Termino de um Amor Proibido

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A vida é uma eterna canção, cabe a cada um de nós colocar a melodia.

Cada passo é um novo começo...
Cada começo nos dá a chance de uma nova direção.
Cada direção escolhida tem a nossa disposição um retorno a cada passo...
Retornar pode ser tão inteligente quanto prosseguir dependendo do destino desejado.
O destino desejado é aquela música que toca sem parar dentro de você...
A graça da vida está em escolhermos ir ou voltar com uma trilha sonora que é só nossa e saber que caso tudo dê errado uma nova música começará tocar nos levando para um novo começo.

ele: eu voltei. um dia antes do seu aniversário..vi a besteira que eu fiz, o tempo que fiquei longe.. senti tanto a sua falta.
ela: eu também senti a sua. e nossa, doeu demais..você começou a sumir pelos pouquinhos, e eu te via, quase sempre, disfilando com ela por ae. tem noção do quanto aquilo me chateava?
ele: eu estava namorando..eu amava ela e foram ótimos momentos. desliguei dos meus amigos..de todo mundo.
ela: enquanto você vivia seu lindo conto de fadas com ela eu fiz muita coisa, pensei muito em você, mais conseguir tirar você da minha vida. E agora você voltou.
ele: não tem que falar comigo se não quiser.
ela: aé? então agora eu posso excolher se quero você na minha vida ou não? Porque antes eu queria, e você não quis. Como vou saber que não vai ser como antes?
ele: nós somos amigos apesar de qualquer outro detalhe.
ela: eu sentia sua falta como amigo também. eu me sentia sozinha..quer dizer, eu me sinto sozinha. e eu amo um outro alguém, alguém que quando você foi embora tirou minha cabeça da sua ausência, meu coração do seu vazio. alguém que hoje é a minha saudade.
ele: eu posso fazer isso mudar.
ela: não quero você mais, nem como amigo, nem como nada. e sabe que eu estou feliz..não foi difícil pra mim te dizer isso..não quero ter que sentir mais uma saudade assim que você sumir de novo. me acustumei sem você..e você fica bem sem mim. olha, vai embora.
ele: eu sempre te amei, só foi difícil pra mim enxergar isso..se você me quer longe, tudo bem. vou respeitar.

As vezes um simples olhar vale por mil palavras

Você deixa um alfinete cair no chão do seu quarto e pensa “daqui a pouco eu pego”. Horas depois você se esquece, se distrai, e acaba pisando em cima, sente uma dor terrível. Você sabe que poderia ter evitado com um simples gesto, mas mesmo assim fica com ódio por ter se machucado de forma tão idiota. Você se recusa a acreditar que algo tão inofensivo no momento possa te fazer algum mal. Se esquece que pequenas coisas podem causar dores insuportáveis. Mas aprende que nem toda dor é física.

A Arte foi definida cem mil vezes: é o belo, o verdadeiro, o bem. A Música, que é um dos ramos da Arte, está inteiramente no domínio da sensação. A sensação se produz no homem quando este compreende a Arte de duas maneiras distintas, mas estreitamente ligadas; a sensação do pensamento que tem por conclusão a Filosofia e, depois, a sensação que pertence toda ao coração.

"Talvez seja bom ter uma mente bonita, mas um dom ainda maior é descobrir um coração bonito".

Foi então que eu a vi.

Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela.

Cabelo mal pintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar-comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olha a rua. Na mão direita tinha um cigarro; na esquerda, um copo de cerveja.

E chorava, ela chorava.

Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo.

Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém acho. Tão voltada para a sua própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu também não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de neon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida.

Sem o recurso dessas benditas levezas nossas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música do Caetano, uma caixa de figos.

Se existe mesmo um Deus, em algum lugar por aí,espero que ele tenha coisas mais importantes para fazer do que se preocupar com o fato de eu beber uísque ou comer carne de porco.

Nada é tã vazio como um cérebro cheio de si mesmo.

Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz. Se eu bem te conheço, basta me despedir usando a tática do me-liga-qualquer-coisa. Foi assim, desse jeito, que até hoje nenhum dos seus adeus durou para sempre.

A vida é como um pote de sorvete. Quanto mais para pra pensar nas partes que derreteram, mais as outras partes se derretem.

Para os males da liberdade só existe um remédio, é mais liberdade.

O tempo não é nada mais do que um rio correndo pelo nosso passado.

Ela, que o pecado no olhar já era sedução.
Uma boca, um feitiço. E um beijo já seria crime, a menos que a vida deixasse.

Sei que não sou importante para você, mas pode ter certeza que para alguém eu sou… um dia você dará valor… daí será tarde demais.

Use bem agora o que o passado lhe ensinou para preparar um futuro de valor.

A adversidade é como um vento forte. Arranca de nós tudo, menos o que não nos pode ser tirado, de maneira que nos vemos exatamente como somos.

Era para ser um pleonasmo
"A proximidade aproxima,
a distância afasta..."

Mas em alguns casos:

"A distância aproxima
enquanto a proximidade separa,
a proximidade afasta
e a distância une..."

Deixar de ganhar não é necessariamente perder. Dois passos para trás ajuda a impulsionar um pulo!