Tempos

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⁠é tempo de desacelerar...
De deixar para lá.
Tempos difíceis nos mostram que a vida é mais curta do que imaginamos.
Contudo, mesmo se ela fosse eterna, não valeria a pena gastar tempo com desilusões, dores e rancor.
É hora de aproveitar o que ainda há de melhor.
Viva o agora.
O presente é o único tempo em que podemos de fato, viver. O futuro nada mais é do que uma suposição e projeção do que gostaríamos que acontece.
Mas por que não começar a luta agora mesmo? A vida pode ser melhor.
É hora de dizer não para o que não se quer. De dizer sim para novas experiências. Não faz sentido viver uma vida que não te faça feliz e grato pelo hoje.

Estamos vivendo tempos em que não podemos mais pensar tanto no futuro assim. O presente é a única certeza. As coisas estão mudando rapidamente e nem sempre nossos planos e esforços trazem os resultados esperados. Mais do que nunca, noassa única opção é o agora.

Reconectar-se com o essencial é um ato de coragem em tempos de pressa.

Entender que nem tudo precisa ser imediato traz paz ao coração.

Cada espaço tem sua energia, e cada momento carrega um propósito.

Acolher o que chega, sem resistência, transforma o peso em aprendizado.

No silêncio, muitas respostas encontram caminho para existir.

Tudo aquilo que é verdadeiro permanece, mesmo quando o tempo passa.

Olhar para dentro é onde começa toda mudança real.

Descansar também é parte do processo, não apenas parar, mas sentir.

O que é seu encontra você, no tempo certo, sem atropelos.

Renovar-se exige deixar para trás o que já não faz sentido.

A vida floresce quando você respeita o seu próprio ritmo.

Reconectar-se com o essencial é um ato de coragem em tempos de pressa.

Em dez tempos verbais, o verbo espera seu libertador. No tempo cronológico confronta o biológico. No biológico atravessa ciclos. Nos ciclos constrói história. E na história deixa marcas que podem ser narradas, mas jamais ensinadas.


Porque há saberes que só nascem quando alguém ergue com as próprias mãos sua cadeia de valores.

Vivemos tempos estranhos.
Nunca houve tanta vitrine, tanta exibição, tanta necessidade de ser visto.
E, ao mesmo tempo, nunca houve tanto vazio silencioso.
Talvez o mundo não sofra apenas de crise econômica.
Talvez sofra de uma pandemia de miséria invisível —
a miséria de sentido,
a pobreza de propósito,
a carência de consciência.
Aprendemos a medir riqueza por números, seguidores e aplausos.
Mas quem mede a paz?
Quem contabiliza a serenidade?
Quem investe na própria integridade?
É possível possuir muito e ainda assim não possuir a si mesmo.
É possível ter pouco e ser abundante por dentro.
Talvez o verdadeiro trocadilho não seja RICO ou POBRE,
mas POBRE por dentro ou RICO em essência.
A exibição pode impressionar o mundo.
Mas só a profundidade sustenta a alma.
A prosperidade que realmente edifica não depende de palco.
Ela nasce no silêncio, cresce na coerência
e floresce na consciência.
Que escolhamos a riqueza que não se desgasta,
a prosperidade que não depende de comparação,
a abundância que começa no espírito.
Porque no fim,
não é o que mostramos que define quem somos,
mas o que cultivamos quando ninguém está olhando.
Muita paz — daquelas que não precisam ser anunciadas.

Tempos estranhos
O artificial é exaltado e o natural é desprezado! A máquina tem valor e o humano tem preço!

Num mundo polarizado e banalizado, resta o saudosismo: tempos em que cantar e dançar 'Só Love', de Claudinho & Buchecha, fazia a vida parecer mais leve, lúdica e melhor.

Ruínas da verdade


Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.


A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.


O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.


Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.

Em tempos sombrios, até a luz se encontra às escuras.

Vivemos em tempos tão difíceis que a juventude tem acreditado que obter informações significa ter sabedoria. Quer ter sabedoria? Ouça um ancião falar da vida sem preocupar-se com sua escolaridade, apenas observando-o em sua simplicidade

Em tempos de inteligência artificial, eu ainda tenho pensamentos próprios.




Que dádiva!!!

Em tempos de guerra, a chuva de mísseis transforma ruas em rios de corpos e todos ficam encharcados de sangue!

Em tempos de realidade virtual, inteligência artificial e verdade opcional, a mentira é vendida como verdade e a verdade como mentira!

Em tempos de seca e escassez de sentimentos, bastam algumas gotas de carinho para fazer brotar a esperança no árido deserto da solidão!⁠

Tempos sombrios!
Os tolos ganham voz e os sábios são calados! Os ímpios são exaltados e os justos são humilhados!

Há tempos que faço valer as minhas vontades e não deixo nada para depois.
Amanhã pode ser muito tarde.

Às pessoas necessitam muito de uma resposta nesses tempos. Às vezes, repetem mil vezes a mesma coisa até ser respondida.

Ah!! não fossem as incertezas,
que tentam nos tragar
novos tempos?
harmonia?
quem viver verá
quem (sobre) viver entenderá
o novo como única verdade
e o velho, como superação...

Tempos de Chumbo

Demétrio Sena - Magé

As meninas diziam: não temos futuro;
nosso amor é incerto e não vai dar em nada;
não há como seguir sem um porto seguro
que meus olhos percebam lá no fim da estrada...

Poetizo essas falas quase rebuscadas;
eram quase jargões de registrar nos muros;
ilusões produzidas em contos de fadas
aos cuidados do medo, em tempos obscuros...

Fui poeta vadio; menino de rua;
tinha como riqueza o meu mundo da lua
construído com sonhos; profunda utopia...

Eram tempos de chumbo e conceitos brutais,
de meninas guardadas pra maridos-pais
e meninos blindados contra poesia...
... ... ...

Respeite autorias. É lei