Texto a Traga dia Paulo Coelho
QUEM NÃO ERRA
A lida às vezes navega
Por barcos sem mastros
Desprovidos de velas
Navios sem lastros
Sem cordas nem âncoras
Timões em proas sem rumos
Barcos calados na areia
Aportados em baías
Degredados
A sorte às vezes recende de mágoas
Tal qual vela sem pavio
Cela sem dorso nem doma
Chinelo quebrado pisando descalços
Ainda assim os mares continuam
Acolhendo os seus rios
E os rios galopando percalços
Nos tomam nos braços
Acolhem nossas naus
Amenizam nossos passos
Restituem-nos pacientemente a vida
O cotidiano é a soma de esperas
Expectando acertos
Mas quem não erra?
SONETO DO AMOR MADURO
Esperamos algumas dobras aprendendo mansidão
Depois, nos mesmos espaços a fio tivemos por lição
As certezas do intrépido desafio em vencermos
A vastidão dos doídos encantos indomados do mundo.
Outro tempo nos fora gasto no cotidiano desbaste
Daquilo que se desvendara com o surgir das verdades
Tão distintas quanto translúcidas com o passar da idade
Tão carismáticas a ponto de tornarem-se cumplicidade.
Fomos assim perseguindo ilusões e vencendo vaidades
Conquistando a amizade, obedecendo raras vontades
Distantes da subserviência, do ócio, das tolas paixões.
Tornamo-nos generosos, íntimos, prósperos e próximos
Tão comuns como apropriados são os doces sentimentos.
Então descobri que a amara desde o primeiro momento
Dá para esquecer o passado?
Bem, podemos fazer lobotomia ou dar uma pancada na cabeça para tentar amnésia.
Não dá para esquecer, isso é conversa fiada.
Porém quando construímos um presente melhor, mais completo, cheio de brilho, o passado por si só, se esmaece, enfraquece, desbota.
O grande paradigma é como construir um presente melhor se só pensamos no passado?
Essa é a chave, quando estamos fechados para o melhor, nos fixamos no pior, sempre foi e sempre será assim.
Minha dica:
Queime tudo, mate tudo, chore, grite, esperneie, seja louca, o que der para fazer para exorcizar tudo, faça uma reviravolta na sua vida, essa limpeza de sentimentos amarrados em você tem de sair, no meu ponto de vista, você precisa experimentar o avesso, quem sabe essa não seja a formula ideal para você se libertar do passado e criar um novo momento em sua vida.
Mais ou menos
Mais armas, mais mortes
Mais prisões, mais presos
Mais agrotóxico,mais doenças
Mais ignorância,mais alienados
Mais políticos , mais corrupção
Mais brigas, mais inimigos
Mas... e-se,portanto fosse
Mais estudos, mais consciência
Mais poesias,mais leitura
Mas amor , mais paz
Menos ignorância, mais inteligência
Menos políticos, menos roubos
Mais espírito, mais alma
Mais respeito,mais amigos
Mais saúde , mais vida
O mais quem escolhe é você.
Meu pensamento é você
Me diz oque devo fazer
Se até quando vou dormir eu só penso em você !
Será que luto para parar ?
Ou devo continuar ?
Se não for amor ! O que poderá ser ?
Existe Várias pessoas no mundo mas meu Mundo é Você.
Como uma rosa é amada pelo beija-flor
quero ter o seu amor !
Seja feliz Comigo
Não quero ser apenas seu amigo !
Prometo que não irá Se arrepender
quero construir uma família com você.
Meu pensamento é te amar !
Com você poder Casar !
E Feliz Sempre Te deixar !
Oque está esperando pra me amar ?
Casa da Vovó
Minha avó era exatamente o que se esperam de uma avó, bem tradicional. Cabelos totalmente brancos, ancas largas e usava avental. A casa dela tinha tudo o que não tinha na minha casa, nem nas casas das minhas tias, sei lá, era só um lote típico da grande BHte dos anos setenta. Trezentos e sessenta metros de área, mas tinha tanta árvore frutífera que parecia uma chácara fincada na Cidade Industrial. Manga Ubá, cana, figo, uva, abacate, pitanga, limão, laranja, frutas e mais frutas que davam o ano inteiro. Cada fruta em seu tempo próprio faziam o lote ser um paraíso para mim, meus irmãos e meus primos.
Minha avó jamais brigava conosco quando nossos brinquedos eram suas coleções de moedas antigas, ou os trotes ao telefone que só lá tinha. Quando eu estava lá sozinho, brincava com os cães do meu tio ou me estirava no sofá que parecia tão gigante na frente da TV. O café da minha tia... Humm que delícia de café!
Minha mãe se tornou avó como minha avó. Cabelos brancos, ancas largas e eventualmente um avental. Um "fubá suado" como nunca mais experimentei. Ver meus filhos e meus sobrinhos brincando pela casa, subindo na laje, descendo o morrinho do portão, voltando em bando para comer o bolinho de chuva com recheio especial... Ontem fez um mês que elas se reencontraram na casa nova...
Respeite cada estação da sua vida!
Às vezes as coisas não dão certo porque não sabemos esperar… ficamos preocupados com a colheita e esquecemos de cultivar a fé dentro da gente. Lembre-se: cada estação tem seu valor, cada luta o seu aprendizado, cada espera tem sua recompensa, cada oração tem sua resposta, e não será no seu tempo, mas no tempo de Deus.
Tudo que Deus faz é perfeito!
"Você pode se achar insignificante...
Mas alguém bebe café em uma caneca que você deu...
Alguém lembrou de você ao ouvir uma música... Alguém está lendo um livro que você indicou... Alguém sorriu lembrando de algo que você disse ou fez...
Alguém se ama um pouco mais por algo bom que você disse...
Alguém alcançou algum sonho com o seu incentivo. Nunca Pense que você é insignificante... a marca que você deixa nas pessoas não pode ser apagada... Continue sendo INCRÍVEL"
E agora, Professor?
E agora, Professora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você se deparou
Com tanta gente opressora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te fazem salvador
De uma triste realidade?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que esperam de você
Muito mais que capacidade?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Ensinará o conteúdo
A quem não quer aprender?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Já soube que o mundo todo
Depende muito de você?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu a utopia
Que é a pedagogia?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que aprendeu que a teoria
não serve para a prática?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que precisar educar mentes
E barrigas extremamente vazias?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que outros
seu trabalho, melhor, faria?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você não tem valor
E nem tão pouco o respeito?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que fará com tanta dor
E com tanta decepção?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que o ano não acabou
Mas, você se esgotou?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que mataram os seus sonhos
E te fizeram de vilão?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que seus méritos
Não são mais que obrigação?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que colocaram na sua conta
Toda a deseducação?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Como ensinará o amor
Em meio ao caos e opressão?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que diminuíram o seu valor
E te juntaram com pá e vassoura?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te culparam por toda
Falta de vontade e querer?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que escancararam para todos
O quanto errado tu és?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Vais apelar para o Senhor
Para a mamãe ou para o doutor?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Quem for paulistano da gema, que viveu na velha e querida Sampa dos anos 50 e 60, vai se lembrar...
E quem só conhece essa loucura que é a Sampa de hoje em dia, pode acreditar que foi assim mesmo...
"Ai que saudade que tenho, da aurora da minha vida..."
Serve para muitas e muitas outras cidades deste nosso Brasil,
basta mudar certos nomes, e lembrar, vale até enxugar uma lagrimazinha teimosa...
Lembranças de um tempo que não volta mais...
Quem viveu, pode lembrar
Ósculos e amplexos,
Marcial
A VELHA SÃO PAULO DA GAROA
São Paulo, que terra boa...
Marcial Salaverry
São Paulo, sempre foi uma das grandes cidades do mundo, e sempre a maior do Brasil. Mas quem vê esta metrópole alucinada de hoje, e a conheceu em outras épocas, forçosamente sentirá a saudade batendo forte no peito.
Era outra vida, era o tempo das serenatas... Aqueles rapazes que pretendiam conquistar suas eleitas, cantando sob suas sacadas, e as donzelas, sempre suspirantes, assomavam às janelas, sorrindo enlevadas para seus apaixonados. Eram lindos romances.
As crianças dessa época apenas sabiam brincar, ignorando totalmente essas coisas de namoro. A infância vivia uma verdadeira infância, sem queimar etapas. Existia algo chamado inocência. Apenas na entrada da adolescência que começava a existir aquele namoro “de portão”, e assim, as serenatas eram um meio para os rapazes demonstrarem seus sentimentos às jovens. Hoje, bate uma saudade incrível desse romantismo gostoso. Piegas, porém muito gostoso.
Andava-se tranquilamente pela cidade. Era possível brincar nas ruas. E existiam aqueles jogos de "sela", “uma na mula”, “dono da rua”, jogava-se futebol nas calçadas, e com bolas de meia. Alguém sabe o que é uma bola de meia?
Claro que havia indivíduos que viviam fora da lei. Eram chamados malfeitores. Mas nem eles agiam com violência, principalmente com essa violência gratuita que vemos nos dias de hoje. Até para isso havia uma certa ética que eles respeitavam. Tivemos alguns nomes que marcaram época, como Meneghetti, Sete Dedos, que entravam nas residências, roubavam e saiam, sem que ninguém notasse sua presença. Tudo dentro da mais estrita “ética profissional”, sem nada de violência.
Não havia esse consumo desenfreado de drogas, essa maldade que se encontra hoje, quando as pessoas de bem precisam viver enclausuradas, com medo da violência das ruas. A rua era nossa, podia-se passear e brincar à vontade. Havia um costume de época, quando vizinhos se reuniam à porta de uma das casas, colocavam cadeiras na calçada, e o papo avançava noite a fora... Não havia a tal da televisão, que tirou esse costume tão gostoso, e agora totalmente inexistente "graças" ao advento do computador e do celular... Pràticamente não se conversa mais, apenas se digita... Havia uma convivência saudável, e havia um enorme respeito das crianças e jovens pelos mais velhos. Sua palavra era quase lei.
São Paulo com seus bondes, com o charme fantástico da Avenida Paulista, e seus palacetes, com que os “Barões do Café” ostentavam sua opulência, sem que precisassem temer serem sequestrados.
O que dizer então da Avenida São João, e seus lindos cinemas, como Metro, Art Palácio, Paysandu, programa obrigatório dos fins de semana. O Ponto Chic, e seu famoso “Bauru”... Haja saudade...
E as salas de espetáculo como Odeon, na Rua da Consolação, com as Salas Azul, Verde e Vermelha. No carnaval, os bailes do Odeon eram o ponto alto naquela bela Sampa.
Na esquina da Rua Consolação com a Av. São Luiz, havia a Radio América, onde nos fins de semana assistia-se a monumentais shows musicais. Por exemplo, os Quitandinha Serenaders, um conjunto que arrasava... Não podemos esquecer um jovem que tocava bandolim genialmente, chamado Jacob do Bandolim, e o que dizer dos Titulares do Ritmo, que era um conjunto formado por cegos, e que a todos encantavam com sua arte... Não podemos esquecer uma menina em começo de carreira que arrasava corações juvenis, chamada Hebe Camargo. E um garoto que ela chamou de “principezinho de olhos azuis”, ganhando um gostoso beijo nas bochechas... Inesquecível... Será que ela reconheceria hoje esse "principezinho"? Dos 8 aos 80 mudou alguma coisa...
Nessa época, ainda havia a famosa garoa... Acho que a poluição matou a garoa... E como era gostoso passear a noite, curtindo o friozinho saudável dessa velha garoa... Av. São Luiz, Praça da Republica, Av Ipiranga...
Nos dias de jogo no Pacaembu, o charme era voltar a pé, para uma paquera na Praça Buenos Ayres, um dos pontos mais lindos daquela São Paulo, descer pela Av. Angélica até o Largo do Arouche, para ir patinar num rinque de patinação, que era o ponto de encontro da rapaziada, sempre naquela tentativa de um namorinho com as meninas que lá iam, sempre com seus pais. As meninas “de família”, jamais saiam sozinhas...
Essa era a São Paulo daquela época... Não é para sentir saudade? “São Paulo da garoa... São Paulo que terra boa...”
Marcial Salaverry, com muita saudade, deseja a todos UM LINDO DIA, e a SAMPA, um FELIZ ANIVERSÁRIO...
SEM NINGUÉM SABER
Não gosto de fazer poemas que remetam à morte
Porque detesto que os meus amigos lembrem-se
Que um dia também poderão morrer
Prefiro que cantem as melodias alegres
E leiam sobre amores e saboreiem as dádivas da vida
Instigo para que brindem as alegorias
Mergulhem na fantasia de que são todos eternos
Infinitamente abençoados pela eternidade
Em resposta ao zelo existente que para comigo têm
Os meus amigos e a fraterna amizade que nos convêm
Não tem tamanho nem cabem dentro de covas
Por isso jamais extirpa nem deteriora
E na minha hora em que sozinho eu partir
Sairei à francesa em silêncio enquanto festejam
Para que ninguém note a minha dor por ir sem querer
Partirei calado sem ninguém saber
TEMPORAIS
Toda vez que perco o horizonte
Creio haver um mar a minha frente
Tão longe de mim equidistante
Como as rosas de um jardim
Ou uma nuvem passante
Que se desmancha insana
Por entre respingos de lama
Ou alvas fronhas de algodão
São aguas verdes revoltas
Remexidas pelos mesmos ventos
Que soltos conduzem minhas barcas
Serenas cada uma a seu porto
E as nuvens aos seus tantos
Destinos e encantos
Revestindo travesseiros
Sobre as camas da paixão
Todos esses travessos romances
Atravessam-me intensos
Ainda que de mim jamais saibam
Porque nunca mais retornam
Porque se tornarão propensos
A viajar outros céus e mares
Esculpindo suas torres imensas
Apesar dos temporais
DESLUMBRE
Quando duas línguas se tocam
O mundo de quem deseja o beijo
Torna-se oração perfeita
Sabores ardem sedentos
Nesse encontro de saliva e espasmos
Extraindo dos lábios molhados
Aceites inaudíveis das vozes dos hálitos
Da ternura única e efervescente
Todo perfume tateia o momento
Assistindo espargir pela sala do anseio
A dissimulada fome engolindo as palavras
Dado ser afoito intenso e místico
O espírito aguarda que o corpo entreveja
Pelos olhos fechados em êxtase
O deslumbre da língua quando beija
A DOÇURA DA TUA VOZ
A doçura da tua voz
É feitiço colado em mim
Canção que tanto desejo
Tempestade em minha veia
Suor denso da libido
Vendaval de vermelha areia
Remoinho no deserto
Do coração em devaneio
Eu sou destemido andarilho
Incerto andejo sem eira
Sertanejo inseparável
Da seara do teu encanto
Matuto das velhas minas
Lavrador desse rochedo
Tangido na insistência
De colher esse teu beijo
A ternura fez de mim
Poliglota destas letras
Intérprete dos teus sonhos
Cancioneiro dos teus versos
Aprendi teu idioma
Falando em teus ouvidos
Decifrando teus anseios
E beijando a tua língua
Assim me tornei poeta
INCAUTO
Minha santa ordem quase sem mãe
Que jamais permita com teus poderes
Carcomer as pétalas das tuas flores
Depois fingir infinitamente apiedado
Chorar copioso as tuas dores
Deixar borrar os aventais de giz
Mofar os rituais dentro do peito
Decompor as ferramentas de aprendiz
Tornar impuras as brandas mãos
Obsoletas inférteis comprometidas
As ideias discorridas dos ideais
Por negar-me a mim diante do espelho
Trincado de ingratidão
FILHOS II
Quando o filho alcança determinada idade, a decisão de seguir alguns caminhos poderá ser baseada nas conversas que vocês tiveram, nos ensinamentos que você transmitiu a ele pela sua vivência. A decisão por outros caminhos que, aos seus olhos, pai, não parecem ser os melhores, será tomada exatamente para confrontar aquilo que vocês sempre conversaram. Nao adianta tomar por desobediência porque, no fundo, não é. As crianças crescem, criam asas e querem voar mundo afora, nesses voos, as aprendizagens serão postas à prova, os limites serão testados, as conversas nem sempre serão lembradas e as caminhadas serão conduzidas por "amigos" a toque de caixa. Nao se desesperem, senhores pais, eles olharão para trás em algum momento e se lembrarão vivamente de suas recomendações. A vida é assim. Somente quem se arrisca saberá o resultado de seus limites e alcançará conquistas formadas por uma consciência crítica apreendida pelas suas conversas. Então não se entristeça quando seu filho ou sua filha estiver caminhando por caminhos que você discorda, esses são apenas os limites sendo testados. As conversas que vocês tiveram estará frutificando nesse momento.
Por Escritor Paulo Siuves
São tantas pessoas
São tantos carros
São tantas ruas
São tantos ratos
São tantos prédios
São tantas casas
São tantas pombas
São tantas asas
São tantos lares
São tantos mendigos
São tantas segundas
São tantos domingos
São gentes descalças
São saltos altos
Essa é a cidade
Essa é São Paulo
O Aprendizado começa quando mudamos o angulo de algo, por menor que seja a mudança, a perspectiva muda, os conceitos se renovam, e assim começamos a explorar um novo mundo.
Quando mudamos um ângulo passamos a ver as coisas de forma diferente, e assim nossas atitudes podem ser um pouco diferente também.
Durante algum tempo refleti muito sobre algo essencial.
A pergunta é : - Qual a única verdade real que sabemos no Mundo?
Bem, no meu ponto de vista, a única verdade que é incontestável é que todos nós iremos morrer. O resto, é tudo teoria, é tudo incerto.
Hoje olhamos para as pessoas ao nosso redor, você já observou o que elas estão fazendo?
Simplesmente correndo, correndo e correndo.
E não é só para sobreviver não, olhe num feriado, as pessoas correm para chegar ao destino, se estressam, ficam nervosas esgotadas, para ir descansar, depois saem do descanso e se estressam mais ainda para chegar e assim começar tudo de novo.Isso é um ciclo.
O problema é que as pessoas estão tão aceleradas, que a mente acelera junto, dessa forma parece que o tempo passou tão rápido, mas isso não é verdade.
As pessoas correm tanto na jornada, focando lá na frente, se tornam ansiosas, e se esquecem de ver cada detalhe ao seu redor, é como se a mente dissesse: - Isso não importa, vamos a alvo.
De repente tudo perde o sentido, pois para onde estamos correndo desenfreadamente? Para a morte. Essa é a resposta.
Correndo e correndo para a morte.
A saída para isso foi tomar em mãos o prazer, tentar sentir prazer em tudo no agora, seja lá quais forem as consequências.
Isso é a morte, pois prazer e prazer não vai te preencher.
Por isso, desacelere, não vá de encontro com a morte, vá de encontro a VIDA, siga o ritmo da natureza, da sua natureza, dessa forma o sabor será imensamente diferente.
Quer uma comparação?
Vá hoje ao restaurante na hora do almoço, coma a melhor comida, o que você quiser, tudo o que tem de mais gostoso, mas você tem 15 minutos para isso.
Amanhã, vá para casa por exemplo, coma a comida do dia-a-dia, mas faça isso com calma, com tranquilidade, saboreie, converse, ria, relaxe.
A minha pergunta é : - O que é mais saboroso, o que te trás mais felicidade?
Se você disser o restaurante, você esta certo, mas esta na beira da praia, se disser a comida de casa, estará nas profundezas do mar, livre, solto e feliz.
Então pense : É a comida?
Não, é a atitude que temos em relação ao sabor, o mesmo sabor que damos a nossa vida, então é simples, se você acelerar, tudo se perde, e você vai de encontro a morte, se desacelerar e sentir mais, aprender a curtir os pequenos e doces detalhes, tenha certeza, você terá uma vida longa.
Se pudesse... talvez nem pudesse me impulsionar em suas historias.
E descobrir que o começo não se baseia no fim e muito menos no meio.
Ah... ficar pensando nisso, pode enlouquecer... com este simples dilema.
Não posso culpar o que não lembro. Não posso deixar que historias de falsas fontes, me dirão o que esta ocorrendo com o hoje. Se ele não sabe, isto já sabemos. Agora dar credito ao qual criatura não tem o senso. É irreal.
Ter a dimensão de pensamentos em um fluxo paradoxismo e com uma disposição mais elevada me faz crer, em uma realidade totalmente absurda e plena. Aquele que dúvida e ironiza de nosso pensar, nada mais é do que um descontente consigo mesmo. É um mero critico que não sabe nem o que é bom, quanto dirá algo que seja negativo, apenas se for de sua forma de pensar negativado. Não crente no que é capaz e sendo assim descapacitado, ele continua a viver... A inverdade pode existir de acordo com seus surtos, durante seus dias e até mesmo a qualquer momento, que discorde de sua ilusão. Sempre joga seus erros e suas culpas no outro e com isso passa a maior parte do seu tempo, sem respeito consigo e intrigado com os outros. Espezinha o que desconhece, mas é incapaz de apreender. Esta virtude este paciente tem, ele é incapaz de muita coisa. Nossa. Ele é incapaz de ser sincero consigo mesmo. E quando é. Só olha para as coisas feias e o lado negativo. Embora ache que esta fazendo tudo positivo. E até se ache positivo. Mas ele só coloca um incenso e músicas com letras de positividade.
Nada mais.
É infeliz por não ter o que desbravar em seus próximos anos, e desconhece o discreto e o coerente.
Ele é meu melhor amigo, porquê tive pena durante muito tempo. Mas cansei de ter pena. Ainda mais quando não merece.
Psicanalise Clinicando - Paulo Boaventura - 28/11/2015
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