Termino de um Amor Proibido

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Não quero ser só um poeta,
Eu quero ser a imensidão do amor;
Sim, imensidão do amor.

Ame, pois o amor é como um adoçante diário.

Que esse amor que sinto seja um manancial de amor.

Felicidade é ter um amor na vida, um amor assim.

O amor me deu um coração paciente, resistente.

O amor não faz barulho, é como uma brisa do mar; bonito como um céu estrelado, bonito como o luar.

O amor é como um reloginho no pulso da gente; ficamos contando as horas de se ganhar um beijo.

O amor é como um pinguinho de chuva, a gente ama se molhar.

Calma, o amor odeia um coração barulhento, apressado.

O amor é como um jardim que cuidamos, sejam pacientes.

O amor sempre acha um meio de se apaixonar.

Regue as suas flores com amor, e você verá um bando de borboletas assanhadas querendo pousar em você.

Quero um amor do tamanho do mundo, alguém duvida.

A dor do amor puro não vem do mal que o outro faz, mas da imensidão de um sentir que já não cabe no próprio peito.

Quando existe amor verdadeiro, a distância deixa de ser um empecilho.

"Às vezes o término não acontece por falta de amor, mas por um acúmulo de brigas que ninguém do lado de fora viu."

As declarações de amor contribuem para a construção de um relacionamento, mas o verdadeiro operário que soloidifica o que foi construído, se chama ato.

O Pecado de Escolher a Paz


Eu nunca compreendi como um grande amor,
que ontem era abrigo, hoje vira rancor;
como quem adormece envolto em carinho
desperta odiando quem andou no seu caminho.


Por que a ternura se torna vingança?
Por que destruir aquilo que um dia foi esperança?
Ciclos se encerram, caminhos se desfazem,
amores se transformam, pessoas se afastam.


Mas por que transformar um adeus em prisão?
Por que fazer da partida uma condenação?
Só porque alguém não coube na expectativa,
merece carregar uma culpa tão viva?


Eu também já esperei de quem não correspondeu,
já amei quem não foi aquilo que prometeu.
Nem por isso fiz do ressentimento uma arma,
nem transformei despedida em guerra ou desgraça.


Então por que fazem comigo aquilo que não fiz?
Por que me chamam de monstro, se eu só quis ser feliz?
Ninguém viu minhas noites, ninguém viu minha dor,
ninguém sabe quantas vezes calei por amor.


Eu não quis destruir, eu só quis respirar;
não quis ferir, só precisava me encontrar.
E se partir de onde eu já não podia florescer
me fez parecer cruel, então que seja —
eu escolhi viver.


Não quero tua queda, não quero vingança,
não quero transformar mágoa em lembrança.
O que um dia foi amor não precisa ser guerra,
nem todo adeus precisa incendiar a terra.


Talvez um dia você consiga entender:
eu não fui embora porque deixei de querer.
Fui embora porque, para continuar ao teu lado,
eu precisava deixar de ser quem eu sou — e isso seria errado.


E se me chamarem de vilã, deixarei o tempo falar:
há verdades que só o silêncio consegue revelar.


Porque, no fim, aprendi a duras penas:


nem todo amor nasceu para permanecer,
nem todo adeus precisa fazer alguém sofrer.
E escolher a própria paz, depois de tanto padecer,
não é crueldade — é finalmente escolher viver.

O amor mais puro é aquele que acolhe as fragilidades do outro e constrói um espaço seguro para a esperança.

Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim

Edson Ricardo Paiva