63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento

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A poesia é ao mesmo tempo um esconderijo e um alto-falante.

no tempo do amor
meus sonhos de espaço vazio
mobiliado de fantasmas

Para mandar muito tempo e absolutamente sem alguém é indispensável ter a mão leve e, nunca lhe fazer sentir, por pouco que seja, a sua dependência.

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

Fiapos nos dentes
o rosto todo amarelo
É tempo de manga

Um marido é apenas um amante com a barba de dois dias, um colarinho sujo e queixando-se o tempo todo de enxaqueca.

Quanto mais feliz, mais breve é o tempo.

A ordem, com o tempo, acaba sempre por envolver as coisas.

As épocas perturbadas fazem perder tempo. Só se pensa em salvar a cabeça, e não há tempo para fazer mais nada.

Não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo.

No porta-retrato
um tempo respira,
morto.

Não há nada essencial no interior que não seja ao mesmo tempo percebido no exterior.

O espírito mais penetrante precisa da ajuda do tempo para garantir por segundos pensamentos a justiça dos primeiros.

O espaço mescla-se com o tempo assim como o corpo se mescla com a alma.

A riqueza não acompanha por muito tempo os viciosos.

Existem defeitos que são uma protecção contra alguns vícios epidérmicos, do mesmo modo que, em tempo de peste, os doentes de febre quartã escapam ao contágio.

TEU CORPO

O teu corpo muda
Independente de ti
não te pergunta
se deve engordar.

É um ser estranho
que tem o teu rosto
ri em teu riso
e goza com teu sexo.
Lhe dás de comer
e ele fica quieto.
Penteias-lhe os cabelos
como se fossem teus.

Num relance, achas
que apenas estás
nesse corpo.
Mas como, se nele
nasceste e sem ele
não és?

Ao que tudo indica
tu és esse corpo
-que a cada dia
mais difere de ti.

E até já tens medo
De olhar no espelho:
Lento como nuvem
o rosto que eras
vai virando outro.

E a erupção no queixo?
Vai sumir? Alastrar-se
feito impingem, câncer?
Poderás detê-la
com Dermobenzol?
Ou terás que chamar
o corpo de bombeiros?

Tocas o joelho:
Tu és esse osso.
Olhas a mão.
A forma sentada
de bruços na mesa
és tu.

Mas quem morre?
Quem diz ao teu corpo – morre –
quem diz a ele – envelhece –
se não o desejas,
se queres continuar vivo e jovem
por infinitas manhãs?

Somos meninos brincando no teatro do tempo; todo conhecimento que temos, ainda não nos levou ao subsolo do nosso inconsciente.

O momento fica. O tempo passa. Mas a cena é inesquecível.

O Tempo e o Vento

Havia uma escada que parava de repente no ar
Havia uma porta que dava para não se sabia o quê
Havia um relógio onde a morte tricotava o tempo

Mas havia um arroio correndo entre os dedos buliçosos dos pés
E pássaros pousados na pauta dos fios do telégrafo

E o vento!

O vento que vinha desde o princípio do mundo
Estava brincando com teus cabelos...