Termino de um Amor Proibido
VIVER É UMA ARTE
A vida é uma arte
O mundo é um palco
Nós os artistas
Deus o arquiteto do palco
E criador dos artistas.
Mas quem escreve
E vive a história
Somos nós.
Para existir o espetáculo
três coisas são essenciais:
Uma boa história,
Um bom artista e
Uma entusiasmada plateia.
O palco esta aí
O artista é você
Escreva a sua própria história
Seja o seu coadjuvante
Seja a sua própria revelação
Seja o protagonista
da sua história.
Não esqueça, a sua história
é só você quem faz.
Só depende de você. Na vida não importa como somos, o que vale é que alguém nos aprecie e nos aceite, amando-nos incondicionalmente!
A cada um de nos é dado um fardo. E ainda que pareça muito pesado, lembrem-se que Deus nao da a ninguém uma carga maior do que a nossa capacidade de suportar. Portanto, quando o seu fardo parecer grande demais, olhe para tras e veja
que existem fardos muito maior que o seu! (Priscilla Rodighiero)
Da minha parte, tendo pensado um pouco, acho que a pessoa especial é aquela que enche a minha vida. Ela é a resposta às minhas ansiedades. Ela me dá aquilo que eu nem sei que preciso. Às vezes é paz, outras vezes confusão.
É como um globo de neve: por um momento, tudo fica de cabeça para baixo e tem purpurina por toda parte e parece até magia, mas logo tudo se acomoda e volta para onde deveria estar.
De uma simples rede de entretenimento, a internet logo se firmou com um portal de sonhos, onde a porta do céu e do inferno basta apenas um clique...
Mais belas que as palavras de um médico é o carinho de uma enfermeira, que tem que amar por um curto tempo acostumando-se com as perdas.
Qualquer otário pode se deitar e fazer um filho, mas é preciso um homem sério para se levantar e ser um pai.
Como borboletas que seguem em direção à luz, que cada um de nós saiba abandonar os antigos casulos e voe em direção ao brilho da vida que está começando agora.
Dentro do Corpo
Há dias em que morar em mim é como habitar um corpo alheio.
O peito pulsa em golpes bruscos, como martelos sem compasso,
e cada batida ecoa por dentro como se o coração buscasse um rumo que perdeu.
O ar pesa.
Não é que falte oxigênio — é que cada tentativa de inspirar
parece empurrar contra um muro invisível.
O pulmão enche, mas a dor o esvazia antes do suspiro terminar.
Os músculos se tornam fios trêmulos,
sustentando um corpo que ameaça despencar a cada passo.
O cansaço não é sono; é um colapso silencioso
que pede desligar tudo, como quem reinicia uma máquina cansada demais para funcionar.
Por dentro, tudo treme.
Não é frio, não é medo — é um estremecimento que começa no centro e se espalha,
como se o corpo tentasse se desligar para proteger o que resta.
E, no entanto, permaneço.
Não por escolha heróica,
mas porque, mesmo perdido, o coração insiste em bater.
E eu sigo, acompanhando-o,
como quem atravessa a noite sem saber se haverá amanhecer.
Ficar com o coração vazio é muito chato. Um desejo realizado que não tem graça nenhuma. Saudade dos telefonemas esperados, das mensagens fora de hora, dos sorrisos que a gente dá sozinha, feito criança boba, e daquele frio gostoso na barriga. Como diz Caio Fernando Abreu "Eu quero mesmo é alguém que me faça mudar completamente de opinião" com essa minha frieza e falta de encanto pelas pessoas. É isso.
Eu tenho um coração que quase me engole, uma mania absurda de tentar fazer tudo acontecer no MEU tempo. Tenho sonhos, vivo com os pés bem longe do chão e tenho preguiça de gente vazia. Não gosto de meio termos, de coisa morna, de gente sem graça. Eu gosto de aventuras, de tudo que me faz sorrir, de tudo que faz os meus olhos brilharem e me dão certeza de que escolhi viver a vida da melhor maneira possível. Não gosto de fórmulas nem tão pouco de migalhas, eu quero tudo por inteiro. Não sei viver de faz de conta, nem tão pouco com os pés fincados no chão. Eu quero uma verdade inventada por mim, entende? Quero aproveitar os meus dias para construir o meu MUNDO de verdade. Errar? Acertar? Ter medo? Tudo isso vem com o pacote, mas nada disso nunca me impediu de tentar ser o meu melhor. Eu posso ser um furacão, viver mil fases em um só dia, ter um humor volúvel e tudo mais, mas o riso no rosto e a vontade de ser feliz... NADA ME TIRA!
“... Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.
É muito difícil os homens entenderem sua
ignorância no que diz respeito a eles mesmos.
Pobre do pensador que não é o jardineiro,
mas apenas o canteiro de suas plantas...!”.
Se Deus no budismo é Buda, no judiaismo D'us é um só, no cristianismo ele é pai, filho e espirito santo, logo cada local e cultura cria seu Deus para si, se não existe prova nenhuma que há uma mente dirigente que controla o universo, eu continuo a não criar e nem acreditar em seres imaginários.
Para mim, um homem rezando e outro portando um pé de coelho para lhe dar sorte são igualmente incompreensíveis.
Entre Silêncios e Vestígios
Há um peso que carrego, invisível aos olhos alheios, mas constante em cada batida do meu peito. Vivo entre olhares que não compreendem, sorrisos que escondem cansaço e palavras que jamais alcançam a profundidade do que sinto. A cada dia, tento organizar a mente, colocar sentimentos em ordem, enquanto o mundo espera uma versão minha que já não existe.
Não busco atenção, nem aplausos. Apenas a compreensão de que existir, para mim, é um esforço silencioso e contínuo. Já gritei em silêncio, já falei com o olhar, já tentei expressar-me pelo gesto, pela imagem, pelo texto, e mesmo assim muitos passam sem perceber. Alguns dizem que não sabiam, outros desviam o olhar, e o que resta é o eco de uma presença que luta para ser sentida.
Às vezes, desejo apenas descansar, me desligar do peso que se acumula sem solução, anestesiar a dor sem deixar de existir. Não se trata de desistir da vida, mas de sobreviver à intensidade de sentir tudo em excesso. É um cansaço que ninguém vê, uma batalha invisível que consome e exige resistência.
Sei que posso tocar alguém, mesmo que seja só um coração. Um gesto silencioso, uma mão estendida, um olhar que acolhe sem julgar. Isso é o que salva, mais do que palavras tardias, mais do que multidões de reconhecimento depois da ausência.
Minha existência deixa rastros em palavras, em imagens, em pequenos pedaços de mim espalhados pelo mundo. Cada fragmento é um vestígio de luta, de presença, de tentativa de conexão. E mesmo que jamais eu veja o impacto total, acredito que há propósito nesse caminhar, na honestidade de sentir e de me expressar, na coragem de permanecer sendo humana, apesar de tudo.
Porque, no fim, o que realmente importa não é ser compreendida por todos, mas ser fiel a mim mesma, ao meu sentir, e deixar que quem estiver pronto para enxergar, veja.
É um grave erro alimentar idéias preconcebidas, pois, insensivelmente, a pessoa procura torcer os fatos a fim de adaptá-los às próprias teorias.
