos torná-la de sucesso,
então, venha o que vier, o negócio e seguir sempre em frente,
seguindo o velho lema:
"Fé em Deus e pé na tábua!"
Vai com Deus para o novo dia na certeza de que:
"TUDO VAI DAR CERTO"!
“Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança”.
(Trecho dos versos publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.)
Irmão, Irmãos
Cada irmão é diferente.
Sozinho acoplado a outros sozinhos.
A linguagem sobe escadas, do mais moço,
ao mais velho e seu castelo de importância.
A linguagem desce escadas, do mais velho
ao mísero caçula.
São seis ou são seiscentas
distâncias que se cruzam, se dilatam
no gesto, no calar, no pensamento?
Que léguas de um a outro irmão.
Entretanto, o campo aberto,
os mesmos copos,
o mesmo vinhático das camas iguais.
A casa é a mesma. Igual,
vista por olhos diferentes?
São estranhos próximos, atentos
à área de domínio, indevassáveis.
Guardar o seu segredo, sua alma,
seus objectos de toalete. Ninguém ouse
indevida cópia de outra vida.
Ser irmão é ser o quê? Uma presença
a decifrar mais tarde, com saudade?
Com saudade de quê? De uma pueril
vontade de ser irmão futuro, antigo e sempre?
A palavra Minas
Minas não é palavra montanhosa
É palavra abissal
Minas é dentro e fundo
As montanhas escondem o que é Minas.
No alto mais celeste, subterrânea,
é galeria vertical varando o ferro
para chegar ninguém sabe onde.
Ninguém sabe Minas. A pedra
o buriti
a carranca
o nevoeiro
o raio
selam a verdade primeira,
sepultada em eras geológicas de sonho.
Só mineiros sabem.
E não dizem nem a si mesmos o
irrevelável segredo
chamado Minas.
A noite dissolve os homens
A noite desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores
que outrora me perturbavam.
A noite desceu. Nas casas,
nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos,
a noite espalhou o medo
e a total incompreensão.
A noite caiu. Tremenda,
sem esperança… Os suspiros
acusam a presença negra
que paralisa os guerreiros.
E o amor não abre caminho
na noite. A noite é mortal,
completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens,
diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias,
apagou os almirantes
cintilantes! nas suas fardas.
A noite anoiteceu tudo…
O mundo não tem remédio…
Os suicidas tinham razão.
Aurora,
entretanto eu te diviso, ainda tímida,
inexperiente das luzes que vais acender
e dos bens que repartirás com todos os homens.
Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes, vapor róseo, expulsando a treva noturna.
O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram
mas que avançam na escuridão como um sinal verde e peremptório.
Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
minha carne estremece na certeza de tua vinda.
O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez,
uma inocência, um perdão simples e macio…
Havemos de amanhecer. O mundo
se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.
Visão de Clarice Lispector
Clarice,
veio de um mistério, partiu para outro.
Ficamos sem saber a essência do mistério.
Ou o mistério não era essencial,
era Clarice viajando nele.
Era Clarice bulindo no fundo mais fundo,
onde a palavra parece encontrar
sua razão de ser, e retratar o homem.
O que Clarice disse, o que Clarice
viveu por nós em forma de história
em forma de sonho de história
em forma de sonho de sonho de história
(no meio havia uma barata
ou um anjo?)
não sabemos repetir nem inventar.
São coisas, são jóias particulares de Clarice
que usamos de empréstimo, ela dona de tudo.
Clarice não foi um lugar-comum,
carteira de identidade, retrato.
De Chirico a pintou? Pois sim.
O mais puro retrato de Clarice
só se pode encontrá-lo atrás da nuvem
que o avião cortou, não se percebe mais.
De Clarice guardamos gestos. Gestos,
tentativas de Clarice sair de Clarice
para ser igual a nós todos
em cortesia, cuidados, providências.
Clarice não saiu, mesmo sorrindo.
Dentro dela
o que havia de salões, escadarias,
tetos fosforescentes, longas estepes,
zimbórios, pontes do Recife em bruma envoltas,
formava um país, o país onde Clarice
vivia, só e ardente, construindo fábulas.
Não podíamos reter Clarice em nosso chão
salpicado de compromissos. Os papéis,
os cumprimentos falavam em agora,
edições, possíveis coquetéis
à beira do abismo.
Levitando acima do abismo Clarice riscava
um sulco rubro e cinza no ar e fascinava.
Fascinava-nos, apenas.
Deixamos para compreendê-la mais tarde.
Mais tarde, um dia... saberemos amar Clarice.
A PALAVRA MÁGICA
Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra
*Carlos Drummond de Andrade
Postado por Di..Resende
"Muitas coisas se dizem, que não deviam ser ditas; muitas outras se calam, que não mereciam calar-se.
As palavras são as mesmas, em um e outro caso; só a conveniência delas, na circunstância, é que varia.
E na variação, fica o dito por não dito.
A menos que o convicto (ou o teimoso) diga: “Digo e repito”.
(Carlos Drummond de Andrade, no livro “Os dias lindos”. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)
O OUTRO
Como decifrar pictogramas de há dez mil anos
se nem sei decifrar
minha escrita interior?
Interrogo signos dúbios
e suas variações calidoscópicas
a cada segundo de observação.
A verdade essencial
é o desconhecido que me habita
e a cada amanhecer me dá um soco.
Por ele sou também observado
com ironia, desprezo, incompreensão.
E assim vivemos, se ao confronto se chama viver,
unidos, impossibilitados de desligamento,
acomodados, adversos,
roídos de infernal curiosidade.
O ano passado
O ano passado não passou,
continua incessantemente.
Em vão marco novos encontros.
Todos são encontros passados.
As ruas, sempre do ano passado,
e as pessoas, também as mesmas,
com iguais gestos e falas.
O céu tem exatamente
sabidos tons de amanhecer,
de sol pleno, de descambar
como no repetidíssimo ano passado.
Embora sepultos, os mortos do ano passado
sepultam-se todos os dias.
Escuto os medos, conto as libélulas,
mastigo o pão do ano passado.
E será sempre assim daqui por diante.
Não consigo evacuar
o ano passado.
Eu bem me entendo.
Não sou alegre. Sou até muito triste.
A culpa é da sombra das bananeiras de meu país, esta sombra mole, preguiçosa.
Há dias em que ando na rua de olhos baixos
para que ninguém desconfie, ninguém perceba
que passei a noite inteira chorando.
[...]
Quem me fez assim foi minha gente e minha terra
e eu gosto bem de ter nascido com essa tara.
Para mim, de todas as burrices a maior é suspirar pela Europa.
[...]
Aqui ao menos a gente sabe que tudo é uma canalha só,
lê o seu jornal, mete a língua no governo,
queixa-se da vida (a vida está tão cara)
e no fim dá certo.
Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido que entortou.
Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta.
O CARRETEIRO NOEL (Versão mais curta)
Dizem que na época de Natal, um caminhoneiro diferente viaja pela estrada, sua carreta toda vermelha com luzes brilhantes, deixa um rastro de magia pela madrugada.
Um carreteiro com barbas longas e esbranquiçadas, alguém que é esperado pela garotada.
Certo dia na estrada eu estava, era antevéspera de Natal, para casa com meu caminhão eu voltava.
Mas um imprevisto me deixou preocupado, um barulho, era o um pneu que acabava de ser estourado, em um lugar deserto e afastado, para trocar o pneu eu não estava preparado.
De repente uma carreta para, um senhor camarada, ele me ajudou com a troca do pneu como se fosse mágica, parecia ter vindo do céu, perguntei o seu nome e ele me disse, Noel.
Se despediu com um sorriso de graça, enquanto saia com sua carreta avermelhada, e no lameiro com as letras brilhantes a mensagem que eu esperava, “Feliz Natal Estradeiro da Madrugada”.
Com luzes brilhantes, sua carreta cortava o céu, ele transportava uma carga de alegrias e seu nome era Noel.
Jean Carlos de Andrade – (Autor do Livro “Vida de Caminhoneiro”)
A LENDA DO TOURO DIAMANTE
Na fazenda esperança havia algo interessante, entre as cercas de um pasto, um boi mestiço com olhar brilhante, por esta razão, deram a ele um nome empolgante, sim, diamante...
Um touro forte e importante, mas que continha um problema gritante, algo que não passava despercebido, pois, quem o olhava à distância, percebia o seu defeito, algo diferente, que impulsionava um sentimento de dó, vendo que aquele touro imponente, que assustava toda gente, possuía um chifre só.
Diamante era um touro muito bonito, com autoridade e força, porém havia algo esquisito, mesmo através de sua passada, que levantava uma nuvem de pó, quem o via, logo percebia, diamante possuía um chifre só.
Ele era o rei do pasto, o dono do curral, bravo e imponente, o destaque daquele gado leiteiro, Diamante, porém, guardava um segredo no olhar, pois mesmo sendo valente, rei de tudo naquele lugar, sentia no fundo do peito um desejo a lhe chamar: não era só ser temido, queria mesmo era voar.
Dizem que certa manhã, quando o sol mal despertou, viram o touro de um chifre só erguer a cabeça e num berro, ecoou.
O vento correu pelo campo, a terra inteira vibrou, e o gado em silêncio, assistia à lenda que ali se formou. A cerca, Diamante saltou, e quem esta cena presenciou, jura com verdade e fervor, que o touro de um chifre só, com coragem e esplendor, foi além da fazenda esperança, virou mito, virou valor.
E até hoje, quando o vento levanta o pó do terreiro,
dizem que é ele passando, forte, livre e verdadeiro, Diamante, a lenda do touro, rei do pasto e do mundo inteiro.
(Jean Carlos de Andrade)
Não morres satisfeito.
A vida te viveu
Sem que vivesses nela.
E não te convenceu
Nem deu qualquer motivo
Para haver o ser vivo.
A vida te venceu
Em luta desigual.
Era todo o passado
Presente presidente
Na polpa do futuro
Acuando-te no beco.
Se morres derrotado,
Não morres conformado.
Nem morres informado
Dos termos da sentença
Da tua morte, lida
Antes de redigida.
Deram-te um defensor
Cego surdo estrangeiro
Que ora metia medo
Ora extorquia amor.
Nem sabes se és culpado
De não ter culpa. Sabes
Que morre todo o tempo
No ensaiar errado
Que vai a cada instante
Desensinado a morte
Quanto mais a soletras,
Sem que, nascido, mores
Onde, vivendo, morres.
Evocação
À sombra da usina, teu jardim
Era mínimo, sem flores.
Plantas nasciam, renasciam
para não serem olhadas.
Meros projetos de existência,
desligavam-se de sol e água,
mesmo daquela secreção
que em teus olhos se represava.
Ninguém te viu quando, curvada,
removias o caracol
da via estreita das formigas,
nem sequer se ouviu teu chamado.
Pois chamaste (já era tarde)
e a voz da usina amorteceu
tua fuga para o sem-país
e o sem tempo. Mas te recordo
e te alcanço viva, menina,
a planejar tão cedo o jardim
onde estás, eu sei, clausurada,
sem que ninguém, ninguém te adivinhe.
A folha
A natureza são duas.
Uma,
tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou a ilusão das coisas?
Quem sou eu para sentir
o leque de uma palmeira?
Quem sou, para ser senhor
de uma fechada, sagrada
arca de vidas autônomas?
A pretensão de ser homem
e não coisa ou caracol
esfacela-me em frente folha
que cai, depois de viver
intensa, caladamente,
e por ordem do Prefeito
vai sumir na varredura
mas continua em outra folha
alheia a meu privilégio
de ser mais forte que as folhas.
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