Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades
Os fofoqueiros !
Os fofoqueiros é uma desgraça,
na vida de um senhor qualquer.
Eles vem com uma conversa mole,
pior que bicho de pé.
Vou lhe dizer algo:
Mas, não conte pra ninguém.
E a coisa fica feia, quando envolve
você também.
Você se lembra de fulana;
aquela que foi nossa vizinha ?
Estava falando coisas tão feia,
que a terra chega tremia.
Eu fiquei tão chateado :
porque tem haver com você.
Mas, por favor me deixa fora,
dessa maldita confusão.
Porque eu não quero, essa senhora,
batendo em meu portão.
Na verdade eu nem queria,
nada pra você falar.
Mas, por você ser meu amigo,
melhor que um irmão, deixar isso passar,
é não ter consideração.
Seja sincero com eles e diga: É melhor
eu nem saber. Porque tudo que me disseres,
eu terei que te envolver.
O fofoqueiro vem do inferno,
para tirar sua paz. Repreenda esse espírito,
sai fora satanás.
Por mais que eu sofra !
Por mais que eu sofra Senhor,
por mais que eu venha sofrer.
Eu não pagaria Senhor,
o que te fiz padecer.
Na dura cruz no Calvário,
por me tu padeceu.
Depois de sepultado, a morte
por mim tú venceu.
Ainda que o inferno se levante,
para me atingir, eu te peço meu Senhor,
me ajude a prosseguir.
Jesus fez milagres !
Jesus fez milagres,
deu visão ao cego,
fez paralítico andar,
multiplicou peixes e pães,
para fome do povo, saciar.
Mas, mesmo assim,
o povo dele zombou.
Escolheram Barrabás,
e crucificaram, ao meu Senhor.
Depois de todos seus feitos,
ninguém o reconheceu,
se crucificaram a Jesus,
então tadinho de eu.
Lamento de um Vampiro em Singelas Palavras
Guia-me na busca pelo meu próprio rastro sob o luar da madrugada,
pois sou mais solitário e desamparado
do que tua alma ousaria conceber.
Caminho onde até o vento parece guardar segredos antigos,
e cada sombra repousa
como a memória esquecida de um século.
Se teus olhos não podem desvendar-me na escuridão,
que meus gritos harmônicos rompam o silêncio
como sinos distantes chamando um destino adormecido.
Sou um cativo do sangue,
um refém da noite gélida,
um eterno amante daquilo que jamais poderei possuir.
Uma criatura moldada pelo breu
e pelo silêncio absoluto das eras,
onde até o tempo parece hesitar em seguir adiante.
Permita-me, então, trilhar o caminho escarlate de tuas veias;
consagra-te como minha Condessa,
minha única aliada no vasto vazio da existência.
Pois entre os homens aprendi um segredo curioso:
até monstros carregam saudades
e até a eternidade pode ferir o coração.
Vem, e deixa que nossas sombras se entrelacem
sob a lua pálida desta madrugada infinita,
como duas almas antigas que se reconhecem no abismo.
E se o destino for apenas um labirinto sem aurora,
que ao menos caminhemos juntos por seus corredores de silêncio,
noite após noite,
pela eternidade que nos consome.
O Pequeno Pai
Por Mônica Barreto Alves
Jonathan, meu primeiro, o fruto da minha imaturidade,
Crescemos juntos na luta, na dor e na saudade.
Nossa relação foi divina, o início de tudo,
O menino dos meus olhos, o meu porto seguro.
Mas o JOKAANA precisava de um pilar, de um cais,
E tu, tão pequeno, assumiste o papel de pai.
Enquanto eu trabalhava, o asfalto sob o pé,
Cuidavas e alimentavas os teus irmãos, com toda a tua fé.
Essa carga pesou, o cansaço te roubou a infância,
A adolescência chegou com a dor da distância.
O ódio veio à tona, os traumas foram jogados,
Decidiste partir, deixar os teus laços quebrados.
Foste morar com o pai, buscar o que parecia lindo,
Mas a realidade doía, o sonho ia sumindo.
Um ano depois, o destino nos uniu na rodoviária,
Eu e a Ana, chorando, numa prece extraordinária.
Recebemos-te de braços abertos, o perdão selado ali,
Pois o amor de mãe nunca morre, eu sempre soube de ti.
Hoje és o meu mais velho, o orgulho que me invade,
Mesmo com as marcas de uma vida com tanta dificuldade.
Sigo orando por ti, por cada sonho realizado,
Terreno e carro aos 25, o teu sucesso é sagrado.
Conseguiste o que eu ainda não alcancei, meu filho amado,
E a minha felicidade é ver o teu futuro abençoado.
O JOKAANA está de pé, e tu és a sua primeira pedra,
O pequeno pai que cresceu, e que o amor agora regra.
Amo-te além das falhas, além do tempo e da dor,
Pois tu és o início de tudo, o meu primeiro amor.
Eu tô em paz.
Acho que isso resume tudo.
Eu amo a Ba. É um amor completamente diferente de todos os outros que já vivi. Eu sinto verdade nela, sinto a energia de uma pessoa boa, de luz, alguém que merece ser amada. Ao lado dela, eu me sinto verdadeiramente em paz. Com ela, eu consigo e posso repousar.
É um amor único, que nunca experimentei de tal forma antes.
Sim, eu já amei outras vezes, e amei de verdade, com intensidade. Mas nunca desse jeito, nunca com essa sensação de futuro, que é para minha vida, e vida compartilhada. É um querer muito forte de estar perto, junto e fazendo a vida acontecer ao lado dela.
Com a Ba, eu sinto que encontrei algo que é para a vida.
E essa paz… essa paz diz tudo.
O brilho que se apaga.
No início, dizem que a pessoa é especial porque a mente inventa e projeta nela um brilho raro, capaz de transformar o olhar em descoberta. Mas, quando esse encanto se desfaz e o reflexo se dissolve, resta apenas o vazio - não um vazio qualquer, mas um vidro estilhaçado, onde se revela a contradição de quem idealizou mais do que o real podia sustentar.
E diante dos cacos espalhados, percebe-se que não há como recompor o que foi quebrado. Cada fragmento reflete um pedaço da ilusão, cortante e irreversível, lembrando que o brilho nunca esteve na pessoa em si, mas na lente distorcida de quem a olhava.
O estilhaço, então, não é apenas dor: é também revelação, a prova de que toda idealização carrega em si o risco de se despedaçar.
O toque chama — insiste — repete,
um eco metálico no vazio,
como se minha urgência fosse leve,
como se meu tempo fosse frio.
Do outro lado, silêncio.
Um silêncio que pesa, que arranha,
que cresce dentro do peito
feito algo que não se ganha.
Não é só a ligação perdida,
não é só o “depois eu vejo”,
é o desprezo que se insinua
como um gesto sem apreço.
Porque ali vai meu trabalho,
minha pressa, minha razão,
e volta apenas o nada
ocupando a conexão.
E então nasce uma chama breve,
bruta, rápida, voraz —
um impulso de quebrar o mundo
pelo respeito que não se faz.
Mas no fundo, o que grita mesmo
não é raiva — é ser ouvido,
é querer que, do outro lado,
exista alguém comprometido.
Grato pela vida 🙏
É tão bom
Acordar e agradecer.
Amar a vida
E a querer.
É apaixonante viver,
Sentir na pele
O frescor de cada manhã
E de cada anoitecer.
Surpreendentemente,
Eu me surpreendo
Sempre
Que não me rendo
E deixo tudo
Acontecer.
Piso neste chão do mundo
Pensando em explorar,
Abro os braços em busca
De amor,
Estendo as mãos
Pra ajudar,
Vejo o sol nascer e sinto
Meu coração
Mais uma vez sorrir.
Ouço o vento passar,
O calor arder,
O frio que faz tremer,
Grito pro mundo que
Eu ganhei o melhor presente do universo,
A vida que em mim pulsa,
A energia que vem de dentro.
É tão simples e tão bom.
Não me canso nunca,
Agradeço sempre
Por essa vida.
Vida que Deus me deu.
Cada sim que que te anula,
Cada abstinência ao que te faz feliz,
Cada sacrifício que lhe tira a personalidade,
Cada silêncio frente a difamação que fazem de ti,
Cada abnegação para não desagradar,
Cada submissão a arrogância, prepotência, orgulho .... que te humilha, para não se indispor,
Cada conformismo ao que te impõem para manter a "paz",
Cada resignação as críticas de um ultracrepidário,
Cada minuto ouvindo um hipócrita,
Cada omissão aos atos de um detrator,
Cada permissividade a invalidação de suas dores, muitas vezes por vitimistas,
Cada lágrimas contida para manter-se o sorriso que te combram,
Cada personagem que matam a sua autenticidade, para ser o que esperam de ti,
Cada palavra não dita para ser o educado dissimulado,
Cada nó na garganta e sapos engolidos, para ser o "normal", ...
Tantas situações que lhe são cobradas, impostas, como o alimento amargo e forçado. Isso te fere sentimentalmente, e quando somatizadas retornam em alergias, imunodepressão, câncer e ....
Existe uma linha tênue entre empatia e "assassinato assistido e permissivo". Será que fazem o mesmo por você? Vale a pena se anular por migalhas?
Seja o sincero, surtado, fora do padrão, ... mas feliz e VIVO! Não existe coisa melhor que fazer o que se quer; escolher quem deseja conviver e principalmente, estar bem com você mesmo!
Mesmo que em desavença ao esperado para este tipo de manifesto, meu conselho é que pratique o F, para tudo e todos que te trazem desconforto.
O problema do Brasil não são só os políticos?
A solução para a maioria dos problemas do Brasil poderia ser VOCÊ ( Se você não lutar pelo futuro que quer, terá que aceitar o futuro que vier), mas você :
•Que não quer estudar;
•Que não lê;
•Que não sabe quais e como são usados os seus impostos pagos;
•Que não faz planejamentos a médio e a longo prazo e isso determina a riqueza de um país, dentre outros fatores, como combater o desperdício de recursos e a corrupção;
•Que reclama das segunda-feiras;
•Que não quer trabalhar;
•Que só pensa em feriados;
•Que só quer falar de futilidades;
•Que só escuta músicas de péssima qualidade;
•Que quer ser sustentado pelo Bolsa Família e pelo partido político do momento;
•Que tem preguiça de levantar cedo;
•Que não sabe votar com discernimento e bom-senso preferindo continuar analfabeto político;
•Que não dialoga e debate sobre política e não pensa no bem estar coletivo e da comunidade;
•Que não cobra do Legislativo mudanças mais duras nas leis penais;
•Que aceita a existência de imunidade parlamentar, o foro privilegiado, privilégios políticos e financia com seus impostos o fundo eleitoral;
•Que só sabe reclamar de quase tudo porque nunca estão satisfeitos;
•Que não segue regras;
•Que não tem iniciativa;
•Que joga seu papel descartável e lata vazia, lixo plástico e bitucas de cigarro nas vias, ao passar ou passear, nas matas e no mar, nos jardins e nas praias de sua cidade ou a que estás a visitar;
•Que não sabe quanto custa manter, com parte do seu dinheiro ganho, um vereador, um deputado e um senador e não sabem o que fazem com ele;
•Que espera "Deus" resolver seus problemas causados pelo "diabo";
•Que não se atualiza e não se informa em fontes de notícias confiáveis e com telejornais;
•E não está nem aí com o futuro da sua cidade, seu Estado e seu país.
A direita:
A lealdade é até onde se convém, depois é cada um por si, em que "uma mão lava a outra" é a definição de companheirismo;
Defendem apenas suas próprias famílias;
Defendem a destruição e desmatamento do meio ambiente em prol do progresso de alguns grupos seletos;
Usam uma única religião e um patriotismo ditatorial tosco como refúgio e fachada para seus verdadeiros interesses;
Prezam pela cisão e polarização social e no individualismo e em apenas grupos elitistas, aristocratas, oligárquicos com mesmos propósitos escusos;
As leis e regras não são aplicadas a eles pois são os mesmos que as fazem ou usam o lobby para isso;
Todos criminosos são apenas da esquerda e cometem crimes motivados por interesses ideológicos;
Cultura é onde se cultiva soja, milho e trigo para alimentar a agricultura animal e não pessoas.
Viés de Confirmação e Falácia do Espantalho são as únicas formas de argumentações e diálogos, com exageros, fatos falsos, incompletos e mentirosos.
A esquerda:
Têm forte lealdade e companheirismo;
Defendem suas famílias e a de todos os outros;
Defendem o progresso com sustentabilidade com o mínimo de impacto ao meio ambiente;
Qualquer tipo de religião e diferentes manifestações de fé e a valorização e soberania nacional é de interesse coletivo;
Prezam pela união e coletividade entre as classes sociais e pelo apoio a minorias marginalizadas, para aumentar a inclusão, a qualidade de vida e o bem estar social;
As leis e regras são para todos;
Há diferentes níveis de criminosos que atuam de acordo com suas necessidades transgressoras;
Cultura é um conjunto de crenças, valores, costumes, conhecimentos, arte, leis e hábitos que um grupo de pessoas compartilha e transmite ao longo do tempo não se limitando apenas a manifestações artísticas como música, dança ou pintura;
Diálogos com argumentos racionais e de bom senso, sem viés e falácias e sem falsos fatos, invenções e mentiras, são aceitáveis para um consenso.
I.A. é a decodificação total e síntese da realidade baseada em qualquer tipo de linguagem humana em linguagem autônoma e generativa virtual.
Se tornando de mera diversão e pesquisa a ameaça potente para geopolítica, para o hacking eleitoral, grande problema de cibersegurança, de segurança nacional. Qualquer identidade pode ser assumida e apropriada. Afinal, quem a controla?
Do jeito que está, a oferta e a demanda descontroladas de drogas ilícitas e lícitas e uma geração atual, dos 17 aos 27 anos, sem escrúpulos, cheia de ódio e sem propósitos, será preciso de mais leitos futuramente e mais profissionais multidisciplinares para um atendimento de excelência.
Em vez de uma verdade absoluta e universal, sobre a natureza da existência e a presença inevitável do sofrimento e do fracasso, que pode ressoar de forma diferente com base nas experiências de vida e na perspetiva de cada indivíduo.
A perda, de alguma forma, é uma condição universal e constante na experiência humana.
Isso é quid pro quo. É corrupção não importando o nível. É suborno sempre ligado a algum tipo de poder.
Todos itens essenciais à vida, através da corrupção, se tornam fontes de riqueza à elite.
"A situação é manipulada em favor dos que têm muito dinheiro, desde das grandes corporações, empreiteiras a bancos e grandes instituições financeiras, da classe política e área agropecuária a facções criminosas."
Mentiras clássicas do cinema:
- Virar a cabeça com as mãos quebrando o pescoço lesionado a espinha dorsal;
- Usar lenço com substância química ( éter ou clorofórmio) e imediatamente desmaiar;
- Usar queimadura com pólvora ou metal quente para estancar hemorragias ou fechar ferimentos e esterilizá-los;
- Reviver imediatamente bem após uma assistolia (PCR) com desfibrilador;
- Injeções no pescoço em 90°;
As pessoas nas redes sociais colocam o que querem para você acreditar no que ela quer que você acredite.
"A mentira visualizada e compartilhada mil vezes se torna verdade.".
Mas, é preciso saber contá-las e compartilhá-las.
Seja por quem estiver contando para quem estiver acreditando.
População brasileira está num nível de irritabilidade intensa e ausência de total de qualquer empatia e gentileza.
Qualquer motivo besta é motivo para treta. Não há diálogo consensual, pedido de desculpas e reconhecimento dos próprios erros.
E muito deste comportamentos hostis e intolerantes são graças às influências de diversos conteúdos vizualizados, compartilhados de agressividade, sadismo e de falsas expectativas levando a insatisfação, frustração e introspecção doentia. Expostos automaticamente à algoritmos massivamente nas redes sociais e ao que parece começou a piorar durante a época da pandemia, com demonstrações públicas e virtuais de desobediência civil e moral com atos de ignorar regras sociais e normas legais, sem filtro para um respeito de convivência coletiva civilizada e sem a capacidade de discernimento do certo e do errado, sem nenhuma análise para as consequências de atos impulsivos.
Aflorando cada vez mais uma maldade de gente ruim e viralizando esta nova e "aceitável" cultura neurocomportamental.
Total ação racional e pré meditada só que primitiva e selvagem, apenas um intenso estímulo para o ódio e dualidade por qualquer motivo e sem lógica e sem bom senso contra àqueles desconhecidos ou até, conhecidos.
Esse argumento parece partir da ideia de que o trabalhador brasileiro acorda de manhã com uma lista de empregos perfeitos na mesa e escolhe o 6x1 por hobby. A realidade é bem diferente: a maioria aceita porque precisa pagar aluguel, comida e contas — não porque acha a escala maravilhosa. “Se está ruim, troca de empresa” é um conselho fácil de dar quando não se depende desesperadamente do salário no fim do mês.
E curioso como toda vez que se fala em melhorar a vida do trabalhador aparece o mesmo roteiro apocalíptico: “vai quebrar empresas”, “a economia vai acabar”, “ninguém vai sobreviver”. Diziam isso contra férias, jornada de 8 horas, descanso semanal e até contra o fim do trabalho infantil. A história mostra que a economia não acabou — ela apenas teve que se adaptar a limites mínimos de dignidade.
Outra coisa engraçada é tratar exaustão como se fosse frescura. Um funcionário trabalhando 6 dias seguidos, vivendo cansado e sem tempo pra família ou descanso não vira “mais produtivo”, vira só mão de obra esgotada. Depois reclamam de depressão, burnout, afastamentos e baixa produtividade como se tudo surgisse do nada.
E o argumento entra em contradição quando admite que o problema real são impostos altos e falta de apoio às pequenas empresas, mas ainda assim prefere jogar o peso inteiro nas costas do trabalhador. Ou seja: o empresário sofre com o sistema, então quem tem que compensar isso é o empregado abrindo mão da própria qualidade de vida.
No fim, “aceitou as condições” não é argumento moral, é argumento de resignação. Quem aceita algo por necessidade não está dizendo que aquilo é justo — está dizendo que precisa sobreviver. Tem diferença.
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