Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades
Eu sorri quando me mandou aquele scrap. Eu sorri quando tentou dar um de irresistível. Gostei da sua paixão pela vida, gostei do jeito como cuidava de si mesmo, gostei do seu mistério. Gostei do modo como me cortejou. Gostei como se preocupou. Gostei quando me mandou aquela mensagem. Gostei quando se importou mais com o que eu gostava para me agradar. Gostei como reagiu quando te provoquei levantando um filete da blusa. Gostei como lutou para me dar aquele titulo. Gostei de suas mensagens falando o quanto ele era idiota por me deixar sozinha aquele São João e me desejando ótimas férias. Amei sua cara de surpreso quando decidi ficar contigo. Amei o jeito como reagiu ao meu toque. Amei como se virava em 50 para me dar 100 de sua atenção. Amei quando me puxou para seu quarto. Amei como me respeitou. Amei como sorriu para mim em todas aquelas tardes. Amei quando criou um facebook para ficar mais proximo de mim. Amei como você se preocupou quando eu estava doente. Amei as cartas que me mandava. Amei as ligações enquanto eu lavava os pratos. Amei a forma como pegava o celular de seu amigo para mandar mensagem durante todo o dia. Amei o jeito como tentou mudar com sua família. Amei sua cara de felicidade ao ver seu presente de aniversário. Amei como me abraçou aquela tarde em frente ao espelho. Amei como fez todas as outras tardes virarem especiais. Amei nossas idas e vindas. Amei nós no meio do nada. Amei suas visitas a noite. Amei quando me deu aquela flor. Amei o jeito como se desculpou. Amei como disse orgulhoso o conselho do cara do bar de que não deveria deixar uma garota como eu passar. Amei adormecer diversas vezes em seu colo. Amei dar a mão a você por debaixo das cobertas. Amei seu cheiro. Amei meu presente de aniversário. Amei você ter vindo. Amei tudo. Ainda amo. Acima de tudo eu amo você.
Não se engane garotinha. Mesmo que ele fale coisas bonitas, suas ações demonstram outra coisa. Cai na real, pode cair de boca, e até cair por cima, mas não caia de cabeça, não vá de coração aberto pois ele mesmo não abre o coração. Ele abre o corpo, o calor e nada mais, acredite é isso que conseguirá. Acorda garotinha, você é a regra e não a exceção.
Tenho me sentido tão só ultimamente… Num dia comum eu te mandaria uma mensagem, e você em seus momentos tentaria me acalentar. Mas como posso te pedir pra retirar o vazio, se foi você quem causou esse buraco em meu estomago? Flashes passam em minha mente a cada segundo, todos eles, do começo até os dias de hoje. Não é possível! Não consigo me conformar! Como algo tão puro foi se transformar nisso? Talvez nunca tenha sido dessa forma para você, talvez eu tenha inventado tudo como sempre fiz.. Sempre fui boa em escrever meus contos de fadas, mas no final, a princesa, sempre acabava solitária, com um coração partido.. E o príncipe? Bem, esse ai se tratou de fugir dos problemas da pobre garota, montou em seu cavalo branco e nunca mais foi visto, a não ser nas lembranças de todas as promessas descumpridas.
Amanhã vai ser um novo dia. Amanha vai ser um novo dia. Já perdi as contas de quantas vezes repeti isso… quem sabe uma hora funciona. Mas amanhã, espero que seja um novo dia. Amanhã vou te encontrar. Amanhã, vou colocar tudo pra fora. Amanhã, vou te explicar o que fez de errado, ou talvez de certo, mas amanhã. Hoje não. Hoje, eu só quero deitar, deitar e fingir, fingir que ainda temos todo tempo do mundo.
Ei! Alguém me explica aqui?! Isso tá parecendo um jogo, e quem disse que eu quero jogar? Eu quero é viver, mas viver livremente, deixando o mundo rodar, o dia acabar e a hora passar. Sorrir de verdade, com brilho no olho e coração acelerado.. Sim, é isso que eu quero! Quero abraço apertado, quero sentir, quero, enfim, juntar meu quebra-cabeça, me descobrir, me definir.
Hoje, pela primeira vez desde que decidi que você não deveria fazer parte da minha nova vida, eu chorei. Chorei, mas não por saudade. Chorei, porque, queria que, assim como o mocinho do livro, você tivesse lutado por mim quando te disse adeus. Chorei, porque sei que seus sentimentos por mim não mudaram nesses quase dois anos. Chorei, porque apesar das merdas que você costuma fazer, o seu sorriso ainda me cativa. Chorei, porque sei que se tivéssemos lutado teríamos sido mais. Chorei, porque apesar de perfeitos, somos incompatíveis.
Quase deixei você saber. Quase deixei derramar os milhares de sentimentos enrustidos em apenas três palavrinhas. Quer dizer, eu falei. Eu deixei escapar. Mas falei mais pra mim, que pra você. Falei apenas pra diminuir o peso que me consome. Foi tão silencioso, mas tão profundo! Esperei tanto, ensaiei tanto, acebei falhando ao dizer “Sinto sua falta”, você me olhou, perguntou “O que?” E eu simplesmente disse “Nada”.
Eu redimi meus pensamentos antigos. Por alguns segundos, continuei a pensar como quando eu tinha apenas o que eu perdi hoje. Deixei uma sóbria inocência de lado. E persegui contra o vento. Meu amor perdido retornou a sua base, fazendo a incompreensão, se tornar dona de mim por completo. Vida? Qual delas. Eu vivi intenso momentos com os únicos personagens de minha confusa vida. Cada um que crio, não só o transfiro a uma ponta de caneta, ou teclado, eu o crio dentro de mim, surge uma admirável inspiração. Amor? Qual deles. Se toda vez que meus olhos brilham eu perco tudo que eu senti de tão agradável. Dom? Que dom, é meu? Não tenho dom. Eu tenho amor pelo que eu faço.
Quando me disseram uma vez que o amor nos tornava loucos, eu ria e nunca entendia a razão. Mas hoje, compreendo perfeitamente. O amor transforma, cega e machuca. E ainda assim, todos o desejam porque é aquele que entende o que não enxergamos em nós mesmos. É a forma mais próxima que encontramos daquilo que chamamos de felicidade.
Não tenho culpa de te amar. É algo que sai do meu controle e vai engolindo-me sem a permissão devida. -Tenho o direito de escolher quem eu quero na minha vida e o que sentirei por ela- Era o que eu pensava até a lua aparecer e colocar-me para voar. Os meus pés não queriam voltar para o chão e tornei-me dependente do teu brilho extraordinário. Não sei bem o que anda acontecendo dentro de mim, é algo indecifrável, a muito tempo não pensava nela, mas tudo voltou a ser como era antes, intenso como o primeiro namorado de uma adolescente qualquer.
Me deixa quieta, sem mais dores, sem palavras que acabam deixando o meu coração em pedaços. Agora prefiro esquecer, do tempo em que você fazia questão de falar comigo, não demorava de responder minhas mensagens, sabia o meu prato preferido e se esforçava para prepará-lo. Pensava bem antes de escolher os meus presentes e quando me entregava sorria tendo a certeza que eu iria gosta. Respeitava a minha “bipolaridade” e percebia quando tinha algo errado na minha vida. Fazia planos para o futuro e eu sempre estava inclusa neles da melhor forma possível, e para sempre. Não media palavras em uma briga, mas sempre sabia o que falar tentando não me magoar. Os seus conselhos eram os melhores e eu precisava deles na maior parte do dia. Sua presença era a única coisa que me acalmava, sua foto no meu plano de fundo do meu computador não me deixava parar de pensar em você. Ligava-me por minuto para ver se eu estava bem ou se precisava de algo. Reclamava das minhas notas baixas e até ajudava a recuperá-las. O seu beijo na minha testa passava um grande respeito, os seus lábios tocando os meus, passavam segurança. A forma que achava tudo normal me surpreendia. Lembra? Nossos filhos teriam a cor do teu cabelo, com os meus olhos castanhos. Nossa casa seria perto da praia, e nosso filho acordaria ás 7 horas da manhã querendo jogar futebol. Você me abraçaria todo final de tarde lembrando-se do que havia me prometido. Eu achei que tinha entendido quando disse que o meu coração escolheu outra pessoa para amar, mas na verdade é com você que eu quero estar. Era tudo perfeito, você, o seu jeito… Até que eu acordei.
As coisas mudam. Muitas pessoas se anulam, caem no esquecimento. É um ato humano irreversível. Mas quem um dia se amou fica, e vai ficando. Mesmo com o tempo agindo sorrateiro, e os corações cada vez mais selados, fechados por pura proteção. O tempo é poderoso, mas o que se viveu nele, tem a capacidade de ser bem mais.
Me assumo surtado, indelicado por pura timidez, sem jeito para o jeito em que tudo está, com os pés calejados de não chegar em algum lugar, com a alma cansada de não saber o que fazer, com os nãos escancarados bem no meio do nariz e não querer compreender. Vivo morto, mas ainda assim, com uma capacidade enorme, quase-sem-querer, de te amar sempre mais.
Sabe? Não, não sabe. Mas na maioria das vezes é isso mesmo, não sabemos de nada e nem queremos saber. As palavras voam, os olhares não escolhem outro local para cravar, o coração pula, dança, balança a cada lembrança. O que podemos fazer para se sentir por perto, assim fazemos. As feridas latejam e clamam por cuidado a cada esbarro. E no final? Não sabemos e não admitimos o que se passa. Ferrou-se. Passa a acontecer por horas, minutos, segundos e nos toma literalmente. Me assusta o fato de não pedir licença. Tentamos desfocar, esquecer. E como sempre, continuamos sem saber. Medo? Ignorância? Aflição? Não faço esforços para entender. Não quero.
Não pedi que me levasse a dor, o rancor e o temor. Não respeitaram, me levaram. Eu tentei não escrever. Prometi a mim mesma que esse seria o ultimo texto falando sobre você, mas prometo a cada página que olho e logo está com o teu nome… Ah, não, essa é a minha letra. Não posso prometer, devo parar. Há um tempo eu não prometia o que não poderia cumprir, estava esgotada. Mas hoje… Ta, não quero falar sobre hoje, nem sobre ontem e nem sobre o amanhã. E quem vai querer me ler, me diz? Não me importo, na verdade, não entendo essa minha fome pela escrita. Às vezes eu queria escrever bem, para mostrar que sirvo em alguma coisa, e dessa vez, alguma coisa que eu ame. Pouco me importo, ando me importando pouco demais. Devo parar de reclamar quando passo dos limites em algo, mas penso que estou certa, pois nada demasiado é bom. Aprender a viver na medidinha certa está sendo um sacrifício. Sinto-te longe, mas é onde estás…, longe de mim. Queria saber se tu te lembras de algum pequeno gesto meu que conseguia te fazer sorrir. Fico assim, querendo saber, me excedo e invado o “demais” que tanto eu queria excluir. Afundo novamente na saudade, no apelo, nos pesadelos. Não posso sufocar a vontade de querer, de te querer. Sei que possuo o que me consome, sei que corro atrás do que me corrói. Afogar-me em seus sonhos sem nem fazer parte deles é uma tortura. Queria torná-los reais. Observa, novamente eu querendo demais.
Nós acreditamos que nada de ruim irá nos acontecer. Nós acreditamos que o pra sempre é infinito, sem pensar que ele, um dia, acaba. Ás vezes, o pra sempre termina na velhice. Outras vezes, cedo demais. Então, se você ama alguém, ame. Se você deve desculpas a alguém, peça perdão. Se você quer abraçar alguém, abrace. Mas não espere, porque o amanhã não existe, é duvidoso. O amanhã é tarde demais.
Algumas histórias terminam, fechando a última página do livro. E a única coisa que nos resta são as lembranças que não retornarão mais. Porém, outras estão apenas começando, sendo escritas aos poucos em nossas almas e que na maioria das vezes, não possuem um final em lágrimas, mas sim um começo em risos.
Eu chorei por você no chão da cozinha, do quarto e da sala, debaixo do chuveiro onde a água se misturava às minhas lágrimas. Num luto que parecia que nunca acabaria e cada dia era eu vivendo sem viver. Morrendo sem poder morrer. Em dias queria te apagar da minha vida pra nunca mais voltar a te ver, em outros, pedia que o tempo passasse e acontecesse algo que me levasse até você. Mas é como querer apagar os beijos que estão como tatuagem na pele. A cada semana uma nova promessa que eu me fazia e a cada semana nenhuma delas se cumpria. Por que a cada dia existia dentro de mim um vazio que gritava constantemente por você. Parada na rua, esperando ver em baixo de cada capacete sob uma moto o teu rosto. Mas não via, por que você estava a quilômetros de distância de mim, mas o meu coração te via em todos os lugares. Eu te procurei em mim e por isso me perdi. Quando eu finalmente encontrava uma saída, você mudava os planos, os sonhos e mexia na minha vida. Eu pensava que você era a pessoa certa, mas você virou o meu mundo de cabeça para baixo. Rasgou o meu orgulho e encheu de nós a minha garganta. Quantas vezes o meu coração foi posto à prova. Você me dava um sorriso e eu apagava todos os rastros do que estava sentido. E mais uma vez.. eu mudava meus planos pra ficar na sua vida.
Não tenho resposta prontas. Não me limito, não sou cruel comigo! Odeio ser mandada. Sou frágil, mas sou forte. Sou mil mulheres em uma. Minha mente é inquieta por que existe um mundo dentro da minha cabeça. Quando quero muito uma coisa consigo, pelos meus méritos, sem ter que passar por cima de ninguém. Aprendi com meu pai que o melhor caminho é sempre ser honesto,é poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. Amo muita gente que está longe e hoje amo muito mais as que estão perto.Admiro pessoas autênticas. Abomino falsidade. Acredito no amor de quem age com verdade, mas não acredito em gente que fala bonito pra impressionar.Em quem usa grife mas não tem nada mais do que isso pra mostrar. Não acredito em pessoas que falam do que não vivem. Não acredito em pessoas que humilham as outras pra terem respeito. Respeito não é imposto é adquirido.
Ando um pouco cansada de gente que não cresce, que acha que o mundo gira em torno dela. Que não tem nem um pouco de inocência dentro de si. Ser inocente não é ser burro, bobo ou otário. É não perder a leveza da vida, é ter olhos que vêem o bem, e não o mal em tudo e não o lado podre de tudo. Gente que não tem outra coisa pra fazer da vida do que ser parasita....Preguiça imensa de gente assim.
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