63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
Saudade
Aperto manso no peito,
eco de presenças
que o tempo levou,
mas que o coração
se recusa a esquecer.
Nildinha Freitas
Poeta Potiguar
1 minuto tem 60 segundos
1 hora tem 3600 segundos
1 dia tem 86400 segundos
Veja quanto tempo te sobra e vc fala que não teve tempo pra retornar uma mensagem?
Na realidade o tempo de retorno é proporcional à importância e o quanto você significa para aquela pessoa.
No Tempo de Deus
Dentre todos os caminhos que percorri,
desde as primeiras descobertas,
entre as imprudências, os erros necessários
e as escolhas que um dia julguei certas,
aprendi que as maiores lições
não moram nos grandes acontecimentos,
mas no silencioso exercício dos dias.
Foi na rotina, no dia após dia,
nas batalhas que ninguém viu,
nos desafios que pareciam maiores que minhas forças,
nas coisas inacreditáveis
que a vida, sem pedir licença,
nos obriga a atravessar,
que encontrei as mais profundas verdades.
Aprendi na esperança,
mas também na expectativa que decepciona.
Aprendi que o mesmo coração
que sonha com o amanhã
também precisa aprender
a sobreviver às frustrações de hoje.
Aprendi no remédio amargo,
no tropeço inesperado,
na lágrima escondida,
e, sobretudo, na coragem
de levantar depois da queda
e chamar de recomeço
aquilo que um dia pareceu ser o fim.
E mesmo depois de tantas lições,
a vida ainda me surpreende.
Ainda há o arrependimento,
aquela antiga pergunta que retorna:
“E se eu tivesse escolhido diferente?”
Mas talvez sejamos, tantas vezes,
os próprios autores de nossas dores.
Culpados por nossas escolhas,
por aquilo que decidimos enxergar
quando a intuição, em silêncio,
já havia nos pedido para partir.
Ignoramos os sinais
porque preferimos acreditar
naquilo que construímos dentro de nós:
um castelo delicado de cartas,
erguido com sonhos, expectativas
e ilusões que chamamos de certezas.
E então o tempo nos ensina.
Ensina que sonhos não se tornam realidade
apenas porque os desejamos,
mas porque aprendemos a caminhar em direção a eles.
Que é preciso agir, persistir,
cair algumas vezes,
recomeçar tantas outras
e aceitar que, quase sempre,
o destino tem maneiras diferentes
de entregar aquilo que pedimos.
Porque aquilo que queremos para ontem
talvez ainda não pudesse florescer hoje.
Há coisas que precisam de preparo.
De raízes profundas.
De tempo.
De cuidado.
Há sonhos que Deus demora a entregar
não porque tenha esquecido de nós,
mas porque conhece o peso daquilo
que ainda não estamos preparados para carregar.
E talvez seja essa a mais difícil das lições:
confiar.
Confiar quando não compreendemos.
Esperar quando temos pressa.
Continuar quando não enxergamos o caminho.
Entregar quando tudo em nós
quer controlar o destino.
Pois há uma escrita que não pertence às nossas mãos.
É no tempo de Deus.
Na forma de Deus.
No cuidado de Deus.
E aquilo que hoje parece demora,
amanhã talvez revele que era proteção.
Aquilo que parece perda
talvez estivesse apenas abrindo espaço
para algo que jamais conseguiríamos imaginar.
A mim, então, cabe continuar.
Continuar caminhando,
mesmo sem conhecer a estrada inteira.
Continuar acreditando,
mesmo quando a esperança vacila.
Continuar fazendo a minha parte,
enquanto Deus, em silêncio,
cuida daquilo que meus olhos ainda não podem ver.
Porque aprendi, enfim,
que nem tudo precisa acontecer
quando eu quero.
Algumas coisas precisam acontecer
quando eu estiver pronto.
E outras,
somente quando Deus disser:
“Agora.”
Passei tanto tempo procurando alguém que me encontrasse que esqueci de perguntar se eu ainda estava onde havia deixado a mim mesmo
Não gaste energia revidando a maldade; o tempo se encarrega de erguer quem foi pisoteado a um patamar tão alto que poucos terão coragem de se aproximar.
O Abraço
O abraço é uma pausa no tempo.
É quando dois mundos se encontram e, por um instante, descansam um no outro. Não exige explicação, não pede permissão, apenas acontece — como um porto seguro diante da tempestade.
Há abraços que curam mais do que palavras. Abraços que dizem “estou aqui” sem emitir som algum. Abraços que seguram firme, mesmo quando tudo parece desabar por dentro.
Existem abraços que guardamos na memória por anos, como quem guarda um cobertor em dias de frio. Porque há toques que não se esquecem, há gestos que marcam a alma.
Nem sempre o abraço vem com os braços. Às vezes, ele vem em forma de silêncio, de presença, de um olhar que compreende. Um gesto que diz: “Você importa”.
O abraço é um lugar. Um espaço de pausa, de reencontro, de amparo. É onde a dor encontra descanso e a alegria se amplia. É onde as palavras perdem a pressa e o coração ganha fôlego.
Que nunca nos faltem os abraços verdadeiros — aqueles que não precisam de ocasião, que não esperam permissão, que simplesmente nascem do cuidado.
Porque no fim das contas, todos nós só queremos isso: um pouco de calor, um pouco de paz, um pouco de abraço. D
Onde o Tempo Não Existe
E se o tempo nunca tivesse existido?
Se aquilo que chamamos de ontem,
hoje
e amanhã
fosse apenas uma maneira limitada
de organizar o infinito?
Talvez exista algum lugar
onde eu ainda tenha um ano.
Onde minhas mãos ainda sejam pequenas
e eu não saiba que um dia
vou aprender o significado da palavra saudade.
Nesse mesmo lugar,
eu tenho cinco.
Corro sem saber que estou correndo
para longe de uma infância
que passarei o resto da vida tentando encontrar.
Tenho dez.
Ainda existem pessoas ao meu redor
que, em outra parte dessa linha,
já não estão mais aqui.
Eu olho para elas,
converso com elas,
e não faço ideia
do privilégio que é poder ouvir suas vozes.
Tenho quinze.
Acredito que a vida está começando.
Tenho vinte.
Acredito que tenho tempo.
Tenho trinta.
Começo a perceber
que algumas portas se fecharam
sem fazer barulho.
Tenho quarenta.
E talvez já olhe para os vinte
como quem observa uma pessoa
que um dia conheceu muito bem.
Tenho cinquenta.
Sessenta.
Setenta.
Cem.
E se todas essas versões de mim
não estiverem esperando para acontecer?
E se elas já existirem?
Agora.
Todas juntas.
Talvez em algum lugar
o menino esteja sentado ao lado do velho.
O menino pergunta:
“Quem é você?”
E o velho responde:
“Sou aquilo que aconteceu com você.”
Mas talvez o velho também pergunte:
“E você, quem é?”
E o menino sorria:
“Sou aquilo que você perdeu.”
Então os dois ficam em silêncio.
Porque nenhum deles está realmente no passado.
Nenhum deles está no futuro.
Somos nós que atravessamos a vida
acreditando que deixamos versões nossas para trás.
Mas e se ninguém tiver ficado para trás?
E se a criança ainda estiver brincando?
Se o adolescente ainda estiver sofrendo
por algo que hoje parece pequeno?
Se aquele dia perfeito
ainda estiver acontecendo em algum ponto
que nossos olhos já não conseguem enxergar?
Se as pessoas que perdemos
ainda estiverem sentadas naquela mesa?
Se aquela porta ainda estiver aberta?
Se aquela voz ainda estiver dizendo nosso nome?
Talvez o tempo seja apenas uma parede
que nos impede de ver tudo de uma vez.
Porque seria insuportável.
Imagine olhar para uma pessoa que você ama
e enxergar simultaneamente
o bebê que ela foi,
o adulto que ela é
e o último dia em que você poderá abraçá-la.
Imagine olhar para si mesmo
e ver todos os seus rostos.
O primeiro.
O de agora.
E o último.
Talvez seja por misericórdia
que enxergamos apenas um instante de cada vez.
Talvez o presente seja uma pequena janela
aberta sobre algo infinitamente maior.
Mas às vezes…
em certos sonhos,
em certos cheiros,
em certas músicas,
em certos silêncios,
parece que alguma coisa quebra.
Por alguns segundos,
temos cinco anos outra vez.
Dez.
Quinze.
Vinte.
E não estamos lembrando.
Estamos lá.
Talvez seja por isso que algumas lembranças doem tanto.
Porque talvez a memória
não seja exatamente olhar para trás.
Talvez seja tocar, por alguns segundos,
um lugar onde aquilo ainda está acontecendo.
Um lugar onde ninguém envelheceu.
Ninguém foi embora.
Nenhuma despedida aconteceu.
Onde todas as nossas idades
estão sentadas na mesma sala,
esperando umas pelas outras.
E talvez, quando tudo terminar,
não exista um fim.
Talvez apenas descubramos
que nunca estivemos caminhando por uma linha.
Estávamos dentro de algo eterno.
E então veremos:
o primeiro choro,
o primeiro passo,
os amores,
os erros,
as perdas,
os reencontros,
a juventude,
a velhice,
todos acontecendo
no mesmo instante.
E talvez finalmente entendamos
que o tempo nunca levou nada.
Nós é que só conseguíamos enxergar
uma parte da eternidade por vez.
“A constância transforma em caminho aquilo que, em outro tempo, nos pareceu intransponível. Mesmo que o percurso exija certo distanciamento dos outros e um retorno a si, aos próprios objetivos e ao propósito que os sustenta, prossiga.” — Leonardo Azevedo. A frase propõe uma reflexão sobre a constância como força capaz de modificar nossa relação com os obstáculos, sugerindo que aquilo que em determinado momento pareceu intransponível pode, pela persistência continuada, converter-se em caminho. A ideia não pressupõe necessariamente que as dificuldades diminuam ou desapareçam, mas que o indivíduo, ao perseverar, desenvolve recursos, disciplina e maturidade suficientes para atravessar aquilo que antes excedia suas capacidades. Ao mencionar o distanciamento dos outros, o pensamento introduz uma dimensão mais íntima da trajetória pessoal, reconhecendo que determinados propósitos exigem períodos de recolhimento, redução das interferências externas e maior concentração sobre si mesmo. Esse afastamento não precisa significar desprezo, isolamento ou ruptura com os vínculos, mas pode representar a escolha consciente de preservar energia e atenção para aquilo que se considera essencial. O retorno a si, aos próprios objetivos e ao propósito que os sustenta estabelece, assim, uma relação entre constância e sentido, pois perseverar sem direção seria apenas repetição, enquanto perseverar orientado por um propósito transforma esforço em construção. A palavra final, “prossiga”, sintetiza o pensamento em uma convocação simples e deliberada à continuidade, especialmente quando o resultado ainda não é visível, reafirmando que algumas travessias somente se tornam possíveis porque alguém decidiu permanecer em movimento por tempo suficiente para descobrir que o limite de ontem não precisava ser também o limite de amanhã.
“A constância transforma em caminho aquilo que, em outro tempo, nos pareceu intransponível. Mesmo que o percurso exija certo distanciamento dos outros e um retorno a si, aos próprios objetivos e ao propósito que os sustenta, prossiga.” — Leonardo Azevedo.
Agosto chega devagar,
trazendo novos ventos pelo caminho.
É tempo de renovar sonhos,
de encontrar força mesmo sozinho.
Um mês de páginas abertas,
de histórias para escrever.
Cada manhã traz consigo
uma nova chance de viver.
Helaine machado
Amar você de verdade é algo que o tempo não permite, mas o meu cuidado com você é maior do que o meu próprio desejo. Afinal, quem ama de verdade não aceita transformar a vida do outro em uma prisão.Não sou dono de você, nem do seu destino, por mais que o meu futuro insista em te chamar. Por isso, deixo você ir. Embora eu sinta uma dor profunda no peito, hoje compreendo que amar também significa saber libertar.
Há muito tempo, na minha juventude, entreguei o meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade impossível de descrever, mas o destino acabou nos levando por caminhos opostos.No dia da nossa despedida, senti como se uma parte de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; levou embora um pedaço do meu peito que nunca mais voltou para o lugar.Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece parado naquele último adeus. Dizem que o tempo cura tudo, mas, no meu caso, ele apenas aumentou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo o meu principal pensamento e a protagonista de todos os meus sonhos.O meu corpo envelheceu, mas aquele homem apaixonado continua vivo aqui dentro. Continuo guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência conseguiram apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.
“Há respostas que, se tivessem chegado a tempo, poderiam ter mudado nossa história. Quando chegam tarde, porém, revelam algo ainda mais profundo: a história já havia mudado, não por causa delas, mas apesar de sua ausência.”
Dizem que o tempo cura, mas ele também serve para esconder aquilo que nos recusamos a perder. Eu aceitei a nossa distância, mas nunca aceitei o nosso adeus. Caminhei por lugares onde você não estava e vivi em silêncio, mas você continua presente em cada esquina da minha memória.A minha vida se tornou cheia de dúvidas e incertezas. Guardei o seu nome em um lugar protegido, onde a rotina não consegue apagar. O meu amor por você não precisa da sua presença física para existir, mas ele precisa de um sinal para não se sentir completamente sozinho.A verdade é que:Meus passos mudaram de direção, mas o meu olhar ainda busca o horizonte por onde você foi embora.A minha esperança é teimosa e continua viva se alimentando das nossas lembranças antigas.Viver sem você foi a escolha que a vida fez, mas amar você foi a promessa que a minha alma nunca quebrou.Se o destino for justo, ele vai entender que caminhos diferentes podem se cruzar novamente no futuro. Se um dia você me perguntar, a minha resposta será a mesma de sempre: eu nunca, nem por um segundo, esqueci você.
Durante muito tempo, acreditei que o amor nos cegava e nos fazia perder o rumo. Eu tinha certeza de que ser forte significava caminhar sozinho, sem colocar o meu coração em risco por ninguém. Mas tudo mudou quando olhei para você.Eu poderia tentar mentir para mim mesmo, mas não dá mais para negar a verdade. Sempre que olho nos seus olhos, vejo algo que nunca encontrei antes: um futuro. Aquela minha velha promessa de independência perdeu o sentido. Seguir a vida sem você não me parece mais um sinal de força, mas sim de um grande vazio.Desta vez é completamente diferente. Não tenho nenhuma sombra de dúvida. Tudo em você — o seu jeito, o seu rosto e a sua presença — me mostra que eu finalmente cheguei ao lugar onde deveria estar.Eu só queria que você soubesse disso: o meu coração, que guardei trancado por tanto tempo, agora é seu. Não quero mais caminhar sozinho. Enquanto eu viver, o meu sentimento por você vai durar. É para sempre, e desta vez eu tenho certeza.
Memórias póstumas e sua beleza
"Tempo que foi, não volta. Tempo que vem, mas que nunca chega.
Tempo que tudo leva e nada deixa; nada além de memórias póstumas e sua beleza. Tarde demais nos ensinou a amar, tarde demais nos ensinou a aproveitar.
Segundos parecem tão pouco, mas daria algumas décadas para ter de volta um segundo do seu riso. Lembro do gosto do seu bolo de trigo. Fui a um excêntrico chef em Paris, mas ele não conseguiu replicar o gosto daquele bolo.
Talvez não se trate de gastronomia. Talvez sejam suas mãos, mágicas e cheias de amor. Seja o que for, nada me trará novamente aquele sabor. Tentei ir a um show de humor, mas nem mesmo a melhor piada já contada me faria rir como você me fez.
Talvez, um dia, eu ame, delire de amor e escreva versos apaixonados.
Mas nenhuma amante poderá me presentear com os seus cuidados. O seu colo era um lugar sagrado, onde, em questão de segundos, o homem virava outra vez menino. Sinto falta daquilo.
Ah, tantas palavras que gostaria de ter dito, mas que hoje são só versos escritos; doce delírio da eternidade, em que, mais uma vez, encontrarei seu riso, em que, de novo, teremos aquela tarde com café e bolos de trigo, onde serei, novamente, o teu menino.
Teu doce e distraído menino.
Amo-te. Sonho que saiba."
Miguel Espinoso
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