Tempo Rápido
BOULEVARD CAFÉ
Chove torrencialmente. Na rua transeuntes dispersam-se. O tempo mudou de humor, esbraveja trovoada. Chora, lava as ruas. O destempero temporal, chuva brava, silencia.
Mulher desce a ladeira, devagar para não cair. Leva nas costas o peso das preocupações impostas pela vida, ao encontro do Boulevard Café, pausa rotineira.
Molhada, no balcão faz seu pedido, na inquietude saborosa do desejo de degustar um mentolado café.
Engole como se fosse o último, prazer destilado aos poucos. Degusta também, algumas aflições inevitáveis, entre um e outro gole.
Olhares sutis despertam a cumplicidade. Homens de paladar apurado saboreiam a admiração.
Entre os olhares, insinuante aceno. Um breve olhar ensaia a resposta do adeus.
No Boulevard Café, o mesmo pedido, a mesma medida, os mesmos olhares e um salutar café.
Na rua a chuva silenciara. A mulher retoma seu trajeto, com o fardo mais leve, deixando as preocupações a mercê do destino.
O sol aparece tímido, alguns pássaros cantarolam, ensaiando um fim de tarde poético, de mornas inquietudes na passarela cotidiana da vida.
Nesse tempo aprendi que é imperfeito ser perfeito, pois ninguém quer o perfeito, as pessoas procuram os defeitos..
Não ter tempo de achar um tempo para quem é importante no seu tempo é uma ótima maneira de viver perdendo tempo !
Somos parte constituinte da natureza, não negue seu amadurecimento físico e emocional. O tempo passa, aproveite de tal forma que quando olhar pra traz pense : "eu faria tudo exatamente da mesma forma que fiz."
A vida me leva a cada segundo
A cada minuto o tempo tira um pouco da minha juventude
A cara hora a vida vai levando meu tempo restante
A cada dia minha inocência vai perdendo a graça
E então se passa os meses e vou ficando mais velho o que é inevitável, e minha vaidade já não é tão importante
E em fim os anos me colocam de fronte do meu fenecimento
E no meu eterno tempo olho dentro dos nos meus olhos e vejo que tudo é passageiro e que o mundo vai acabando a cada janeiro...
O grande amor de Deus
Por muito tempo, caminhei buscando a grande felicidade, e por onde andei, somente encontrei escuridão,
Das coisas que busquei, eram apenas coisas materiais, que o tempo leva embora, não deixando marcas, apenas vestígios.
A felicidade que busquei trazia com ela um preço, preço alto para se pagar, e quando me dava por conta, já estava com grande dívida e ainda não havia encontrado o que queria.
O meu grande anseio, durante muito tempo, foi ir ao encontro desta grande felicidade, e por várias vezes deixei passar despercebidos os pequenos instantes, que trazem consigo as pequenas alegrias. Estas que talvez somadas, eu iria encontrar a verdadeira e grande felicidade.
Mas na teimosia, ainda continuei o meu caminho, ao encontro da grande felicidade, e quanto mais eu caminhava, nada encontrava e além de tudo, já estava cansada, e ao contrário da felicidade o que me preenchia eram as tristeza e as decepções.
Depois de muito caminhar, sempre olhando no horizonte, observei que a estrada, estava cada vez mais longa, e que era impossível enxergar a felicidade daquele local, então me sentei, pois, estava muito cansada e comecei a olhar o céu azul que cobria minha cabeça, no cansaço, vi algo diferente, achei que estava tendo alucinações, mas firmei meus olhos contra o sol e ante ao céu azul, e vi que realmente tinha algo lá. Era uma grande mão estendida, que vinha de uma grande nuvem, e que dizia em voz alta e em tom brado:
_Dá-me aqui sua mão, te mostrarei a grande felicidade! Sem hesitar ergui os meus braços o mais alto que pude, e esta grande mão me puxou forte, era a grande mão de Deus, que estava sempre ali estendida, mas eu sempre preocupada em procurar a felicidade, olhando sempre para o horizonte, não desviava meu olhar, para ver o que havia ao meu redor, que eram as pequenas alegrias, então percebi, que para ser feliz, eu precisava estar sempre de mãos dadas com Deus, e a partir daí, continuo seguindo meu caminho, segurando nas mãos de Deus com toda força possível, mas sempre olhando ao meu redor, observando as pequenas alegrias que somadas, me levam a grande felicidade...
O grande amor de Deus me preenche e me deixa livre para perceber as pequenas alegrias, que antes não via.
"Que eu aprenda com a vida a realidade humana, que não seja o tempo a me fazer desistir daquilo que sempre foi humano em mim."
APOSTILA (11-4-1928)
Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!
Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.
Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...
Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...
Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!
(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)
Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.
As mudanças não ocorrerão num estalar de dedos só porque você quer. Tudo tem seu tempo de maturação.
Estamos tão perto, mas ao mesmo tempo, tão distantes. Posso ouvir o som da sua respiração, mas suas palavras não me atingem mais.
Sou doce. Sou azeda. Sou fria. Sou calorosa. Sou amor e também ódio. Sou um tempo ensolarado com previsão de chuva no fim da tarde. Previsão apenas, não se pode ter certeza absoluta em nada sobre mim. Sou incostante, volúvel, impaciente, temperamental e rígida. Mas também sou calma, sossegada, paciente, com bom humor e flexibilidade. Sorrio hoje e choro amanhã. Mudo com o passar do tempo, de pessoas, e de momentos. Mudo com a dor e também com a alegria. Sou uma nova pessoa a cada dia. Me transformo a cada final. É como se existissem vários personagens dentro de mim, só esperando a hora certa para entrar em cena
As coisas acontecem da maneira que devem acontecer, duram o tempo que devem durar e acabam quando tem que acabar, aceite.
É horrível essa sensação. Sensação de que você sente o mesmo, mas ao mesmo tempo saber que você está mentindo.
Aquele homem era metido a intelectual.
sobrecarregado de tintas amarelas, por falta de tempo ou algo qualquer, vivia aquela vidinha medíocre de fim de tarde nublado e jornais rasgados. Ele tomava vinho as sete horas da manhã e olhava pela sua janela o tempo passar. Tentava fazer algo a respeito mais decidiu que iria só ficar ali vendo o tempo correr. Lendo páginas insignificantes de Einstein, e tento um complexo de inteligencia francesa. Suas músicas eram todas melancólicas ao ponto de não terem um sequer refrão. Corre o tempo lá fora e não se tem mais rimas, as rimas acabaram junto com o chá na cabeceira de sua cama, e seus pares de meias amarelas se desprenderam faz tempo do varal…Até que chegue uma visita e lhe chame para tomar um café lá na esquina e versar sobre a vida continuara ali, parado sem iniciativa de começar novamente. Enquanto seus discos antigos tocam, ele olha um retrato velho na parede e se lembra -era essa moça que me abraçava- E as pessoas vão embora do mundo, mas sempre ficam cravadas em nossa alma.
A vida é curta e na entrega ao medo perdemos um tempo precioso, o medo é igual a dor, salva, é um sinal que algo precisa ser feito, então tente, só assim saberá o que podia ter ganhado com aquilo, perder tenho certeza que nunca perderá nada arriscando, tudo na vida é um aprendizado, uma nova experiência, então tente!
Para mim a vida é uma estrada cheia de curvas, é só saber usar o freio no tempo certo e você vai longe.
"Tem vontade de fazer? Faça. O tempo não volta, uma oportunidade desperdiçada é uma oportunidade desperdiçada. Pro resto da vida."
"É deixar a dor doer, no tempo certo dela, ela vai embora. O planeta gira, e o universo se movimenta."
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