Texto de Amigas que se Chamam Paloma
O velho e o jovem
Sou um velho simpático,
Quem sabe até bondoso,
Os jovens me chamam de velho,
Mas saibam que sou um idoso.
A idade sempre me fez bem,
Com ela aprendi a viver,
Pois o jovem quando é pra caminhar,
Ele quer sempre correr,
Se alguém lhe ensina a andar,
Ele procura um jeito, de tentar voar.
Não sabendo eles que chegaremos,
Sempre ao mesmo lugar...
Jovens que hoje nos acham velhos,
Saibam que jovens também já fomos,
Os jovens que nos destratam,
Serão um dia, velhos profanos.
Os jovens esquecem os velhos,
Mas os velhos da juventude,
Nunca esqueceu,
Se hoje eu sou um velho,
É por que sou um jovem, que não morreu.
Intelectual? Não.
Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. (...)
Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.
Me chamam de Preto velho ou preta velha.
Não me importo, guardo dentro de mim um sabedoria muito grande. Trago na lembrança todos as dores porque passei nesta terra.
Tragona mais forte ainda a certeza que hoje quero ajudar meus irmãos que estão na terra independente da cor da pele.
Preto velho pela cor da pele, pela idade que acham que tenho.
Na verdade não importa, o que importa é vocês saberem que tenho muito conhecimento dos mistérios desse mundo e do de cá.
A quem me busca minha bênção, sempre ajudo os que de coração me buscam.
Lembro sempre somos todos irmãos. Preto velho hoje mas seu irmão sempre.
Tou sentado a porta de casa
E vejo os netos que queríamos a brincar
Chamam-me avô como tínhamos imaginado
Os girassóis que sempre gostaste estão lindos
E até agora nem uma única doença me afeta
Meu coração continua poeta
E passo os dias a jogar ao dominó com os vizinhos, tal como tínhamos planeado em jovens
Tantos planos que foram concretizados
Como o sonho de nos casamos
E nem um do outro fomos convidados
É pra lá que eu vou, onde a liberdade me acompanha, onde a claridade, os bons ventos me chamam...
Vou para onde o meu sorriso floresça, onde o meu brilho jamais apague !
Vou de encontro a mim mesma, destravando meus medos, perdoando minhas falhas, abraçando a minha felicidade...
É pra lá que eu vou...
Onde o sol toca o meu rosto, onde o meu coração se sente quente, em paz, determinado.
É pra lá que eu vou devagar e com carinho, aproveitando o caminho...
É pra lá que eu vou e quero ficar. ..
"Na minha Vida"....na minha melhor fase, guiada e protegida por Deus, ele sim...nunca soltou a minha mão!
...Aos que me fizeram e me fazem bem gratidão!
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Me chamam de louco…
Mas se lessem meus pensamentos,
iam ver que a insanidade é só a ponta do iceberg.
Por trás do caos, tem um universo inteiro em expansão,ideias que explodem como supernovas,
planos que desafiam a lógica,
e sonhos que nem a realidade ousa sonhar...
Louco? Talvez.
Mas é só porque minha mente não cabe na caixinha deles."
By Evans .
Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba.
Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio.
Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.
Sonho que sou um Anjo
Minhas asas por vezes pesam
Descanso entre um voo e outro.
Chamam por mim
Penso em deixar as lembranças mais doces
E partir de novo.
Mas ainda não sei para onde devo dirigir o meu voo
Como Anjo que sou, tudo me é revelado
Desta vez não voarei rumo ao desconhecido.
Neste ultimo voo, estou mais feliz
Já não me pesam as asas
Talvez por saber o destino.
Será aquele que procurei em todos os meus sonhos... :)
"Sou uma pessoa de dentro prá fora.
Alguns me chamam irreverente , eu me chamo espontânea...
Acredito em sonhos, sonho muito e sonho alto,
à minha maneira...
Vim prá esse mundo viver, e viver bem ...
à minha maneira.
Que fique claro, tudo à minha maneira!
Quem não concordar, não é problema meu...
Sigo sempre em frente, me inventando
e reiventando-me, nescessito disso!
Sou muito complexa, não me entendo...
me perco, me procuro, me acho,
me perco de novo e...
quando enlouqueço! - ai o bicho pega
e quem tiver perto tem que deixar rolar...
Não faço nada pela metade, sou inteira em tudo!
Não sou burra..sou ingênua...
Não sou simpática...sou feliz...
Meu sorriso dôo à todos, meu choro é privilégio de bem poucos, "bem pouquinho... quase ninguém".
Não sou santa, mas a mulher que existe em mim é glorificada, em todos os sentidos...
Sou amada...
Sou divina...e tudo isso à minha maneira!!
☆Haredita Angel
"Chamam-me velha, parecem esquecer que eu .continuo sendo Eu!
Meu cabelos brancos, minhas rugas, minhas cicatrizes são medalhas que o tempo me conferiu.
Não preciso esconder nem disfarçar os meus anos, eles são meus, vividos um a um sem saltar nenhuma fase!"
Haredita Angel
11.09.25
Camadas de cinismo global
Chamam de progresso
essa febre elétrica que atravessa cabos submarinos
enquanto dedos deslizam por telas
como quem reza em alta velocidade.
Jogos que viciam, promessas de riqueza e levam um pouco de nossas vidas.
Algoritmos decidem quem merece existir na vitrine do mundo,
quem será amplificado,
quem será silenciado sob camadas de ruído.
Vendemos dados como quem oferta incenso,
aceitamos termos que ninguém lê
e chamamos de liberdade
o que é apenas curadoria invisível.
Enquanto isso, palanques repetem
“Deus”, “tradição”, “família”,
palavras polidas como prataria antiga
que escondem rachaduras no fundo do armário.
Perguntar qual Deus
é quase sempre o início do desconforto.
A moral vira espetáculo.
A fé, slogan.
A pátria, figurino.
E nos bastidores,
emendas escorrem como óleo espesso,
orçamentos evaporam,
salários se ajustam sempre para cima - nunca para quem acorda às cinco.
A floresta aprende o idioma da motosserra.
O rio memoriza o gosto do mercúrio.
O litoral negocia seu horizonte em barris.
Chamam de desenvolvimento
o que deixa crateras na pele da terra.
Chamam de oportunidade
o que devora o futuro.
No entanto, o povo, essa entidade útil quando convém - bate ponto, paga juros,
e aprende a sorrir em parcelas.
compartilha memes,
discute política no almoço,
tem medo do boleto,
reza por estabilidade,
mas não deixa de sonhar.
Entre uma enchente e outra,
entre um escândalo e outro,
entre uma atualização e outra,
vive.
Há quem acredite que o autoritarismo
chega marchando com botas audíveis.
Às vezes ele chega sorrindo,
prometendo proteção.
Fanatismo não nasce do nada:
ele germina onde a educação foi negada,
onde o pensamento crítico foi trocado por grito,
onde o medo é adubado diariamente.
Não é ignorância pura - é cansaço manipulado.
E enquanto discutimos bandeiras,
os contratos são assinados longe da praça.
Enquanto brigamos por símbolos,
direitos evaporam discretamente.
Mas ainda assim -
e isso é o que mais me intriga:
há gente estudando,
plantando,
ensinando crianças a perguntar “por quê?”.
Há quem recuse a mentira confortável
e escolha a dúvida fértil.
Há quem compreenda que fascismo não se combate com fúria cega,
mas com alfabetização profunda,
com memória histórica,
com ética cotidiana.
Ganância sempre existiu.
O novo é sua escala industrial.
Hipocrisia sempre existiu.
O novo é sua transmissão em alta definição.
Ainda assim,
sob essa camada de cinismo global,
há uma força silenciosa
que não viraliza,
mas sustenta.
Talvez o século não precise de heróis,
mas de leitores atentos.
Talvez a revolução mais subversiva
seja ensinar alguém a interpretar
antes de compartilhar.
Se o mundo parece à beira do colapso,
é porque agora vemos as fissuras em tempo real.
Mas ver é o primeiro passo para não repetir.
E se há algo que ainda pode nos salvar
não é um líder,
nem um algoritmo,
nem uma profecia impressa em capa de revista -
é a decisão íntima
de não terceirizar o próprio discernimento.
As pessoas que mais vão marcar a sua vida são as que se importam demais. Aquelas que chamam de loucas, ciumentas ou confusas. Elas ligam de madrugada para falar do que aconteceu, brigam, olham feio para os outros perto de você e fazem bico. Mas pensa: quem não gosta de saber que é desejado?
Quem não liga para você ou finge que não vê as coisas, não está nem aí. Já quem é "chata" está sempre do seu lado, não quer saber do seu dinheiro e te protege de tudo. Elas têm defeitos, mas se viram do avesso por você. São duronas, mas se você as tratar bem, viram as pessoas mais doces do mundo. Então cuide bem de quem briga e teima por você. Essa pessoa sim dá valor ao que você é.
As mulheres que vão marcar sua vida são as que incomodam. As que chamam de loucas, ciumentas, confusas, estranhas.
Elas te ligam de madrugada pra cobrar alguma coisa, brigam com você, olham feio pras outras mulheres. Fazem cara feia, batem o pé, discutem sem pensar. E são ciumentas. Mas me diga: quem não gosta de se sentir desejado?
Uma mulher que não te procura, que finge que não vê nada, essa não tem personalidade.
As que incomodam podem ser chatas, mas estão do seu lado sempre. Não ligam pro seu dinheiro ou seus bens. Elas te cercam pra te proteger.
Têm defeitos, são orgulhosas, mas se você as trata bem, viram as pessoas mais doces que você vai conhecer.
Então valorize a mulher que briga e teima. Essa sim dá valor a você.
🌳 O grito da Floresta à Hipocrisia dos Verdes de Gravata ...
Chamam de investimento
aquilo que fede a culpa.
Três bilhões de dólares, dizem,
para “salvar o planeta”.
Mas o planeta, cansado,
já sabe contar mentiras humanas.
Não há salvação quando o dinheiro
vem do mesmo punho
que derrubou as árvores,
serrou as raízes,
e agora quer plantar discursos.
A Noruega,
essa dama do Norte de gelo e lucros,
vem banhar de verde a própria consciência,
enquanto a Amazônia sangra em silêncio
sob a mineração que carrega seu nome.
Pagam.
Pagam para lavar as mãos.
Pagam para comprar perdão.
Pagam e posam sorridentes,
como quem doa,
quando na verdade devolve migalhas
do que arrancou da terra.
E o mundo aplaude.
Aplaude porque é mais fácil
bater palmas do que abrir os olhos.
Enquanto isso,
a floresta grita sem microfone,
chora sem manchete,
arde sem hashtag.
E o nome disso,
que ecoa entre as copas das árvores e o aço das máquinas,
é um só:
HIPOCRISIA.
✍©️@MiriamDaCosta
#COP30 #Belém #Amazônia #CriseClimática #TFFF #Noruega
🌍 Manifesto à Hipocrisia Verde 🌳
Chamam de investimento
o que é, na verdade,
um perdão comprado.
Três bilhões de dólares
para silenciar o som das motosserras
que ecoam desde suas fábricas,
onde a madeira da Amazônia
vira móvel de luxo europeu.
Pagam
e se lavam das próprias culpas.
Pagam
e posam de santos do planeta.
Pagam
e o mundo aplaude,
porque o marketing é mais verde
do que qualquer floresta viva.
Não é benevolência,
é disfarce.
Não é investimento,
é penitência paga em dólar.
Enquanto isso,
há uma mineradora com bandeira norueguesa
cravando o chão da floresta,
bebendo o sangue da terra,
enquanto falam em sustentabilidade.
O nome disso?
HIPOCRISIA.
✍©️@MiriamDaCosta
#COP30 #Belém #MeioAmbiente
#CriseClimática #Noruega #TFFF
Muitas pessoas se autodefinem como “intensas”, mas o que chamam de intensidade, na verdade, é uma mistura de insegurança, imaturidade e arrogância. A intensidade verdadeira é entrega, profundidade e conexão; não é metralhar palavras de ódio nem usar ofensas como escudo. O que vemos, muitas vezes, é um ego frágil disfarçado de força, uma incapacidade de lidar com frustrações transformada em ataques verbais. É curioso como alguns acreditam que ferir o outro é uma forma de se proteger, quando na realidade apenas revelam suas próprias deficiências emocionais.
Essa confusão cria um ciclo vicioso: a insegurança gera medo, o medo provoca agressividade, a agressividade afasta quem está por perto, e o afastamento aumenta ainda mais a insegurança. O resultado é uma solidão construída pela própria pessoa, que insiste em chamar de intensidade aquilo que nada mais é do que imaturidade. É polêmico dizer isso, porque muitos preferem romantizar o termo “intenso”, como se fosse uma virtude, quando na prática é apenas uma desculpa para não assumir responsabilidade sobre a própria falta de maturidade emocional.
O problema é que essa postura destrói vínculos e mina qualquer possibilidade de relação saudável. Quem confunde intensidade com arrogância não percebe que está sabotando a si mesmo. A intensidade genuína não precisa de ataques, não precisa de defesas inflamadas, não precisa humilhar o outro para se sentir forte. Ela se manifesta em vulnerabilidade, em coragem de se expor sem medo de ser inferiorizado. Mas para chegar a esse ponto é preciso autoconhecimento, é preciso reconhecer fragilidades, é preciso aceitar que maturidade não nasce do grito, mas da escuta.
Talvez o maior desafio seja admitir que não é o mundo que nos inferioriza, mas nós mesmos que nos recusamos a enxergar nossas limitações. Enquanto isso não acontece, a arrogância continuará sendo vendida como intensidade, e a imaturidade continuará afastando pessoas que poderiam ser fonte de crescimento e afeto. A verdadeira intensidade não é barulho, é profundidade. E quem não entende isso, continuará confundindo ego inflado com força, quando na verdade está apenas revelando sua própria fragilidade.
A Lei do Sonambulismo
Chamam-lhe sonambulismo: o sono é pesado e voluntário da sociedade. Não é a ignorância dos factos, mas a vontade férrea de não os ver. É o pacto não assinado: ‘Deixai-me o meu sono, e eu deixar-vos-ei o vosso poder’. Enquanto houver mais medo de acordar do que de ser governado, o ciclo alimenta-se a si mesmo. O embriagado de poder e o adormecido pela preguiça são cúmplices numa dança milenar: um precisa do outro para existir.
Meu desejo
No último momento,
Naquilo que muitos chamam de fim,
Estarei esperando a mais bela dama,
Aquela que me fará sorrir sem sofrimento.
Nesse instante esquecer-me-ei de mim,
E com muito orgulho perguntarei se me ama,
E como sei que a morte não precisa mentir,
Esperarei a resposta mais honesta,
Mesmo que seja “Não”, aceitarei a sinceridade desta,
E pela última vez com inocência vou sorrir.
Me chamam de insensato, por buscas inspiração nas dores de amor....
Me chamam de louco, por buscar inspiração onde ela não existe...
Me chamam de sonhador, por buscar inspiração no brilho das estrelas...
Me chamam de criança, por buscar inspiração no lirismo das fantasias...
Me chamam de covarde, por buscar inspiração nas lagrimas que eu mesmo fiz cair...
Me chamam de fraco, por sofrer tanto de amor, e dali tirar a tal inspiração...
As vezes me chamam de ódio, por deixar a inspiração fluir e desabar meus temores...
E as vezes me chamam de Amor, por deixar a inspiração fluir da forma que ela quiser!
Sou insensato, sou um louco sonhador, sou criança que brinca com versos, melodias e sentimentos, sou covarde por as vezes ser tão fraco e me deixar levar pelo ódio, mais no final o Amor sempre prevalece!
desprovida
Nunca senti isso que chamam de amor
Não conheço sequer um...
Venho vendendo sentimentos a varejo
Quando a inocência se vestia
Escondia seu íntimo , escondia desejos
Me fez confundir, me fez acreditar
E depois saiu pela porta dos fundos
Deixando aqui apenas alguém
Desprovida de calor, desprovida de laços,
Enquanto em chamas um céu arde...
Aqui tudo o que eu toco , congela .
