Tenho um ser que Mora dentro de Mim
SOLIDÃO INTERNA
É quando a gente imergi dentro de si mesmo
e enxerga um corredor longilíneo e afunilado
Nas paredes rebocadas de cal esmaecido…
Sonhos crivados em retratos amarelados
em nossa memória em forma de mosaico.
Em sintonia com ruídos de nossos passos
Seguimos em atos como uma peça de teatro…
O mundo lá fora é um palco aceso,
Enquanto aqui dentro o tempo descansa.
Os grilos, em coro, num ritmo preso,
Regem a noite com sua constância.
Ouço o motor que na estrada se apressa,
Levando destinos pra longe de mim,
E a fala das crianças, que nunca tem pressa,
Brincando no eco de um tempo sem fim.
Um cão ao longe reclama da lua,
Um som solitário que corta o sereno,
Enquanto a paz se faz toda nua,
Neste meu canto, tão meu e pequeno.
Sou apenas silêncio, sou só audição,
Ouvindo o pulsar que a noite revela:
O grilo cantando pro meu coração,
E a vida passando além da janela.
Há algo terrível dentro de um relacionamento quando ele se torna comum...
Quando um relacionamento se torna comum, os defeitos são visto com mais facilidade
Quando um relacionamento se torna comum, os objetivos exigem um esforço maior do que se pensava
Quando um relacionamento se torna comum, o silêncio se faz presente e muitas vezes pode ser ensurdecedor
Quando um relacionamento se torna comum, você precisa encarar os teus próprios defeitos
Quando um relacionamento se torna comum, o passado é revisitado várias vezes
Quando um relacionamento se torna comum, o relógio tem um ritmo normal novamente
Quando um relacionamento se torna comum, o simples aparece
Simples, e o simples nem sempre é belo, mas é sempre instigante mesmo quando entediante, revigorante mesmo quando confrontador
E nada menos paradoxal do isso
~ Josefa Manuel
Não há nada aqui dentro.
Só um peso vazio sozinho.
46 kg de nada.
46 kg de tanto querer.
Eu quero reter mais peso mas eu não saberia lidar com mais.
Mas o peso que eu quero é diferente.
É um peso que me garante proteção no futuro. É montar uma reserva de energia só pra mim. Ninguém vai poder tirar de mim. Isso não! Isso vai ser meu, só meu.
Será que é culpa? Mas não fui eu quem tentei tirar alguém de um outro alguém. Se isso for um peso, esse peso não é meu.
Eu só não sei ter esse outro que me protege, esse outro tipo de peso que me faz não tê-lo. Se algo der errado, esse outro peso não vai falhar. E eu não sei o que é isso.
Hora de ir para a cama, chega de ouvir rádio por hoje. Deito e a cabeça não desliga.
Esse peso é grande, forte, alto e pesado, e eu não sei o que é ter você ao meu lado.
Durma bem tesouro.
"Todo homem traz um animal dentro de si; mas é o humano que escolhe alimentar."
(Osman Matos, séc. XXI)
“A criança não é o transtorno; ela é uma vida inteira tentando se organizar dentro de um funcionamento que precisa ser acolhido.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Construir um refúgio interior é aprender que nem todo caos externo merece morar dentro de nós.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Quem carrega um terreiro de paz dentro de si percebe essas coisas. Aprende a selecionar companhia, palavra e energia. Não por arrogância, mas por sobrevivência emocional. Porque a alma também pega poluição.
Autossabotagem
Existe um tipo de queda que não acontece de repente.
Ela começa dentro da própria mente.
A pessoa duvida de si, cria fantasmas, alimenta inseguranças
e, pouco a pouco, começa a destruir aquilo que poderia ser bom.
Mas a autossabotagem mais triste não é cair sozinho.
É quando alguém, perdido dentro das próprias sombras,
tenta puxar outros para o mesmo abismo.
Nem todo conflito nasce da maldade.
Às vezes nasce do medo, do ciúme ou da incapacidade de lidar com o que sente.
Por isso, aprendi algo simples:
quando alguém escolhe se perder,
não posso permitir que leve minha paz junto.
— Sariel Oliveira
"Cuidar do pensamento é como cuidar de um jardim: o que a gente cultiva dentro, acaba florescendo do lado de fora."
Lúcia reflexões &Vida
"A calmaria externa é um reflexo da paz que decidimos cultivar por dentro. Silencie o barulho do mundo para conseguir ouvir a voz da sua própria intuição."
Lúciareflexões&Vida
Às vezes sou um oceano dentro de um copo d'água, transbordando por motivos que ninguém vê.
SerLucia Reflexoes
Guardo meus sentimentos
dentro de momentos, e sempre
que Me recordo deles eu sinto por
um momento aquele sentimento.
O Comboio do Coração
Há, dentro do peito, um viajante antigo,
um maquinista de névoas e memórias,
que percorre trilhos invisíveis
entre o que sentimos
e o que ousamos dizer.
Chamam-no coração.
Mas ele não é apenas carne e pulsação:
é um comboio de corda,
movido pelas mãos secretas do sonho,
avançando entre estações de ausência
e plataformas de esperança.
Por vezes, canta.
Por vezes, range como ferrugem esquecida.
Ainda assim, segue.
O poeta observa, da janela da alma,
e traduz o movimento dos vagões
em palavras que parecem verdade,
embora sejam apenas o reflexo
da verdade vestida de imaginação.
Porque sentir é uma chama indomável,
mas escrever é transformá-la em estrela.
E toda estrela, ao nascer no papel,
perde um pouco do fogo original
para ganhar a eternidade da luz.
Assim, o verso parte,
como uma locomotiva atravessando a noite,
levando passageiros feitos de lembranças,
saudades sem destino
e amores que nunca desembarcam.
O poeta sabe.
Sabe que a dor escrita
não é a mesma dor sentida.
É uma irmã mais elegante,
que aprende a dançar com as sombras
e sorri diante do abismo.
Sabe também que a alegria,
ao vestir-se de poema,
deixa de pertencer a um único coração
e passa a habitar milhares deles.
Por isso, escreve.
Não para explicar o mistério,
mas para torná-lo ainda mais belo.
E o coração, esse velho comboio de corda,
continua a sua viagem interminável,
cruzando pontes de silêncio,
atravessando túneis de pensamento,
colecionando paisagens que ninguém vê.
Até que, um dia,
na derradeira estação do tempo,
os trilhos desapareçam no horizonte.
Então, permanecerão apenas os versos:
essas pequenas locomotivas da eternidade,
que seguem viajando sem fim
pelos territórios da alma humana,
enquanto o poeta, já ausente,
continua chegando.
Rô Montano
Dias de sol no inverno são um gatilho
Um fenomeno anti natural
Um ciclo dentro de outro ciclo
Que anunciam que a minha primavera chegou, bem no meio do inverno
As borboletas voltam para o meu jardim
E eu sinto que posso ser feliz de novo
São meus dias preferidos
Os dias que me lembram que eu posso suportar tudo, pq sempre vão haver dias de sol no inverno
E nesses dias nem o sol e nem o vento gelado me machucam
De dia somos esboço onírico dentro da realidade. À noite um nos braços dos outro tornamo-nos sonho alado.
Goleiro é solidão. Um jogador com uniforme diferente que fica preso dentro do seu quadrado. Parece um apêndice do time. Está sempre na iminência de levar uma bolada e fica noventa minutos esperando o desastre. Para ele é sim ou não, não há meio-termo.
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