Tempos
A amizade é como uma pequena planta: se não for regada de tempos em tempos, acaba morrendo. Com o passar dos dias, aprendemos a viver sem ela, e o vazio que deixa passa a parecer normal. Mesmo que um dia volte a brotar, dificilmente terá o mesmo brilho, a mesma força e a mesma beleza que possuía antes.
Otávio Mariano
“Nunca vivemos tempos tão sombrios como os atuais, então devemos reforçar o quanto amar, respeitar, zelar as pessoas que nos cercam são atitudes de valor.”
#bysissym
Meu nome é Marcos Kamorra.
Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.
Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.
Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.
Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.
Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.
Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.
Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.
Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.
Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.
#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade
Vivemos tempos com falta de calor humano: aplaude-se quem está longe, enquanto se despreza quem está ao lado. O distante vira ídolo; o próximo, invisível. E assim, muitos só descobrem o valor de alguém quando já o perderam.
Por alguns tempos andei sozinho de mãos dadas a solidão, durante o percurso, encontrei com paixões que trouxeram ilusões ao meu coração, mas isso não foi o bastante para quebrar as correntes dessa prisão; Hoje, por conta própria, consegui me libertar; Ando sozinho, desacompanhado da solidão e com o coração em paz, deixando ocorrer naturalmente a magia do amor, pois aprendi que sempre é tempo de apaixonar-se.
AO DIVINO ASSASSINO
Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha
Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível
que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.
Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.
Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida
e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada
à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral
e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade
com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–
pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,
as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,
sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa
de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi
solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio
aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão
concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,
mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for
aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.
A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,
Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,
quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,
à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos
Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?
Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai
contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?
Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse
teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor
que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos
que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;
Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro
pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz
ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?
Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude
imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte
como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira
e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,
mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,
a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,
intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–
mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,
no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,
metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão
de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,
se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha
enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,
enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que
amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,
mata, Senhor, que a morte não faz mal!
Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.
"Temos a mensagem mais louca de todos os tempos. Shakespeare não chega aos pés. O Titanic afundou. Mas Jesus, o Cristo, ao terceiro dia ressuscitou."
O verdadeiro sentido da vida
Desperdiçamos tempos preciosos da vida da gente
Damos valor a coisas tão insignificantes do nosso cotidiano
O tempo mostra que a maioria das coisas que buscamos é apenas uma mera ilusão...
Que o verdadeiro sentido da vida é buscar tudo aquilo que gera em nós a felicidade, e ela está nas coisas simples da vida, no sorriso de quem se ama, no nascer e no pôr do sol, no mar, em uma linda cachoeira, no rio, contemplar o canto dos pássaros, dançar na chuva, fazer tudo aquilo que a gente gosta e que nos fazem um grande bem...
Renascer todos os dias com o objetivo de sermos felizes, a exemplo do sol que espalha todos os dias sua energia através de seus raios, devemos sorrir para a vida, independente da situação que você está passando, viva este momento agora da melhor maneira possível, porque ele é único e não vai mais se repetir. Afinal a vida aqui na terra é tão curta. Por isso faça o possível para ser feliz.
Não se esqueça que todos os dias temos 24 horas para viver da melhor maneira que quisermos, portanto reprograme hoje sua vida em prol da sua felicidade.
São tempos difíceis onde a intolerância,o preconceito,e o discurso ao ódio são espalhados aos 4 ventos,eis que chega o tempo da mudança, seguir sonhando com um mundo onde o amor nos abrace.
“O desejo de liberdade, de sair da escuridão é expresso nos versos
Uma clara alusão aos tempos escuros e repressivos do período.
Uma liberdade que também incomoda.”
Conquanto permeados por tempos conturbados, onde contemplamos o ocaso da alma humana, prognosticamos, porém, vislumbrar, após o desterro, veemente e profícua aura a alumbrar os espíritos sequiosos de justiça.
O significado do sucesso.
Desde o início dos tempos a humanidade está em busca da fórmula do sucesso mas, o que a grande maioria das pessoas não entende é que, não existe uma fórmula para o sucesso e sim, um significado.
A palavra sucesso tem um simbolismo muito incrível, um acrônimo, mas afinal; qual é o real significado do sucesso?
(S) Sabedoria - Entender tudo sobre o seu negócio e como funciona de fato o mercado em que você faz parte.
(U) Urgência - Nunca deixar para depois. A grande maioria das pessoas demora a alcançar seus objetivos por conta da procrastinação.
(C) Clareza - Certeza do seu propósito. É preciso ter uma definição clara do que se quer e do que deve ser feito.
(E) Efetividade - O mesmo que foco. Sem foco não chegamos a lugar algum, para que sejamos efetivos em nossos objetivos, precisamos ter foco.
(S) Sistema - Um plano bem elaborado. O Sucesso não tolera a falta de planejamento, sem um sistema bem elaborado; dificilmente chegamos ao Sucesso.
(S) Segredo - Ficar com a boca fechada. O maior segredo para o sucesso é o próprio segredo. Quanto menos você falar de seus objetivos, mais chances de realizá-los!
(O) Organização - Desenhar cada passo. Sem organização nunca teremos sucesso de fato, podemos até chegar a ter sucesso, mas, a falta de organização vai fazer com que o seu sucesso seja passageiro.
Na minha visão, esse é o significado do sucesso como pode ver, ainda não descobri a fórmula mágica para o sucesso, mas encontrei o seu significado!
Vislumbrada com a colorida primavera que de tempos em tempos invadia o azul daquela pequena e vibrante esfera, Romã escapuliu escondidinha da sua constelação de virgem e mergulhou no mar das estrelas cadentes que passam a vida toda viajandode cá pra lá e de lá pra cá rapidamente, e foi assim pegando carona nelas que ela chegou aqui na terra e pode ver de perto as flores, cujas cores refletiam deliciosos cheiros e sabores nas gotas de brilho da casa dela.
"Romã, o segredo dos amantes" fl.1
Tempos difíceis criam capitalistas.
Capitalistas criam tempos fáceis.
Tempos fáceis criam socialistas.
E socialistas criam tempos difíceis.
