Tédio
Dizem “dar tempo” como se fosse remédio,
mas tempo vazio só deixa o tédio.
Não cura ferida, não cola pedaço,
só cria distância, só aumenta o espaço.
Amor não espera sentado na esquina,
precisa de gesto, de voz que ilumina.
Quem dá só o tempo,
sem se entregar,
vai ver que a vida levou sem voltar.
Tédio
Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve
“Quando estiveres no tédio, procura uma tarefa produtiva e verás que a cura aconteceu; nem só do ócio viverás.”
O hábito da leitura,
se constrói na brecha
do descanso da tua luta,
no tédio que entra mais cultura.
Me chama de gripe.. e eu te jogo na cama..
me chama de remédio e eu curo seu tédio..
me chama de tua.. e eu vou fazer valer cada palavra...
TÉDIO
Não sei mais como faço
Se nem sei como desabafo
Pois tem horas que a gente cansa
Não sabe mais como se dança
Se estamos sós reclamamos
Quando juntos
brigamos
Se é frio ficamos angustiados
Se calor nos deixa incomodados
Difícil mesmo nos entender
Somos como frases incompletas
Que escritas podem converter
Somos como uma frequência
Que vezes está no auge da sintonia
Outras no blefe da monotonia
Difícil entender esses momentos
Que trazem dúvidas e tormentos
Então o melhor a se fazer
É num canto deixar passar
Essa coisa que embola a mente
Como corrente sem dente
O silêncio é melhor remédio
Pra nos curar desse tédio
No silêncio acalmamos o coração
Pois no silêncio a cura vem em oração !
Joao Batista Barbosa
Poesias
Para mim, o maior tédio do amor é quando você está ao lado de alguém especial e sente uma paz enorme, gigantesca... Aquela paz que vem de Deus, sabe? Você só quer ficar ali o resto do dia, deixando as horas passarem, porque do lado dela o mundo para!
Raphael Denizart
O amor é uma gratidão por existir, ou um pedido para ser amado... Eis um tédio... Eis uma mediocridade.
Brincante
Fez-se luz onde era sombra
Fez-se festa onde era tédio
Foi um lapso de esperança
Que brotou em meio à seca
Feito riso de criança
(Fernanda Santoro)
Faróis, luzes à piscar
Em um cenário triste onde vemos
Cenas que parecem irreais...
Tédio, medo, miséria,
O bem contra o mal
Aqui parece que as alegrias são:
Mulheres, futebol e carnaval
Nesse país tropical
Vemos cenas de amor
Politicagem...
Tudo parece tão banal
Quero motivos pra viver
Já que dizem que a esperança
É a última, há morrer
Entro na contramão
Já que a todo custo
Procuram manipular
O cidadão ...
Não, não é ficção!
Mesmo não sendo o astro central
Tudo parece que gira ...
Rotativamente ao meu redor
Mas não pense que estarei
Fechado num pequeno mundo
Onde muitos pensam que me fechei...
Todas as noites irei dormir
Mesmo em noites de verão
Se dá pele, o suor molhar
O lençol...
Quando, eu acordar nascerá
Um outro dia...
Ahhhhh...
Um novo dia !...
O poeta é o craque da caneta
Ele dribla com as palavras o tédio, o mais do mesmo e o vício de linguagem
Ele encontra no peito o que alguém sentia desse jeito...
Domina a palavra descomplicando a interpretação colocando na ponta da língua o sabor da imaginação
O poeta dribla com facilidade frases sem jogo de cintura...
Esse tipo de craque não passa a bola pra amargura porque tem o tempo certo da palavra na situação
Ele tem o coração no outro ele é irmão de ação...
Ele grita EU junto com o próximo... O poeta costuma levantar razão
No campo da vida a gramática é sempre amiga
No papel as letras do poeta vibra
Costura a jogada e CHUTA sem chance pro BRANCO e grita que frase que frase
Junto com a imagem que fica...
A onisciência divina deve ser um tédio absoluto. Imagina saber de antemão que cada oração é apenas um pedido de aumento de salário ou a cura de uma unha encravada.
A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.
