Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Carta ao meu amor


Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.


Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.


Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.


Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.


Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.


Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.


Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.


Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.


Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.


Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.


Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.


Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.

Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido

Dentro de mim


Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.


Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.


Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.

⁠Terei que matar uma pessoa dentro de mim, mas será em legítima defesa.

Confissões de uma Caneta- Versão original

Existe uma verdade que carrego dentro de mim há muito tempo.

Eu não me considero o autor das palavras mais bonitas que escrevo.

Sempre que termino uma poesia, uma crônica ou uma reflexão,
sinto que aquelas palavras não nasceram apenas da minha inteligência.
Elas chegaram até mim como uma brisa silenciosa.
Vieram prontas, tocaram meu coração e pediram apenas que eu lhes desse voz.

Por isso, gosto de pensar que não sou o escritor.

Sou apenas a caneta.

A caneta não escolhe as palavras.

Não cria as histórias.

Não conhece o destino daquilo que escreve.

Ela apenas se deixa conduzir pela mão de quem a segura.

É assim que me sinto diante de Deus.

Muitas vezes, enquanto escrevo, percebo que Ele coloca pensamentos na minha mente,
desperta sentimentos no meu coração e me conduz por caminhos que sozinho jamais encontraria.
Há momentos em que leio aquilo que escrevi e me pergunto de onde veio tanta beleza.
Então compreendo que não veio de mim.

Veio d’Ele.

Mas existe uma inquietação que nunca deixa de me visitar.

Se Deus inspira tantas sementes através das minhas palavras,
por que tantas delas ainda não floresceram dentro de mim?

Por que consigo falar sobre o perdão e, tantas vezes, ainda luto para perdoar?

Por que escrevo sobre a paz e continuo travando guerras dentro da minha própria alma?

Por que falo da confiança em Deus,
mas ainda corro para Ele apenas quando a tempestade destrói o jardim da minha vida?

Às vezes sinto-me como um jardineiro que conhece todas as flores pelo nome, mas ainda não aprendeu a cuidar do próprio canteiro.

Basta que as dificuldades apareçam, que alguém invada minha paz ou que os ventos derrubem aquilo que plantei, e então corro para Deus.

Procuro o Grande Agricultor.

Aquele que sabe reconstruir o que foi destruído, replantar o que morreu e devolver vida ao que parecia perdido.

E Ele nunca falha.

Nunca chega atrasado.

Nunca me abandona.

Sempre encontra uma maneira de transformar a terra seca em esperança.

Talvez seja por isso que continuo escrevendo.

Não porque me considere um homem santo.

Mas porque sou um homem profundamente necessitado do amor de Deus.

Quando falo d’Ele, sinto-me forte.

Quando escrevo sobre Ele, meu coração encontra paz.

Quando medito sobre Sua presença, tenho a certeza de que Ele habita dentro de mim,
ainda que minhas atitudes nem sempre revelem essa realidade.

Lembro-me das palavras de Santo Agostinho: “Deus estava dentro de mim enquanto eu O procurava do lado de fora.”

Talvez essa seja também a minha história.

Passei muito tempo procurando sinais extraordinários, quando o maior milagre sempre aconteceu no silêncio da minha própria alma.

Deus nunca deixou de falar comigo.

Falava através das inspirações.

Das pessoas que colocou em meu caminho.

Das portas que abriu.

Dos livramentos que só compreendi muitos anos depois.

Das palavras que surgiam quando eu me sentava para escrever.

Hoje entendo que não sou a fonte.

Sou apenas o instrumento.

Como um pequeno receptor que capta um sinal invisível e o transforma em algo que outras pessoas conseguem ouvir.

A mensagem nunca pertence ao receptor.

Ela vem de muito mais longe.

Talvez minha missão seja exatamente essa.

Receber.

Guardar.

Escrever.

E repartir.

Mas existe um desejo que ainda apresento a Deus em minhas orações.

Não quero ser apenas a caneta que escreve belas palavras para os outros.

Quero ser também o papel onde essas mesmas palavras fiquem gravadas.

Quero que cada frase inspirada transforme primeiro a minha própria vida.

Quero que o jardim floresça dentro de mim antes de perfumar o caminho de quem passa ao meu lado.

Porque, no fim, não desejo ser lembrado pelas palavras que escrevi.

Desejo apenas que, ao olhar para minha vida, as pessoas consigam perceber que Deus realmente segurou esta caneta.

E que, enquanto escrevia através dela, também escrevia, pacientemente, dentro do coração de quem a carregava.

Eu quero paz... eu busco paz..
mas ha conflitos dentro de mim .
como resolver? como me encontrar?
se a paz que eu busco ..
eu so encontro em voçe....

⁠E aqui dentro de mim é assim.. dias de guerra, outros de paz.. meu eu grito, esperneia, chora, sorri, luta com todas as forças mas desistir, jamais!! Seguimos... um dia de cada vez.

⁠Alguns sentimentos dentro de mim nem eu compreendo..aceito porque fazem parte da minha evolução do meu eu.. tem dias que quero arrancá-los..outros dias abraço minha alma e enfeito meu jardim de flores.. a cura que eu procuro está no perdão que eu ainda não dei....

⁠Respeito, é olhar pra dentro de mim e ver que eu mereço muito mais do que aquilo que ando recebendo... É olhar pra dentro de mim e não me contentar com migalhas que ando colhendo... É levantar a cabeça e me amar tanto, ao ponto de não aceitar qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer sentimento vago, raso e falso... Respeito, é me enxergar além do que eu sou, me aceitar do jeito que eu sou e não ter que mudar pelos outros... Não ter que ser o que os outros querem que eu seja...não ter que viver uma vida que não é minha ou usar máscaras de sorrisos que não são meus...

⁠"Eu ainda não sou rico materialmente, mas sou rico por dentro. A riqueza já vive em mim, e ela está se manifestando todos os dias na minha realidade"

EU, DENTRO DE MIM!

Por vezes nos achamos perdidos
Sem o sabor de viver a vida
Paramos consumindo futilidades.
Por vezes deparamos com a tal lucidez
Entre choque de realidades e fantasias.
Somos um nada no meio de tudo
E na cabeça rolam muitas emoções
Que nos alucinam noite adentro.
Temos que vivermos cada instante
De formas a buscar alternativas
Mas por impacto de nossa natureza Encontramos com certas adversidades
Que frustram as nossas expectativas .
Mas isto faz parte do cotidiano
Que as vezes deixa o ritmo desenfreado...
E, quando topamos com uma muralha
Entendemos que somos seres humanos.
As reflexões nos trazem ao isolamento
Para que avaliemos o passado e presente
Em busca de um futuro com solidez
E não cairmos nas armadilhas da estupidez
De pensarmos quem somos realmente
Ou que ao inverso do que imaginamos
A fragilidade nos deixa frustrados ...
Por estes momentos é que renascemos
De choques que sacodem corpo e alma
Para que entendamos que entre fases
Vamos intercalando as nossas atitudes
Revendo valores num mundo caótico.
Precisamos da verdade dos caminhos
Que entre espinhos e flores
Vamos dissipando nossos momentos
Na magia de sobrevoarmos nosso interior
Para encontrarmos o verdadeiro eu
Que existe dentro de nós mesmos!

AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA

Se você pudesse ver


Se você pudesse ver
o que acontece dentro de mim
quando penso em você...


Talvez entendesse
por que às vezes fico em silêncio.


Não é falta de palavras.


É que algumas coisas
são grandes demais para caber nelas.


Se pudesse enxergar
o lugar que você ocupa em mim,
veria que não é apenas carinho,
nem apenas desejo,
nem apenas amor.


É algo que ainda não sei explicar.


É como se, de alguma maneira,
uma parte de mim
já soubesse de você
antes mesmo de te encontrar.


E talvez seja por isso
que, quando penso em você,
não sinto que estou descobrindo alguém...


Sinto que estou
reconhecendo alguém.

Eu quero apenas equivalência do acreditar ate que o abismo dentro de mim responda.
Dentro de tantas possibilidades estão mastigadas para se tenha compreensão de uma fração da realidade.

Talvez, o amar...


Nas inquietas noites, onde o silêncio pesa,
caminho por dentro de mim, sem direção,
como quem busca, entre ruínas e promessas,
um vestígio da tua antiga voz no coração.


Cada lembrança tua é uma chama acesa,
ardendo mansa nessa escuridão chamada saudade cheia de nostalgia;
ilumina o que perdi, revela a fraqueza,
mas também aquece a minha solidão tardia.


Há ainda o teu nome nas paredes do pensamento,
sussurrado pelo vento, pela chuva, pelo chão;
e mesmo quando tento calá-lo no tempo,
ele floresce, teimoso, dentro do meu coração.


Talvez amar seja carregar ausências,
guardar no peito aquilo que partiu,
reconhecer, entre tantas presenças,
o vazio que o adeus nunca cobriu.


Mas hoje, devagar, recolho os pedaços,
deixo a noite passar sobre a minha pele;
e descubro, entre lágrimas e abraços,
que também renasce quem um dia se perdeu.


Pois toda chama, mesmo quando fere,
pode ensinar o caminho de volta;
e o coração, cansado, ainda prefere
abrir-se ao amanhã, mesmo diante de uma fechada porta.

As Formas do Meu Amor III
Saber que posso não te ver mais
Começo dentro de mim ter aflito
E sei que esta distância será demais
Minha alma entrará em conflito.


Quero de novo ver teu sorriso
Que tão pouco pude vê-lo
Tão lindo é o seu riso
Que vida ao redor disso!


Um dia vou conquistá-lo
Pois sei que estarei preparado
Nessa vida vou amá-la
E dir-te-ei que estou apaixonado.


Sorrisos e olhares serão capazes
De mostrar o amor que sinto por ti
E no momento certo aclarei
Que ao seu lado apenas quero estar.

“Apesar de apreciar a minha própria companhia, carrego tanto amor dentro de mim que seria egoísmo não compartilhá-lo.”

– Priscila de Araújo

⁠Porque te abate oh minha alma,
Porque te perturbar dentro de mim, pois só Deus tem o remédio que você precisa.

Quando olho para dentro de mim, não encontro motivos para me achar superior; encontro motivos para agradecer pela graça.

A maior das guerras acontece dentro de mim, e é lá que me torno invencível.

Carrego dentro de mim batalhas que ninguém viu, mas cada uma delas moldou meu peito como ferro aquecido, não pedi para ser forte, fui obrigado pela vida, e mesmo assim aprendi a amar no intervalo das dores, sou testemunha da minha própria ressurreição diária.