Tempo de Criança
"Ver-se velho é se dar por vencido. Me vejo sempre como a criança que sou e, agarrada em sua mão, brinco no quintal do tempo tecendo sonhos para amanhã... E tem dado certo. O tempo virou meu amigo"
O adulto é uma criança
Só mais experimentado
Faz a mesma brincadeira
Que fazia no passado
A velhice é só externa
Pois a infância é eterna
Tempo nunca acabado
Quando se é criança a gente tem impressão que as horas não passam. Depois na adolescência muitos queriam ser adultos, e quando mais velhos e adultos a gente acha que o dia não tem tempo suficiente para fazer tudo que a gente queria fazer.
É sempre aproveite o tempo que você tem.
Criança sem crença, jamais cresce ou envelhece; vive na eternidade do agora, enquanto os adultos se perdem no tempo que nunca chega.
O passo do tempo
O tempo corre, silencioso e certeiro,
ontem eu era criança, com os olhos abertos.
O riso fácil fazia o tempo parecer uma promessa sem pressa,
com um caminho longo e intocado.
Hoje, os traços da inocência me escaparam,
numa lembrança que o presente não alcança.
Tudo se vai, como folhas levadas ao vento,
e o que antes era leve, agora pesa.
Como se cada momento vivido deixasse marcas
que o tempo cuida de entalhar na alma.
E enquanto o espelho reflete quem sou,
dentro de mim ainda habita quem fui.
O tempo passa sem pedir licença,
transforma o que somos, apaga vestígios,
e tudo se vai — os rostos, os dias, as certezas,
como se a vida fosse apenas um sopro breve.
Quando criança, eu queria tanto que o amanhã chegasse logo.
Depois que cresci, ficou a saudade do ontem.
Mas isso não é tristeza — É só um lembrete de que ainda dá tempo de viver o hoje.
Adulto
aquela fase entre ser criança e idoso.
E que todos perdemos tempo não fazendo o que realmente importa...
Tudo bem se aquele tempo não voltar mais. O que acontecer comigo não importa. Mas essas duas crianças estão vivas. Eu quero que sobrevivam e continuem sorrindo!
Um velho chorando ou uma criança sorrindo. Um velho sorrindo ou uma criança chorando. Só se pesa na balança do tempo.
Em criança, o tempo não existe intelectualmente, tampouco no relógio. O tempo é alteridade. São os outros que o marcam através da sua austeridade, adentrando ou abandonando, o nosso tempo-espaço. São os pais, mais saturninos ou mais uranianos, que marcam o seu compasso.
Eu sou um viajante do tempo
Uma criança solitária tem muito tempo de se investigar e muito medo da sua condição. Como eu estaria daqui a cinco anos, daqui a cinquenta anos? Provavelmente, como eu via os meus colegas de colégio, seria forte e inteligente, saberia resolver os problemas e não teria medo. Resolvi, então, me imaginar com nove anos pensando em mim, agora, com quinze anos. O novo e o velho se contemplando. Descobri que eu não era tão fraco ou burro assim e que não seria tão especial como gostaria. O tempo foi passando e eu me conectava muitas vezes comigo mesmo. Agora mesmo posso conversar com a hora da minha morte e até depois, dependendo da minha imaginação. Será que eu realmente mudei? O medo que me impeliu para frente aos nove anos não sumiu, e não será ele algo realmente positivo? Um anseio que é um motor da vida.
#CRIANÇA
Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...
E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...
Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...
À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...
As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?
Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...
Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Ser criança não é sobre idade. É sobre viver a vida com mais alma, menos corpo, mais muito e menos pouco.
Poema:
Tempos de Criança.
Quando criança sorrimos com tudo em nossa volta esquecemos o perigo e os riscos.
Simplesmente não lembramos do medo da morte mas nos agarramos a sorte.
A sorte de ter pessoas a cuidar de nós e não precisar de lembrar que é preciso lutar para viver mais um pouco e simplesmente sorrir mais uma vez sem fim.
Autor: Jefferson Allmeida
A mente de uma criança
é simplesmente inspiradora
por sua capacidade poderosa
de transformar um breve momento
mesmo com poucos recursos
num universo de divertimento
que traz vigor ao coração,
um sorriso espontâneo no rosto,
uma saudável inquietação.
Dessarte, não é em vão
que a infância deixa tanta saudade,
já que com o passar do tempo
aquele poder de transformação
não é mais uma constância,
vai enfraquecendo,
atrapalhando o senso de relevância.
Diante de tudo isso, compreendemos que precisamos preservar
a nossa criança interior
pra que ela seja a fonte do nosso poder de transformar,
pois será um gesto do nosso próprio amor.
Que a criança interior não se perca, que venha a ficar no máximo adormecida, sendo uma forte evidência de amor próprio, uma representação de uma preciosa fase que não volta, sua existência é imprescindível para que a pressão da vida adulta não prevaleça, tirando o senso de humor, favorecendo a tristeza, tirando uma parte significante do sabor que tem a simplicidade, a graça dos momentos bobos, despreocupados, o brilho dilatado dos olhos, o frescor da felicidade, algo muito indesejável, decerto, ela não pode aparecer o tempo todo, entretanto, sua importância é inegável, deve despertar e se divertir sempre que for possível, pois, certamente, a sua ausência um dia será notada, precisa ser guardada com afinco num lindo lugar, reservado na alma.
Quando se é criança parece que os paradigmas não conseguem grudar na
nossa consciência. Nossa realidade, nessa época, nos blinda com todas as vontades que temos de conhecer o mundo, brincar e divertir-se, o quanto mais se puder - sem parar. Sem questionar muito. Não ficamos remoendo o dia-a-dia, pensando em coisas negativas. Percebeu que quando somos crianças aproveitamos o máximo do tempo presente?
