Texto de Amor para Mulher

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TRASNBORDAREI DE ESPERANÇA


"Vem Espírito Criador
Fonte viva de amor
Enche o meu coração
Com os teus sete dons!
Eu quero transbordar


Vem oh meu consolador
Toda lágrima enxugar
Livra-me de todo mal
Eu quero anunciar
Jesus é o Senhor!
Jesus é o Senhor!


Transbordarei, transbordarei
De esperança, de esperança
Pela virtude do Espírito Santo


Ser sinal de Pentecostes
Partilhar com toda a Igreja
O batismo no Espírito
Eis-me aqui!
Envia-me Senhor!


Ser profeta da esperança
Anunciar Jesus ao mundo
Espalhar sua santidade
E o seu amor
A Salvação chegou!
A Salvação chegou!


Transbordarei, transbordarei
De esperança, de esperança
Pela virtude do Espírito Santo


Batiza-me, Batiza-me
Manda teu fogo, traz esperança


Transbordarei, transbordarei
De esperança, de esperança
Pela virtude do Espírito Santo"


Diego Fernandes

FRAGMENTO DE UM AMOR DE AREIA


Tenho um desejo antigo, que me acompanha desde a infância: o sonho de ser amada. Amada de forma incondicional, com a leveza de quem sabe que está sendo cuidada. Às vezes me pergunto se essa busca por cuidado e proteção é uma essência que pulsa em toda mulher, ou se em mim é apenas uma carência incurável. Será que há algo de errado na minha estrutura?
O paradoxo é doloroso: essa necessidade absoluta de afeto foi o que me manteve viva e esperançosa por tanto tempo, e é esse mesmo sentimento que, agora, me consome aos poucos. Na verdade, a sensação de vitalidade se esvaiu; eu me perdi, e minha essência evaporou. Aprendi, da maneira mais árdua, que não existe traição maior do que nos anularmos por causa de uma paixão, esquecendo que o amor-próprio deveria ser a nossa maior fortaleza.
Por insistir em um amor feito de castelo de areia, construído à beira-mar na maré alta, eu me desphysiquei. Hoje, me desencontro fragmentada neste oceano em que mergulhei. Sinto-me incapaz de me refazer, perdida na imensidão mais profunda e escura das minhas próprias águas, onde o oxigênio parece resumido a poucas bolhas prestes a estourar. Estou exausta. A cada respiração, sinto o ar faltar, e a dor dessa sufocação é devastadora. No fundo, a gente não anseia pelo último suspiro; o que a alma quer é apenas que a dor finalmente cesse e vá embora.
Sinto-me desamparada, sem um teto emocional onde pousar. Olhando para trás, percebo que sempre me senti uma inquilina indesejada nos espaços que ocupei, então eu já deveria estar acostumada com esses meus desfechos. O sonho de encontrar um abraço para chamar de lar chegou ao fim. Acho que passei a vida dormindo e fantasiando acordada; agora despertei e me vi sem chão, sem vida. Como dói velar o próprio corpo enquanto o peito ainda insiste em respirar.
Dizem que os artistas são dramáticos e transbordam sentimentalismo. Eu não nasci com dons artísticos, mas herdei a mesma intensidade para sofrer — só que o meu drama acontece no palco da vida real. Como eu gostaria que tudo isso fosse teatro, para poder descer do palco e deixar o figurino da dor no camarim. Queria ser apenas plateia e assistir a mim mesma de longe. Contudo, minha existência virou um espetáculo onde sou a protagonista menos afortunada, aquela cujo final feliz nunca alcançou as cortinas. Eu quis ser a mocinha da minha história, mas roubaram-me o papel e me vestiram de vilã. Prenderam-me em um labirinto repleto de armadilhas, onde minha alma se perdeu e meu corpo permanece estático, de olhos abertos, assistindo à vida passar como um espectador anestesiado.
No espelho, vejo a pessoa mais corajosa e, ao mesmo tempo, mais ingênua que conheço. Corajosa por ter mantido os olhos brilhando e acreditado no amor; e ingênua por não ter recolhido meus pedaços e ido embora logo no primeiro sinal de ausência e desencontro.

O amor puro é a expressão mais elevada da harmonia entre os seres. É um sentimento que não faz distinções, não impõe condições e não busca vantagens. Manifesta-se no respeito, na compreensão, na generosidade e na capacidade de reconhecer a dignidade de cada criatura.

A fraternidade, por sua vez, é a união de todas as criaturas pelo vínculo do amor universal diante do Criador. É compreender que, apesar das nossas diferenças, compartilhamos a mesma origem divina e temos muito a aprender uns com os outros.

Ser fraterno é acolher sem preconceitos, respeitar sem exigir igualdade de pensamentos e estender a mão sem perguntar quem merece.

Porque o amor nos aproxima, mas a fraternidade nos ensina a caminhar juntos. Diante de Deus, não somos chamados a ser iguais, mas a aprender a amar uns aos outros como irmãos.

Não há interesses mais confusos e covardes quanto aos que confundem amor com carência, e acabam após saciados.


Porque o Amor Verdadeiro não se esgota quando a fome é saciada — ele nasce justamente quando o outro deixa de ser remédio para a solidão e se torna companhia na inteireza.


A carência só quer preencher um vazio; o amor, transbordar!


Quem ama pela falta, consome, desgasta e até usa o outro.


Quem ama por plenitude, compartilha o que tem de mais inteiro.


Por isso, é tão fácil ver relações que começam com tanta intensidade e terminam em silêncios tão ensurdecedores — eram tão somente gritos de necessidade disfarçados de afeto.


O amor não almeja saciedade, mas sim, permanência.

Aprendi que tudo feito com muito Amor e Carinho dá certo…


Inclusive Brigar!


É raro alguém conseguir Brigar com tanto Amor e Carinho, sem deixar o pincel cair de propósito — só para rabiscar o perdão no meio da discussão.


Porque certas brigas nascem apenas para nos lembrar que o Abraço é o ponto final mais bonito…


Os abraços grandes, os memoráveis, nascem das mãos livres… e dos corações presos — ao desejo de amar.


Com carinho — à prima, Elaine Ferreira.

⁠
O amor não se sustenta nem se eterniza só na calmaria, mas também na fidelidade nas tempestades.


Na saúde, na doença e na eterna gratidão por estarmos juntos.


Sem revolta, passamos o Natal no hospital.


Sabíamos — e seguimos sabendo — que o Grande Aniversariante veio pelos doentes.


Sem revolta, passamos o réveillon no hospital.


E hoje, sem revolta, passaremos também o nosso aniversário de casamento no hospital.


Porque sabemos que estar juntos não é circunstância — é aliança: na saúde e na doença.


Naquele que tem autoridade até sobre a tempestade, confiamos:
Ele jamais permitiria que a atravessássemos se não pudesse dominá-la.


Mas ainda assim, Pai Amado, humildemente Te suplico:
restaura a saúde da mulher da minha vida —
aquela que me deste por esposa.


Toca seu corpo com a Tua cura,
acalma sua alma com a Tua paz
e renova suas forças dia após dia.


Dá-nos vigor quando o cansaço insistir,
silêncio quando o medo tentar falar mais alto
e esperança quando os dias parecerem longos demais.


Sustenta-nos na travessia
e permite que, ao final dela, saiamos mais inteiros,
mais gratos
e ainda mais unidos em Ti.


Que o Pai Amado continue abençoando a nossa jornada!


A Ti, Pai, gratidão por mais um ano de casados!


Amém!

⁠⁠Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.


Há despedidas que não encontram palavras suficientes.


O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.


Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.


Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.


Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.


A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.


Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:


Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!


E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:


Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.


Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.


Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.


E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.




Vá em Paz, amor da minha vida!

⁠O grande Amor da nossa vida não é só quem Acelera nosso coração, mas também quem Desacelera nossa cabeça.


Porque amar não deveria ser viver em constante estado de alerta, tentando decifrar silêncios, justificar ausências ou adivinhar sentimentos.


O amor que realmente importa não é aquele que nos deixa presos à ansiedade de saber se somos suficientes, mas aquele que nos oferece a tranquilidade de simplesmente sermos nós mesmos.


Há pessoas que chegam e despertam borboletas no estômago, fazem o coração bater mais forte e transformam dias comuns em momentos inesquecíveis.


Mas existe algo ainda mais profundo: encontrar alguém diante de quem a alma consegue respirar.


Talvez o verdadeiro amor seja menos sobre a intensidade dos primeiros encontros e mais sobre a paz que permanece depois que a euforia passa.


É ter alguém que não alimenta inseguranças, que não transforma afeto em disputa, presença em prêmio ou silêncio em castigo.


É poder descansar no abraço de alguém sem precisar perguntar se amanhã esse abraço ainda estará ali.


Porque paixão pode incendiar.


Desejo pode estremecer.


Encantamento pode nos tirar o chão.


Mas, amor, quando é saudável, também sabe nos devolver ao chão — e permanecer ao nosso lado enquanto recuperamos o equilíbrio.


No fim, talvez o grande amor não seja quem nos faz sentir tudo ao mesmo tempo, mas quem nos ensina que não precisamos sentir medo para sentir amor.


É aquele alguém que acelera o coração quando chega, mas que, quando fica, faz a nossa mente finalmente encontrar silêncio.


E talvez seja essa a forma mais bonita de amar: encontrar alguém que não seja apenas motivo para o coração bater mais forte, mas também razão para a alma descansar.

⁠Em vão tento me reencontrar antes do grande amor da minha vida;
só tem depois.


Há um homem que fui e que já não sei onde encontrá-lo.


Um sujeito que habitava o mundo sem desconfiar que, um dia, outro ser humano lhe alteraria a geografia da alma, deslocando suas certezas, reinventando seus abismos e dando novos nomes às coisas que, até então, julgava conhecer.


Procuro-o nas fotografias antigas, nos lugares onde meus passos ainda não tinham pressa, nas canções que eu ouvia sem imaginar que, um dia, algumas melodias poderiam me devolver a um tempo em que eu ainda não conhecia a saudade de alguém.


Mas tudo me escapa…


É como procurar o rio antes de ele descobrir o mar, como tentar encontrar a semente depois que a árvore já aprendeu a conversar com os ventos.


O amor, quando é grande, não apenas nos acontece: ele nos modifica.


E talvez seja essa a sua mais profunda crueldade — ou a sua mais extraordinária beleza.


Porque, depois dele, já não somos inteiramente donos daquilo que éramos.


Há em nós uma nova linguagem, uma sensibilidade que desconhecíamos, uma espécie de eternidade que passou a caber nas coisas breves.


Antes, eu julgava conhecer a solidão.


Hoje, sei que existe uma solidão anterior ao encontro e outra, inteiramente distinta, que nasce quando alguém nos ensina a dimensão da presença.


A primeira é um quarto vazio; a segunda é uma casa inteira que ainda guarda o cheiro de quem partiu, ou a memória de quem permanece, mas já não cabe nos mesmos gestos de outrora.


E o mais intrigante é que não sei se desejo, de fato, reencontrar aquele homem que fui.


Talvez eu sinta falta apenas da sua ignorância.


Da maneira como caminhava, sem saber que certas pessoas chegam para nos transformar em perguntas.


Da inocência com que acreditava que o coração era uma morada estável, quando, na verdade, era apenas uma casa à espera de alguém que lhe mudasse as paredes de lugar.


Quem ama profundamente perde, em alguma medida, a possibilidade de voltar a ser quem era.


Não porque o amor nos roube a identidade, mas porque nos revela dimensões de nós mesmos que, uma vez descobertas, já não podem ser desabitadas.


É como conhecer o oceano e tentar, depois, convencer-se de que uma poça d'água basta para explicar o mundo.


Talvez seja por isso que o passado me pareça cada vez mais distante, embora continue tão perto.


Não porque os anos tenham crescido entre mim e aquele que fui, mas porque a experiência abriu um abismo na memória.


O homem de ontem e o de hoje compartilham o mesmo nome, o mesmo corpo, talvez os mesmos olhos; contudo, entre um e outro, existe um acontecimento que não pode ser desfeito: eu amei.


E amar, quando o amor alcança as alturas, é permitir que a existência nos reescreva por dentro com uma tinta que não aceita borracha.


Às vezes, penso que amadurecer é justamente aprender a conviver com essa impossibilidade de retorno.


É compreender que certas portas não se fecham atrás de nós: elas desaparecem.


E, quando olhamos para trás, já não encontramos a entrada, mas apenas a paisagem transformada pela distância.


O que fazer, então, com essa nostalgia de alguém que ainda somos, mas que já não conseguimos ser?


Talvez seja necessário parar de procurar.


Parar de exigir que a vida nos devolva intactos aquilo que ela própria precisou transformar para nos fazer crescer.


Há uma vaidade escondida no desejo de permanecer o mesmo, como se a nossa versão anterior fosse mais legítima do que aquela que sobreviveu aos encontros, às perdas, às descobertas e às contradições.


Não era melhor, necessariamente, o homem que fui antes daquele amor.


Era apenas um homem que ainda não sabia quase nada da vida.


E há coisas que somente a experiência ensina, embora o preço dessa aprendizagem seja nunca mais podermos olhar para o mundo com os mesmos olhos.


Hoje, compreendo que a vida não é uma estrada que nos permite voltar ao ponto de partida para corrigir o percurso.


É uma travessia em que cada encontro altera a paisagem e cada despedida modifica o significado da chegada.


Por isso, já nem procuro recuperar quem fui.


Procuro compreender quem me tornei.


Talvez o verdadeiro reencontro não consista em regressar ao passado, mas em reconciliar-me com todas as versões de mim que precisaram desaparecer para que eu chegasse até aqui.


O menino que eu era merece ternura, não resgate.


O homem que sou merece compreensão, não condenação.


E aquele que ainda serei merece a liberdade de não precisar justificar-se eternamente pelas marcas que carrega.


Porque o amor não deveria ser medido apenas pelo tempo em que alguém permanece ao nosso lado, mas também pela profundidade com que transforma a nossa maneira de existir.


Há amores que se tornam presença; outros, memória.


Alguns nos oferecem um lar; outros nos ensinam que até aquilo que chamávamos de lar pode mudar de forma.


Mas todos os grandes amores, de alguma maneira, nos obrigam a rever a pessoa que acreditávamos ser.


E talvez a tragédia não esteja em não podermos voltar a ser quem éramos, mas em passarmos tanto tempo tentando regressar que nos esquecemos de viver quem somos agora.


Em vão tento me reencontrar antes do grande amor da minha vida; só tem depois.


E, se só tem depois, que eu aprenda a habitá-lo.


Que eu não transforme a saudade numa prisão, nem a memória num tribunal onde condeno o presente por não se parecer com o passado.


Que eu compreenda, enfim, que não preciso recuperar o homem que fui para honrar a história que vivi.


Porque há um tempo em que a vida nos pertence como possibilidade, e outro em que ela nos pertence como consciência.


Antes, eu tinha a inocência de quem ainda não conhecia a profundidade de certas águas.


Depois, tenho a lucidez de quem já mergulhou e sabe que nunca mais será possível confundir a superfície com o fundo.


E, no silêncio de tudo aquilo que mudou, começo a suspeitar que talvez não tenha perdido a mim mesmo.


Talvez eu apenas tenha deixado de caber na definição que, um dia, fiz de quem era.


Afinal, existem amores que não nos afastam de nós mesmos; afastam-nos apenas da ilusão de que já nos conhecíamos por inteiro.


E, se antes de você eu era uma história ainda por acontecer, depois de você me tornei também a consciência de tudo aquilo que uma história pode fazer com um homem.


Não posso voltar...


Não porque o passado esteja longe demais, mas porque já não sou aquele que poderia habitá-lo.


Resta-me seguir, levando comigo o que fui, acolhendo o que sou e aceitando que o futuro não me deve a devolução de nenhuma versão já esquecida.


Porque a vida, em sua sabedoria silenciosa, não nos concede o privilégio de sermos os mesmos depois de conhecermos o extraordinário.


Concede-nos algo talvez mais difícil: a oportunidade de continuar existindo depois de termos sido profundamente transformados.


E talvez seja esse o verdadeiro sentido de amar: descobrir que não há retorno à pessoa anterior, mas ainda há um mundo inteiro a ser vivido pela pessoa que nasceu depois.

Confundir Amor sem Medida com Amor em Excesso foi uma das desgraças mais confusas — e medonhas — que o ser humano já experimentou.


Talvez porque, em algum momento da nossa história afetiva, tenhamos desaprendido a distinguir a grandeza de um sentimento da desordem que podemos provocar em seu nome.


Talvez porque nos ensinaram que amar muito era amar sem limites, que entregar-se era desaparecer um pouco de si, que permanecer era suportar tudo e que sacrificar a própria paz constituía uma espécie de prova incontestável de devoção.


Mas há uma distância muito abissal entre amar sem medida e amar em excesso.


O amor sem medida é aquele que não se deixa aprisionar por cálculos, conveniências ou pequenas contabilidades emocionais.


Não pergunta quanto recebeu para decidir quanto oferecer.


Não transforma afeto em moeda, presença em obrigação ou cuidado em instrumento de cobrança.


É vasto porque não precisa diminuir ninguém para existir.


É generoso porque não confunde generosidade com submissão.


É livre porque não encontra no outro uma propriedade, mas uma humanidade com a qual deseja compartilhar a existência.


O amor em excesso, por outro lado, frequentemente nasce de uma confusão dolorosa: a de acreditar que a intensidade justifica a ausência de limites.


E, assim, aquilo que poderia ser encontro transforma-se em invasão; aquilo que poderia ser cuidado converte-se em vigilância; aquilo que poderia ser entrega degenera em abandono de si.


Ama-se tanto, ou acredita-se amar tanto, que já não se consegue perceber onde termina o outro e onde começa a própria dissolução.


Há quem chame de amor a incapacidade de partir.


Há quem confunda saudade com dependência, ciúme com zelo, sofrimento com profundidade e renúncia com grandeza.


Há quem faça da própria exaustão um altar e da infelicidade uma espécie de certificado de autenticidade afetiva.


Como se o amor precisasse sangrar para provar que está vivo.


Mas definitivamente não precisa.


O amor não é uma competição de sacrifícios, tampouco uma sucessão de provas de resistência.


Não é a arte de suportar o insuportável, nem a obrigação de permanecer onde a dignidade já não encontra abrigo.


Amar alguém não deveria exigir que deixássemos de ser alguém.


Porque, quando a presença do outro exige a nossa ausência de nós mesmos, talvez já não estejamos diante da plenitude do amor, mas de alguma forma de desamparo disfarçada de devoção.


E existe uma beleza quase revolucionária em compreender que o amor verdadeiro pode ser imenso sem ser sufocante; profundo sem ser destrutivo; incondicional sem ser irresponsável.


Que é possível oferecer o coração inteiro sem entregar também as chaves da própria dignidade.


Que respeitar o espaço do outro não diminui a intensidade do sentimento, assim como preservar a própria individualidade não representa uma ameaça à intimidade.


Afinal, amar não é ocupar todos os espaços de alguém.


É saber habitar aqueles que nos são oferecidos sem violentar os que precisam permanecer livres.


Talvez a maturidade afetiva comece justamente quando compreendemos que nem tudo o que é intenso é profundo, nem tudo o que é duradouro é saudável, nem tudo o que exige muito de nós merece ser chamado de amor.


E que a grandeza de um sentimento não se mede pela quantidade de sofrimento que somos capazes de suportar em seu nome, mas pela humanidade que conseguimos preservar enquanto o experimentamos.


O amor sem medida não é um amor sem fronteiras.


É um amor cuja grandeza não depende de fronteiras artificiais para se expressar, mas que reconhece, com delicadeza e lucidez, que cada ser humano precisa de um território interior onde possa continuar existindo.


No fundo, talvez seja essa a mais difícil e necessária das aprendizagens: não há contradição entre amar infinitamente e estabelecer limites; a contradição está em imaginar que, para amar alguém por inteiro, precisamos nos oferecer em pedaços.


Porque o amor, quando verdadeiramente imenso, não nos pede que deixemos de existir para que o outro exista.


Não nos transforma em prisioneiros de uma promessa, nem em reféns de uma presença.


Ao contrário, faz da liberdade um lugar possível de encontro.


E, se há algo de verdadeiramente sublime em amar sem medida, é descobrir que podemos sentir profundamente sem nos perder, cuidar sem aprisionar, permanecer sem nos anular e partir sem necessariamente deixar de amar.


O amor não deveria ser tão grande a ponto de nos fazer desaparecer.


Deveria ser tão humano, tão lúcido e tão generoso que, mesmo diante de sua imensidão, ainda nos permitisse continuar existindo.

..Seria muito difícil pra alguém entender,
mas a menina sofria ao ver seu amor sofrendo. Então ela decidiu, ela pediu com todas as forças a Deus que Ele trocasse as lágrimas daquele amor pelo seu próprio sorriso, e o Senhor te deu de bônus um coração mais forte, porque a menina não imaginava o quanto essa missão seria tão difícil..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

.. Vamos preservar o amor que tem dentro de nós,
embora não sejamos sempre correspondidos. Vamos andar em passos lentos sem pressa alguma, a vida tem muito o que nos ensinar. Vamos sorrir com vontade, vamos viver com intensidade, vamos nos apaixonar, vamos aproveitar a liberdade, vamos viver a vida, não uma sobrevida..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

.. Sigo os passos do amor,
ele me guia por entre esses caminhos tortuosos, complexos, confusos e ao mesmo tempo tão certos, claros e transparentes. Esteja presente na minha vida sempre, pra que eu possa olhar ao meu redor e não me sentir perdida como foi algum tempo atrás, hoje me sinto melhor, bem melhor..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

“-Amor […] Mô […] Bê […] Gustavo acorda! –Ela fala balançando o ombro dele.
-Que é Ju?
-Preciso de você.
-Ta, eu também preciso de você, de preferência dormindo agora. –Ela ri.
-Não babaca, é sério.
-Ju vai dormir.
-Vou depois que você me ajudar. –Ele fica quieto, tinha pegado no sono outra vez. –Anda Gustavo, levanta!
Ele levanta e a segue até a cozinha.
-Fala o que você quer?
-Abre pra mim, não consegui.
Ela pega um pote de geleia e põe em cima da mesa.
-Ju você só pode estar brincando comigo. Mano tu quer geleia essa hora? Cara são 2:30 da manhã!
Ela ri. - 3:00 amor, 3:00 da manhã.
-Noite tu quis dizer.
Ele abre o pote, pega uma colher e entrega pra ela. Sai andando pra voltar pro quarto.
-Obrigada Super Gustavo, mas aonde tu vai?
-Dormi Ju. –Ele ri.
-Claro que não. Senta ai temos que conversar.
-DR agora?
-DF.
-DF?
-É discutindo o futuro.
Ele riu, sabia que não adiantaria discordar. Pegou uma colher e sentou-se do lado dela.
-Fala.
-Posso dizer como quero que seja o nosso quarto? –Ele fez que sim com a cabeça. –Amor, quero que seja branco, por que eu gosto de branco. Quero uma cama bem grande para que nos dias de chuva nossa princesa e nosso príncipe durmam com a gente. –Ela para, como se estivesse imaginando eles correndo pra cima da cama. Comeu um pouco de geleia. –Quero um espelho grande na parede e logo abaixo do espelho quero aquelas mesas que parece balcão. –Ele ri.
-Que você não sabe o nome.
-É não sei. Amor quero aqueles armários que tomam a parede toda, com espelho nas portas. –Ela fica pensativa. –Amor você acha que tem espelhos demais?
-Não. Acho que esta perfeito.
-Que bom que esta gostando. Olha, quero também aqueles negocinhos na parede, aqueles lá, enfim que parecem estante na parede. É pra por as nossas fotos e as dos nossos pequenos. Quero uma poltrona perto da janela para nos dias de insônia sentar para ler algo. Tem que ter uma televisão, não quero ter que levantar pra ver novela na sala. E por ultimo, quero um daqueles tapetes fofinhos, tem que ser preto por que o quarto é branco ai acho que vai ficar legal.
-Vai ser lindo amor, de verdade.
-Mas esta faltando algo.
-O que?
-Você.
-Eu vou estar sempre lá, querendo ver jogo enquanto você quer ver novela.
Ela ri. –Agora esta perfeito.
Ele a beija na testa, guarda a geleia e os dois vão para o quarto. Ele já estava quase dormindo outra vez quando ela o cutuca de leve.
-Amor, tenho que perguntar uma coisa.
-Fala.
-E nos dias que eu sentir fome no meio da noite?
-Ai eu levanto e viro o Super Gustavo outra vez.”
— Pra sempre meu super herói mô

Inserida por Camilaaaaa

Nessa estrada da vida, disperdicei o amor,
a verdadeira eu trocava por outra qualquer,
perdi tanta coisa,
sofri mais também eu já fiz sofrer, mas com o tempo aprendi a
amar e a viver
hoje eu não tenho vergonha de olhar nos meus olhos,
hoje o que eu tenho me basta, encontrei o amor. Eu tenho um grande amor, e dessa eu não largo, ela é presente de Deus, é linda por dentro e por fora, e dessa eu não abro mão, ela me conhece, me ama,
é a dona do meu coração.

Inserida por pasiquisse

Vem amor, quero sentir teu calor
Te acariciar e reviver o nosso amor
Faça qualquer coisa näo mereço ir ao doctor
O pessoal, agora acha-me anormal
De tanto amar-te, minha vida corre mal

Veja que estou perdido precisando de assistência
Agora aqui cantando, pedindo em clemência
Que voltes para mim, eu ja ganhei coisnciência
Eu sei que para amar-te é preciso competência
Inteligência, digo e paciência

Inserida por Horacio01

É, o amor começa das imperfeições, então eu sei, e como eu sei que amo alguém, porque sei de suas imperfeições e elas não são nocivas, diante do amor que eu tenho aqui.
Mas não adianta, amar alguém, simplesmente amar.
Eu me amo, também conheço as minhas imperfeições, e já você não me ama, porque é por elas que você me machuca, ao envez de me mostrar o seu amor.
Meus erros foram sua oportunidade
de
me fazer mudar de ideia, e definitivamente de rumo, e eu estava quase rumando inteiramente a você, cruzando a minha estrada, sem medo, na fé.
Havia essa chama que ardia e deixava claro o que eu queria, e você conseguiu apagar.
Desculpe, mas, voltei ao início, naquele iniciozinho onde me perguntava, será?, e estou regredindo cada vez mais, temo chegar no ''definitivamente, não era pra ser!! '' mais cedo que o previsto.

Inserida por AndressaRodrigues

Amor, palavra escolhida por Deus para ser referencia ao maior sentimento,
um sentimento que não se explica, que "apenas" se sente e se vive.
Que supera orgulho, ciumes, divergências e outras coisas mais.
Sentimento que nunca acaba, que pelo contrario, aumenta a cada dia, e nem mesmo a distância consegue separar, pois dois corações que se unem, batem como um só, numa sincronia perfeita, em busca de um bem maior, a felicidade.

Inserida por HugoCarvalho

A IDADE
Fico idosa mas não fico velha
O tempo marca o meu corpo
A vida ensina minha alma
No amor sempre terei a força
Nos olhos a esperança
No coração carrego a minha eterna criança

O humor será meu tempero
Sempre estarei acompanhada
As lembranças fazem parte das minhas histórias
As saudades minhas vitórias

Vivo hoje e o agora
O amanhã a Deus pertence
Vibro todos os momentos
Acredito na humanidade
Conquistei a liberdade
Para lutar todos os dias pela igualdade

Amo a vida!
Sem arrependimento
O que fiz está feito
O que não fiz
Quero fazer direito

A morte não me assusta
Acredito na justiça divina
A morte... deixa na terra o meu corpo
E leva a minha alma para cima

A terra Deus fêz para passagem do homem
"Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come"
Deus é o nosso Pai
E como Pai ele nos acolhe

Inserida por Waldetes

AMO AMAR VOCÊ...
Nesse dia em que todos os amores cantam
Em versos e prosas o seu amor

Venho nessas simples palavras
Dizer do meu amor e carinho
Da felicidade de estar ao seu lado

De poder compartihar todos os momentos
De dores e alegrias
De podermos caminhar de mãos dadas
Enfrentando todas as divergências
Problemas que a vida nos impõe em certos momentos

Mas sempre na certeza da vitória
Pois o amor que nos alimenta
É mais forte que a rocha

Mais infinito que o próprio universo
Pois ele veio das estrelas
Onde nossas almas um dia se encontraram...

E num pacto de amor nos unimos
Em eterno elo
Que nunca será rompido nessa terra

Essa gostosa maneira que eu
AMO AMAR VOCÊ

Pois encanta a minha vida
É o sentimento profundo
É o inebriar
É o extasiar

É o plainar mundos infindos
Sentidos em profundidade de almas

Essa nossa maneira gostosa
De "AMO AMAR VOCÊ "
E você ama amar a mim.

Estando sempre juntos
Em cada amanhecer
Para unidos sempre caminhar
Onde podemos sorrir
Brincar
Amar
Vibrar

O que sempre sonhamos
Nunca nos separar em momento algum

Você é meu sonho O realizar de minha vida
Viver sem ti é como se faltasse o ar

E nesse dia
Quero aqui deixar
Essa declaração
Como eu gosto de amar você!

Em eterna comunhão de alma e corpo
Onde o amor será eterno
E cada vez mais forte

Grito alto
Pois é doce amar você

Um dia as estrelas retornaremos
E nesse dia que todos cantam
Eu canto sincero a você

Pois é doce dizer....
EU AMO AMAR VOCE

Inserida por Waldetes