Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Em tempos de revolução tecnológica como os nossos, tenho o mesmo medo que o filósofo Martin Heidegger tinha lá pelos anos de 1950, que é o de perder a essência mais humana, nosso pensamento meditativo, sendo este o pensamento mais alinhado na morada da Filosofia.
"Não tenho redes sociais porque eu não tenho tempo e nem interesse em cuidar da vida dos outros..."
Ninguém jamais – Prosa
Menina, quem mais olha assim, como eu olho para você?
Tenho certeza que ninguém pensa em você, do mesmo jeito que eu penso.
Quem mais pensa em você a todo momento?
Ninguém jamais desejou estar ao seu lado, tanto quanto eu desejo todos os dias.
Quem mais a faz sorrir assim, de uma forma tão natural e descontraída como eu?
Ninguém consegue me fazer sentir tanta vergonha e timidez assim, como você.
Quem mais se derrete todo quando está em seus abraços?
Quem mais age como um menino mimado, que vive pedindo o seu colinho, querendo carinho e atenção a todo o momento?
Quem mais fica bicudinho, quando não consegue ficar um minuto sequer, com sua atenção voltada toda para si?
Ninguém jamais a tocou do mesmo jeito que eu a toco, fazendo-a sentir o quanto é desejada.
Ninguém jamais teve esse privilégio, de você se desarmar completamente e, permitir essa proximidade que eu tenho com você.
Alguém já a abraçou assim, com essa mesma intensidade que eu te abraço, sempre que me permite?
Ninguém jamais sonhou tanto com você, como eu sonho todos os dias acordado.
Quem mais, em um beijo, se sentiu totalmente anestesiado, assim como eu me sinto toda vez que encosto os meus lábios nos seus?
Quem mais, de olhos fechados, fica a esperar pacientemente a aproximação de sua boca?
Ninguém jamais beijou o seu rosto da mesma forma que eu.
Além de mim, ninguém jamais beijou sua cabeça, com o mesmo amor e desejo verdadeiro no peito.
Me diz...
Alguém já deu um beijinho na pontinha do seu nariz?
Se sim, tenho certeza, que nem passou perto de sentir a ternura que sinto, todas as vezes que o faço.
Alguém já acariciou o seu lindo queixo?
Quem mais teve a chance de beijar o teu desejável pescoço?
Alguém já a fez sentir arrepios, com palavras vindas originalmente de dentro do próprio coração?
Ninguém jamais beijou os seus lábios, assim como eu.
Ninguém jamais te desejou, tanto quanto eu desejo.
Ninguém mais espera todos os dias por seu olhar, assim como eu.
Ninguém jamais a tocou, como eu a toquei.
Ninguém jamais a amou, como eu te amo.
Ninguém jamais a esperou assim, tanto quanto eu te espero, todos os dias.
Quem mais escreve assim para você?
Ninguém, jamais!
Tenho Dois patos com H
Fui exercitar o corpo
O lápis apareceu em minha mão
Já montei quadrados calculados
Vejo o método, compreendo planos
Sei que algo em mim tem simetria
Lei áurea com encaixe que não rela
Uma geometria que me parece enganosa
Formas que parecem ludibriar
Preguiça em pele de lobo
Cordeiro em pele de irresponsabilidade
Disfarces que enganam até o fantasiado
Traço os pontos e não faço as linhas
As linhas feitas chegaram tarde demais
Promessas vazias e cheias ao mesmo tempo
A culpa não se disfarça e grita
O dedo que aponto é um em cinco
O dedos que me apontam é seis
Juro que tento os semicírculos
Sento no júri que me condena
Círculos, círculos e círculos
A desmotivação sem motivo não veio
A preguiça e a procrastinação sumiram
O interesse nos círculos é genuíno
A validade é até os triângulos se mostrarem
No meio de tantas formas tento e tendo
A promessa ao meu coração é a determinação
Fracasso, perjúrio, inconsistência, gelatina
Frescura, mentira, dissimulação e simulacro.
As garças sobrevoaram o céu
Não consigo ver pela penumbra
Pois as nuvens parecem laranjadas no sol
Gosto de laranja, mas prefiro manga
Suco de frutas para mim tem que ser com água.
O mundo do lado de fora é assustador e escuro, não tenho medo do escuro tenho medo do que tenha nele
Eu não tenho muitos amigos, estou sempre a mudar de cidade, estou a conhecer sempre pessoas novas, crio laços, convivo com elas durante muito tempo e depois mudo de cidade, então não sei bem quem são os meus amigos e com quantos devo contar quando tenho problemas.
Apenas porque não ando, não vejo, não mexo, não tenho, não ouço e sou mudo, sou subjugado por aqueles que se consideram "perfeitos", que vagam pelo mundo. Eles podem ser mulatos, índios, loiros, negros, morenos, brancos, novos, velhos ou ruivos. Busco esperança na luz que brilha no final do túnel.
Por que aqueles com "deficiência" devem ser o alvo da zombaria de muitos? Vejo a pena refletida nesses espelhos quando demonstramos nossa capacidade de realizar tudo. Na sociedade, a remuneração é uma piada, quase inexistente na passarela e raramente vista na novela. Conto o tempo e sigo o exemplo de quem quer nos proteger. A eficiência no trabalho pode representar apenas alguns porcentos em algumas empresas, algo que une e ilumina em vez de punir e multar.
Com o tempo, não me importo com o que os outros pensam e faço o que sempre quis, em busca de ter uma vida digna e mais feliz.
Ser rotulado como "especial" não é o objetivo, pois isso só ressalta nossas diferenças em vez de enfatizar nossa humanidade compartilhada. Infelizmente, ser visto como diferente por causa de uma deficiência é um problema global que afeta aqueles com limitações físicas, intelectuais ou sensoriais. Precisamos encontrar soluções para essa questão e mudar a mentalidade das pessoas para que a deficiência seja vista como uma variação natural da condição humana
Hoje eu tenho a lhe dizer, que dificuldades para dormir pode acontecer com todo mundo,
Ou tem certas coisas complexas pra se compreender.
Sim durmo tarde talvez seja por causa do celular ou café que tomei ou até por causa de um dia que quase desmoronei.
Eu conto pra vocês, trata-lhe de uma certa biografia.
"...
De tudo o que vivi sobre o amor
Só tenho uma certeza:
ELE EXISTE!
Porque amor não é posse,
Porque amor não é aparência,
Porque amor é a imperfeição perfeita
..."
Poema 'O que vi sobre o amor'
...tenho agora vivido dias sem café, sem cigarro, sem cerveja agora se juntaram aos meus outros dias em que estava sem ver a família de perto, sem abraços amigos, sem uma caminhadas pelas ruas da cidade, uma feirinha com cheiro de pastel frito...
Tem sido assim os últimos 337 dias pandêmicos de isolamento social que iniciei em 16 de março de 2020.
Mas eu tenho lembranças guardadas pela casa e tenho passeado com elas pela imaginação.
Os meus objetos remanescentes estão me ajudando a superar os dias. Cada um deles remetem-me à consciência como foram abordados em suas origens.
Fico mais tranquilo ainda por ter em cada lembrança a consciência tranquila em ter feito o meu melhor pelos outros e recebo esse carinho de volta com mensagens diárias.
Acordo diariamente, preparo o meu lanche e refeições, cuido da casa e faço contatos, escrevo, leio, escrevo, reflito, revejo fotografias, faço postagens em redes sociais, interajo com amigos por meio de ligações com imagem e som, participo de festas virtuais, sarais de poesia e música, enfim, descobri uma forma de movimentar a mente, igualmente...
E sigo sereno, apreensivo com a situação do vírus lá fora, sempre alerta com os meus amigos e familiares que precisam de algum reforço em seus orçamentos familiares, olhando para os lados para ver se alguém precisa de um remédio ou alimento.
Tenho me surpreendido como os bons ficaram mais sensíveis ao seu semelhante e como os maus estão cada vez mais ásperos e insensíveis. Não consigo ver se é uma força do tempo, que evidencia em maiores proporções o campo de visão ou se isso realmente é um excesso.
Às vezes, me assusta também as sorridentes fotografias de pessoas comuns em espaços públicos diante do caos público que assola o planeta. Que tipo de mensagem essas pessoas pensam que estão emanando? E os banquetes mostrados em redes sociais enquanto pessoas passam extrema necessidade....?
Essas mesmas pessoas, algumas vezes, criticam a falta de compaixão do Governo, quando elas poderiam ser mais empáticas, evitando a ostentação. E não é porque eu ajudo "silenciosamente" que eu tenho uma autorização moral para atos fúteis diante do caos mundial que se instalou, principalmente no meio dos mais carentes e necessitados.
Além da situação econômico financeira das pessoas, há pessoas em profunda depressão e outras agonizam em suas casas e hospitais por conta deste terrível vírus que invadiu o ar do nosso planeta.
Hoje cedo li: "Como alguns podem ficar alegres se outros estão tristes?" referindo-se ao termo africano "ubuntu". Isso é um termo cultural com significado fantástico para a humanidade. É possível até arriscar que para chegar ao "ubuntu" devemos utilizar a empatia como ingrediente, não esquecendo de acrescentar a fraternidade, a caridade, o amor, a resiliência, o perdão e tantos outros atributos que possam nos permitir criar pontes entre os seres humanos.
Estes meus dias de sequelas por infecção de covid que me deixaram sem paladar para degustar um cafezinho matinal se tornam tão fúteis diante de tantas outras prioridades necessárias ao meu redor, sendo que a maior delas é o pulsar da vida e do contato humano.
Ubuntu para você e ubuntu para toda a humanidade....
🇧🇷 🇧🇷 🇧🇷
Desde meus 12 anos que tenho nojo 🤮 em ver brasileiros usando bandeiras de outros países em suas roupas.
🇧🇷 🇧🇷 🇧🇷
"Tenho medo do futuro, e o meu passado me assombra. Feridas abertas que sangram todos os dias e não cicatrizam, não sobre pessoas, mas sobre minhas escolhas. Escolhas que fizeram colher os frutos que estou colhendo hoje! Fizeram eu me tornar prisioneira de mim mesma! Eu estou presa dentro da minha mente insana! Meus medos me paralisam! Estou exausta! E muito cansada de me sentir assim a cada dia! "
Minhas atitudes raramente dependem da dos outros. Eu zelo pelo meu nome e tenho princípios que não abro mão, por exemplo, mas têm pessoas que não se preocupam com essas "bobagens" e é por isso que não devo deixar que elas interfiram no meu comportamento. A falta de educação também pode gerar gentileza, é só não se contaminar com elas. (Paloma De Déa - PLDD), em 30/04/13
Tenho precisado mais disso aqui. Não porque esteja tendo uma crise, nem porque me sinto mal novamente ou aquele tipo de pensamento tenha voltado, mas porque ando precisando aliviar minha alma. Ando estado muito mais alegre e começo a sentir como se finalmente estou me libertando das correntes que tanto tempo me impediram de ser eu mesma, mas mesmo brincando tanto, eu ainda não consigo demonstrar um lado meu para as pessoas: o normal. Aquele que passa por problemas, que tem problemas de ser social, o que tem pequenas paixonites, que quer apenar ser como todo mundo mas não consegue por ser "do contra" demais. Por achar a sociedade idiota demais e, principalmente, por odiar a compaixão. Acho que já citei isso em um de meus pensamentos, mas é a mais pura verdade. Odeio compaixão, pois ela vem resposta da incapacidade e eu, meu caro, detesto me sentir incapaz. É como se fosse um orgulho interior, não consigo ao menos admitir para mim mesma que tenho problemas ás vezes, quanto mais para as pessoas ao meu redor. Estou cansada de ser uma pessoa tão fechada.
As paredes estão desmoronando, o piso está esfarelando, o teto dissolvendo e, lentamente, a verdadeira Gabriela ganha o processo e recebe sua sentença: a liberdade, enfim.
Hoje percebi que não tenho escrito. Não tenho expressado os escritos da minha alma. É através de nossos diálogos, que me conheço e reconheço quanto pessoa. Que entendo o que se passa em em meu coração. As vezes tudo fica tão obscuro e desconexo. Meu coração fica vazio. E um turbilhão de pensamentos invade minha alma. Neste momento sinto-me desesperada, pois pareço não ter saída. Assim, perco o sono, o sorriso, a disposição.... Tenho cobrido minha vida com azul, depositando esperanças vãs em uma felicidade surreal. Expectativas que só existe em mim. Ahhh.... como tenho andado por terrenos movediços, procurando por algo que não sei o que é. E nesta busca tenho causado danos insuportáveis. Tenho tentado me esconder no mundo intelectual, fingindo uma estabilidade que estou longe de sentir. Tudo isso porque, nem sempre as pessoas são o que dizem ser. Nem sempre a leitura dos olhos se expressa na leitura do coração. E assim vou vivendo.... criando os meus pseudos: sorrisos, olhares, sonhos, expectativas.... Enfim, me iludindo para viver.
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