Texto a Traga dia Paulo Coelho
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
A grandeza e o dilema de ser pai
Ser pai é destino, missão que se trama,
Nos fios do tempo, oculto, a se entrelaçar,
Não é só a vida que se deve perpetuar,
Mas a alma que, em silêncio, se inflama.
Os filhos, seres que nos atravessam,
Não nascem apenas do corpo, mas do sentir,
Cruzam nosso caminho, e ao nos invadir,
Transformam o vazio que em nós cessa.
É nesse encontro que o belo se revela,
Quando o inesperado faz-se em ser,
Almas que, de não ser, passam a viver,
Forjadas no calor que o tempo sela.
Paternidade, processo singular,
Feito de alegrias e de dor calada,
Reconhecida, mas quase sempre velada,
Nos gestos simples, nas palavras a silenciar.
Em cada ação, o pai, com jeito finito,
Revela o divino que em nós habita,
Semelhante a Ele, na tangente da vida,
Invisível, mas presente, o mundo infinito.
Talvez o pecado maior seja a ausência,
Escolha silenciosa que a distância impõe,
De herói a vilão, o pai assim se põe,
No desejo de moldar, com severa paciência.
Mas é nesse dilema que a grandeza reside,
Caminhar entre a presença e o deixar ir,
Dar o melhor de si, sem nunca mentir,
Que o amor, mesmo imperfeito, é o que nos divide.
E assim, no vasto papel que o pai assume,
Descobre-se que ser grande não é só estar,
Mas que, mesmo ausente, pode perdurar,
Sua essência, no coração que o resuma.
Crônicas do Efêmero
No ritual matinal do café quente,
abre-se o dia com moderação,
enquanto o sol, comedidamente,
ensaiando seu brilho, molda a mesa com precisão.
A brisa, tímida e reflexiva,
percorre as folhas com lembranças,
como quem passeia entre memórias,
de um tempo que, na verdade, nunca se foi.
O riso infantil, puro e indomável,
corre sem destino certo,
como se a vida lhe pertencesse,
e o momento fosse uma eternidade.
Um abraço inesperado,
que sem alarde se anuncia,
carregando em seu simples gesto
todo o peso suave da afeição.
E no reencontro com os amigos,
as palavras fluem sem pressa,
entre risos, confidências e recordações,
como se o tempo, por um instante, se esquecesse de passar.
São essas minúcias da existência,
aparentemente insignificantes,
que compõem, em segredo,
o grande romance da vida.
14 de Maio
No 14 de maio de 1888, o Brasil amanheceu livre. Ou ao menos, livre o suficiente para se parabenizar diante do espelho.
A escravidão fora abolida na véspera, por um gesto régio, breve e elegante, como convinha à pena de uma princesa. A tinta mal havia secado, e já se cochichavam loas nos salões. O Império, enfim, provara sua humanidade — ainda que com duzentos e tantos anos de atraso. Diziam-se modernos. Civilizados. Cristãos.
Mas, nas ruas, não houve fanfarra. Nem pão. Nem terra. Nem nome.
Os que saíram das senzalas na véspera encontraram, no dia seguinte, o mesmo chão duro, as mesmas mãos vazias, e o mesmo olhar de soslaio da cidade que os libertara com uma assinatura, mas não com dignidade.
Alguns acreditavam que o trabalho viria como recompensa. Outros, que a caridade cristã desceria dos púlpitos e dos palácios como chuva mansa. Mas a chuva não veio. Nem a caridade. Nem o trabalho. A liberdade, como os santos nos altares, era bonita de se ver, mas inerte ao toque.
Os senhores — agora ex-senhores — mostraram-se melancólicos. Alegaram prejuízos, saudades das "boas relações" com seus cativos, e passaram a vestir ares de vítimas. Alguns, mais práticos, converteram antigos escravos em serviçais por salário algum, chamando isso de transição. Outros apenas viraram o rosto, como quem se desobriga de um cão abandonado ao portão.
O Estado, por sua vez, considerou missão cumprida. E foi descansar.
No dia 14 de maio, portanto, nasceu no Brasil uma nova classe: a dos livres-sem-lugar. Cidadãos sem cidadania. Homens, mulheres e crianças com a dignidade estampada na Constituição e negada na calçada.
Seguimos livres no papel, presos na realidade. As correntes caíram, é verdade — mas com elas não caiu o silêncio, nem a desigualdade. Só mudou a forma da prisão.
O “pão nosso de cada dia” não é uma oração que visa o pão como um bem próprio, mas, sim um pedido de socialização deste pão.
Um pão que não deveria ser só meu ou estar apenas em meu poder já que o pão e o pai, como diz na própria oração, deveria ser nosso.
Pedir apenas o pão de cada dia é uma denúncia clara que o Cristo é contra o acúmulo de bens.
Oponente
Ora irmãos, sabei que a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo,
e a nossa reunião com ele, não vai ser de qualquer modo,
rogamo-vos, que não vos demovais, do vosso de pensar, modo.
Não vos pertubeis, quer por palavra quer mesmo por espírito .
O dia de Cristo, vai chegar, mas que ninguém vos minta,
porque isto vai só acontecer, depois da apostasia, na igreja,
e da manifestação do anticristo, que muita gente deseja,
ele é contra tudo o que se chama Deus, ou a culto se admita.
Ele vai sentar-se no templo de Deus, querendo ser Deus,
eu já vos tinha dito estas coisa quando estava no vosso meio,
vos sabeis o que está impedindo a sua vinda em actos seus.
Então há algo que impede que ele venha ao mundo ainda,
mas quando este for do mundo retirado, de vez em cheio,
o anticristo terá assim, liberdade para ter a sua vinda!
Baseado em 2 Tessalonicenses 2:1-6
Restolho
Certamente aquele dia vem, como uma fornalha,
sobre todos os soberbos e todos os ímpios calha.
Os ímpios serão como o restolho deixado no campo,
que é queimado na terra por ser sempre tanto.
Mas vós que temeis o meu nome tereis, luz do sol,
diz o Senhor Deus, que a vós pega no seu colo!...
Tereis salvação debaixo das suas mansas asas.
E para vós já preparou muitas das suas casas
Saireis como bezerrinhos, soltos da sua estrebaria,
com os seus muitos saltos, de muita grande alegria.
E julgareis os ímpios que serão todos exterminados,
Assim será naquele dia que eu já há muito preparei,
Eu o disse pela boca dos santos e dos profetas que enviei.
Arrependam-se os ímpios, para não serem condenados!
Baseado em Malaquias 4:1-6
Bom dia!
Que a presença de Deus esteja sempre em nossas vidas, inundando nossos corações de amor e renovando nossa esperança e fé. Que a paz esteja presente em cada gesto e pensamento. Que hoje possamos cultivar a gratidão e encontrar motivos para sorrir, pois cada amanhecer é uma nova oportunidade de recomeçar.
Tenhamos um excelente dia, repleto de bênçãos e realizações...
- Edna de Andrade
Poema : O ancião
As marcas no rosto, as dores no corpo, as mãos calejadas, são símbolos de quem já caminhou uma longa jornada.
Foram muitos momentos vividos, legados construídos, que jamais deverão ser esquecidos.
A estrada da vida até aqui percorrida, são regadas por lagrimas, trabalhos, dores, dissabores
é um caminho onde encontra-se espinhos mas também muitas flores.
Sorrindo, chorando, alegrando,
Entristecendo, ganhando, perdendo.
errando, acertando, correndo, parando
amando, decepcionando, sofrendo.
Idade do apogeu pois tudo que um idoso até aqui viveu, é escola pra ensinar outros que percorrerão caminhos que já percorreu.
Depois dos sessenta, O cansaço é real, as limitações se apresenta,
Mas o majestoso, é olhar para o idoso, e perceber que a riqueza e gloria de uma nação está sobre o ombro de um ancião.
Merecem nosso respeito, proteção, admiração, tudo que lhe é de direito conforme diz nossa constituição.
No dia do idoso.
Desejamos , Um abraço caloroso ,amor , paz e gozo.
Quem é quem manda ?
Construção ' desconstrução ' reconstrução ' cada nossa ação ' gravada em nossa memória' resulta no amor' fundamento desta bela história .As divergências que nos afasta ' que nos manda ir ' nos faz refletir ' sem nos dois ' não tem sentido existir . Sentado na sala ' a lembrança me fala : Melhor o fim do que o começo ' aquilo que pra muitos era um terror ' Como seria possível ' se não fosse o irredutível amor que com muito labor ' fez da história da gente uma linda história de amor .Depois da briga ' la vem ele ' o desejo de desaparecer ' fugir pra bem longe ' impossível deste amor se livrar ' pois foi em nosso peito que ele desejou abrigar . Aprendendo a lição: No eterno jogo da sedução ' existe apenas única regra ' ouvir a voz do coração 'ELE É QUEM MANDA .
Feliz dia dos namorados. Kesley Priscila Tavares .
Infeliz de quem pensa que ela necessita de um dia para comemorar... Ela é um Universo!
Gera vida, encantamento, gera amor... sofre amor.
Chora na alegria, dança na tristeza
Dá luz aos olhares, trás a luz a existência Divina, indica a luz ao final do túnel.
Alimenta suas crias... filhos, homens birrentos, incrédulos e os transforma em amor.
São o " Sexo Frágil "? Não, meu caro, nem na cor!
Fábia Alexandra
Só ver-te
Dia do Sorvete
Acredita?
Parece meio cômico,
Mas fica a dica.
Que tal um sorvete de Papaia,
Baunilha, Morango ou Chocolate?
Ou se preferir,
Escolha um outro sabor...
Sorvete de Chilli
Isso mesmo, quem aguenta
Ir a Finlândia e não provar
O saboroso sorvete de Pimenta?
Ou se preferir...
Sorvetes de Abacaxi, Abacaxi ao vinho
Acompanhado ou sozinho.
Sorvete de Ameixa ou então de Amendoim.
Sorvete de Banana Caramelada, Cereja, Céu Azul,
Chocolate branco, Coco, Creme,
Leite Condensado, Milho Verde,
Mousse de Limão, Mousse de Maracujá,
Melancia, Melão , Pistache,
Romeu e Julieta, Uva, Avelã, Açaí,
Sorvete de Manga, Cajá, Frutas Vermelhas
Pêssego, Atemoia e Sorvete de Chiclete.
Sorvete de Passas ao Rum
A criatividade é tanta
Que não duvido nada
Ter sorvete de Atum.
Sorvete Na Cestinha,
Sorvete na taça, Sorvete no copinho,
Na casquinha ou no Cascão.
Sorvete no Outono, No Inverno,
Na Primavera e no Verão.
Com ou sem cobertura
Sorvete com banana,
Castanha, confetes,
Granulados ou amendoim.
Sorvete com calda de Morango,
Calda de chocolate, Calda de Caramelo
Ou calda de chocolate quente.
Sorvete, Só Ver-te
Vale mais do que o deleite
De degustar um Petit Gateu
Ou Banana-Split...
Há quem diga que um sorvete
Nutra mais que um Sanduíche.
Só ver-te
É a melhor parte do poema...
É a melhor parte da rima...
É a melhor parte do dia...
Vamos comemorar juntos
O dia do Sorvete?
Edson Luiz Elo
Dia 23 de Setembro
Dia do Sorvete
Mais que um Presente
Não é no brilho raro de um presente
Que o amor se mostra em sua essência pura,
Mas sim no gesto calmo, persistente,
Na companhia que o tempo assegura.
É no carinho em dias sem beleza,
Na mão que afaga quando a dor consome,
No zelo feito em doce singeleza,
No nome dito com sabor de abrigo.
O amor real dispensa grande cena,
Não vive só de flores ou de festa.
É chama que resiste a toda pena,
E em cada dia simples se manifesta.
Amor não vive só de flor e festa,
Presença é prova pura e manifesta.
Recomeços, tentativas.
A poesia da vida são os desafios que enfrentamos, as sementes que plantamos e no tempo certo iremos colher.
A vida é sobre o que entendemos e sobre aquilo que não somos capazes de compreender.
Faz parte do caminho ganhar e perder.
Um dia de cada vez, passo por passo.
A vida tem seu próprio ritmo,
às vezes saímos do compasso.
Mas o importante é não desistir, seguir em frente, acreditar no amanhã, mesmo sabendo o quão incerto ele é.
Viver é arriscado, é cair, levantar.
Não existe garantias, a segurança
é uma utopia, viver não é ser, é estar.
A paternidade não é um título, é um compromisso.
Raízes que nos lavram
Antes de sermos pais ou filhos, somos solo.
E como todo solo, recebemos sementes: algumas desejadas, outras jogadas com pressa, muitas lançadas com dor.
Não nascemos amando ou odiando nossos pais aprendemos. O amor é uma construção silenciosa, feita de ausências e presenças, de abraços dados ou recusados. E o ódio... se existe, nasce quase sempre como fruto de uma fome: de amor, de verdade, de um nome que não veio.
Crianças são terra fértil.
Tudo o que se joga nelas floresce: o cuidado, a negligência, a ternura, a violência.
Plantamos com gestos. Colhemos com o tempo.
E mesmo as raízes mais finas, quase invisíveis, crescem mais fundo que o tronco aparente.
Por isso, antes de cobrar que o mundo eduque, é preciso perguntar:
que chão temos sido para os nossos?
Porque, às vezes, culpamos a erva daninha...
mas esquecemos que fomos nós que abandonamos o terreno.
A educação começa dentro de casa, mas não só nos livros ou conselhos:
ela começa no silêncio das manhãs, no jeito de pedir desculpa, na escuta que não julga.
Começa quando a criança vê em nós aquilo que um dia sonha ser.
E se um dia o filho que criamos decide deixar de ser árvore para ser espinho, que não seja por nossa ausência.
Que ao menos ele saiba que teve sombra, raiz e água.
Somos o que herdamos, sim mas também somos o que escolhemos fazer com o que herdamos.
Somos filhos das nossas vivências, dos nossos traumas, dos acertos e erros que os nossos pais cometeram com as ferramentas que tinham.
Hoje, como pai, não sou perfeito.
Às vezes, falho como marido.
Às vezes, me desencontro de mim mesmo como filho.
Mas carrego comigo a decisão de ser presença.
De não repetir silêncios.
De ser espelho ainda que embaçado mas espelho honesto.
Os meus filhos...
Ah, os meus filhos são terra sagrada.
E o que será de mim, se não os lavrar com amor?
Não se planta com palavras apenas.
Planta-se com tempo.
Com propósito.
Com fé.
Com mãos sujas de cuidado.
Colhemos o que plantamos.
E às vezes, não colhemos nada porque nunca houve semeadura.
Mas quem planta amor... colhe legado.
Quanto a mim, não precisei ser pai para entender certas coisas.
Mas precisei vir a Luna para enxergar outras tantas.
A paternidade não é um título, é um compromisso.
E quem ama de verdade... dá a vida, mesmo quando ainda está aprendendo a vivê-la.
Por Malexandres
Simples é dizer quantas sementes existem dentro de um fruto. O difícil é saber quantos frutos existem dentro de uma semente.
A educação é o meio multiplicador do conhecimento, seu fruto gera novas sementes, que geram novos frutos, que por sua vez geram novas sementes, em uma repetição infinita e exponencial do saber.
Evidente que quando ensinamos compartilhamos o que aprendemos com alguém. Por outro lado, só se pode ensinar quando há uma iniciativa para multiplicação do que foi aprendido. Nesse sentido, ensinar é ser fruto, mas também é ser semente.
Assim vamos seguindo, as vezes tentando contabilizar quantas sementes são parte desse fruto, mas com a conciência de nunca sabermos quantos frutos fazem parte dessa semente.
Minha mãe
Te flagrei passeando nas memórias e arrematei o cansaço do seu olhar. Sua juventude se rebuça através das rugas do tempo, esses pequenos rastros que os dias deixam para lembrar que a vida é transitória. Sorriso difícil, valioso, vigente para aqueles que te amam, tão expressivo quanto suas verdades. Você é céu aberto, é árvore frondosa, são raízes no meu chão, Provérbios para minha alma, Eclesiastes para minha vida.
RECONHECIMENTO
(A minha mãe, in memoriam)
Se, às vezes, ela usava meios rudes para punir-me pelos meus malfeitos, também com modos maternais perfeitos me apontava os caminhos das virtudes.
Sei que alguns de seus atos e atitudes eram certos, à luz de seus conceitos, e não seriam hoje em dia aceitos por força das morais vicissitudes.
Sem traumas, amo a mãe que me foi brava, dela me orgulho e não faço elegia sobre o rigor com que ela me educava.
Dou-lhe, em memória, a alma agradecida, pois as "surras" que dela eu recebia não tive de apanhar das mãos da vida!
MULHER, EM TODOS OS SENTIDOS
Quero-te linda, meiga, delicada, feminina, cumprindo por prazer missões de esposa e mãe, mas sem que nada somente nisso venha te envolver.
Pois te quero, também, valente, ousada em teus destinos, sem retroceder, buscando espaços e ocupando cada um que te caiba, como humano ser.
Quero-te superando preconceitos, conquistando na vida os teus direitos sem que deixes teus sonhos reprimidos.
Quero-te forte, livre, verdadeira, pelo orgulho de ter como parceira uma MULHER, em todos os sentidos!
BOM DIA MATERNAL
"Acordei."
Cadê ele? Tá aqui. Dorme.
Respira pequeno. Graças a Deus.
Aproveita que não acordou...
Levanto devagar.
O corpo dói onde ninguém vê.
A cabeça pesa.
Mas sigo. Sempre sigo.
Na cozinha, o silêncio me acompanha.
O relógio fala alto demais.
Não tem ninguém perguntando se dormi.
Nem se sonhei. Nem se comi.
Só ele. E eu.
E esse tempo que parece não passar ou passa em cima de mim.
Ser mãe é isso?
É amar tanto que esquece até de existir?
É ser presença inteira…
Mesmo quando tudo te falta?
Eu me calo. Porque ele dorme.
E enquanto ele dorme, sou só silêncio, café frio, e um nó na garganta.
Mas sigo. Sempre sigo.
Porque ele acorda, me olha, e eu lembro:
Sou casa, sou colo, sou mundo;
Mesmo sendo tão sozinha dentro de mim.
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