Término
Com a face temperada de choro ele se despede enquanto abre a porta.
Não quer demonstrar tristeza ou fraqueza já que este era o último adeus.
Ele a ama e sabia que precisava abrir a porta para seu amor poder ir embora.
Ato mais nobre não conheço, abrir mão do objeto de seu amor para demostrar ao mesmo que continua amando...
Mal sabia que durante o próximo semestre praticamente deixaria de existir.
É mais fácil quando não sabemos a dor que podemos causar.
É mais fácil continuar quando é a gente quem vai embora.
A canção de quem fica é sempre a mais triste.
As memórias são mais difíceis de esquecer.
Ele ainda ama, por isso a porta continua aberta.”
Para onde levou o sol?
Eu não sei mais Maria, o que fazer com estes dias que passam, mas nunca amanhecem.
É que eu estou sobrevivendo, mas não sinto mais intensidade e vitalidade, não sinto as gotas da chuva, e o sol para onde levou o sol?
Não me admiram, nem arrepiam-me mais as canções, tão débil parece o cheiro das flores agora, tão inconsistente o chão.
Seu corpo está distante do meu, abstenho-me então involuntariamente de amar qualquer coisa.
Perdi o juízo e as funções motoras, perdi a cabeça e a memória, não sei mais se seu nome é Maria ou felicidade, não sei mais o que fazer com esta saudade.
Ei amor, se um dia a cama ficar pequena pra nós dois, se nossa musica não mais nos descrever, se as flores não tiverem mais o mesmo cheiro, promete tentar lembrar do meu calor no frio da serra que moramos, da minha voz rouca ao acordar e do meu Mont Blanc com frescor de jasmins e notas de sândalo?
Se achar que lhe falta algo, algo intenso ou harmônico. Feche os olhos e tenta lembrar das minhas unhas marcando suas costas, da nossa combustão, dos nossos gemidos alternados no ritmo em que você penetrava meu corpo e minhas chagas.
Mas se o café não for mais tão doce, nem mais tão quente, o sol não entrar pela nossa janela, se nossa aliança apertar seu dedo e seu peito, promete que pede pra eu ir embora? Só pra não estragar nossa história.
Promete tentar, mas só tentar guardar o melhor de ti, o melhor de mim, o melhor de nós e o nosso não acaso, o nosso eterno romance, mesmo que não termine tão terno?
Promete antes de desistir, tentar lembrar dos motivos que o fizeram me amar? E se eu não for mais a mesma pessoa, enterre o que fui, sem esquecer o que te trouxe; Mas se e somente só, sentir que não é um ponto final, tente acrescentar mais dois e no próximo parágrafo, me reencontre, me reconheça em um bar, a gente pode ate rir por eu ser xará da sua ex e você do meu, mas de como somos diferentes deles.
A gente pode ate dizer que foi o destino que nos colocou ali, mesmo que frequentássemos os mesmos lugares a 5 anos e que nossa cidade seja tão pequena que seria impossível não nos encontrarmos, você chamaria o garçom de amigo e me pediria uma pina colada, porque já conhece meu gosto agridoce e eu seus bons modos
Mas poderíamos fingir que é novo, que é inédito, poderíamos nos reinventar e nos reamar por indeterminas primaveras, fazer coisas que nunca fizemos, já que nos tornamos pessoas tão diferentes do que eramos, poderíamos então nos perder no lapso do tempo e do indefinido, assassinando os padrões que nos afogaram, das expectativas que colocamos sobre o outro, porque não entendiamos a beleza de ser contraditoriamente mutável e único, sem pertencer a lugar nenhum e ainda sim morar no abraço do outro.
Tempo, vê se não passa
Se passar eu lhe faço um pedido
Leve a dor da saudade consigo
Eu lhe peço, me faça o favor
Se eu namorar que seja contigo
Se demorar não seja perdido
E que o tempo tenha valido
cada memória do nosso amor.
Fui condenada por Matar.
Esta feito. Terminado .
Sempre achei que os finais eram rápidos, um golpe certeiro no peito e pronto, acabou, mas acabou para quem se esse pode ser apenas o início do termino, quanto tempo leva eu também não sei, mas ele se inicia com uma decisão.
Eu fui condenada por matar, mas antes escolhi morrer, desaparecer aos poucos, a medida que a força acabava meus labios sorriam, estava mais perto da morte o quanto podia, a dor da alma se aliviava enquanto a pele sofria, esquecer a própria história, deixar-se apagar as próprias conquistas, viver o outro enquanto de si próprio esquecia, uma alusão a realidade, ver por outros olhos o quão lindo esta o dia, estar perto, tão perto que já me sentia dentro , ofuscada pelas asas que protegem e não te deixam ver , surda pelo barulho que ensurdece e não te permite ouvir , calada pelo incômodo de existir.
Algo vai te olhando e observando , até que uma voz te sussura de perto " você tem mais uma escolha" , desta vez quando tive que escolher entre matar ou morrer , escolhi matar , matei para me manter viva, foi em legitma defesa, mas será que o juiz acredita?.
Comecei sufocando aquela voz que ainda dizia que amava, adentrei profundamente as lembranças que machucaram, deixei suas feridas expostas e fui envenenando diariamente os sentimentos , abri a janela do meu Eu , o sol entrou e eliminou a escuridão, consegui ver o que me apodrecia.
Após longos dias , percebi a casa interna mais limpa e bonita , porém estou condenada , precisei arcar com o alto preço, minha condenação não é a prisão cheia de grades, mas viver a realidade com o peso das escolhas que fiz.
Dariamente mato as lembranças de algumas histórias , porém já não sei o que foi verdade e o que mente cria.
E desde aquele dia, fechada a porta do amor, ancorada a esperança do retorno, nunca mais viu-se falar sobre o calor desconcertante do verão, reinou o inverno.
Presenciei alguns términos
Eu e você
Você e eu
O "Nós" que exitiu somente na minha cabeça
E agora? Somos um nada um eterno nada.
Você considera ser o dono da verdade, o que sempre tem razão. Esse foi o ano em que você mais descontruiu a ideia que eu tinha de você, em relação a mim mesma. Na verdade, tudo o que você fez pra mim sempre foi forçado, sempre foi sem querer. E agora , você diz se arrepender de tudo, e que não vai mais se anular como homem, que sempre vai dizer o que pensa ao meu respeito. Que não vai mais deixar passar nada.
Quem é você afinal?
Porque eu não conheço. Vou precisar ser apresentada novamente ? Porque você nunca foi quem dizia ser, e agora sem sido alguém nunca foi. Como eu digo pra meu coração que o cara que eu me apaixonei nunca existiu? Sempre fingiu?
Como lidar com toda essa mudança drástica? E ainda não saber o que vai vir pela frente ? Eu não te conheço.. tudo que você pode me dizer ou fazer pode acabar comigo, pode me empurrar pra o fundo. Pode destruir tudo..
E eu ainda sou taxada como vitimista.
Você não procura se ouvir ou tentar entender como tudo isso soa pra quem ouve.
É complicado lidar com alguém que não sabemos como pode agir ou reagir..
E a culpa de tudo, ainda assim, é toda minha.
Sabe o que me dói? Não é do nada escutar a nossa música preferida a que dançávamos e lembrar de você dançando comigo. Nós rindo e se amando, o mais engraçado nisso tudo é que tenho a certeza que me amava, era só nós dois ali. Mas só dói ter amado demais, ter me entregado demais a quem nunca mereceu um milésimo do meu amor. A quem mentiu mesmo amando, a quem usou mesmo amando a quem traiu mesmo amando. E o pior é que eu sabia! Então hoje o que dói não é a falta de você, não é a falta do seu beijo, não é a falta do seu abraço, não é a falta do seu amor. Não é isso que dói! O que dói lá na alma é quantas vezes são todas às vezes que me deixei levar pelo seu papo leve, seu "amor" te amei mais do que a mim mesmo. Então me faz um favor, para de repente pensar em mim! Para de repente lembrar que o que teve comigo não vai voltar, e seu coração acelerar pensando em mim, só para e me tira do seu pensamento. Acabou, mas eu sinto daqui a, parece que toda vez que pensa, me chama e não quero mais ouvir sua voz e lembrar que um dia existiu. E vamos respeitar isso, por favor, eu não quero mais sofrer, eu não aguento, mais sofrer. Por favor, para de me matar até a distância! Até sua saudade é tóxica mesmo eu não te amando mais!
Me diz o que faço com você? Como consegue me fazer lembrar você toda hora? Como eu fico? Sem saber como está? Se gosta de mim ou se já não gosta mais? Eu não consigo te esquecer, você é tipo um vício pra mim, a qualquer minuto eu lembro da gente, lembro de todos os nossos momentos, haaa... É um misto de sentimentos que eu não consigo descrever, você é como o tempo muda de uma hora pra outra e eu me perco nessas mudanças, você é tipo meu último suspiro, minha última esperança, não sei se tenho tenho coragem de embarcar no amor de novo, por que você foi a minha maior aposta, não dava nada pela gente, e agora como estou? Chorando por que eu te amo... Sei que sou capaz de te superar mas eu não quero, eu só queria ter você todos os dias comigo sem ter que te disputar com outras coisas, eu só queria ter seu abraço todo dia, o seu beijo, a sua companhia... Você me faz bem, muito bem, mas ao mesmo tempo me faz mal, me mata aos poucos, é como se a sua companhia fosse uma dose de alegria, mas depois voltasse a tristeza, é uma montanha russa. Eu entrei sabendo disso, só não imaginava que seria tão forte assim.
Renascimento
Ele caminhava pela rua com passos leves, mas a mente pesava como nunca antes. O eco das palavras que nunca foram ditas rodopiava em sua cabeça, criando um turbilhão de emoções que ele não conseguia conter. O dia estava cinza, uma coincidência ou talvez um reflexo do que sentia por dentro. O silêncio ao seu redor parecia zombar da confusão que o consumia.
Lembrava-se de como ele era diferente, ou pelo menos parecia ser. Naquele início, quando cada gesto dele parecia prometer algo novo, algo que jamais o faria reviver os medos do passado. Ele se entregou de corpo e alma, acreditando que dessa vez seria diferente, que ele ficaria. O sorriso dele tinha aquele brilho de esperança que ele tanto desejava encontrar em alguém. E ele se permitiu acreditar, contrariando os próprios receios, que ele não era como os outros.
Mas o tempo, cruel como sempre, revelou sua verdade. Ele se tornou aquilo que ele mais temia: alguém que parte. Não importava o quanto ele tivesse planejado, sonhado ou desejado; ele se mostrou efêmero, uma presença passageira, quase como um sonho bom que, ao despertar, se desfaz no ar. Ele percebeu, com amargura, que havia criado expectativas em torno de algo que nunca fora real.
Sentiu-se vazio, como se todas as suas forças tivessem sido sugadas por um abismo sem fim. Mas então, algo dentro dele começou a mudar. Uma força antiga, quase esquecida, emergiu das profundezas de seu ser. Uma lembrança de quem ele realmente era, antes dele, antes de todos.
Ele parou de caminhar por um momento e olhou para o céu. As nuvens cinzentas começavam a se dispersar, permitindo que alguns raios de sol atravessassem, iluminando suavemente a cidade. Sentiu uma onda de determinação invadir seu peito. Ele foi um momento, um capítulo em sua vida, mas não o fim da história.
Ele seguiria em frente, como sempre fez. A estrada à frente era longa e cheia de incertezas, mas ele estava pronto. Não mais dependeria de promessas alheias para ser feliz. Seu caminho seria traçado por seus próprios passos, fortes e decididos. E assim, ele seguiu, deixando para trás as sombras do passado, caminhando em direção ao futuro, onde sabia que encontraria a si mesmo novamente.
Fragmentos de Amor
Em versos quebrados, um adeus amargo,
Um coração partido em mil pedaços.
O amor que um dia floresceu tão farto,
Agora se desfaz em tantos laços.
Divergimos em sonhos, em ideais,
Caminhos distintos, rumos opostos.
A dor da despedida nos corrói os ais,
E a saudade nos invade, insistente e colosso.
Queria te ter para sempre, assim, ao meu lado,
Mas o destino traçou um outro desenrolar.
A razão, fria, nos afastou, pesado,
Deixando em nós uma ferida a sangrar.
Em cada canto, um eco da tua voz,
Em cada olhar, um reflexo do teu ser.
A vida segue, mas a alma não se acomoda,
E a saudade, insistente, não quer se perder.
Que a vida te leve para onde sonhas,
Que a felicidade te encontre, a todo instante.
Mas saiba, meu amor, que em meu coração,
Tuas lembranças guardarei, pulsante.
Eu gostaria que fosse fosse mais respeitoso comigo, eu não sou apenas uma dona de casa, eu sou a sua casa.
