Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Sou socialmente consciente, mas também preciso de tempo para mim mesmo para recarregar minhas energias.
Pra mim, quando você namora ou está casada(o) com alguem, é errado ir para balada ou sair para o bar com suas amigas(os). Quando você está comprometida(o) com alguém, você deve saber qual o seu lugar. Caso contrário, seja solteira(o).
Siga sem mim.
Não te farei falta nesta sua falta de carinho com o apelo do sorriso.
Sentirei falta de mim sempre que a sua falta anunciar presença.
Implorei tanto para devolver-me inteiro e devolveu-me em partes e o resto de mim deve estar na sua soberba.
Tento não fazer verso do reverso desta hora que fecha os olhos para mim.
Outro dia bocejando e me oferecendo o seu abraço.
Não posso me dividir... Vou esperar pelo seu abraço.
Verve em mim a súplica do sorriso, mesmo desleixado, depois do abraço.
E dói em minha têmpora, quem sabe alma, a falta dos seus braços para o abraço.
Fervilha as letras desunidas neste ajuntamento de ais que nascem da sua insensibilidade.
Morro o que me alimenta, mas hei de vencer este desencontro para me encontrar em uma alma feliz.
#MEUS #ESPINHOS
Ao longe, o vento vai falando de mim...
No império da vontade...
A alegria não está nas coisas...
Está dentro de nós...
Ninguém vive num jardim sem espinhos...
E nas auroras Deus enche minha taça com seu vinho...
Dos cegos do castelo me despeço...
Eu não mais quero dormir...
Ando por aí...
E se você puder me olhar...
E se você quiser me achar...
Você sabe onde me encontrar...
Diga-me quem você mais perdoou na vida...
E eu, então, saberei dizer quem você mais amou...
Se eu perdesse os sonhos dentro de mim...
E vivesse na escuridão...
Não lhe amaria tanto assim...
Eu possuía e não sabia...
Desconhecia...
Os jardins da vida...
Ainda que ferido e dilacerado...
No meio do caminho aprendi a caminhar...
Desistir nunca foi uma opção...
Sendo sempre fiel e verdadeiro...
Sou eu...
Ser diferente é atrair olhares e pensamentos...
Que me acolham...
Com minhas flores...
Com minhas dores...
E todos os meus defeitos...
Sandro Paschoal Nogueira
#TÃO #LONGE #DE #MIM #DISTANTE
Deixa em paz os passarinhos...
Deixa em paz a mim...
Deixe que eu trace meus caminhos...
Por esse mundo sem fim...
Ah , quem me dera alagar meu coração de esperanças...
Ter a alma leve...
Em todas minhas andanças...
O tempo é algo que não volta atrás...
Existe gente que precisa da ausência..
Para querer a presença...
Do perdido que já não tem mais...
Vai, minha tristeza...
Chega de saudade...
Porque eu não posso mais sofrer...
Um sorriso sincero...
É toda minha vontade...
O vento vem vindo de longe...
O dia está perfeito...
Olho para cima...
Felicidade se faz presente...
Em meu peito...
Quem me dera, ao menos uma vez...
Ter de volta minha aurora...
E assim eu sonhar...
Junto ao que nunca se alcança...
#NEGRA #EM #MEL
Linda mulher...
Que para mim sorri...
Faceira...
Bela...
Pronta a me seduzir...
Pele tão negra...
Quanto a madrugada mais escura...
Deusa de ébano...
Forte e segura...
Qual homem...
Que não se sente menino...
Quando seus olhos brilham...
Deixando qualquer um...
Em desatino...
Dai-me sua mão...
E guia meu destino...
Toma meu coração...
E me leva ao paraíso...
Deusa de mistério...
Um segredo a desvendar...
Estrela vespertina...
Vou lhe amar...
De andar gracioso...
Seios instumecido...
Virando minha cabeça...
Encontro-me perdido...
Seu perfume me tonteia...
Já posso imaginar...
Despertando loucos sonhos...
Sempre a lhe desejar...
Faça de mim...
Seu amante mais ardoroso...
Na teia do desejo...
Entrego-me com gosto...
Vou me perder...
Em seu abraço...
Mel de seus lábios...
Beber...
Ninfa da noite...
Pantera...
Ela é minha...
Eu sou dela...
Sandro Paschoal Nogueira
#PEDAÇO #DE #LUZ
Enquanto o tempo durar...
Algo de você sempre fica em mim ficará...
Marca profunda, sem dor...
Lembranças, saudades...
Pedaços de luz...
Um pouco de amor...
A esperança como um fósforo ainda aceso...
Pálida luz na manhã...
Lentas nuvens fazem sono...
Como às vezes num dia azul e manso...
Deixe-me ouvir o que eu não ouço...
Deixe-me ser o que sonho...
Depois que todos foram...
Ainda cá eu lhe espero...
Do fundo do fim do mundo...
Doze signos do céu o sol percorre...
E eu como outrora fui outro..
O que eu não tinha...
Eu me resigno no alto da montanha...
Falhei...
Os astros seguem seu caminho...
Mais triste do que o que acontece...
Minha alma sabe-me antiga...
Na noite que me desconhece...
Não digas nada...
Lua amiga...
O ruído vazio da rua...
O meu coração se quebrou...
No som do relógio...
Saudade restou...
Sonhei, confuso, e o sono foi disperso...
O prometido nunca será dado...
Sigo eu aqui então...
Sozinho...
Desejando ter você...
Ao meu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
#ALVORECER
Hoje acordei com saudades de mim...
Estranho não é?
Sentir-se assim...
Do céu desceu um anjo...
Convidando-me para dançar...
Eu não me sentia...
Nem falava tão pouco...
As folhas de minhas jabuticabeiras...
Soltam-se também bailando...
Perfume de flor de laranjeiras...
Pássaros voando...
Enquanto o sol se erguia...
Entreguei-me a bailar...
Tão longe eu ouvia...
A vida despertar...
Com sede e evidente desejo...
Respirei profundo a cor e a luz...
Do anjo um beijo roubado...
Surpresa de amor...
Que me conduz...
O que levamos dessa vida...
É a sensação que renova a gente...
Cumplicidade que me dá asas...
Oscilando entre mostrar
e esconder...
Tranças de tempo e realidade...
Risos de felicidade...
Pura sensualidade...
Assim viver...
Quantos "nunca mais" ancoraram em nosso cais...
Agora, uma nova hora...
Um novo horizonte...
Na esperança de mais sonhar...
De mais querer...
Nesse alvorecer...
Sorrio...
Beijo o vento...
Vou vivendo...
Sandro Paschoal Nogueira
#SOU #POETA
Já contei todas as vaidades que senti...
Que devorou parte de mim enquanto vivo...
E no instante em que escrevo esse poema...
Ilustro um sonho...
Quero contar-lhe a beleza que não vês...
A lua no céu, esplendorosa...
As fadas que escondidas brincam...
Nas gotas dos orvalhos...
Que vales a desilusão dos homens?
Diante do tempo que desarvora?
Diante do canto dos querubins...
Enquanto o céu chora?
E por isso sou poeta...
Poeta que respira o suave sono...
A paz, o último bem, último e puro...
Murmurando ao vento o desalento...
Tênue neblina vaga na rua...
Em companhia à minha alma calada...
Diante dos anseios que tive...
Quantas, quantas vidas passadas...
Anos após anos, vem e vão...
Tal qual flor aberta e fresca junto a pedra...
Que agora jaz no chão...
Que pede o poeta de seu amante coração?
Apagar algumas lembranças?
Criar outra ilusão?
A minha alma, talvez, não é tão pura,
Como era pura nos primeiros dias...
Sob o clarão da silente lua...
Nas alta horas, vaga nas rua...
Na triste estância do abandono...
Na esperança em luz no futuro...
Pouso meus olhos fundos...
Vi correr os meus dias...
Vida que fatiguei...
Em toda parte busquei...
Cântaros de alegria, cálices de fel...
Muitos provei...
Noite adormecida...
Nessas horas lânguidas...
Possa novo ardor florescer...
E da crisálida...
Nova alma resplandecer...
Então sim, essa alma de poeta...
Cantará a ventura, o amor e a paz!
Sandro Paschoal Nogueira
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