Tem me Feito Tao bem
TEMPO DE DEUS
No correr dos dias modernos,
Numa pressa sem direção,
Tem gente querendo colher
Antes mesmo da plantação.
Quer o fruto sem a semente,
Sem trabalho e dedicação.
Vivemos tempos apressados,
De ansiedade e agonia,
Onde tudo tem que ser rápido,
Da noite para o outro dia.
Mas a vida tem seus ciclos,
E Deus tem sua harmonia.
Muitos pulam os degraus
Que ensinam a caminhar,
Trocam lição por atalho,
Sem tempo de observar.
Depois sentem a fraqueza
Quando chega a hora de lutar.
O conhecimento amadurece
Como o fruto no pomar,
Precisa de sol e chuva,
De tempo para se formar.
Quem acelera o processo
Pode até se machucar.
A conquista mais bonita
É aquela construída,
Com suor, fé e coragem
Em cada etapa vivida.
Pois o valor da vitória
Está na estrada percorrida.
Esperar o Tempo de Deus
Não é ficar sem fazer nada,
Nem cruzar os braços à sombra
Vendo a vida estacionada.
É plantar todos os dias
E cuidar da caminhada.
É trabalhar com firmeza,
Ter esperança e ação,
Preparando o próprio campo
Com amor e dedicação.
Pois Deus abençoa a colheita,
Mas requer participação.
Quem confia no Senhor
Segue em frente sem parar,
Faz a parte que lhe cabe
Sem viver a reclamar.
Porque sabe que o impossível
Deus também pode realizar.
Cada fase tem seu tempo,
Cada tempo tem valor,
Há momentos de silêncio,
Há momentos de labor.
Tudo acontece na hora
Determinada pelo Criador.
Se a porta ainda não abriu,
Não entregue o coração
À tristeza ou ao desânimo,
Nem à precipitação.
Talvez Deus esteja apenas
Preparando a ocasião.
Porque aquilo que vem cedo
Nem sempre permanece,
Mas o que Deus determina
Floresce, cresce e fortalece.
Chega firme, chega certo,
E jamais enfraquece.
Por isso siga sua estrada,
Com trabalho, fé e união,
Aprendendo em cada passo,
Em cada nova lição.
Que o relógio do homem corre,
Mas o de Deus não falha, não.
ISSO NÃO TEM PREÇO NÃO
Lembro da casa de taipa,
do terreiro e do fogão;
da fumaça da lenha acesa,
do café no bule, então.
Era pouco na despensa,
mas sobrava coração.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
O cuscuz com manteiguinha,
a tapioca no fogão,
o leite ainda morninho,
tirado da vaca à mão;
quem provou esses sabores
guarda eterna gratidão.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Banho de chuva na rua,
mergulho limpo no ribeirão;
cada gota era brinquedo,
cada riso uma canção.
A natureza era mestra
da mais bela educação.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Pipa riscando o infinito,
bola de meia no chão,
pião rodando na areia,
bila na palma da mão.
A infância era rainha
sem conhecer ambição.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
A bênção aos mais antigos
era gesto de afeição;
o respeito era riqueza,
não pesava obrigação.
Hoje ainda vale ouro
quem cultiva essa lição.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
O vizinho era da casa,
compadre era um irmão;
bastava um aperto de mão
para selar obrigação.
A palavra tinha força
mais que firma em cartório, então.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
As férias na casa do tio,
rede armada no alpendre, então;
manga madura no pé,
açude cheio no verão.
Cada lembrança dessas
vive firme no coração.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Hoje mudou muita coisa,
veio a modernização;
tem progresso e tecnologia,
facilitando a missão.
Mas o abraço continua
sendo a melhor conexão.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Ainda existe quem conserve
a fé na oração,
o café servido à visita,
o sorriso e a gratidão.
Enquanto houver gente assim,
há esperança na nação.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Não condeno o tempo novo,
nem rejeito a inovação;
só não deixo que o dinheiro
compre minha tradição.
Há riquezas que o mercado
nunca vende em promoção.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Quem mede tudo em moedas
desconhece a verdadeira razão;
há tesouros invisíveis
guardados no coração.
São lembranças, fé e amizade,
a mais valiosa coleção.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Se um dia eu partir da vida
com pequena condição,
levarei a maior fortuna:
amor, paz e gratidão.
Pois quem viveu essas riquezas
jamais conheceu pobreza, não.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
LEI DA NATUREZA
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
No princípio, o Deus da vida
Fez o mundo em perfeição;
Deu ao homem a missão
De guardar a criação.
À mulher deu companhia,
Amor, graça e comunhão.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
As Escrituras ensinam
Cada qual na sua função;
Autoridade não é força,
Nem domínio ou opressão.
É servir com humildade,
Com justiça e compaixão.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
O marido ama a esposa
Como Cristo amou a Igreja;
Protegendo com ternura,
Sem orgulho que a despreza.
Quem governa pelo amor
Nunca perde a natureza.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
Toda esposa tem seus sonhos,
Seus projetos e querer;
Merecendo ser ouvida
Em qualquer amanhecer.
Pois quem ama escuta antes
De falar ou decidir.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
A palavra é liberdade,
Não é carta de poder;
Cada escolha traz consigo
Consequência no viver.
Quando o casal anda unido,
Deus faz tudo florescer.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
O marido é responsável
Pela paz do seu lugar;
Se disser um "sim" consciente,
Ou um "não" para guardar,
Que o faça com sabedoria,
Sem jamais desrespeitar.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
Nem tirania do homem,
Nem orgulho da mulher;
Quando Cristo é o alicerce,
Cada um cumpre o dever.
Há respeito e harmonia
No caminho do viver.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
Assim segue a Lei Divina,
Fonte viva do Senhor:
Autoridade é serviço,
Sacrifício feito em amor.
Onde Deus governa o lar,
Reina a paz do Criador.
A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.
A LEI DA CONVENIÊNCIA
A Lei da Conveniência
Tem força e autoridade,
Foi feita no Congresso
Com muita formalidade;
Depois foi sancionada
Com toda solenidade.
O Presidente assinou,
Dando força à decisão,
O Supremo homologou,
Com sua confirmação;
Mas o povo, indignado,
Fez sua reprovação.
Foi decretada em Brasília,
Com pompa e aprovação,
Cada poder deu seu aval,
Selando a legislação;
Mas faltou ouvir o povo,
Dono dessa nação.
Pois lei que serve ao poder,
Mas ao povo traz prejuízo,
Pode até ser conveniente,
Ter carimbo e ser preciso;
Mas quando falta justiça,
Perde o seu compromisso.
Congresso pode decretar,
Presidente sancionar,
Supremo homologar,
E o sistema festejar;
Mas se o povo não aceitar,
Quem vai poder sustentar?
A Lei da Conveniência
Pode até ter aprovação,
Mas quando o povo a rejeita,
Perde toda a razão;
Porque a voz da soberania
Deve vir da população.
O ILUDIDO E O DOIDO
Tem gente que faz loucura
Sem pensar no que está fazendo,
Vai seguindo pela vida
Sem saber onde está indo.
Quando a coisa dá errado,
Diz: “Eu não sabia, não!”
Mas existe outro mais fino
Que conhece a situação.
O doido age sem juízo,
Sem medir consequência,
Já o iludido faz sabendo,
Mas disfarça a consciência.
Faz de conta que não sabe,
Muda logo a explicação,
E quando alguém desconfia,
Ele diz: “Foi impressão!”
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Um conhece o caminho,
Mas finge estar perdido,
O outro vai sem rumo
Porque é doido ou distraído.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Na vida de um casal
Tem história de montão:
Um percebe a falsidade,
Mas faz cara de paixão.
Sabe onde está o problema,
Conhece a situação,
Mas prefere fazer de conta
Que não viu a traição.
Tem também quem viva em casa
Fazendo jogo ensaiado:
Sabe tudo que acontece,
Mas se mostra enganado.
Quando chega a tempestade,
Vem com aquela indagação:
“Quem foi que fez isso comigo?”
Sabendo a resposta de antemão.
No trabalho é parecido,
Tem sujeito especialista:
Sabe tudo que está errado,
Mas se faz de bom artista.
Quando a culpa bate à porta,
Ele muda de posição:
“Eu não estava sabendo!”
E escapa da confusão.
Tem colega que conhece
Cada passo da jogada,
Sabe quem puxa os cordões,
Sabe quem não faz nada.
Mas prefere ficar calado,
Esperando a ocasião,
Pois quem finge ser inocente
Muitas vezes tem intenção.
Entre amigos acontece
Uma coisa interessante:
Tem quem saiba da conversa
E se faça de ignorante.
O segredo está guardado,
Mas conhece a situação;
Só revela quando percebe
Que lhe traz algum tostão.
Na política é mais forte
Esse tipo de esperteza:
Tem discurso de esperança,
Mas por trás muita esperteza.
Promete céu ao eleitor,
Fala em povo e união,
Mas depois de eleito esquece
Da palavra e do povão.
Tem político que conhece
A miséria do lugar,
Sabe a dor de quem trabalha,
Sabe o povo reclamar.
Mesmo assim faz pouco caso,
Com conversa e distração,
Pois se faz de desentendido
Para fugir da obrigação.
E o povo muitas vezes
Também entra nessa história:
Sabe quem está enganando,
Mas insiste na memória.
Vota, sofre e depois diz:
“Eu não tinha informação!”
Quando a verdade estava
Bem diante da sua mão.
O doido pode ser franco,
Pode errar sem perceber;
Já o iludido tem ciência
Do que pretende fazer.
Um tropeça no caminho,
Outro escolhe a direção,
Mas se esconde atrás da fala
Para negar sua intenção.
Por isso tenha cuidado
Com quem vive disfarçado,
Que conhece cada coisa
E aparece desinformado.
Às vezes o mais perigoso
Não é quem perde a razão,
Mas quem sabe muito bem
E finge não saber, não!
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Um conhece o caminho,
Mas finge estar perdido,
O outro vai sem rumo
Porque é doido ou distraído.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Na escola da existência
Todo mundo tem lição:
Nem todo silêncio é medo,
Nem toda fala é opinião.
Tem silêncio de quem pensa,
Tem palavra de ocasião,
E tem gente que se faz de doida
Pra esconder sua intenção.
Ser esperto é uma coisa,
Ser desonesto é outra,
Quem conhece seus próprios atos
Não deve viver na sombra.
Porque a vida dá voltas
E revela a situação:
Quem brinca de ser inocente
Pode cair na própria mão.
No final dessa peleja,
Fica a grande conclusão:
O doido pode ser doido,
Mas merece compreensão.
Já o falso desentendido,
Que calcula cada ação,
Sabe muito bem o que faz
E ainda nega a razão.
Por isso digo em meu verso,
Com respeito e sem engodo:
Não confunda quem não sabe
Com quem finge saber de tudo.
Pois há loucura sem maldade
E esperteza sem coração.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Se um erra sem perceber,
O outro erra decidido;
Um é doido por natureza,
O outro é malandro escondido.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
MACALÃ — A AGUARDENTE DOS CORRUPTOS
Lá pras bandas de Brasília
Tem reunião todo dia,
Homem de terno alinhado,
Cheio de pompa e regalia,
Coleirinho bem branquinho,
Com discurso de carinho,
Mas por trás, quem saberia?
Sentados numa grande mesa,
Com fartura e gentileza,
Político e empresário,
Autoridade e alteza,
Fazem brinde, apertam mão,
Trocam papel e comissão,
Tudo em nome da riqueza.
No centro daquela mesa
Tem uma garrafa acesa,
Com um nome bem sugestivo,
Que causa muita surpresa:
MACALÃ, a aguardente,
Que deixa o corrupto contente
E embriaga a esperteza.
Um diz: “Vamos conversar,
Tem contrato pra assinar.”
Outro responde sorrindo:
“Tem licitação pra ganhar.”
Um terceiro, muito ligeiro:
“Se sobrar algum dinheiro,
A gente pode repartir.”
E a garrafa vai passando,
E o acordo vai fechando,
Um gole pra cada amigo,
Todo mundo comemorando.
Quem pergunta fica de fora,
Quem se cala ganha a hora,
E o povo fica pagando.
Tem gravata e tem colarinho,
Tem discurso bem mansinho,
Tem promessa de progresso,
Tem aperto de carinho.
Mas quando a conta aparece,
O pobre é quem paga a prece
E fica sozinho no caminho.
Falam muito em democracia,
Em justiça e cidadania,
Em combate à corrupção,
Em moral e economia.
Mas se a porta se fechar,
Tem segredo pra guardar
Debaixo da mesa fria.
Macalã corre ligeira
Pela mesa traiçoeira;
Quem bebe perde a vergonha,
Quem vende ganha a carreira.
E aquele que diz “não quero”
É chamado de exagero
Por não entrar na brincadeira.
Tem obra, tem emenda,
Tem contrato que se estenda,
Tem privilégio escondido,
Tem promessa que se venda.
Enquanto o povo trabalha,
Tem quem faça sua farra
Com a riqueza desviada.
Mas cuidado, meu cidadão,
Não aceite essa ilusão:
Corrupção não é destino,
Nem faz parte da nação.
Se o poder perde a medida,
Quem sofre na própria vida
É quem paga a corrupção.
Brasília pode ser bela,
Mas não deve ser janela
Pra quem olha o povo de longe
E só protege a sua cela.
O poder que vem da gente
Deve servir honestamente,
Não alimentar mamela.
E se a Macalã surgir
Com alguém querendo servir,
Pergunte antes do brinde:
“Quem vai depois ressarcir?”
Porque enquanto eles bebem
E seus acordos concebem,
É o povo que vai pagar.
MACALÃ, pode guardar,
Não venha nos embriagar!
O Brasil precisa é de justiça,
De coragem pra fiscalizar.
Pois quando a esperteza impera,
A corrupção prospera
E o povo começa a acordar.
No fim deixo este refrão,
Como alerta à população:
“Macalã embriaga o corrupto,
Mas não embriaga o cidadão;
Enquanto uns brindam ao lucro,
O povo paga a conta na mão!”
CORRER ATRÁS DO VENTO
Tem gente que vive a vida
Sem saber onde quer chegar,
Conquista tudo que sonha,
Mas não consegue enxergar
Que aquilo que já possui
Era o que queria alcançar.
Quer sempre mais uma coisa,
Depois outra sem parar,
Quando consegue o que busca,
Já começa a reclamar:
O desejo vira fome
Que não consegue saciar.
Constrói castelo de sonhos,
Mas não consegue morar,
Pois sua mente está sempre
Procurando outro lugar;
Tem o mundo nas suas mãos,
Mas só consegue enxergar
O que ainda não pode tocar.
É como um buraco negro
No fundo do pensamento,
Que engole toda conquista,
Todo afeto e sentimento;
Quanto mais recebe dentro,
Mais aumenta o seu tormento.
Olha a casa que comprou,
Mas deseja uma mansão;
Tem amor da sua família,
Mas procura outra paixão;
Tem saúde, tem amigos,
Mas reclama da situação.
Tem dinheiro no bolso,
Mas ainda quer acumular;
Tem estrada percorrida,
Mas só pensa em caminhar;
Não contempla a própria história,
Porque só quer conquistar.
O problema não é sonhar,
Nem querer prosperidade;
É transformar o desejo
Numa eterna necessidade,
E esquecer que a verdadeira
Riqueza é ter liberdade.
Quem vive correndo atrás
Do que pensa encontrar,
Pode passar pela vida
Sem sequer dela desfrutar;
Pois enquanto busca o futuro,
Deixa o presente escapar.
Há quem tenha quase tudo,
Mas se sinta sem ter nada;
Porque mede sua riqueza
Pelaquilo que é desejada,
E não pelo que já possui
Na caminhada encerrada.
O vento passa ligeiro,
Não se deixa aprisionar;
Quanto mais alguém o persegue,
Mais distante ele estará.
E quem vive nessa corrida
Pode a própria vida perder.
Não é errado querer mais,
Nem buscar transformação;
O perigo é nunca dizer:
"Já tenho o que é de bom."
Pois a fome sem medida
Também devora o coração.
A vida pede equilíbrio,
Entre o ter e agradecer;
Entre aquilo que se busca
E aquilo que se pode viver.
Quem só olha para frente
Pode esquecer de se ver.
Se a felicidade é sempre
A próxima coisa a alcançar,
Quando ela enfim se aproxima,
Outra irá ocupar seu lugar.
E assim a pessoa passa
A vida inteira a procurar.
Pare um pouco nessa estrada,
Respire e olhe ao redor;
Veja quanto já venceu,
Reconheça o seu valor.
Talvez o que tanto procura
Já esteja dentro do amor.
Pois quem não sabe agradecer
Pelo pouco que conquistou,
Pode ganhar o mundo inteiro
E continuar sem valor;
Porque nenhum bem material
Preenche o vazio interior.
E se quiser correr livre,
Corra, mas sem se perder;
Busque aquilo que deseja,
Sem esquecer de viver.
Pois mais importante que chegar
É saber o que fazer.
Correr atrás do vento
Só por brincadeira,
Pode até ser divertido
Numa tarde passageira;
Mas fazer disso uma vida
É correr a vida inteira.
"A vida tem que ser sempre assim: a gente nunca perde, ou acerta ou então aprende...!"
Otávio Abadio Bernardes
Itumbiara, 24 de setembro de 2025.
Reconhecer que o humano não tem como desvendar os projetos do Divino é a maior prova de inteligência que existe. É o que separa o filósofo do fanático.
Ninguém tem caridade real com o outro se não tiver consigo mesmo. O amor que cura o próximo começa na sua própria cura. 🌿🏡
Mesmo quando tudo parecer desabar, lembre-se: você ainda tem a si mesmo. Há forças dentro de você que nenhum acontecimento pode apagar. Recomeçar também é aprender a se acolher, confiar na própria caminhada e perceber que, enquanto houver você, sempre existirá uma nova chance de florescer.
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