Terra
'JARDIM DE MARGARIDAS'
E será numa terra bem mais distante
Onde eu preciso plantar o meu cafezal;
Pra mim aqui, não é mais como antes,
Levo-te no coração,amada terra natal.
Pela beirada do caminho, na minha ida,
Na estrada, sementes de flores semear
Pra que eu possa ver a estrada florida
Caso não dê certo lá, um dia aqui voltar !
Terra amada ! Seu encanto as Palmeiras !
Também assim Como suas mangueiras,
Bela Terra muito amada ! é boa pra daná
Lá no alto do abacateiro o canto do sabiá
Vou Precisar engolir a tristeza e choro,
Para seguir em frente na firmeza na vida;
Como se fosse canários cantando em coro,
No remanso suave, no jardins de margaridas!
Autoria:
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
Nas coxilhas do sul, na terra garrida,
O gaúcho empunhou sua lança aguçada,
E a Revolução, intrépida,
Lutou-se com coragem, na causa aclamada.
Erguendo o estandarte, de listras e cores,
Ó grito de "Liberdade!" ressoando nos ares,
Em rancho e estância, peões e senhores,
Uniram-se na luta, aos bravos militares.
A pátria republicana, o ideal almejado,
No momento exato, em chama se acendia,
No ventre do pampa, o fogo propagado,
A chama da justiça, que jamais se extinguia.
Com Bento Gonçalves à frente, intrépido General,
Garibaldi e Anita, o casal destemido,
Nas batalhas campais, mostraram o seu valor,
No coração dos pampas, onde eram nascidos.
E assim a Revolução, uma luta tenaz,
Defendeu a liberdade, com muito fervor,
Na semana do gaúcho, seu feito é imortal,
Dotado de mitos, escreveu seu louvor.
A memória dos bravos, que nunca apagará,
Na semana do gaúcho, lembramos com emoção,
A Revolução Farroupilha, com espírito aguerrido,
O orgulho de nossa tradição.
AQUECIMENTO GLOBAL
Eu vou perguntar a Deus
Por que a Terra esquentou
O termômetro subiu
Feito nave, decolou
E não quero ouvir falar
Que é o Sol a irradiar
Pois foi Ele quem criou
Casulo Efêmero
A alma, imortal e etérea,
Em casulo se abriga, exulta,
Como se na terra, efêmera,
Preparasse a sua volta.
Como o casulo que se forma,
A vida passa, se transforma,
Deixa marcas e ensinamentos,
Nos corações, em sentimentos.
E ao deixar a casca vazia,
A alma alça voo, serena e livre,
Deixando um legado para os seus,
Que ao longo da vida gerou e viveu.
Deixa para trás a morada,
E segue com a alma lavada,
Pois viveu plenamente, deixando marcas,
Nas almas tocadas, nas vidas abarcadas.
Borboleta que encanta, brilha,
É a alma que agora voa, trilha,
Transformada pelas asas do amor,
Em um ser de luz, com cheiro de flôr.
Assim, a morte não é fim,
É uma nova fase, um recomeço,
A alma livra-se do casulo enfim,
E segue sua jornada com apreço.
Que possamos entender a mortalidade,
Como uma oportunidade de crescimento,
Aprender, deixar saudade,
E viver cada momento com sentimento.
Que a borboleta de cada alma,
Deixe rastros profundos na história,
E que a morte, não seja só um trauma,
Mas uma passagem para a eternidade da glória.
Eu sorri para o amanhã
Ao ver que a dor trouxe mais amor.
Da terra seca brotou flor
Para embelezar o novo dia.
Amo, amas
Amar, amar, amar, amar sempre e com todo
o ser e com a terra e com o céu, de sobejo,
com o claro do sol e o escuro do lodo.
Amar por toda ciência e por todo desejo.
E quando nos seja dura e longa, e alta, a montanha da vida
e os caminhos à frente com abismos feitos,
amar a imensidão que arde no amor nutrida
e arder na fusão de nossos próprios peitos!
Na terra adormecida, a primavera desperta. As flores desabrocham, a vida se liberta.
Cada dia é um presente, uma bonança, nesta estação de renovação e esperança!
"No sopro do vento, os rios encontram seu caminho para o mar, que, ao mergulhar na terra, recebe as frondosas árvores. Como sábias testemunhas, elas contemplam as majestosas montanhas. Os pássaros, poetas celestiais, declamam a dança da vida. Em cada elemento, uma lição da existência se revela. Como o poeta nos ensinaria, na natureza, a verdade se desvela."
A mediação é a semente e o mediador é a terra. Se a semente for plantada em terra bem preparada, ela prospera e dá bons frutos, mas plantada em terra mal preparada, por melhor que seja a semente, ela morre.
Carazinho
Gosto de estar na terra amada
sorver um chimarrão com os familiares
admirar a avenida e as Flores
abraçar os amigos pelos caminhos.
Manifesto de coração o que sinto
pois aqui nunca estarei sozinho
me encanto cada vez mais
com as belezas de Carazinho.
Cidade da hospitalidade
nas ruas que sempre passo
sempre vejo novidades
e as que ainda não passei
são as sinto mais saudades!
Terra que me deu vida
belezas naturais
agricultura pujante
Povo fantástico
sorridente e conciso
nasci aqui e de
mais nada preciso.
O planeta Terra já está prestes a ser destruído. A ambição desmedida pelo
material causou a séria poluição que ameaça a natureza, contaminando a água e o ar, e até destruindo a camada de ozônio que protege o ser humano.
O Comandante dessa grande nave que é o planeta terra avisa à tripulação que estamos atravessando um período de grande turbulência e recomenda muita oração, fé em Deus e o estrito cumprimento aos ensinamentos de Jesus.
Seus olhos me levam até o espaço só pro seu sorriso me jogar de volta na Terra, onde eu caio bem no campo mais florido de todos os tempos
O único investimento que não será perdido na terra, é o tempo investido em conhecer JESUS no lugar secreto.
Sendo um cidadão do céu você tem tudo a sua disposição, sendo um cidadão da terra jamais conseguirá estes benefícios.
Evelyn Araujo
Anchieta, pérola reluzente e rara,
Terra amada, de encantos a deslumbrar,
Cidade bela, de praias abençoadas,
Em tuas areias, a felicidade a habitar.
Ó Santuário de São José de Anchieta,
Devoção e fé em cada passo dado,
Tuas paredes guardam histórias sagradas,
E sustentam nossa esperança, lado a lado.
Porto de cima e porto de baixo,
Duas faces de um destino abraçar,
Nas águas, sonhos se encontram soltos,
No balanço das ondas, a vida a desfrutar.
Ruínas que nos contam do passado,
Testemunhas do tempo que insistiu passar,
Em cada indício, lembranças renovadas,
Resgatando nossa identidade a preservar.
E o Porto do Mandoca, encanto dos sussurros,
Histórias se entrelaçam em cada embarque,
Ricos laços tecidos pelos pescadores,
Entre risos, redes e o mar que não se cansa.
A Casa da Cultura, tesouro resplandecente,
A arte encontra seu lar e se expande,
São vozes, cores e sentimentos ardentes,
Que em cada esquina lembram o porquê se vive.
E os poços dos jesuítas, fontes de mistério,
Águas puras que revelam segredos antigos,
Nas suas profundezas, curas e renascimentos,
Um convite à alma a explorar novos abrigos.
Centro cultural, pulsante e vibrante,
Onde a tradição e a inovação se misturam,
Teatros, exposições, música constante,
A alma se enriquece a cada verso que se firmam.
Nos passeios de barco no rio Benevente,
A jornada se converte em pura poesia,
A fauna e a flora em harmonia latente,
Um bailado em que a natureza se guia.
Falésias de Anchieta, majestosas esculturas,
A natureza esculpiu com a própria mão,
Belezas verticais, singulares figuras,
Testemunhas de um amor em eterna conexão.
E a gente pacífica e hospitaleira,
Que enche Anchieta de sorrisos e acolhimento,
Com amor, arraigados na alma verdadeira,
Transformam cada encontro em puro encantamento.
Anchieta, minha doce inspiração,
Tua essência em versos me faz amar,
Tu és morada de emoção,
E em cada palavra, desejo de sempre voltar.
ESPERANÇA
Voar como as ondas no Céu
Flutuar como a terra no ar
Nos dias de Luar
Nas noites de sol
No Frio de dezembro
Na chuva de julho
Como poeta sem caneta
Presente sem embrulho
Meu pensamento meu planeta
Nos becos do prenda
Na confusão e na disbunda
Das crubicaças moribunda
Cá estou eu no beco sem fim
Fora de mim
No lote 13 esperando ...
O poeta do Bairro da Mapunda
16/09/2023
10:55
A Revolta da Terra
No silêncio da infância, a revolta é a chama,
Que arde no peito do pequeno filho,
Não sabe explicar, mas sente a trama,
Da vida difícil, em seu próprio trilho.
Na juventude, a revolta se agiganta,
Como um vulcão que desperta em fúria ardente,
Questiona o sistema, desafia a norma santa,
E enfrenta a vida com bravura em mente.
Desafios e dores, o cotidiano cruel,
São como golpes em seu ser inocente,
O mundo parece um eterno carrossel,
De tormentas e lutas, sempre presente.
O tempo passa, a revolta amadurece,
De fogo aceso a brasas incandescentes,
E o mundo, às vezes, parece que esquece,
Dos sonhos e ideais desses insurgentes.
Mas a chama persiste, não se apaga,
É força que alimenta a alma resiliente,
Na luta por um mundo onde a esperança vaga,
Siga a senda da justiça e do bem vivente.
Em cada grito, em cada ato de resistência,
A revolta da Terra se transforma em arte,
Uma busca constante por mais consciência,
Pela equidade, pela paz, pelo amor a parte.
