Tempo Nublado
O Céu nublado não
oculta nem mesmo
a indiscrição que é
um truque clássico
que precede a traição
que se leva na veia,
Pressentir a cena
não me tira do eixo,
Deste magnífico
Hemisfério Celestial Sul
sou a filha do mistério,
que não cede o ânimo
nem mesmo para a mais
sutil das zombarias.
Está nublado no imperceptível
esternocleidomastoideo
do Hemisfério Celestial Sul,
As estrelas estão se aproximando
para ajudar a trazer a cura
que na verdade dependerá
de cada um sair dessa ficção
produzida por uns que querem
nos atirar nos braços
da descrença e de um conflito
aparentemente sem saída
por não sermos autoconfiantes
e firmes em desarmar
bombas sociais internas,
Se não recuperarmos
a consciência coletiva
para nós só haverá queda.
Faça Chuva ou faça Sol
nem mesmo o Céu tem
me convencido mais,
Os dias nublados
têm sido todos iguais.
Fincaram algo pesado
no meu humor,
algo comparável as cinzas
que nos reduziram
desde o primeiro dia
que senti que abriram
o perfume e senti
num único frasco
o aroma misturado
da Morte e da Guerra.
Flores azuis do tempo
não desabrocharam
nunca mais e as aves
andam cantando
debaixo da Chuva como
se fosse Primavera.
Embora ainda não
tenhamos notícias
completas do que aconteceu,
Não ando conseguindo
me enganar porque o Céu
para mim é um livro
que não pude mais
ler como antes sorrindo.
Espero saber da verdade,
ver a vida sendo refeita
até chegar no ponto
de esquecermos desta
tempestade de fogo
que dentro reduziu tudo
a uma incalculável destruição.
Segunda-feira, manhã chuvosa
Levanto da cama, pés ao chão frio
Coração batendo devagar,
Como quem nada espera,
Sereno e repetível.
Abro as janelas do quarto,
Olho lá fora
Calmaria de uma manhã nublada,
Pavor de uma dia sombrio,
Mas aqui dentro,
Aah, aqui dentro...
O desejo de desabrochar
Como aquele flor que de longe fica ainda mais bela com o orvalho.
Lá vem o sol novamente, entrando nas nossas janelas e nos acordando para um novo dia. Mas aqui está nublado, já não posso enxerga-lo. Mesmo assim eu sei que não há nuvem tão espessa que o impeça de brilhar no outro lado, então eu levanto, penso no lado bom da minha vida e assim ele aparece outra vez, na minha janela, no meu quarto e no meu coração.
Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e, para o provar, pediram que lhes mostrasse um sinal vindo do céu. Então Ele lhes ponderou: “Quando começa a entardecer, dizeis: ‘Haverá bom tempo, pois o céu está avermelhado’. Ou, pela manhã, dizeis: ‘Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho nublado’. Sabeis, com certeza, discernir os aspectos do céu, mas não podeis interpretar os sinais dos tempos?
Esta geração perversa e infiel pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será concedido, a não ser o sinal de Jonas”.
Mateus 16,1-4
Tem dias, que assim como o céu a gente fica nublada, cheia de nuvens escuras e se faz tempestade em nós, mas depois que a chuva desaba, o céu fica claro de novo e a gente volta a brilhar.
E o sol foi tirar um cochilo atrás das nuvens cinzentas (sentimentos e emoções tristes) e é por isso que existem dias nublados.
Você chegou
Estive a esperar por esse dia
Com a pontinha do meu indicador
Desenhei o seu nome no espelho
Já nublado
Não permiti que o tempo apagasse
Te protegi do descontrole do vento
E enfim te gravei em mim
Passaram as estações
Você pairou por outros hemisférios
E hoje retornou
Cedo me acordou
Trouxe chuva, preguiça
Uma sensação de "você"
Ergueu a grandiosa nave
Se convidou a me proteger
De junho a setembro
E depois, novamente voltar
Trazendo flores, primavera
Um buquê de tulipas amarelas.
Sem pensar um minuto
Volto a mim
Logo eu, que estive por ai
Me perder de novo?
Preciso me lembrar de meu lugar
Lembrar onde preciso estar
O que merece ou não meu tempo
Dar um pouco mais de atenção a meus pensamentos
Do contrário, quem escreverá esses poemas bobos?
Quem será o coração mole da casa?
Quem é que chora calado e morre por um adeus?
Adoçado no mel e na água
Um coração enorme e com esperança de amor
Com fogo por dentro, mas não pra queimar
Pra proteger e manter se movendo
Com lembrança de quem foi e medo de voltar
Voltar a pedir pelo que deve vir ao acaso
Voltar a oferecer o que não foi pedido
Se perder e não saber o caminho
Me fiz luz, pra brilhar e de longe ser visto
Pra servir de resgate
E pra se fazer encontrado
Pra iluminar ate o dia mais nublado.
"A dor de um amor é como a chuva, pode ser barulhento, incomodo, pode deixar o mais ensolarado dos dias nublado, mas quando passa, veja o arco-íris e o sol nascerem novamente"
Digo-me como chuva em algumas estações
De vez em quando é preciso soltar minhas gotas
O céu nublado pode ser meu escudo pra não desaguar
Mas também dou momento pra o sol vim
E vê se consigo enxergar uma luz
E em Curitiba é assim...
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É um encantamento que se esprai nos dias em que o céu se derrama por todo canto e em todo lugar com suas gotas de fascínio e introspecção.
Ele se deita amorosamente sobre nós e nos envolve com seu manto de cores gris.
Talvez seja por isto que na ausência da chuva, todo curitibano, dos dias nublados, peça bis!
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O Sol brilhou durante o ano inteiro, mas no único dia em que precisou ofuscar sua luz, acusaram-no de jamais ter brilhado.
De todos os desencontros, você foi o melhor. de todas as noites mal dormidas, todas você estava. de todas dores de saudades, foi culpa sua. de todos ciúmes sentidos, quando infartei por você ser você.
Tudo isso porque não posso te ter, ou é porque te tenho e ao mesmo tempo não tenho. É um caso nublado, não sei se vai chover ou se o sol vai sair.
Mas quando estamos junto o mundo para, mas a hora corre. A gente se esconde, se ama, se pega e pega fogo. Que loucura, que saudade. E por falar em saudades, vai fazer falta demais.
