Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades
Sumariei todos os fatos nesse pequeno texto. Estou muito triste com a sua perda, espero que seja feliz e que encontre alguém que lhe faça sentir-se assim. É bem verdade, que eu não viverei sentindo ausência e nostalgia de alguém que não cumpre suas promessas em relação a continuação de um relacionamento. Estou sólido, porque não frio também, e não me vejo culpado por isso e tão pouco a culparei, passado é passado convenhamos. Estou sem norte, meus passos me conduzem a loucura depressiva, demasiada de saudades e perplexidade, mas o que farei se é você quem resolveu partir, assim sem mais nem menos, aquele que te prometeu amor e cumpriu com ele até o último segundo? Quem serei eu a partir de agora? Eu mesmo lhe responderei a essa indagação, eu não serei nada, porque você é sentido para minha vida, brilho, e se traduz em palavras inexprimíveis e complexas, porque nós somos assim, complexos e completos, imperfeitos perfeitos, somos uma metáfora de felicidade, sumariamente isso.
Esse texto é para você, que, sozinha, carrega a maior das responsabilidades, a mais elevada das missões. Você que é mulher, mãe e pai, que mesmo sozinha não fugiu da responsabilidade e sempre colocou a felicidade do seu filho em primeiro lugar, merece todos os elogios, todas as homenagens. Você é mulher guerreira, corajosa, uma força da natureza, pois você não se diminuiu e assumiu os dois grandes papéis do teatro da vida: mãe e pai. Você é essência que ilumina, que orienta. Você é colo, sorriso e palavra de conforto. Você é exemplo de vida, autoridade que educa. Você é tudo em uma pessoa só, às vezes esquecendo ou negligenciando seus próprios interesses em favor de outros, pois seu coração é maior que o universo e nele vive um amor infinito e incondicional. Sorrisos e lágrimas alternam em seu rosto consumido de preocupação constante. Mas, para você, que é mãe e pai, a recompensa está garantida através do amor e reconhecimento dos seus filhos, e, da certeza de estar fazendo um trabalho maravilhoso!
Que a gente não canse, de apontar o lápis e refazer o texto, de procurar a palavra, revirar o papel e a alma do avesso e encontrar a rima. Que não nos vença. O gosto amargo, o riso murcho, a palavra vazia. Que o inverso disso ganhe sim, e ganhe sempre. Que a rotina não nos destrua, que ainda nos dê crises de riso, que ainda pulse. Só isso que eu quero pra dezembro, e pros outros onze meses.
Já era 2ª feira e todos haviam saído para o trabalho ou para a faculdade. Quase às 11 horas da manhã fui à cozinha pensando em tomar um bom brecfest mais só pude pensar num gole de café e em alguns cigarros e já estava saindo para ir ao antigo bairro onde morara. Já fazia algum tempo que não voltava lá e a saudade era tanta que saí apressado. Desci do ônibus e olhei o outro lado da avenida. Percebi que ali se encontrava um enorme muro e uma ponte. Para atravessar para o outro lado era preciso ultrapassar àquele muro bem parecido com o muro de Berlim e atravessar a ponte. Precisava atravessar mais não era tarefa fácil. Era como mudar de universo de realidade. Sempre achei que não sabemos ao certo aonde vamos. Na travessia comecei a imaginar que no caminho somos apenas passageiros. Somos guiados pelos sentimentos, pelo impulso e só percorremos o caminho, mas não sabemos aonde vai dar. Seguimos o destino até chegarmos ao objetivo que sempre esteve lá. Fui despertado pelo barulho ensurdecedor de uma buzina e percebi que havia chegado a Moçambique. No campo de refugiados da guerra. Enfermeiros e voluntários da ONU corriam de um lado para outras aonde crianças e homens lutavam contra a desnutrição e contra a morte e não tinham se quer esperança nem perspectivas para suas vidas excerto o apoio daquelas pessoas Tinha uma forma peculiar de ser que minha pobre realidade nunca pode imaginar. Eram de uma cor azulada e magros a ponto de parecer ficção. Do outro lado pessoas estendiam a mão pedindo uma esmola nas portas das igrejas onde católicas e protestantes iam dar seu testemunho de fé e não prestavam atenção àquelas pessoas que tinham as pernas enroladas com um pedaço de pano encobrindo as feridas. E que podiam estar em Recife ou na festa de Santa Rita de Cássia ou em Moçambique ou em qualquer lugar do mundo. Onde pessoas preocupadas com se mesmas, não prestam atenção aquele lugar que sempre esteve ali esperando por elas. Ate ouvir Lia gritar Charlot até que fim apareceu. Estava pensando que havia nos esquecidos. Vejo que você estar bem. Volitou parar sua esposa para sua família. É aí se esquece o passado. Disse que não. Que apesar de estar tranqüilo não tinha esquecido de nada. Fui à barraca de Aurindo, onde a cantoria dos passarinhos que e lê criava enchia o ambiente de músiocabilidade. Pedi um vinho e comecei a viajar no pensamento, pois pensar com música e um vinho é bem mais fácil. Lembrei das palavras de Lia e comecei a recordar o tempo que ali passei. Quando tinha pedido tudo mais conseguira a solidariedade daquele povo simples e humildes que mentas vezes não tinham nem para si e gostavam de dividir o que tinham com os outros. Lembrei que apesar das adversidades que ali passei uma coisa eu não perdi, mas ao contrario antes não tinha e hoje eras que era de mais valioso a uma pessoa. A LIBERDADE
Estava casado há trinta anos, tinha três filhos e três netos. Comecei a refletir sobre a felicidade e a sorte que tivera em ter uma família mesmo tendo as atrocidades que na vida passei. Lembrei que havia escutado um amigo que dizia você Charlot é abençoado. Ele era uma pessoa que tinha uma doença grave e sofria de solidão, ou era um dos sintomas de sua doença e eu havia contra argumentado que era preciso aproveitar aquele momento para construir coisas positivas. Estar só nunca se está, pois podemos lembra pessoas, lugares, experiência. Estar só é estar consigo mesmo e sentir-se só e perde o contato com seu eu Novamente me vi ali onde morara quando havia me separa de minha família comecei a prestar atenção às pessoas que passavam cada rosto me descrevia uma lembrança boa de algo bom às crianças passavam gritavam Charlot. Até que chegou Aurino e contei-lhe da brincadeira que inventara de ter uma caixa para guarda minha s lembranças. Perguntei a Aurino o que ele guardaria numa caixa assim. Ele em sua simplicidade respondeu com facilidade. Minha paz de espírito Charlot, pois só assim podemos dizer que somos felizes. De repente me vi ali diante da caixa já de volta em casa. O que eu guardaria nesta caixa que hoje já era importante para mim, pois havia virado um interessante robi, onde eu guardava. Pensei em guardar minha solidão, ou meus momentos a sós quando pude refletir e avaliar minha existência. Percebi que sendo abençoado por ter uma família, e ter um lar, e a vida ter me proporcionado bons momentos e por até poder dizer em voz alto que era feliz, não podia assim eu sentir, pois percebi que para ser feliz é preciso aprender a ser feliz com os outros ou por meio das pessoas. Esta era a carência da minha felicidade, pois vivendo na companhia de pessoas, eu também me sentia só, pois pelo que pareciam todos queriam ser felizes para si e não compartilhar esta Felicidade COM NINGUEM. A FELICIADADE SÓ EXISTE QUANDO ALGÉM NOS FAZ FELIZ. Ser feliz é proporcionar à oportunidade as pessoas de nos fazerem feliz.
espinhos
Vemos o mundo sempre de maneira plana e Deus vê o mundo por um todo. Para o que não entendemos, procuramos explicação para que haja em nós satisfação.
E nesse olhar torto que temos da vida, nos enganamos quando nos colocamos de lado, separamos as pessoas como abençoadas ou não, merecedoras ou não de felicidade.
Uma parte mínima das pessoas não aceita esse destino todo feito e tenta mudar a situação. Porém uma grande parte baixa a cabeça, numa atitude de resignação.
Deus não coloca as pessoas nas mesmas categorias que nós. Pessoas abençoadas para Ele não são as que nunca ficam doentes, nunca enfrentam provações, nunca se sentem rejeitadas ou culpadas e parecem ter uma vida tão perfeita que causam inveja. Jó perdeu tudo e foi abençoado!!!
O apóstolo Paulo foi um homem abençoado. Deixou palavras, combateu o bom combate e até os dias de hoje nós somos beneficiados com seus ensinamentos. Portanto, ele fala de um espinho, de algo que o incomodava e do qual queria se livrar. Quando ele se foi, carregou com ele esse espinho. O importante, como nos ensina, é que apesar de tudo guardou a fé.
Nós temos também nossos espinhos, cada um com o seu ou seus, que servem apenas para nos lembrar do quanto somos humanos. Podemos ter muito mais certeza do amor das pessoas que nos amam apesar das nossas imperfeições que do amor daquelas que nos amam pelas nossas qualidades. As primeiras vêem as qualidades e aceitam as diferenças, as outras correm o risco de se decepcionar dia ou outro.
Mas Deus, esse mesmo Deus que amou Paulo, nos ama incondicionalmente e nos abençoa. Ele nos ama se estamos doentes, se estamos carentes, nos sentimos sós e até se o desespero quer ficar maior que nossas forças. Ele nos ama independente da nossa estatura, condição física ou personalidade.
Não podemos ver nossos espinhos como maldições, mas como algo que não impede nossa beleza, não impede que sejamos inteiros, sorridentes e felizes e alguma coisa boa e positiva na vida de alguém.
Ame-se o bastante para acreditar que você pode ser amado apesar de ser quem é, de ter o que tem. Os espinhos não deformam as rosas, eles as tornam ainda mais belas, misteriosas
e fascinantes.
Cuide-se e nunca desista da felicidade, não veja o mal como uma fatalidade, combata-o com amor e se ele ainda ficar, ame-se ainda e assim mesmo, porque Deus te ama assim, com seus defeitos, suas doenças, seu sentimentode abandono.
Saber que somos amados renova nossas forças, levanta nosso ânimo, nos abre portas e caminhos.
Somos todos bênçãos quando damos a mão, compartilhamos do pouco que temos e do muito que desejamos e nos vemos de igual para igual. Somos todos abençoados, mesmo se nosso caminho é feito de pequenas pedras que machucam nossos pés. O importante mesmo é que elas não nos impeçam de caminhar.
Créditos:
Texto: Letícia Thompson
Cá estamos nós presos como algoz,
Estenavio nos transporta sem parar,
Aproveito o belo dia, o sol brilhante e o mar,
Penso no que fizemos ó Deus para merecer,
Todo tempo marinheiros chicoteiam até doer e doer.
Derrepente cobrem os céus nuvens que pingam, e depois de horas diante do sol escaldante meus pés firmam,
Ah, como aproveito para agradecer,
Logo satanás roendo os dentes envia a nós
Homens turbulentos, cheios de maldade,
Arrancam da gente sangue, arrancam sem piedade.
Eu no navio vendo sangue por todo o chão,
De cabeça baixa observo os asquerosos
Gabando-se de aproveitar de nossa mulheres;
Cá estamos novamente vendo os sanguinários,
Apanhamos por causa de sua sede,
Esse de riqueza que jorra pela boca,
Mostra a eles ó Deus nosso valor! Mostre a eles! Todos os dias essas correntes, às noites o mar nos mostra seu furor, que horror!
De nada valendo? A quem pertencemos?
Salva-nos Senhor dos oprimidos,
Salva-nos do grande leviatã,
Estamos caminhando pela prancha,
Não sei quais serão minhas últimas palavras,
Estamos acorrentados com bolas de ferro,
Com tudo se eu afundar com mágoas,
Estarei acorrentado com as correntes do inferno, e aos únicos que merecem não desejo mal, não desejo à ninguém meu final,
Liberdade! Liberdade! Liberdade!
Saiba! Afundou nas profundezas com liberdade,
Não mais escravo, afinal negro.
Amor de mãe não se explica, se sente
Amor é um sentimento que não podemos explicar, só sabemos sentir. O amor de uma mãe é arrebatador, é aquele que consegue forças, mesmo quando já está esgotado. Uma mãe pode sentir dor e não deixar transparecer, sabe chorar sem que o filho perceba que ela está triste. Amor de mãe se entristece quando você sofre uma derrota e se alegra quando as vitórias chegam. Esse sentimento é inexplicável, mas é eterno.
DOS TICS E DAS CHAVES
Sendo nós, humanos,
seres insatisfeitos por natureza,
andamos — por assim dizer — à flor da pele,
mas sempre como fechaduras
em busca de encontrar sua chave.
E qual é a chave?
Seria o amor, a compreensão,
ou apenas o instante em que nos sentimos completos?
Como dizia Fernando Pessoa, por meio de Ricardo Reis:
“Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não veem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.”
Será que queremos sair
dessa prisão de estar em outro tempo,
outro espaço da realidade?
Mas o que seria a realidade?
A total ausência de nostalgia
ou do excesso de esperança?
A ausência que esperamos,
ou a ânsia do porvir
que nunca se cumpre?
Seria o relógio
a maior preciosidade do homem?
Pois todas as dores giram
em torno do que já se foi
ou do que ainda virá.
Diante disso, quanto vale o presente?
Quantos amores, quantas poesias
são instantes vividos,
ou apenas desejos de eternizar
o que já passou
ou o que ainda não chegou?
E ainda assim, como dizia a música de Chico Buarque,
“Prefiro então partir a tempo,
de poder a gente se desvencilhar da gente...
depois de te perder, te encontro, com certeza.”
E assim seguimos,
à flor da pele,
fechaduras que sentem
e esperam por chaves invisíveis,
sempre em busca de um instante
que seja só nosso,
ou a vida se revele —
prefiro então seguir
ao som dos tics e das chaves.
Izabela Drumond
Viva a Sua Verdade💫🩵💦🙏
Não adianta fazermos banquete com a túnica dos outros.
Cada um de nós precisa viver a própria verdade — não a do mundo, não a que os outros impuseram, não a que a estrutura social nos ensinou a seguir.
Quando vivemos a verdade do outro, nos afastamos do nosso Eu Superior, do nosso duplo, da nossa essência.
É preciso buscar o próprio caminho, o caminho que vibra em sintonia com a alma.
Embora todos os caminhos levem à luz — como diz um amigo querido — cada um escolhe a trajetória que vai percorrer até ela.
Há quem siga o caminho da dor, da escuridão e do sofrimento — e mesmo assim chegará à luz, mas será um trajeto árduo, pesado, demorado.
Outros escolhem o caminho da luz desde o início — o da clareza, da leveza e da transparência.
A luz é como a água.
A água é pura e sutil, mas também forte.
Ela contorna os obstáculos como o rio que nunca deixa de seguir em frente.
Quando precisa acalmar, acalma.
Quando precisa ser tempestuosa, é.
Quando precisa acolher, acolhe.
E quando precisa levar embora o que está impuro, ela leva — sem perder a sua essência.
Que aprendamos com a água a fluir com leveza, a permanecer fiéis à nossa verdade e a seguir o curso que nos leva de volta à luz.
Izabela Drumond
O Tempo Passa
O tempo,
ele passa.
Não espera a gente estar pronto.
Não espera a insônia ceder,
nem o corpo descansar.
O dia nasce,
interrompe o sono —
sem dó,
sem piedade.
O tempo passa.
Não liga para planos,
prioridades,
listas.
Ele atravessa tudo,
como vento em papel,
como rio em pedra.
As pessoas vão,
outras ficam,
outras chegam.
Trabalhos começam,
outros terminam.
Oportunidades escorrem,
novas chances florescem.
Mas o tempo...
ele passa.
Não espera.
Não negocia.
Não concede prorrogação.
Se você se atrasa,
ele parte —
como um ônibus que não volta.
E aí,
você espera o próximo.
Se houver.
Ou segue a pé,
reorganiza a rota,
desmarca compromissos,
refaz caminhos.
Porque o tempo
não vive em nossa função.
Nós é que giramos
em torno dos ponteiros.
E se não ajustamos o relógio da alma
ao ritmo do universo,
perdemos.
Perdemos chances,
sinais,
instantes que nunca mais retornam.
Mas Deus —
Deus é o todo.
E sabe.
Sabe que o tempo não volta,
mas permite recomeços.
Cada segundo que resta
é semente.
É possibilidade.
É chance de escrever de novo
a história
com o tempo que ainda
nos habita.
Izabela Drumond
Mãe.
Elo permanente, estabelecido ainda em seu ventre.
Afeto e ternura singular como a beleza do ato de amamentar.
Percepção extra-sensorial, um sexto sentido que transcende a capacidade do nosso sistema nervoso central.
Amor cego, incondicional e indefectível provedor de conforto e segurança irresistíveis.
Na dor ou no temor, é aquela que nos enche de paz, tranquilidade e amor.
Tem em suas crias o seu tesouro inestimável, o qual ela cuida e protege com sua força inesgotável.
Se essas palavras são belas, elas mal se comparam com o luz que emana dela.
O tempo transcorre ao longo dessa vida, acomodando-nos com os seus gestos e carinhos, imaginando nunca chegar ao dia da despedida.
A um tempo atrás eu dizia que faria o possível e o impossível por ela, que eu daria a minha vida por ela, isso tudo como um ato de amor.
Mas com o tempo eu vi que é muito mais difícil viver por alguém do que morrer por alguém e que é mais difícil ainda viver sem esse alguém que você ama.
Então hoje eu digo que como uma verdadeira prova de amor eu vou viver por ela para que haja chances do nosso amor reflorescer, até porque o amor nunca acaba e se acabar é porque nunca se amou.
Eu tenho um estilo literário bem peculiar, gosto de escrever verdades, mas o meu texto tem que rimar, faz parte da minha essência, é algo que não abro mão, também faço críticas, mas de forma leve, sem indiretas que ofendem este ou aquele cidadão... Todo escritor possui um estilo próprio, faz parte de seu aprendizado, às vezes ele se inspira em um outro mais famoso, mas nunca copia a sua ideia, pois sabe que é errado... Cada um de nós escreve de uma forma, tentando passar algum recado, o meu contém rimas aleatórias, faz parte do meu estilo literário.
Declaração de amor eterno
Eu te amo...
Eu te amo como a montanha ama o sol que lhe permite fazer parte do entardecer
Eu te amo como o mar ama a tempestade que lhe liberta da calmaria
Eu te amo como o pássaro ama a aurora que lhe autoriza o cantar
Eu te amo como a lua cheia ama o poeta que lhe veste de prazeres
Eu te amo como a amizade ama a aliança do abraço
Eu te amo como o tempo ama a fortuna da cumplicidade
Eu te amo simplesmente, como o lavrador ama a terra que lhe alimenta
Eu te amo e só.
E quando não puder mais sentir o doce toque do meu amor, encontre-me no amanhecer, que é o momento do milagre. Ou me busque na sombra das estrelas, que é onde mora o que é eterno.
Platônico
Existem amores sujos, impuros,
contidos, ingênuos, cruéis, imaturos,
fiéis, devassos, vacilantes e inseguros.
Porém o mais sincero,
é o amor platônico.
Ama sem saber porque!
Ama só por amar!
Sabe que não é amado.
Não é querido, nem desejado.
E nesse conflito, terno, lindo e cruel.
Entrega tudo sem esperar respostas,
um aceno, um abraço, um beijo
ou quem dera...
uma frase sincera,
sussurando em seu ouvido:
Eu estava a sua espera!
DEIXA-ME SER
Caetane-se que a vida é Chico!
Bethânia-me que o amor é Roberto.
Gadula-me que a calma é Lenine.
Deixa-me Blues...
Deixa-me Jazz...
Deixa eu ser meio pop, rock e punk more or less...
Leminsko-me sempre mesmo.
Viniciu-me de vez em quando.
E quando penso que estou Barroseando tudo,
Eis que lembro de um Cartola!
Daí pra frente
A vida vira Cazuza,
Vira Beth,
Engenheiros
E verdadeiros Titãs
na Legião Urbana
de um Paulinho da Viola.
Fonseco-me no mistério.
Gal cantou-me esse ano:
O folclore chama Gil,
Monteiro,
Zilka e Maria Clara.
Noll-me por enquanto.
Carolina-me, Mazzela-me
E Lucinda-me um pouco.
Porque isso
Pode até parecer poesia,
Mas, na verdade, é puro encanto.
Diálogo com inconsciente.
Olhos castanhos? Cor de mel ?
Não tenho toda certeza...
Mas certeza mesmo tenho, olhos que me encantam, e lhe direi mais, se cor de mel és, justificado então está, o brilho que parecia como ouro em uma noite linda e clara, mas que não foi capaz de os ofuscar.
Devias evitar tais olhos?
Sim, mas não pude reagir, um olhar doce e intenso, olhar que me olhava, e que me fazia enxergar.
Seus efeitos?
não pude resistir, parecia ter algo mais profundo, se cor de mel és, justifica então está, ter me sentido um pouquinho no céu, os olhos combinavam com tudo, cabelos dourados, sorriso encantado, acabei hipnotizado.
Loucura?
Sim, mas se concordar irei, então confessareis, foi melhor não ter razão, era tão meiga quanto uma flor, tão esperta quanto uma criança, parecia que nada entende, parecia saber o que sente.
Pós - reação?
Se cor de mel és, perigo encontrá-los, desviar-vos irei, arranjarei compromisso, compromisso inventarei, pois se os encontro de frente, de novo lhe direis, não pude resistir, não pude reagir, por hora a razão de lado ficou, e de novo hipnotizado fiqueis.
O que me assusta realmente, é a índole ausente, de pessoas que pensei ser diferente, que pregava a bondade, que parecia plantar boa semente...
Ah, estamos rodeados deste tipo de gente!
Que ledo engano, pensar que era apenas um erro humano, por esse motivo, até perdoamos com facilidade, nem imaginamos sentir o retorno da mesma crueldade, da mesma pessoa, que sem um pingo de caráter, apenas finge falar a verdade...
Facetas da maldade, alguém que só pensa em destruir, sempre com o mesmo plano, criando ilusões, o mesmo que muitos poderosos fazem para separar a sociedade...
Falácias de uma mente insana, de um olhar até bacana, mas que esconde uma ideia profunda, dentro de sua alma escura...
Para isso eu tenho uma valiosa solução, colocar os meus joelhos ao chão, e com muita sinceridade, realizar a mais poderosa e bela oração!
A POLÍTICA DE CADA UM...
Enquanto utilizarmos a política como desculpa para agredir e humilhar o nosso semelhante, infelizmente, da evolução intelectual, mais ausente e mais distante estaremos, pois a cada xingamento, a cada ataque vil, mostramos quem realmente somos, intolerantes, donos da verdade absoluta e senhores da razão bruta...
Nada demais, pois se de repente alguém notar que fomos brutos em exagero, nos juntaremos aos que comungam da mesma ideia e colocaremos a culpa no fascismo, no comunismo, na religião ou mesmo na ignorância de quem não compactua da mesma intelectualidade absurda.
Digo de forma geral, mas também me refiro ao cidadão da pequena cidade, onde somos vizinhos da mesma realidade, sendo amigos, mas que em tempos de política selvagem, agem como se nunca tiveram alguma amizade, é triste esta realidade, pois faz parte da falta de educação e da intelectualidade...
O que impulsiona uma boa pessoa, por razão política, resolver se mostrar e atacar o outro por pura crueldade?
É a política interior, algo que está dentro de cada um de nós, mas que poucos entendem a sua real finalidade!
O agora e o depois...
Em tudo haverá uma nova situação, a vida é constante e imprevisível, sendo que a cada passo dado, seguiremos a uma desconhecida direção...
O que temos de fato diante de nossa compreensão, é apenas um futuro incerto, caminhos nunca percorridos, com o destino escondido, afastado de nosso campo de visão...
O que temos de certeza dentro deste mundo de ilusão, é apenas o presente e o que fazemos do agora, pois diante disso, construiremos pouco a pouco a nossa verdadeira história...
Podemos mudar o rumo ou mesmo inventar um novo seguimento, só não podemos prever o nosso destino, pois não temos compreensão deste futuro momento...
Chegaremos um dia ao final de uma caminhada, mas será que neste dia haverá o início de outra jornada? Acredito que sim, pois ao final desta estrada, entraremos com certeza em uma outra situação, voltando ao início desta minha reflexão, seguindo adiante, para outra desconhecida direção...
- Relacionados
- Poesias de Carlos Drummond de Andrade
- 58 textos motivacionais para equipe de trabalho
- Poemas de Carlos Drummond de Andrade
- Textos para amizade colorida declarando os seus sentimentos
- 35 textos para melhor amiga chorar e se emocionar
- Frases de Carlos Drummond de Andrade
- Textos de Carlos Drummond de Andrade
