Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades

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⁠Ah! se algumas coisas
pudesse desdizer e outras tantas acrescentar ao que já disse,
jaz na garganta ainda
aquele pedido de desculpas,
o grito libertador,um enorme palavrão
e uma quantidade incomensurável de silêncios, estes ainda estão aqui.
não sei se tudo isso ainda me serve, mas que importa!
faz parte de mim

@machado_ac

Inserida por Machadisses_ac

⁠Solidão.

Um vazio dentro do peito.
Nada parece ter sentido,
nada parece dar jeito.

Sentir-se só,
Sem peso, sem valor...
Tudo é frio, sem calor...

É ver como piedade qualquer aproximação, é se isolar, de tudo se afastar...
Intrusa, invassora solidão.
Não segue ordens,
ataca diretamente nossa razão.

Flores sem cheiro,
Rosas com pétalas secas que caim.
Cristal trincado, absoluto,
Vem sem avisar, fixa e não sai.

Solidão dentro do peito,
escondida da multidão,
Entre sorrisos e abraços
a escoltar o coração.

Autor: Joao Carlos Dos Reis

Inserida por jcreis

⁠NEM SE PERCEBEU... E O TEMPO.

Nem se percebeu...
E o tempo passou!
Nem se percebeu...
E quem amamos se vai, se foi...
E o que amamos? Como amamos?
Nem se percebeu...

Não! Talves nem saibamos mais amar!
Sem perceber, não sobrou tempo, pois o tempo que temos nem se percebeu...
E agora é tarde!

Não, Ainda temos tempo!
Mas nem se percebe, que nem se percebeu...
Tudo passa, tudo acaba, o tempo acaba, e nem se percebeu...

E o agora era, é nosso tudo, e sem se perceber... Que para agora não se tem tempo. Pois nem se percebeu...

Tão pertos, tão longes!
amamos sem amar, pois nem se percebe, que nem se percebeu...
Orgulhosos, egocêntricos, cegos, cheios de razão se percebe e não se percebe, que nem se percebeu...

Difícil perceber! Que nem se percebeu... o tempo faz apenas seu papel, segue em frente, não tem dono, sem parar para avisar a quem pouco dele tem, e que nem se percebeu...

Autor: Jcreis Reis

Inserida por jcreis

⁠Ser pai
É responsabilidade, é compromisso e vontade.
Ser pai
É amar, é cuidar, estar junto, ser exemplo!
É achar tempo sem ter tempo!
Ser pai
É mudança!
É se tornar homem,
ser adulto e criança...
Ser pai
É não ser só um, é ser dois, três ou mais... é ser necessário! Ser importante para alguém!
É lutar pela felicidade de outrem,
para que, com orgulho, felicidade se possa ter também!
Ser pai
É moldar pelos exemplos,
É dar conselhos,
É vigiar sem ser visto,
É soltar,
Dar liberdade e confiar,
e lembrar que já foi filho,
errou e acertou... e em vc alguém também confiou...
Ser pai
É fácil e difícil...
é ser sempre agradecido,
é criar esperança
e ter grandes momentos!
É sentir valer a pena,
é receber o carinho mais puro e inocente
e assim por dentro, se completar completamente...

Autor: jcreis

Inserida por jcreis

⁠Fraco
Impotente
Encurralado
Por amar tanto assim...

Frustrado
Assustado
Sem direção
Perdido
Por amar tanto assim...

Resultados inesperados
Não foi assim que imaginei
Confiante demais, me enganei
Não é fácil descobrir
Já não depende só de mim
Incomodado, sem aceitar
Por amar tanto assim...

Junto os cacos em mim
A pensar , refletir
Sem importar quem errou
Prevendo resultados
São dias complicados
Pesado, cansado
Por amar tanto assim...

Malvado coração
Por amar tanto assim...
Preciso encontrar forças
Em mim...

Autor: jcreis reis

Inserida por jcreis

▪︎▪︎▪︎Certa vez alguém me perguntou: porque olhas tanto as nuvens?

Então a respondi: porque elas nos mostram como é a vida

Fulano: explique-me

Eu: [...] Veja bem, olhe elas voando tranquila, as vezes o tempo é bom (como o céu limpo),,

As vezes o tempo é apertado (como os dias de chuva) que seria como nossas tribulações diárias,,

E as vezes o temporal destrói as coisas e nos amedronta (como as tempestades com seus ventos fortes, raios e trovões),,

[Porém tudo se torna novo no dia seguinte como na primavera, desta forma é a vida]▪︎▪︎▪︎

Inserida por Torrevilly

⁠DO DESEJAMENTO
Alguns são feitos de um desejamento dilacerado.
Desse querer aflorado, não receio.
Nele me introduzo. E me ponho a ver o não dito.
Como quando me enamorei por uma moça.

Ela tinha um nome no meu peito escavado.
Chegava-me nas noites em que a buscava.
Deitava sua ternura sobre minha espera.
Acariciava as palavras que o silêncio esculpia.

Ela era tão docemente tingida de inteireza,
Tão despida de melancolia e incerteza.
Que apenas eu a via, andarejando ao meu lado,
Com suas mãos encravadas em minha ausência.

E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠A amo intensamente...entende???
Não sei armar defesas. Amo como um louco...
De alma e corpo...sem reserva alguma!
Tão sensível como uma ferida aberta.
Como um vento forte....furacão..
E assim poder entrar em sua vida
Como ontem...Como bruxo!!!!
Querendo “magicar” para te entreter!!
Como a flauta que encanta.
Como o nó que fecha e
Que nunca abre o baú dos sonhos...
Mas que encanta os dias das alegrias!
Saboreando somente os dias!!!


(Carlos Kau Romano-2003/Curitiba-PR)

Inserida por carloskauromano


“Querer é poder? não querer não é poder! É apenas o combustível impulsionador que nos põe em movimento, em busca daquilo que queremos, todavia alguns de nossos anseios, por mais que desejamos com a maior e mais profunda intensidade que a mente é capaz de produzir, ainda assim não o conquistaremos, pois muitos deles não dependem unicamente do nosso querer...”

Inserida por RobertoCrv

⁠Amor não se pede. Ganha-se ou se conquista.
Respeito também não se pede. Exige-se e se impõe, mas, preferencialmente, conquista-se.
Direito nunca se pede ou se ganha. Reivindica-se, batalha-se, conquista-se.
Os pais e as escolas deviam dedicar uma atenção maior a ensinar às crianças o valor dessa simples palavra: conquista.

Inserida por jose_carlos_fineis

⁠Comentário sobre a Língua Portuguesa:

Em nossa língua oração é construída ao verbo.

O sujeito está então sentenciado.

Numa conjunção de tempos passados, presentes e futuros,

Onde se mesclam adjetivos e a vírgula fica ao lado.

Mas eu confesso que busco os substantivos, sem desprezar os predicados.

E quando me ponho a tecer frases exclamativas ou declarativas,
vem-me as imperativas, a interrogar-me sobre as optativas que se depreendem na singularidade.

Faço oração para encontrar o sujeito absoluto em sua simplicidade.

Aprendi assim à oxítona amar e a expressão única da saudade.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Mãe

Mãe é mão estendida por entre o tempo.
Cantiga que ressoa no ir e vir do percurso.
Acalanto que fica na vivência erguida.
Braço estendido para além do sim e do não.


Embora se cresça em tamanho e fazeres,
Mãe é farta em entremear escolhas,
Deixando-nos o amar sem punição,
Que nos faz ser em cada acolhida.


Mãe é terra que em nós frutifica,
Tornando-nos sementes de superação.
É voz que fica na memória sentida,
Tramada de ternura no balbuciar da vida.


Mãe é ventre que embala o que nasce.
Que do pão se reparte mesmo que falte,
Como fermento de amor que sempre fica.
Mãe é palavra maior, que se entrelaça no coração.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠você sabe oque é o amor! Sua mulher sua casa seu carro seus filhos seu cachorro isso é amor seu ciúmes?
Ou e a falta de cada minuto que você faltou com eles,amor é oque se constrói se corre atrás o perdoar o buscar o aprender saber se arrepender e buscar o tempo de dizer amo minha vida por isto aprendi amar.

⁠obrigação para muitos não existe.,
outros uma palavra pesada,obrigação é saber se doar sem pagamento sem cobrança sem esperar reconhecimento ou em outras palavras amar sem ser amado,é sofrer calado e nunca falar eu fiz por obrigação ,mas fazer por generosidade por amor ao próximo é a realização da compaixão o amor verdadeiro que Cristo nos ensinou.quem das por obrigação fãs sem coração.

Nabokov

Estava indignado. Não sei com quem tinha falado, mal cumprimentou, foi logo despejando:
– O que falta no mundo é cultura.
– Sem dúvida! – tivesse pensado um pouco e não teria concordado de maneira tão enfática.
– Você menciona Nabokov e o sujeito não sabe quem é!
– É... Bem...
– Nabokov!
Não estava com disposição para constrangimentos. Pelo menos não o seu próprio. Transferiu a responsabilidade:
– Eu não sei quem é Nabokov.
Pausa.
– Você já ouviu falar dele. Só não está se lembrando.
Resolveu arriscar:
– O astronauta?
– Cosmonauta.
– Foi o que eu disse – vitória – O que fazer? As pessoas esquecem rápido os verdadeiros heróis.
– Os astronautas são americanos – explicou – os russos são cosmonautas.
Constrangimento.
– Sim, mas um deles se chamava Nabokov.
– Houve um cosmonauta chamado Nabokov?
– Isso mesmo.
– Não, sinto muito. Não houve. Se houvesse, eu saberia.
– Então não sei de que Nabokov você está falando.
– Mas isso não faz de você um ignorante. Eu só citei um exemplo – tentou consertar. Ou não, já que acrescentou: – Pois certamente você já ouviu falar de Joyce.
– O outro, que pensara ter sobrevivido:
– Também nunca ouvi falar dela.
– Não é ela, é ele.
– O nome do homem é Joyce?
– James Joyce.
– São drag queens?
Blasfêmia – pensou.
– Não são drag queens, meu amigo. Por favor!
– Já sei! O goleiro da União Soviética na copa de 82.
– James Joyce?!
– Não. Nabokov.
– Não, não. Aquele era o Dasaev.
– Estou falando do reserva. Grande goleiro.
– Você se lembra do nome do goleiro reserva da União Soviética na copa de 82?!
– Claro! O terceiro goleiro – abusou – tão bom quanto o titular.
– Sinto muito! Não era Nabokov. Se fosse eu me lembraria. Não existe nenhum outro Nabokov. Não que você conheça. Sabe o que quero dizer; não se ofenda.
Sabia coisa nenhuma e estava ofendido sim:
– Quem são esses caras, então?!
– Escritores! Importantíssimos! Vladimir Nabokov e James Joyce escreveram alguns dos romances mais importantes do século XX.
O outro suspirou resignado:
– Bem, eu não tenho lido muito ultimamente. Principalmente histórias de amor.
A conversa chegara ao ponto que interessava a ambos. Ideal para pôr um fim.
– Quem tem tempo de ler hoje em dia, não é? Só trabalho, excesso de informações...
– Nem me fale.
– E os livros custando uma fortuna!
– Inviável.
É isso aí, meu amigo, foi um prazer revê–lo, o prazer foi meu, abraço, recomendações, e se afastaram sem mais delongas. O primeiro, aliviado, e disposto a selecionar melhor suas amizades. O segundo igualmente, e ainda por cima, indignado. Encontrou outro amigo, mal cumprimentou, já foi logo despejando:
– O que não falta no mundo é ignorância!
– Sem dúvida.
– Você diz que não conhece Nabokov e o cara acha um absurdo!
– Quem?!
Nabokov...

Inserida por CarlosAlbertoSilva

⁠Como joias na vitrine


Imagine que você está diante de uma vitrine repleta de objetos bonitos. E admirado com a beleza desses objetos, decide levar um deles para casa. Ao chegar em casa, porém, você percebe que, mesmo tendo escolhido com bastante cuidado, o objeto que comprou não parece agora tão bonito quanto todos os outros que ficaram na vitrine. Por que isso aconteceu, se você foi tão cuidadoso? Aconteceu porque cada um dos objetos que estavam na vitrine não tinha, sozinho, todas as qualidades que todos eles tinham juntos. Cada objeto era uma pequena parte, bela, mas ainda carente da beleza maior que existia no todo. Assim, um discreto anel numa vitrine é uma joia exuberante tanto quanto um grande colar de pedras. E o colar, por sua vez, toma do anel a delicadeza que ele próprio não tem. Um pequeno livro de poemas pode ser tão imponente quanto um extenso romance, e este, ao lado do livreto, rouba-lhe um pouco de sua singela poesia. Juntos eles têm a beleza inteira daquilo que representam. Separados, têm apenas o que trazem em si. O mesmo acontece com as pessoas. Cada um de nós é um ser humano único, inteiro e, sim, insubstituível. Mas, ao mesmo tempo, uma pequena parte do que todos somos juntos: a humanidade. E aí está a beleza do ser humano: nas suas diferenças; na sua diversidade; na beleza única de cada um que constrói o todo; e, até mesmo, na insuportável sensação de incompletude que isso causa. Exatamente como as joias na vitrine. Eis que, finalmente, percebemos a existência do que não está em nós, e nos sentimos menos humanos. O mundo é repleto de vitrines, e parece, em cada uma delas, um lugar bonito e perfeito do qual não fazemos parte, onde existe tudo aquilo que não temos e que não somos. É preciso, então, olhar bem mais de perto, para enxergar cada indivíduo e encontrar, nas suas deficiências e imperfeições, a sua humanidade, e então, nos reconhecermos humanos. Somente ao nos reconhecermos humanos é que conferimos aos outros a humanidade que existe em nós, e recebemos, de cada um, a humanidade que nos falta.

Inserida por CarlosAlbertoSilva

⁠Um instante

Das pessoas inesquecíveis que a vida me trouxe, de um modo especial me fascinam aquelas que rapidamente passaram por mim. Caminharam comigo por uma tarde ou por uma estação, um momento, talvez, em que apenas se mostrassem – e então se despediram. Ao se despedir, tornaram-se reais. Guardo delas a verdade que não conhecem de si mesmas; o modelo perfeito do qual foram moldadas. Não tiveram tempo, e porque não o tiveram, não as corrompeu. Assim elas existem na minha história. É possível que uma única vez na vida tenham sido como as percebi. É possível que nunca tenham sido. Mas gosto de pensar que são extraordinárias; gosto de pensar que estão por aí e que talvez algumas se lembrem de mim. Da realidade não sei nada. Mas há algo especialmente belo em que acredito e que gostaria que você acreditasse também: existem muitas pessoas no mundo ligadas a você de alguma forma. Ao longo da vida, você terá a oportunidade de encontrá-las, por um breve instante. E nesse tempo menor do que um instante, em que couber ainda que uma palavra ou um sorriso, elas terão lhe deixado, pela eternidade, o melhor de sua existência.

Inserida por CarlosAlbertoSilva

⁠Minha Velha Tia

Minha velha tia me contava muitas histórias. E entre uma história e outra, ela me ensinava muitas coisas. Minha tia me contou que houve um tempo em que os animais falavam. Ela me ensinou que a Terra é redonda e que se eu sair andando sempre em frente, acabo voltando ao mesmo lugar. Minha tia me ensinou que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil e que Santos Dumont inventou o avião. As histórias de minha tia eram sempre assim. As coisas mais difíceis ela explicava do jeito mais simples. Era preciso que cada coisa tivesse o seu inventor ou o seu descobridor. Se Santos Dumont não tivesse inventado o avião, até hoje estaríamos andando só a pé ou de carro.

Um dia minha tia me ensinou um acróstico: Minha Velha Tia Mandou Jogar Sal Úmido Nas Plantas. Para que eu nunca esquecesse os nomes dos nove planetas do Sistema Solar. Nunca me esqueci dessa tarefa que, é bem verdade, não cheguei a realizar; mas nunca me esqueci dos nomes dos nove planetas.

Eu sempre ouvia maravilhado as histórias de minha tia e nunca me esquecia de nada do que ela me falava. E ela dizia que quando eu crescesse iria saber muito mais do que ela. Talvez esse tenha sido o ensinamento que mais me intrigou. Eu não fazia idéia de como isso seria possível, embora soubesse que tudo o que ela me dizia era verdade. Lembro-me de quando comecei também a contar a minha tia as coisas que tinha aprendido sem ela. Minha tia sorria e ouvia atentamente tudo o que eu lhe dizia. Sei que às vezes ela achava que era tudo bobagem, mas nunca me dizia isso. Ficava feliz por eu estar aprendendo. E eu sempre esperava que ela complementasse as minhas descobertas com o que ela sabia. Minha tia é que sabia verdadeiramente das coisas; e só com o seu aval é que eu podia acreditar em tudo o que aprendia.

Vez ou outra eu a interpelava sobre algumas incoerências. Por que Colombo descobriu a América e Cabral descobriu o Brasil? Eles não descobriram, na verdade, a mesma coisa? Por que foi Colombo quem descobriu a América, e não os índios, que já estavam aqui? Minha tia sorriu e me explicou que os índios não tinham consciência de quem eram, nem de onde estavam, mas Colombo sim. Por isso os chamou de índios.
Lembro-me do dia em que contei à minha tia que a professora tinha dito que não foram nem Cabral, nem Colombo os nossos descobridores, e sim outros homens que estiveram aqui antes, mas que se nos perguntassem, era preciso dizer o que estava no livro. Minha tia abriu o mesmo sorriso carinhoso, sem dizer nenhuma palavra. Sei que ela nunca mais se lembrou dos nomes que eu havia dito a ela, mas, para dizer a verdade, eu também não me lembrei.

Hoje me arrependo de ter deixado tão cedo de visitar a minha tia. Lembro-me de que nas últimas vezes em que a visitei, eu ouvia atentamente o que ela me dizia, e sorria. Às vezes gostaria que ela ainda estivesse aqui. Mas sei que não seria mais possível. Talvez o mais duro exemplo de uma das tantas coisas que ela me ensinou: “cada coisa tem o seu tempo”. No tempo de Cabral, de Santos Dumont e da minha tia, as coisas mudavam muito pouco. Ela pôde me ensinar o que havia aprendido com a tia dela. Hoje, ela certamente se sentiria enciumada por causa da Internet. Eu não saberia como dizer a ela que o seu acróstico não vale mais. Não saberia dizer a ela que Plutão não é mais um planeta. Minha velha tia não sabia muito bem o que era um planeta. Não saberia me explicar por que isso aconteceu. Talvez ela fosse sorrir e dizer “isso é bobagem”. E, para dizer a verdade, eu também não saberia explicar isso a ela. Minha tia tinha razão em tudo o que dizia. Teve razão ao dizer que eu saberia muito mais do que ela. Mas minha tia é que entendia verdadeiramente das coisas. E hoje eu não sei onde aprender as coisas que ela sabia.

Inserida por CarlosAlbertoSilva

Sera que o tempo pode nos ensinar !
Ou só nos mostra que nada sabemos
Que muito pouco aprendemos.
Que não olhamos o óbvio.
Que somos egoístas.
Que perdemos a quem amamos.
que somos mentirosos.⁠
Que somos dissimulados.
Que somos atores da vida real.
Ou será que é falta de tempo para aprender!?

⁠Há dois tipos de mentalidades.
Uma Religiosa criacionistas e a outra evolucionistas e cientifica.
O ser humano é o único animal que não sabendo governar a si próprio, precisam de serem governados por outros.
Se existem idiotas no PODER é porque os que os elegem fizeram para estarem muito bem representados.
#DEUSESNAOEXISTEM