Termino de um Amor Proibido
FÉRIAS DO AMOR
_Boa tarde! Me chamo liberdade e em que posso ajudar? - Disse uma voz entusiasmada do outro lado do vidro.
_ Boa tarde Dona Liberdade. Eu preciso de uma passagem pra Bem Longe, por favor.
_Pra quando seria?
_Imediatamente.
_Vai custar 100 momentos felizes e 25 sorrisos.
_No débito por favor.
_Qual seu nome por gentileza?
_ Amor.
Silêncio do outro lado.
Respiração funda.
_Sr. Amor não quero parecer intrometida, mas tem certeza de que pode tirar férias?
_ Sim tenho.
_Já tirou férias antes?
_ Antes eu não podia. Era convidado para muitos eventos.
Eram cartas, serenatas, loucuras, pedidos de casamento tudo em nome do amor, mas hoje eu não faço falta.
_ Sr. Amor...
Ela tentou argumentar, mas ele continua a falar como se cada palavra doesse.
_ Hoje as pessoas buscam interesses e riquezas estão cegas, não me reconhecem quando me encontram. A Paixão tem ido no meu lugar e ninguém nunca notou e até a Ganância anda se passando por mim.
_ Mas e quando perceberem sua ausência?
_Certamente estarei em Bem Longe. Então por certo tempo pedirei que a Saudade faça companhia.
_ Mas o Sr. volta?
_Sim eu faço o possível pra voltar, mas muitas das vezes é tarde demais.
_ Tenho uma passagem pra daqui 5 minutos. Pode ser?
_ Não! Pode ser a próxima.
Ainda tenho esperança de que o Arrependimento e a Coragem me impeçam de ir.♥️
Amor sólido
É comum ouvirmos a citação do belíssimo texto do capítulo 13 da primeira carta aos coríntios em cerimônias de casamento. Todavia, esse texto foi originalmente endereçado a uma igreja. Por isso, podemos dizer que esse escrito paulino carrega a referência sobre a necessidade de caminharmos amorosamente em qualquer tipo de relacionamento. Segundo o apóstolo, o caminho do amor é "sobremaneira excelente." (1 Co 12:31)
Contudo, esse caminho parece ter sido esquecido pelo ser humano contemporâneo. Vivemos em um mundo "capitalcêntrico" que nos julga num piscar de olhos pelo que temos e não pelo que somos. Afinal, a engrenagem de ouro que faz a sociedade funcionar é o consumo. Todos os anos somos convencidos de que o celular que possuímos já não serve, de que nossas roupas já estão fora de moda, de que nosso computador está obsoleto e de que, para fazer a engrenagem girar, devemos consumir ainda mais. Entretanto, um grande problema causado por esse "modus vivendi" é que esse tipo de lógica migra para nossas relações e gera o que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de amor líquido. As pessoas vivem relacionamentos sem solidez e que não perduram pelo fato de, mesmo sem saber, estarem consumindo o outro.
Se quisermos fugir dessa liquidez, devemos relembrar as orientações de Paulo sobre o amor. Para ele "o amor não busca os próprios interesses", "tudo crê, tudo espera e tudo suporta". Por isso, o outro não é consumível e descartável, mas imprescindível. Como escreveu Erich Fromm em "A arte de amar": "O amor imaturo diz: eu te amo porque preciso de ti. O amor maduro diz: preciso de ti porque eu te amo." Ou seja, nunca construiremos relações consistentes e maduras se, ao primeiro sinal de insatisfação com o outro, simplesmente o descartarmos.
Portanto, que "emanemo-nos amor", como diz uma canção popular e percebamos a importância de construir relacionamentos sólidos e profundos que perdurarão para a eternidade como nosso maior legado.
Meu amor por você parametriza como a matemática,
Tão difícil e tão quanto desafiador é entende-la.
Mas sempre é legal conhecer seus pontos exatos,
O qual adoro calcular as curvas do seu corpo,
A geometria do seu beijo e a topologia nos seus lábios.
Num sistema único e dinâmico analiso seus limites
Convergindo nossos corpos ao infinito.
(...)E na solidão me agarro a qualquer coisa que ainda resta desse amor pra sentir sua presença novamente, seja como for(...)
Melhor do que a alegria que aformoseia o rosto é encontrar a fonte de ternura no amor, onde a alegria se alegra e descobrir que Deus assim a fez para nos dar de presente ao alcançar a plenitude da compreensão de seu valor.
"Os humanos gostam de pensar que se pudessem arrancar o amor de seus corações o fariam, quando não são correspondidos, mas no fundo sabem que o que os prende ao amor é o simples fato de querer estar preso."
"Talvez eu precisasse de sua ferida mais do que ele do meu amor. E a ferida eu conseguia arrancar-lhe, mas o amor de mim não sairia ainda que espremesse o meu coração inocente sobre uma mesa de granito frio."
São tantos talvez
Do encontro a esperança
Amor em escassez
Da certeza a distância
Dos longos dias que
Insistentemente passam
E abraçam na solidão
Cotidiana
Da falsa segurança
De paz
Nesse infindável
Medo
Degredo
De não amar.
Luz e escuridão. O bem e o mal. Otimismo e pessimismo. Paz e guerra. Amor e ódio. Fartura e miséria. Anjos e demônios. Progresso e estagnação. Verdades e mentiras. Ética e canalhice. Moral e imoral. A dualidade permeia a humanidade, que se agita diante do incerto futuro. O cristianismo se desenvolveu na tradição dualística de Israel. Incorporou a cultura greco-romana, que também era dualista e influenciou outras culturas e religiões. O islamismo não foi diferente. A meditação é um dos caminhos para se ir além do dualismo. Quando a mente cessa, podemos superar resquícios da memória atávica e descobrir um princípio unificador que nos leva a compreensão do todo, da unidade e diversidade cósmica. (D. Juan de Marco - filósofo espanhol Sec. XVIII incorporado por J. Jardim - Sacy Pererê).
Tão logo longe dela estiver e de minha morada parta sem despedida, dê o amor que por ela outorguei a(deus).
"Quando o amor machuca, a amizade cura."
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
““... Meu amor eu te acariceio (acariciar) com uma rosa
segurando-a pela hastia (haste), iluminados por esta luz que
vem deste postio (poste) da tua rua.
Sei que não negoceio (negocio) mais o amor que por ti tenho.
Depois que formos festiar (festar), com tuas novas vestias (vestes), na próxima noite de luar, vou te ratar (raptar) para tê-la em meus sonhos. Não sou corruto (corrupto), mas pagarei à lua para te iluminar, mesmo que ela não queira...!”.
Dando-nos vida de mil anos, soprando amor em névoa, trazendo pólen de afeto, trazendo vida, para as andanças do nosso viver.
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Andanças pela vida"
