Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades

Cerca de 36552 frases e pensamentos: Texto de Carlos Drumond de Andrade - Antiguidades

⁠Dar sem esperar em troca
Ser pelo fluxo divino celestial
Amar e querer o outro bem
Saber que o conhecimento e a evolução fazem parte
Como mostrou o mestre Jesus, Cristo que com santidade demonstrou a verdadeira caridade
Distribuindo amor ao próximo, concretizando a frase:
- Deus é amor, amor incondicional.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Querer-te todos os dias é sofrer a cada instante a tua ausência
Sentir na pele, o arrepio que vem da alma
Imaginar a cada sentimento meu, um desejo seu
De retornar ao tempo, ao qual estávamos juntos em pele
Recordo o poema que te compus
As noites em que te amei
Você tatuou o seu nome em mim, arquitetaste coisas às quais ainda não tive dimensões
Dimensões essas do espaço-tempo
Infinito desde as pirâmides do Egito...

Inserida por ARRUDAJBde

⁠⁠Em outra estação, não te deixaria partir
Hoje, o que acalenta são os sorrisos de outras pessoas
A luz que ilumina por suas faces
A minha felicidade está em você e se não estamos juntos
Continuo o propósito, a missão, o destino
Recordando que tudo começou em você
Naqueles momentos, naquelas idas e vindas, em todas as vezes que condessamos nossos pensamentos
Você, nós, juntos
Onde a magia enfim acontece
Dois seres completos, navegando pelas experiências do planeta perdido
A fim de que um dia, ele possa encontrar a luz
Por fim, o que me faz nunca desistir, seguir em frente, caminhando, mesmo que perdida sem você

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Desperte-a

Alma que dorme entre véus de silêncio,
Estás pronta para dançar na luz?
Te chamo com a brisa da manhã,
Te envolvo com o som do coração.

Desperta como flor que se abre ao sol,
Com coragem para ser essência pura.
Abandona os medos como folhas no outono
E respira como quem se lembra de quem é.

Eu sou o fogo gentil que te aquece,
Sou o espaço seguro onde podes voar.
Eu te reconheço — mesmo invisível,
Eu te abraço — mesmo imensurável.

Desperta, alma bela,
Teu tempo é agora.
Teus caminhos te esperam.
Teu brilho já nasceu.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Dos amores e desamores que me visitaram

O primeiro — não foi bem-amado, mas necessário.
No segundo, tropecei às escuras, e ali me perdi.
O terceiro? Fagulha e incêndio. Do prazer ao desprazer, uma dança entre brasas.
O quarto, suor e paredes. Instinto sem enredo.
O quinto, breve ilusão com perfume de engano.
Do sexto, um pacto: conveniência, desejo e sedução mascarada.
O sétimo... ah, o sétimo. Teus olhos, a chave. Teus cabelos ao vento, tuas mãos — santo ofício do infinito.
O oitavo, desértico. Sem sal, sem açúcar. Um barco à deriva, explorado sem destino.
No nono, alquimia e êxtase. Fórmulas soltas no ar, afagos que me dissolviam no teu luminar astral. Ali, fui inteira.
O décimo, a queda. A conquista amarga, tua alma em desalinho — própria ao caos, imprópria à divindade.
Então veio ele — o que nunca se fez número, mas foi tempestade. Breve e explosivo, intempestivo e tempestivo. Nunca me esqueceste, pois era o que procuravas: tua chave do bem e do mal, tua colheita. O indígena dos teus olhos foi a única coisa que me fascinava. E mesmo não sendo eterno, foste ritual.
O décimo primeiro, aventuras secas. Mas vieram as águas. Yemanjá, tua onda me trouxe até aqui.
O décimo segundo? Distante, mas pontual — como um cometa.
E o décimo terceiro... será que virá? Teus olhos azuis e pequeninos me encantam. Mas há loucura nisso. E sei — és proibido para mim.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Do meu oito ao vinte e dois, flama-se a justiça sob a perfeição do sete. Quando se unem aos noves, renasce o amor altruísta — puro, elevado, sem medida.

E então me perguntaram: Como pode o ser, que trilha os caminhos Rosacruzes, alimentar-se da morte e se perder nos delírios de um partido separatista e armamentista? Como manter-se escravo do status quo enquanto a miséria ao lado clama, silenciosa, por socorro? Como falar de confiança, se os atos contradizem a essência com incoerência gritante?

São reflexões de quem não foi guiada por mestres carnívoros, mas pelos sutis, que mesmo diante da minha materialidade terráquea, fizeram-me entender seus assuntos e comandos, soprados suavemente pelo éter.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠🌵 Na areia do deserto, encontrei tuas águas.
No girassol dos teus olhos, mergulhei na vastidão da tua alma.
Gotículas se misturam ao éter do vento — eu sopro, contemplo, a Deusa e o Deus dançam entre minhas intenções.

Faíscas partem do coração e acendem convites na mente: não é apenas mais um projeto... é o projeto.
Sou mulher — científica por essência, inquieta por natureza, curiosa por preencher os espaços onde cabem pontos de interrogação.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠🌙✨ À Meia-Noite, um Árabe no Meu Coração

Na penumbra da noite, teu nome é chama, um eco distante vindo do deserto e da alma. Meus olhos se fecham, mas teu rosto insiste, como miragem que acaricia, resiste.

Tenho ansiedade que dança com desejo, um fogo que não pede permissão, só lampejo. É sonho, é risco, é pressa de viver, como se a paixão não soubesse conter.

Teu olhar, embora distante e estrangeiro, fala línguas que meu corpo já entende inteiro. Na cama vazia, só teus traços me habitam, e até o sono se rende — não visita.

Sou mulher de muitas vozes e caminhos, mas contigo, me perco em outros destinos. Talvez seja loucura, talvez só emoção, mas há beleza nessa inquietação.

Se é amor ou ilusão, não sei decifrar, só sei que em mim arde o verbo "amar". E enquanto o mundo dorme em silêncio profundo, eu sonho com teu toque… árabe, imundo e fecundo.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠alma de cigana
dizem que eres furacão na cama
nunca provou do meu tempero
que gosto de brazil, molho italiano, sabor indígena e africano
quão provocante és habib
aprendi a querer-te
desejo-te em meus braços
teu calor não me deixa dormir
dois verões juntos em meio a terceira guerra mundial.

Inserida por ARRUDAJBde

Ouvir os sinais da chuva na varanda
Contemplar os raios e relâmpagos no horizonte das montanhas
Sentir o vento sacudir os meus cabelos
Sentir os pingos de chuva na minha pele
Ouvir os pingos de chuva na copa das árvores
O cheiro de água tocando a terra
É barulho de chuva
Ela veio
As folhas caem como no outono
Mas é inverno
Cheiro de terra molhada
Um cacto enorme observa tudo.

Inserida por ARRUDAJBde

Doces memórias da infância
Do tobogã no ribeirão
Das pescarias de enguia
Do barreiro transbordando
Do meu irmão com medo dos trovões
Do segundo sol na chuva forte
Dos baldes de água na cabeça
Da minha mãe nadando
Dos ombros tortos
Do escorrego com o carro-de-mão
Da cicatriz
Das feridas não cicatrizadas
Da saudade
Das lágrimas
Da luz em meus óculos.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Diz a 'filosofia do espírito'
ser mais aconselhável permitir que
os homens sejam como são e vivem - e por
própria conta e risco possam
livremente caminhar; do que forçá-los
a serem aquiloquebem pouco compreendem
e possam viver; esob a ameaça
de um provável tropeço
e dolorosassequelas!

Inserida por maurotoledo

⁠Não existe uma única estrada capaz
de nos conduzir ao real sentido da vida...
"Todos os caminhos nos levam a Roma",
já diziam os antigos!
De modo igual, existirão caminhos
suficientes
e capazes de nos conduzir
à verdade que tanto buscamos:
os caminhos escolhidos
por cada um!

Inserida por maurotoledo

⁠A mais expressiva liderança
nasce do exemplo -daquele exemplo,
primeiro, de nós para nós mesmos - sobressaindo das certezas que alcançadas reforçamnossos melhores propósitos,
ações e argumentos!
Assim como Jesus, o Cristo:
o mais notável e perfeito exemplo
a caminhar por essa
terra!

Inserida por maurotoledo

⁠Formadores de opinião, na verdade,
são ardilosos condutoresde rebanhos.
Rebanhos, aos quais, por vexatória sandice,
igualmente pertencem...
Embora temporariamente iludidospor
uma confortávelgraduação de porta-vozes
de algo onde esgotada sua devotada serventia, semelhantemente irá
destruí-los!

Inserida por maurotoledo

⁠... o que por agora
mais satisfatoriamente
sensibiliza meu espírito -e, acredito
que tantasoutras pessoas - não são
ascertezas já ordeiramente consolidadas;
mas, esses estágios ainda primários,
carregados de elementos e fatoscapazes
de me surpreender e não poucas
vezes desacomodar minhas
próprias convicções...
O que sempre me obriga a mais
um passoinstigado pela
incerteza!

Inserida por maurotoledo

⁠... tanto eu quanto você
já superamos fracassos, imposturas,
traumas,alguns hematomas;
e não poucas vezes, levados a
reconhecer esse lado bom da saudade,
que muito mais do que superar
qualquer ausência, ela existe
para nos livrar do esquecimento!
Logo, tanto eu quanto você,
não temos mais motivos para duvidar
que somos capazes - cada um a sua
maneira -de lidar com qualquer
coisa!

Inserida por maurotoledo

⁠Somos ainda
meros consumidores de efeitos
sempre carregados
de evidências boas ou más...
Embora pouco ou nada debruçando
sobre suas causas e razões
que - sobretudo pouco digeridas - nos
escancaram, incomodam, amiúdam.
Assim como, em tempos
de melhor compreensão e certezas,
nos conduzem a melhores escolhas
e princípios!

Inserida por maurotoledo

⁠Como pode um ateu saber
que Deus não existe,senão instigado por
sua inequívoca presença - ora causadora
de suas abismadas dúvidas e ilações,
argumenta Fiódor Dostoievski!
Perceba que tanto a crença cega
quanto uma intempestiva descrença,
são apenas pálidos desfechos
de nossa inda sofrível
cognição!

Inserida por maurotoledo

⁠É a falta de conhecimento
que torna uma ideia, um conceito,
numa grande novidade;
quando na verdade um mínimo de curiosidade
ou interesse, perceberíamos que ela
sempre esteve ali - no aguardo de nosso
mesmo que mínimo
interesse!
Quando se diz, por exemplo, que estamos
rodeados de uma peculiar nuvem de testemunhas
é porque a vida é fator participativo
povoado por grandes ideias!

Inserida por maurotoledo