Tenho Cara de Metida
tenho flores no peito
e um coracao desabrochando
mas também tenho espinhos
entalados na garganta
tenho perfume barato
que cheira lavanda
e também um importado
que fede arrogância
tenho manias e superstições
intolerável ignorância
e infames palavrões
que saem da boca em abundância
e também um amor que invade
delicados e bondosos coracoes
e um espírito agitado
aturdido e cheio de esperança
tenho desejos que se espalham por aí
e anseios que só cabem a mim
e também vontades repentinas
de que tudo se ajeite e se respeite
como tudo deve ser
tenho um brilho nos olhos
e uma aura luminosa
e também sensações e ilusões
que requer uma alma silenciosa
que observa tudo a sua volta
com extrema delicadeza
e a força do poder!!!
Só por que: não ando, não vejo, não mexo, não tenho, não ouço, sou mudo.
Sou subjugado, por seres "perfeitos", "inteiros", que rondam o mundo.
Sejam eles mulatos, índios, loiros, negros, morenos, brancos, novos, velhos e ruivos.
Procuro por esperança, na luz que irradia no fim desse túnel.
Quem tem "deficiência" a sua sentença é a chacota de muitos?
Vejo a dó que reflete tais espelhos, quando mostramos que podemos tudo.
Da cota:
O money(salário) de mer.., quase não tem na passarela, difícil ver na novela.
Conto o tempo, sigo exemplos, de quem quer nossa tutela.
Uma eficiência nas mesas(trabalho), que representa alguns porcentos em algumas empresas.
Algo que clareia, que uni, não multa e impuni.
Na rua:
Por medo, algo escondo e não quero que vejo. No caminho de longe percebo, os apontares de dedo.
Com o tempo isso passa, não ligo para o que pensam, faço o que eu quero e vivo feliz.
Tenho alegria que encontra-se fincada desde a raiz.
Trata-se de uma situação que representa uma condição, não quero que fatos fiquem marcados esperando por solução.
Considerar uma pessoa como diferente por ser deficiente representa uma distorção, a respeito do que significa ter alguma limitação.
Trata-se de um problema visivel a nível mundial, onde somos julgados por algo: físico, intelectual e sensorial.
Por fim somos chamados que tal tachados de "Especial".
tenho personalidade
forte
marcante
frágil
sensível
amável
sentimental
instável
emocional
dramática
temperamental
enfática
individual
pragmática
sensual
carismática
habilidosa
idealista
inventora
precursora
focada
intuitiva
perfeccionista
melindrosa
poderosa
responsável
intolerável
pretensiosa
imperfeita
destemida
simples
defeituosa
independente
do que sou
ainda sou amorosa
chorona
e maravilhosa
me amem ou me odeiem
este é o objetivo
da minha modesta pessoa!!!
se eu não tenho asas
eu as invento
eu as crio
eu as desenho
eu as pinto
eu as tatuo
eu as bordo
eu as recrio
a minha maneira
e dotada de asas
voo ao céu
do meu abismo
e eu cismo
de observar o luar
descer da montanha
me jogar no mar
que nem sereia, nadar e cantar
e viro uma águia, uma fênix
renasço e refaço
a minha vida
tal qual anjo da guarda
e assim espero vencer
meus medos e minhas imperfeições
e eu hei de guardar sempre
minh'alma e meu coracao
meu corpo e minha intenção
minha paixão pela vida
e meu amor fica
estampado na minha cara
de alegria e felicidade
impresso na minha personalidade
dotada de asas aladas!!!
tenho um pedido a fazer
talvez o último
antes de falecer
ou somente desfalecer
antes de não mais me lembrar
quem fui, ou quem sou
o que vim fazer aqui
e quem são os meus...
peço-lhes encarecidamente
um último favor
se lhes possível for
dê-me um lápis e folhas de papel
para que eu coloque nelas
algum sentimento
e a minha esperança é que o vento
as leve para bem longe de mim
porque nelas estarão contidas
preciosas informações
quem eu fui de verdade
o que pensei em momentos de tristeza e felicidade
o que senti quando simplesmente chorei
o que amei na simplicidade de ser
o que perdi pra me encontrar
o que achei mesmo estando errada
o que sonhei quando estava acordada
e se este sonho se realizará um dia
eu não sei lhes dizer
só sei que agora só me resta escrever
e rezar pra alguém achar
as folhas perdidas no ar
que o vento levará com tanto amor e carinho
meus escritos se vão e também parte de mim
não sei se algum dia voltarão
espero que não, minha intenção é que se espalhem
que nem o amor que eu tenho para doar!!!
Poder largar tudo a qualquer hora e fugir. Desde moço tenho esta necessidade. Estar pronto para partir. Não querer nunca o mesmo lugar, renovar-se incessantemente. Escapar de tudo, desprender-se, me atirar. Para longe, encontrar um lugar onde ninguém me encontrasse.
Eu procuro,eu analiso todos os dias o que devo, o que posso fazer, os caminhos por onde tenho que percorrer para ser a mulher sucedida que hei de ser.🙏🏽
Aparentemente, não tenho alunos nem leitores: tenho seguidores, devotos, fiéis, militantes e cultores idolátricos. Todos iletrados e de baixíssimo QI. Ninguém discute as minhas idéias nem me cobra explicações. Ninguém ousa sequer fazer perguntas. Todo mundo recorta o que eu escrevo, gruda na parede, decora e recita antes de dormir para ver se ganha na loteria.
Tenho usado bastante a distinção entre 'hegemonia intelectual' e 'hegemonia cultural'. A primeira é a posse monopolística do repertório de idéias em circulação. A segunda é o domínio dos meios materiais de transmissão da cultura (publicações, instituições, hierarquias funcionais, verbas etc.). A hegemonia intelectual da esquerda está destruída e não pode ser refeita. A hegemonia cultural, no entanto, embora corroída aqui e ali, ainda se conserva ativa e influente. Em parte, a tempestade de maledicência furiosa que se viu nas últimas semanas já é o efeito de uma hegemonia cultural desprovida de hegemonia intelectual: a força bruta do aparato simulando com esgares e rosnados uma superioridade intelectual perdida para sempre.
Das coisas que tenho dito...
Tenho poemas, e poesias que escrevo que são coisas sem razão, e sem sentido,
nem tudo que escrevo e falo,se torna compreendido;
Penso aqui, falo ali e escrevo depois se torna esquecido;
Essa é a forma de me expressar, ao meu amor, aos meus amigos queridos;
Não quero com palavras magoar, deixando a alguém ferido,
sou o mais possível sincero, das coisas que tenho dito;
Prefiro falar sempre a verdade, mas também às vezes minto;
Porém quando ouço a verdade a tocar-me o coração, por vezes choro, e
dor em minh'alma sinto;
Tenho dito e ouvido, muitas coisas da paixão;
Algumas que alegram, outras que doem, sangrando a alma e
ferindo o coração;
A poesia que falo às vezes é um desabafo, que se
transforma em um grito, das coisas que tenho dito.
Os assuntos sobre os quais tenho opiniões claras e definidas são aqueles de que tratei nos meus LIVROS E CURSOS DE FILOSOFIA. No resto, ou tenho opiniões casuais, relativas e provisórias, ou não tenho nenhuma. Enfatizando psicoticamente esta parte e suprimindo sistematicamente o conteúdo da minha obra filosófica, o jornalismo marrom-cocô da Fôia, da Veja etc. cria em torno da mim um farelo de malentendidos, dando a impressão de que essa poeira fecal de sua invenção é o 'pensamento do Olavo de Carvalho'.
Tenho medo... Medo de perder a sensibilidade; medo de me contentar com coisas rasas; medo de olhar as pessoas e não ser capaz de enxergar o que carregam dentro de si; medo de confundir sorrisos fingidos e acreditar que sejam verdadeiros; medo de não enxergar além do que as aparências demonstram; tenho medo de perder a minha essência de criança, a essência da esperança, a qual tem em si a utopia de que tudo no mundo pode melhorar como num conto de fadas... Tenho medo de deixar de ser humana, mas ao lado disso a certeza de que nunca deixaria de ser humana e os meus medos demonstram isso, pois eu sou uma pessoa que não se contenta com coisas rasas, meias verdades, e leituras incompletas, sejam de livros ou de pessoas...
"perdidos"
Eu tenho a sensaçao de estar me renovando
Da minha alma flutuando e olhando pra mim
Ninguém explica isso, nem mesmo eu suporto isso
Planos que se mudam antes do tempo claramente se destroem
Parecem se transcorrer numa
cômoda rotina
Você precisa dizer que
simplesmente o quer
Riram de você com um sorriso falso
Mas nao permita que isso interfira no que você realmente se importa
Nao sofra essa inestimavel dor
Nao se perda no borrão das estrelas.
Para nós dois somente
Tem um amor no teu olhar
Um amor todo para mim
Eu tenho um amor assim
Que há muito quero te dar.
É um amor como cristal
Tem que ser bem cuidado
É preciso ser muito desejado
Uma paixão ardente incondicional.
Não quero um amor insosso e morno
Preguiçoso na posição do espero
Se tu quiseres, eu também quero
E só aquece se for para o forno.
Esse amor tão fraquinho e frio
Tipo carvão apagado sem acender
Querendo sem vontade de querer
Um amor assim deixo no vazio.
Quero um amor prazeroso e verdadeiro
Sem culpas e sem culpados
Sem doer nem viver machucado
Que traga paz e ocupe o coração inteiro.
Faça o corpo eletrizar com calafrios quentes
Seja absoluto, alegre, livre e sem medidas
Sem tempo contado nem regras proibidas
É para sempre e para nós dois somente.
O que de mais bonito eu podia dar a alguém eu dei a você, então eu nem tenho mais pra dar a outro alguém. Não acredito nas pessoas. Não acredito mais em amor.
Ás vezes tenho a sensação que você era minha missão e após a missão ser concluída me tiraram de combate. Quem iria precisar de mim após a missão completa? Você? Não, você não precisou, então voltei pra minha vida de antes, sem uma luta pra lutar, sem alguém pra proteger, apenas cuidar dos machucados, feridas e membros amputados. E agora me sinto péssima por não tem uma nova missão, estou muito ferida pra estar em combate novamente mas, isso que me dava vida.
Ultimamente, tenho me esforçado para chegar em cima da hora para trabalhar, e ainda me perturba a pergunta de minha consciência adestrada: "Quem está explorando quem?
