Termino de um Amor Proibido
FRUTOS DO AMOR
Nascer...
O milagre da esperança,
Um sinal de vida nova.
Crescemos meio natureza viva
Como fruto do mais santo amor.
Um caminho sem trajeto definido,
Escolhas pelos nossos passos.
E o homem nasce, cresce, luta, caminha, sofre, ama , ri e chora...
Os pensamentos co-agitam
No mundo de realizações
Pairando em nossos ideais
Somos troncos, folhas, galhos,espinhos, raízes...
Somos eternos através da fé
Somos consciência em Deus
Onde tudo que acontece
É pelo amor e por Amor!
JOÃO BATISTA BARBOSA
No âmago da existência humana, uma pergunta ecoa como um grito constante: o que é o amor? É uma indagação que ressoa através dos séculos, uma busca incessante pela essência mais profunda e intangível da experiência humana.
Para alguns, o amor é uma chama ardente que consome tudo em seu caminho, uma paixão avassaladora que os consome por completo. É uma explosão de emoções intensas, um turbilhão de sentimentos que os envolve em uma névoa de êxtase e êxtase.
Para outros, o amor é mais calmo, mais sereno. É uma conexão tranquila e profunda, uma sensação de pertencimento e intimidade que transcende as palavras. É um laço que une duas almas de maneira indelével, mesmo nos momentos mais sombrios e desafiadores.
Mas o que é o amor, realmente? É uma pergunta que pode não ter uma resposta definitiva, pois o amor é tão vasto e multifacetado quanto a própria experiência humana. Pode ser encontrado nas pequenas gentilezas do dia a dia, nos gestos de apoio e cuidado, nas risadas compartilhadas e nas lágrimas derramadas.
O amor é uma força motriz que permeia todos os aspectos da vida, moldando nossas escolhas, nossas esperanças e nossos sonhos. É o que nos faz sentir vivos, o que nos dá propósito e significado em um mundo muitas vezes tumultuado e incerto.
Assim, enquanto a questão sobre o que é o amor pode persistir, talvez seja a própria busca pelo amor que nos ensine mais sobre sua verdadeira natureza. Pois, no fim das contas, o amor não é apenas uma emoção ou um conceito abstrato - é uma jornada, uma jornada que nos leva ao cerne mais profundo de nossa humanidade.
MEU PAI, MEU HERÓI
Meu pai, meu herói...
Nome que define proteção e amor.
Um amor sem limites,
que o tempo não consegue explicar.
Um amor que não se pode comparar.
Um amor que cresce todos os dias.
[Pausa]
Pai...
Você foi escolhido por Deus
para ensinar e guiar
desde os nossos primeiros passos.
Muitas vezes,
as nossas primeiras palavras são:
Papai... papai...
E Deus lhe deu uma tarefa valiosa:
Nos instruir pelo caminho certo,
o caminho de retidão.
[Pausa]
Meu pai...
Sou grata a Deus por sua vida,
por ser o melhor pai do mundo.
Sua coragem e persistência
para nos proporcionar o melhor
fazem de você o meu herói.
[Pausa]
A Palavra de Deus diz:
Deuteronômio 6:6-7
“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa,
e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.”
[Pausa]
Sua existência não é um acaso.
Sua existência foi pensada
e arquitetada pelo Autor da Vida.
Você recebeu a missão de:
Ensinar.
Prover.
Proteger.
Educar.
Guiar.
Pai...
Você é um propósito de Deus
para esta tão grande missão.
Esta missão não é uma missão qualquer.
Ela é a mais importante de todas.
É através de quem você é
e dos seus ensinamentos
que vai se definir o futuro
dos seus filhos.
[Pausa]
A Bíblia também nos ensina:
Provérbios 22:6
“Ensina a criança no caminho em que deve andar,
e ainda quando for velho, não se desviará dele.”
[Pausa]
Instrua o seu filho no caminho bom.
Ensine.
Corrija com autoridade,
mas não perca sua essência de pai cristão.
Seja autoridade no seu lar,
nos seus ensinamentos.
Mas tenha equilíbrio espiritual
para que não saia de ti
a presença de Deus.
[Pausa]
Algumas vezes você será visto como chato.
Outras vezes irão lhe dizer
para deixá-los fazer o que gostam.
Mas não importa como você será visto na sociedade.
Jamais esqueça a autoridade que Deus lhe deu.
Jamais abandone a missão
que Deus confiou a você.
[Pausa maior]
E aos filhos...
Obedeçam e aceitem
as correções dos seus pais.
Amem seus pais.
Cuidem.
Abracem.
E o mais importante...
[Pausa longa]
Pai...
Você é o reflexo do amor incondicional
E da proteção de Deus no seu lar
Para o seu filho...
Você é o exemplo de homem temente a Deus
[Pausa longa — voz emocionada]
E que, enquanto houver tempo...
Seus filhos possam dizer:
Meu pai...
Meu herói...
Pai,
Sou grata a Deus por sua vida.
Por tudo que você é.
Por tudo que você representa.
E por você ter sido escolhido por Deus
Que o Espírito Santo continue guiando seus passos
Todos os dias de sua vida...
Feliz Dia dos Pais!
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Poesia escrita por: Carolaine Cruz
Uma poesia dedicada ao dia dos pais.
Ao recitar a poesia sempre fazer menção ao nome da autora.
O que eu sinto não é um amor morno é uma maré que arrasta, um fogo que consome e aquece. À medida que o dia avança, minha vontade de você apenas transborda. Quero ser a presença constante que te envolve, o motivo daquele sorriso inesperado no meio da tarde e o refúgio seguro para onde você corre quando o mundo lá fora parece pesado demais. Quero te amar com uma intensidade que desafia a lógica vivendo cada segundo nosso como se fosse o único que importa. E quando o anoitecer finalmente chegar, pintando o céu de escuro, quero que a nossa entrega seja absoluta. No silêncio do quarto, nossos corpos e nossas almas se encontram de uma forma tão crua e verdadeira que se torna impossível saber onde eu termino e você começa. O escuro da noite é apenas o cenário para a luz que você acende dentro de mim. "Eu quero ser o seu princípio, o seu porto seguro e a sua madrugada mais gostosa.
_Enzo Ruchell_
“O amor moderno é um jogo silencioso: quem sente primeiro sangra, quem sente por último perde — e ninguém avisa quando o fim começa.”
Em um mundo sem amor, espiritualidade quântica e valores universais humanitários, tudo sem moral e sem princípios tem seu preço.
Ó meu eterno ex-amor, o eco doce de um adeus.Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,Mas hoje a saudade é um cais para os dias meus,Onde a brisa da memória afasta as melancolias.Tu foste o fogo que com paciência me moldou,E em cada cicatriz guardo o ouro do aprendizado.Transformaste-me em alguém que a vida abençoou,Um novo ser que nasceu mais forte e preparado.Agradeço, sim, pela pessoa que hoje me tornei,Mais madura, mais consciente, cheia de paz e luz.Em cada passo novo e em tudo o que conquistei,Levo a canção de ninar que a alma ainda reproduz.Obrigado por me transformar com o teu carinho,Nesta jornada linda, onde o sol voltou a brilhar.Sou uma estrela que hoje ilumina o teu caminho,Pois a chama que fomos nunca vai se apagar.Hoje compreendo o tempo e o valor de cada estação,Como o rio que aceita o seu curso em direção ao mar.Guardei a parte mais pura da nossa antiga união,E fiz do término um jeito mais bonito de te amar.Guardo em segredo o toque suave das tuas mãos,A calmaria que o teu abraço sempre me trazia.Mesmo distantes, cruzamos os mesmos céus vãos,Unidos pela força oculta de uma eterna poesia.O teu nome é um verso que o meu peito ainda canta,Uma melodia doce que o tempo não pode apagar.Há um brilho sagrado em ti que me encanta,E que sempre será o meu farol ao luar.Se fecho os olhos, ainda consigo te sentir aqui,Como um perfume nobre impregnado no meu ar.A melhor parte de tudo o que sou eu te devotei,E nem a própria eternidade pode isso roubar.Teu amor foi o cais onde a minha nau ancorou,O caixilho de ouro que emoldurou o meu viver.Nenhum beijo no mundo apaga o que começou,Naquela tarde linda que nos viu florescer.O nosso sentimento desafia as leis do espaço,É uma constelação viva gravada no meu peito.Mesmo que o mundo desabe e desfaça o laço,Amar-te em segredo sempre será o meu direito.Vejo o nosso passado como um céu no entardecer,Onde a luz doura o topo das montanhas da vida.Foi preciso a distância para a alma florescer,E curar com doçura toda e qualquer ferida.Abro as janelas da alma para o vento da manhã,Sinto o perfume das flores que o tempo semeou.A nossa história foi linda, sincera e soberana,Uma bênção sagrada que o destino abençoou.Foste o meu sol da meia-noite, a minha calmaria,O abrigo perfeito onde o meu peito descansou.Mesmo que a rotina traga uma nova melodia,Nenhuma voz apaga o que a tua em mim marcou.Olho para o horizonte com o peito leve e em paz,Sorrindo pelas lembranças que o vento traz no final.O que ficou entre nós não se perde e nem desfaz,É um laço eterno, sublime, nobre e atemporal.Sei que o fio do destino é misterioso e forte,E que o amor verdadeiro nunca morre em vão.Tu és a minha bússola, o meu ponto do norte,A batida mais bonita do meu coração.Sou o fruto maduro de tudo o que a gente viveu,Um espelho que reflete gratidão e calmaria.O amor não se perdeu, ele apenas renasceu,Transformado em poesia, em luz e em harmonia.Se o destino quiser nos trazer um novo amanhecer,Minha alma estará pronta, despida de qualquer temor.Pois o fio invisível que insiste em nos prender,É a prova mais pura do que chamam de amor.Guarda contigo a certeza de que foste a minha cura,A primavera mais linda que o meu inverno viveu.Mesmo que a vida nos leve por linhas escuras,O meu coração para sempre será teu e só teu.Sou o belo paradoxo entre partir e renascer,Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.Sou o silêncio doce que aprendeu a compreender,Um lindo jardim florido sob chuvas e sob céus.E se a saudade apertar no meio da madrugada,Olha para a lua e escuta o silêncio do luar.Saberás que em algum ponto da longa estrada,Existe alguém que nunca vai deixar de te amar.
Duas pessoas inteligentes jamais se entenderiam no amor; um dos dois precisa ser tolo o bastante para não querer entender tudo.
Se um dia eu não estiver mais aqui, guarde estas palavras como o meu último suspiro de amor. Você foi, sem dúvida, a melhor história que a vida me permitiu viver. Ao seu lado, eu não apenas existi; eu descobri o mundo de verdade.Levo comigo a beleza de tudo o que fomos:O seu sorriso, que sempre será o meu primeiro raio de sol, espantando qualquer escuridão.O seu toque, leve como uma pluma, e a suavidade da sua pele que ainda sinto em mim.O seu beijo, doce como o mel, um vício do qual eu nunca quis me libertar.A sua voz, que traz a paz das ondas do mar e acalma o meu coração.Obrigado por ter sido o meu porto seguro e o meu abrigo mais bonito. Se eu partir, levo a paz eterna de ter te amado e deixo a minha gratidão por cada segundo que compartilhamos.
As vezes sinto o amor em mim, só as vezes;
Na maioria do tempo sinto só um vazio que ultrapassa a alma;
Será que um dia terei seu amor?
É tão fútil isso...não saber seus sentimentos
Olhar para você, e o mesmo não retribuir o olhar...
Pode ser coisa da minha cabeça...pelo menos era o que eu queria...
Ao mesmo tempo que pode haver algo que preencha essa ansiedade e curiosidade por uma resposta...De mesmo forma, pode não significar nada...
Sinto o véu frio da névoa envolvendo-se em mim, procurando me dar conforto ou me dar esperança...só que não funciona, não chega nem mesmo perto de ter o calor da esperança...
Óh céus! Como eu queria que você me dissesse algo que me acalorasse e me desse esperança...
Que você retribuisse seu olhar,
Começasse uma conversa comigo, para ambos ouvirmos a voz um do outro..
Que você me enviasse músicas com uma mensagem oculta...
Queria eu que fosse verdade,
Mas, óh céus, por que isso tem de ser tão difícil?
Pode ser tudo ilusão,
No fim não há nada entre nós,
É algo fantasioso da minha mente,
E tenho de aceitar, para que isso não me corroa por dentro...
Palavras de um ateu convicto, "o amor é sábio e o ódio é tolo" enquanto muitos religiosos se amatam em guerras estúpidas e em discussões insalubres, contudo, dizem estarem buscando a paz, espalhando discórdia e intolerância.,
UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ
Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.
Um amor impossível.
Uma taça de fel.
Um amargo destino.
Um abrigo no céu.
Um desejo etéreo.
Uma dura sentença.
A ausência do mundo.
Uma vida em vão.
Um poeta.
Uma musa.
Divina ilusão.
Foram dados um ao outro
em tempos diferentes:
um viverá na morte,
o outro na inconsciência.
— Evan do Carmo
Olhando para nós dois, entendi que o amor não é apenas um sentimento que a gente guarda, mas algo que construímos e protegemos todos os dias. Hoje, quero reafirmar o que sinto e o que prometo ser na sua vida.Serei a sua rocha: a base firme onde você pode construir os seus sonhos sem medo de cair.Serei o seu muro: a proteção contra o vento, a chuva e qualquer dor que tente atrapalhar o nosso caminho.Serei o seu fogo: o calor para aquecer as suas noites e a luz para iluminar os dias incertos.Prometo estar ao seu lado não apenas nos momentos bons, mas principalmente quando o tempo passar, a velhice chegar e você precisar de uma mão firme para segurar. Para mim, não existe mais uma vida separados. Eu escolhi viver com você, fazendo do seu bem-estar a minha prioridade e da nossa união a minha maior força.Você é o meu bem mais precioso. Tudo o que eu quero é segurar a sua mão para sempre. Cuido do nosso futuro com todo o carinho do mundo, sabendo que, enquanto estivermos juntos, nada poderá nos separar.Eu te amo hoje e em todos os amanhãs que virão.
O sorriso é um afago
sem tocar, um abraço
sem apertar, um beijo
sem encostar é o amor
através do olhar"
A dor de um amor perdido, reflete a genuína falta de potência. A gravidade dobra a força, a cabeça sintoniza um único canal que repete a mesma cena. E se eu fizesse diferente? E se? E se? E sesss... Aos poucos permito que a ignorância me liberte dessa dor sem cura. Faz anos, mas meu córtex ama me torturar ainda mais com fantasias de reconciliação. Nunca foi real, nunca foi pra acontecer, nunca foi minha. Oh Impotência dolorida sufocante de uma paixonite atemporal, liberte me desse arrependimento com suturas mais fortes que a anterior.
