Termino de um Amor Proibido
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Um abraço pra esquentar a alma! Uma piada pra alegrar o espirito! Uma palavra para o melancólico! Um sorriso para um solitário! Pequenos gestos, tormam-se grandes relíquias! Sem ao menos percebermos!
Um dos desafios da vida humana é dedicar grande parte da vida à busca por felicidade constante, ignorando o fato de que a experiência humana naturalmente oscila entre momentos felizes e tristes.
Alma em Solidão
Na solidão, me refugio em um abraço macio,
Um vício reconfortante, mas vazio.
Almejo um sorriso que aqueça meu ser,
Um beijo de bom dia para florescer.
Um "eu te amo" sussurrado ao anoitecer,
Um ombro amigo para as lágrimas verter.
Compartilhar alegrias, tristezas e sonhos,
Com alguém que me complete, sem tronos.
Quem recusa esse amor, se priva de viver,
De sentir a chama do afeto arder.
Ignora o que é amar, sonhar e vibrar,
Em um dueto de almas que se vão encantar.
Solidão, adeus! Pois chegou a hora
De abrir meu coração para a aurora.
Buscar um amor que me faça transbordar,
E nesse encontro, a vida celebrar.
Mas agora eu uso a tua ausência como um casaco: grande demais, pesado demais e cheio de coisa tua.
Ainda me aquece.
Mas só machuca.
Eu sofro com um medo ridículo de te encontrar por acaso e o coração me entregar antes do olhar.
De você me tratar com a leveza de quem já esqueceu tudo — e eu ainda carregando cada detalhe como se fosse ontem.
De te ver feliz demais… e perceber que quem te fazia mal era eu.
Queria, por um instante, ser como tu, só pra entender a versão de mim que tu enxerga, como tu enxerga essa minha insistência em carregar o peso do nosso passado como se fosse uma partícula que não sabe se deve colapsar ou se expandir. Talvez, se eu fosse como tu, finalmente entenderia a gravidade desse vácuo entre nós — ou talvez fosse só mais um estado instável, um efeito quântico que não se explica.
Havia um silêncio pesado no ar, um tipo de vazio que só o coração partido conhece. Sentado naquele banco, ele olhava para o espaço ao seu lado — vazio, frio, como se a ausência dele tivesse roubado a vida da própria paisagem. O vento soprava suavemente, carregando consigo as folhas secas que dançavam ao redor, cada uma como uma memória se afastando, lenta, mas inevitavelmente.
Nas mãos, uma única flor. Suas pétalas caíam uma a uma, marcando o tempo, assim como o amor que ele uma vez segurou tão firmemente, mas que agora deslizava entre seus dedos. A promessa de um "para sempre" que, como o pôr do sol naquele céu nublado, começava a se apagar.
Ele fechou os olhos, e por um momento, podia sentir o calor do riso dele ao seu lado, podia ouvir sua voz entre as árvores balançadas pelo vento. Mas, ao abrir os olhos, tudo o que restava era a saudade. O mundo, antes vibrante com a presença dele, agora parecia um quadro pintado em tons de cinza.
A chuva começou a cair. Pequenas gotas, como lágrimas que o céu chorava por ele. Ele não precisava chorar. O céu fazia isso por ele. Cada gota era uma lembrança, uma palavra não dita, um toque que nunca mais sentiria. E aí ele se tocou que: o amor, mesmo na dor, era belo...
Relacionamentos
Cada um tem o seu.
Não adianta você querer passar um manual de instrução para o outro.
Ninguém sente da mesma forma.
Para alguns, amor é intensidade sem medida, outros é calmaria.
Porém, tem aqueles que amar é simplesmente ter estabilidade na relação.
É importante respeitar as diferenças.
Você poderia ter agido de outra forma em determinado relacionamento, mas entenda não era com você.
Permita que o outro exerça sua liberdade.
O amor é uma construção individual.
Somente quem vivência sabe onde está a base do relacionamento.
Eu sei que a nossa vida é um vapor, evapora rapidamente, dias passam tão rápido, então, vamos nos amar, vamos olhar para o espelho e dizer eu te amo, você é a melhor coisa que tenho em minha vida, se abrace, se beije, passe as mãos sobre seu rosto, segure suas mãos e olhe dentro de seus olhos e deixe o brilho vir para fora, abra um sorriso e repita a si, sou um (a) vencedor(a) vou vencer meus medos, vou vencer o mal e vou ser muito bom(a) a mim e a meu próximo, vou sorrir à meu próximo, serei gentil, e irei sorrir, e lhe desejarei uma boa vida.
A paz em si, é ótima pois conseguimos dividir com mais outras pessoas.
Chega de tempo nublado, prefira colorir, então sentirá uma grande alegria.
Um minuto no Céu equivale a um ano na Terra,
Quem parte, não sofre com a espera.
Nos reencontraremos, na nossa melhor forma!
E se nos amamos aqui, nos amaremos lá, mil vezes mais!
Para um homem bonito:
Você, que gosta de andar descalço
E vê a beleza nas pedras, nas flores e nos bichos
O teu sorriso é largo, seus olhos são brilhantes, você é o mais bonito!
Você que cantarola baixinho, me tira para dançar, faz graça, brinca e ri comigo
Obrigada por ser meu amigo!
Você é simples como todas as coisas verdadeiras e boas, como as coisas que tem importância na vida,
Você é fácil de entender, é gostoso de ver e esplêndido de amar!
Você é um homem bonito, todos os olhos entendem, mas além do que alcança a vista, minha alma te sente.
Te amarei para todo sempre...
Ao belo e sempre nobre, Thiago.
Com toda paixão, amor e carinho que um corpo é capaz de suportar.
Poema de Um Único Sim
Se achas que uma Vida é pouco,
Não tens ideia do que ela faz:
Ascende o infinito em um corpo
Brilha longe; brilha mais.
E se credes que o tempo é pouco
Não tens ideia do ele traz:
Tira-te e coloca-te em mil corpos
Até tua alma não aguentar mais.
Lhe parecem Sonhos ocos?
Abre teus olhos e os verás reais.
Entre viver e morrer
Em nosso Ser há tantos cais...
Que não sejam mudos esses mundos,
dentro de nós, antes do fim,
E cante sempre a voz que roga,
Ritmada pelo coração que implora
Apaixonado por um SIM.
A ausência ocupa espaço. Um espaço enorme, tão grande que deixa tudo apertado, principalmente o coração. Tão apertado que chega a doer. Muito.
Ninguém imagina quanta falta se pode sentir de um abraço, de um beijo, de um perfume, uma conversa, da mera presença, simplesmente a existência de alguém, até esse alguém ir embora. Principalmente quando esse alguém é nossa própria mãe.
Eu precisava externar meus sentimentos além de meu próprio pensamento, além do meu coração. Não com o propósito de que alguém venha a lê-los, mas de que eles permaneçam em algum lugar neste mundo para quando eu também me for.
Quando pudemos comemorar seus 90 anos, apesar da dor que ainda nos cercava pela perda do pai, achei que tínhamos tudo pra dali dez anos fazermos uma festa chamada "Mamãe Faz 100 Anos", como o filme do Carlos Saura... mas dali pouco tempo, isolados pela pandemia por quase dois anos, lá estávamos nós, presos em casa sem poder nos divertir e desfrutar da companhia um do outro em momentos descontraídos, mas aproximados pela condição da clausura. Meu medo de trazer alguma coisa ruim que te fizesse mal a cada vez que tinha que sair de casa, consumiu minha alma, esgotou o meu corpo (e mais ainda o seu, motivo pelo qual não consegui mantê-la aqui conosco). Mas isso me fazia sentir vitorioso ao conseguir te poupar, Mãe.
E com o passar do tempo, com o ocaso de tua disposição e vontade, assumi certas responsabilidades que, às vezes, podiam parecer obrigação ou até mesmo inquietação, mas que no fundo eram aprendizado e satisfação. Levá-la às consultas, aos exames, parar para comer empada ou passar no mercado na volta, eram essas as "responsabilidades", Mas de todas elas, o momento do banho guardo como o mais emblemático, o que mais representava meu amor e cuidado pela senhora. Lavar seus cabelos, esfregar suas costas, conduzi-la do banheiro ao quarto, secar e pentear seus cabelos, depois vê-la passando seus hidratantes, limpinha, cheirosa... era uma sensação de dever cumprido. Lembro que sempre que eu ouvia da senhora a péssima frase "só te dou trabalho", seguida de sua reflexão "você não tem obrigação de fazer isso" eu pensava: tenho, CLARO que tenho! Era o MÍNIMO que eu podia fazer pela única pessoa a quem verdadeira e incondicionalmente eu amei, como pela senhora fui amado igualmente, sem interesse ou piedade. E curiosamente, tanto tempo depois de não mais fazer essas pequenas tarefas, quando as recordo sinto falta de executá-las. A senhora me ensinou ao longo dos 59 anos que convivi com a senhora diariamente, quase que 24 horas por dia ao seu lado, que tudo vale a pena, tudo tem sentido, tudo é sublime quando feito por amor.
A única coisa que me arrependo é não ter sabido agir, da mesma forma que agi com a senhora, com meu pai. Todo sufoco que passei (ou melhor, passamos) com ele me ensinou a como cuidar da senhora. Falhei, e muito, nesse cuidado. Hoje percebo que poderia - e deveria - ter tido muito mais atenção e carinho nas minhas "obrigações" para com a senhora. E por mais que a senhora tenha me dito em vida que fiz muito mais do que eu podia, assim como tantas outras pessoas me disseram o mesmo, guardo essa dívida em meu coração. Eu deveria, eu queria ter feito mais. Muito mais, e ainda assim teria sido pouco. Preparar seu café, separar seus remédios, fazer nosso almoço, ajeitá-la para a soneca, oferecer um cappuccino, regar suas plantas (é, mãe, perdão, mas elas estão quase mortas... não tenho me disposto a fazê-lo já que a senhora não está mais aqui para apreciá-las), mandar mensagens para saber se estava tudo bem enquanto eu saía para trabalhar, fazer mercado ou qualquer outra coisa que me tirasse de perto de você... todas essas coisas me marcaram e ainda se distinguem em minhas lembranças.
Poderia ficar escrevendo aqui por horas, mas já me excedi em palavras. Como eu disse, só queria registrar, em qualquer lugar que fosse, meu sentimento acerca do quanto te amei, do quanto me senti amado pela senhora. Qualquer homenagem que eu já possa ter lhe feito nunca alcançará o tamanho de meu amor ou o tamanho da tua grandeza como ser humano, como mulher, como Mãe.
Obrigado por tudo, Dona Lourdes. Encerro com a última frase que - graças a Deus - pude te falar olhando nos olhos: te amo mais do que tudo nesta vida.
Os motivos para a felicidade de um casal pertencem aos dois! A felicidade em um relacionamento só pode existir numa relação bilateralmente. Não é possível ser feliz unilateralmente! Também não é possível supor baseado-se em suas próprias conclusões que o outro não é feliz. O diálogo precisa ser o meio de resolução de todas as incertezas que achamos que o outro tenha!
Chega um momento em que precisamos pegar pesado com a necessidade de afastar algumas pessoas e pegar mais leve com as expectativas que temos.
OBRIGADA SENHOR.
Mais um dia na escala da vida, obrigada meu Deus por me permitir estar aqui aprendendo e evoluindo. Toda luta é necessária se a causa for coletiva. Crescer, aprender, ensinar eis a minha missão. Obrigada Senhor por cada pessoa que colocaste em meu caminho, pois eles me ajudam na caminhada direto ou indiretamente. Obrigada pelos tropeços, eles me ensinam a olhar com mais cuidado onde piso, obrigada pelas decepções elas me fazem saber que ninguém tem que ser como eu espero que sejam e que cada ser é individual. Obrigada Senhor pela a família que me presenteastes aqui, eles são o meu enlevo, porto seguro de carinho e compreensão. Obrigada Senhor pelos amigos desta longa estrada da vida, cada um deles foi fundamental para o meu crescimento espiritual e intelectual. Obrigada Senhor pelos adversários do caminho eles me ensinam que ninguém tem obrigação de concordar comigo e eu tenho que aprender o exercício da compreensão. Obrigada pelos os inimigos que fiz nesta caminhada eles me ajudam a por em prática o exercício do perdão. Obrigada Senhor por me conceder discernimento entre o bem e o mal, entre o sofrimento e a alegria e entre o AMOR e o ÓDIO.
As grades sendo derrubadas
Um novo mundo exposto,
Com a liberdade alcançada
Caminharei ao teu encontro.
