Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Se perguntarem por mim
diga que fui ali, tentar te esquecer
diga que não consegui
diga também que insisti
e não desisti
mas que a partir de um momento entendi
que ao teu lado não era o meu lugar
que ao invés de amar
eu estava a sofrer
que o meu querer, agora incomodo
maltratava
portanto parti
e se quiserem saber,
diga que levei na mala, alguma saudade
e uma grande vontade, até de voltar
tentando que tudo fosse apenas um pesadelo
de onde eu, pudesse acordar
e te ver sorrir...
Eu nem vim de mim mesmo, se querem assim saber.
Vim da sensação causada pelo ensejo. Da generosa alvorada que eriçou meus pêlos.
Tornei-me quando uma visão ampliada de mundo escancarou-se bem aqui no profundo e verteu-me em vários.
Escrever pra mim é uma questão de saúde -
eu confesso. Não consigo conter-me internamente de tantas reflexões que me ocorrem diariamente. E minha oralidade limitada não suporta a grande quantidade de ideias que me abarrotam a ponto de sufocar-me - assim a única maneira de limpar-me com eficácia, evitando um acúmulo depressivo, é externando tudo através da escrita.
Trava-me tudo a solidão
Tira de mim a ânsia preponderante e o que me desperta para coisas sublimes
Amordaça minha escrita, silenciando meus pensamentos
Me torna inútil diante de tanta angústia e vazio a corroer-me enquanto escuto o zunir de uma mosca sobrevoando os restos de alimento na louça suja que ainda não tive forças para lavar
Se não tive diante de mim uma grande variante de opções, como propagar por aí que foi me dada escolha?
De mim esmoreço - de mim adoeço
Comprimo os meus lábios, chacoalho a cabeça
Mas não me abandona este peso.
De tão cortante título, carregá-lo é sacrifício
Eu nem sei se poeta é aquele horizonte que chacoalha-me
Mas aqui dentro me desperta a todo momento num grito
Equilibrista de Mim
Eu visto a pele da metamorfose,
Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
Num gesto breve, dissolvo as hipnoses,
Sou cais de vento, sou riso fugaz.
Nos bolsos trago um punhado de estrelas,
E versos soltos, de cor e cetim.
Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las,
Com asas feitas de sonho e de fim.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
Tecendo rimas de pólen e aurora,
Transcendo os mapas que o medo traçou.
Se o peito sangra, eu canto sem demora,
Que até ferida se faz flor, se eu sou.
Na corda bamba da minha esperança,
Equilibrista de mim, sem final.
Entre o abismo e o sopro da criança,
Eu me refaço de forma vital.
Se for pra cair, que seja em poesia,
Se for pra sumir, que eu suma em canção.
O riso é remendo, é luz, é magia,
Que costura o mundo na palma da mão.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
"Meus olhos te vêem com tamanha grandeza,pois é assim que se revelas para mim,de alma nua,tão lindamente.."
"Hoje eu trouxe flores pra Jesus,por ele cuidar tão bem de mim,por estar do meu lado sempre que eu preciso,e ele as recebeu com tanto AMOR,que meu coração agradecido simplesmente sussurrou "Eu te amo"."
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