Tenho Cara de Metida
estou sentindo saudades mas tenho que ficar só, sem ninguém, sem forçar nada e respeitar o outro, uma verdadeira oração silenciosa, o que não pode ser realmente nunca será, então sigo o meu destino sempre em não ser, carregando-o em meu coração.
Voltei a beber só, nunca deveria ter deixado. Não tenho atratividade para reunir bons amigos em um dia incomum, principalmente em chamá-los para beber e conversar besteiras que fazem bem.
Eu estava bem quando bebia só, pois não criava vínculos com ninguém, ouvia minha música, escrevia versos que só o meu ego elogiava, chorava, revia fotos antigas e de pessoas queridas que já se foram, um oásis a meu gosto.
Mas não tenho raiva e nem rancor das pessoas, cada um faz o que quer e o que gosta e deve está com quem se sente bem, o problema não está no outro, está em mim!
Então, que o destino me deixe comigo mesmo, também sou feliz assim, e hoje recomeço a timidez das antigas e de minhas infindas tardes incomuns ao beber trancafiado em meu escritório em um dia de segunda ou quarta-feira, como se o mundo lá fora desmoronasse.
Mas, no final de tudo eu me sinto feliz pois tenho a certeza que receberei uma mensagem: "está com quem aí, está bebendo?", minha mãe - como essa indagação me faz bem, pois ela pensa que tem um filho normal...
28/04/2021 - quarta-feira, mês de esperas!
O que não tenho e desejo
É que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros - perdi-os...
Tive amores - esqueci-os.
Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.
Nota: Trecho do poema Testamento.
...MaisE agora eu me pergunto por quê? Se tenho a chance de voltar atrás e recomeçar, então por que meu coração quer seguir em frente? E o próprio coração me responde: - É o seguinte, mocinha, ame aquela pessoa que te viu, quando você estava invisível.
O Anjo
Segui viagem pensando. Como Ele podia ser tão , tão... Não tenho palavras.
Olhei pela janela do ônibus e a paisagem, velha conhecida minha e que eu achava tão monótona, tornou-se encantadora.
Lembrei do seu nome, sua voz, seu cheiro, seu sorriso sem sorrir, as poucas palavras que trocamos.
Sabia que nunca mais encontraria aquele rosto novamente.
Abri a janela, respirei fundo e depois suspirei.
Senti Ele ali, ao meu lado, me sorrindo com os olhos.
E sorri também.
Não tenho medo da vida, muito menos da morte. Não tenho medo de cair nem de levantar. Tenho medo, sim, de que um dia me possas esquecer.
Amor, hoje eu acordei tendo vários pensamentos reflexivos, e um deles foi quanto eu tenho sorte de ter você ao meu lado. Você é raridade, sabia? É daquelas pessoas que quase não existem no mundo. Eu te amo de uma forma inexplicável, e esse sentimento me traz paz, fé e esperança de que é possível tudo melhorar, porque você faz o meu mundo ser melhor.
Bom dia meu minha cristal 👽🔮👽🔮🍫🍫
Te Amo demais
Em meio a todo o processo que tenho vivido, reconheço a tua presença em vários momentos.
A forma que você me acolhe, aquele aconchego que só você tem Espírito Santo.
Palmira
Tenho maior apreciação por flores
Flores que inspiram cores
Passos cobertos de coragem
O que vale percorrer uma estrada,
Tenho minha vida é cultivar respeito,
Do fruto doce ainda tenho Palmira
Coragem com milhas e beleza,
Do que foi ainda tenho inteiro
Corpo esbelto, desejo de ser
Aquela mulher Palmira dos sonhos,
Escolho seus prazeres de viver
Embalo para uma caminhada nos desejos escondidos
O mundo só se abre quando eu tenho a ousadia de me abrir para ele,
Entendendo que para ter coragem é preciso estender os braços sem medo de abraçar o desconhecido.
Marcilene Dumont
Hoje tenho a plena consciência
de que, em todos os meus tropeços
fui eu quem colocou cada pedra
no caminho.
Às vezes o que a gente quer é ter amizades que a gente possa confiar sempre. Tenho uma amiga muito falsa chamada Rebeca, não confio nem na minha roupa.
Hoje eu tenho a grande certeza de que eu não preciso de ninguém para ser feliz, eu sou feliz comigo mesmo.
Eu abraço sempre as pessoas de quem tenho apreço. Não sei se isso significa algo para elas, mas para mim faz uma grande diferença. Mostro que não sou inimigo nem alguém sinistro, mas deixo claro que isso não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: é minha maior demonstração de força.
O gesto de abraçar carrega um poder silencioso. Ele comunica vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo confiança e autenticidade. Abraçar não é submissão; é a expressão de alguém seguro o suficiente para mostrar humanidade e proximidade. A verdadeira força muitas vezes se revela na capacidade de se conectar sem medo, de humanizar relacionamentos e de transmitir segurança sem recorrer à intimidação. Nesse sentido, o abraço é um ato de coragem e autoridade emocional.
Eu sou muito aleatória!
Não sou casada, não tenho namorado e nem estou envolvida com ninguém. É que acho lindo os sentimentos, tenho raiva de muita coisa e acho muita bobagem engraçada.
Não estou procurando homem!
Só quero viver o meu momento em carreira solo.
ELA TERÁ UMA CASA DE CAMPO
Tenho sentido falta de mim.
De um lado antigo que precisou
adormecer.
Ilustrações jogadas no motim.
Aquela sonhadora que via o sol
antes-dele-nascer.
Mas não queria voltar a ser ela
pura e simplesmente.
A que sou hoje não é só mais forte,
sabe também enxergar beleza onde
a outra não via frequente.
A de hoje sabe que ser boa
é também saber quando ser vilã
em um conto jogado.
Só não queria ter que ser ela
sem poder ser também da de ontem
um bocado.
Tenho sentido falta da moça
que degustava a apreciação.
Com tempo ou sem, ela era pura
agonia, verdade, demora, visão.
Agora, a de hoje escolhe, não pode
ampliar um pouco de tudo a todo momento.
Queria que para ser ela não precisasse
matar um pedaço do tempo.
Queria que dessem as mãos;
a que tanto chorava e as rugas que secam a água salgada.
Queria que fizessem plantão;
a que por quase nada se descabela e a que para tudo rios-remava.
Quiçá, no abraço delas more o equilíbrio,
que ainda não sei se encontrei.
Tenho saudade de quem não perdi
e nem tampouco precisei.
Clamo todas elas! Clamo.
Porque preciso sim.
Ora uma, ora outra.
Espero que um dia, nenhuma viva sem mim.
Tenho sentido saudade, tanto,
mas nem sei como fazer esse convívio
entre uma senhora sem espanto
e outra que só via declívio.
Elas vivem brigando, veja,
quando tento apresentá-las.
Talvez, olhe bem, a cereja,
seja uma casa de campo a olhá-las…
No dia em que aquela gente não obrigar nenhuma
a surgir.
Tento sentido saudade.
Quem sabe passe quando ninguém precisar
fingir.
(Vanessa Brunt)
