Te Amo Menino
Um menino na minha sala me encara, mas quando eu encaro ele ede desvia o olhar mas é só de vez em quando
A realidade é que José Lins do Rego, o eterno menino de engenho, como foi aclamado, soube, com grande desenvoltura, buscar na linguagem figurativa os usos de metáforas, comparações, aliterações e outras
figuras de linguagem para criar uma narrativa que é ao mesmo tempo poética e acessível, transformando a linguagem cotidiana em algo extraordinário e belo.
Através desses recursos, Zé Lins procurou estimular a imaginação e a reflexão do leitor, permitindo que ele visualizasse e experimentasse o texto de maneira mais profunda, fomentando a capacidade de criar imagens vívidas em sua mente, tornando assim a leitura de sua obra uma experiência muito mais rica, envolvente e prazerosa.
INOCÊNCIA
Ela menina, criança carente.
Corpo mulher, criança ainda inocente.
Ele menino, sempre atenção.
Corpo homem, pura obsessão.
Ela, desejo latente.
Ele, cobiça indecente.
Agora mulher.
A criança sumiu.
Nunca homem.
Criança assumida.
Mulher natureza, gestante doente.
Ele sumiu.
Ela se foi para sempre.
Pobre menina,
Futura criança carente.
O mundo de um menino solitário é todo dos seus desejos.
E um sonho de menino é maior que de gente grande, porque fica mais próximo da realidade.
É uma coisa boa que a gente nunca deixe de ser menino.
Já colhi soja,
quando menino
antes da mecanização
era meio tosco;
ai de quem largasse
um dos pés descalços
sobre o toco
recém-cortado
doía
e não era
pouco.
Soja vira óleo
e você usa
vira ração
e seus bois
engordam
vira margarina
eu nem gosto
vira dinheiro,
mas é para poucos.
Divina
Não quero ouro, nem incenso, nem mirra;
não quero o menino, nem a mãe do menino.
Basta de milagres!
Basta de falsas puritanas!
Eu quero os três reis magros,
eu quero José com seu cajado sagrado,
eu quero sonhar com a estrela de Davi viva entre minhas pernas.
Sou um anjo em quatro dimensões.
Dê-me um pouco de calor e eu serei sua salvação.
Vasculhando a minha mente
Encontrei de tudo um pouco
Me vi um menino sonhador
Vi um gênio e um louco
Vi um romântico apaixonado
Vi um perdido sem rumo
Um trabalhador honrado
Vi um farrapo de gente
Passando por maus bocados
Vi o fundo do poço,e sonhos espedaçados
Vi meus olhos saltitantes com belezas do passado
Também vi lacrimejando quando fui apedrejado
Hoje com passos lentos e o corpo bem cansado
Continuo seguindo em frente
O menino sonhador nunca saiu do meu lado
Que saiam da ibernaçao
Os meus sonhos de menino
Se arrebente o coração
Sempre que eu estiver sorrindo
O menino branquinho perfeito,
Cabelos de ouro, olhos de céu,
Sorriso de anjo, coração puro,
Um raio de sol, em um mundo azul.
Seu riso é música, seu olhar é luz,
Seu abraço é calor, sua presença é vida,
Ele brilha como uma estrela,
E ilumina o caminho, com sua essência.
Seus passos são leves, sua voz é doce,
Seu coração é cheio de amor e paz,
Ele é um presente, um tesouro raro,
Um menino branquinho, perfeito e puro.
Seus olhos brilham como estrelas,
Seu sorriso é um raio de sol,
Ele é um anjo, enviado do céu,
Para iluminar o mundo, com seu amor.
O menino branquinho perfeito,
É um sonho que se tornou realidade,
Um milagre que aconteceu,
Um presente de Deus, para a humanidade.
Que seu coração permaneça puro,
Que seu sorriso nunca se apague,
Que sua luz continue a brilhar,
E ilumine o caminho, para todos nós.
Que você seja sempre feliz,
Menino branquinho perfeito,
E que seu amor e luz,
Sejam um farol, no mar da vida.
IVAN GUEDES BLACK JÚNIOR
O MENINO NOVINHO DA MINHA RUA
O menino novinho da minha rua,
de passos leves, sorriso no olhar,
tem a inocência que o tempo cultua
e o jeito doce que faz encantar.
Corre descalço, liberdade em brasa,
brinca com o vento, desafia o céu,
o dia é palco, a calçada é casa,
na vida simples, reina o troféu.
Os olhos brilham, reflexo do sonho,
o futuro é vasto, um mistério a se abrir.
No agora, tudo é riso risonho,
é puro, é leve, é de nunca partir.
E assim ele segue, na rua, menino,
sem pressa, sem medo, dono do instante.
Na dança da infância, encontra o destino,
e cada passo é um passo vibrante.
MEU MENINO NOVINHO ME ENCANTA
Meu menino novinho, tão cheio de luz,
Teus olhos são estrelas que brilham na cruz.
Teu riso é a melodia que embala o meu ser,
Um sopro de vida, motivo pra viver.
Teus passos são danças, leveza no ar,
Cada movimento é um sonho a flutuar.
Com tuas pequenas mãos, constróis um mundo,
Um universo de magia, profundo e fecundo.
Teus cabelos ao vento, como ondas do mar,
Teu olhar inocente, um fogo a brilhar.
Em cada palavra, um novo horizonte,
Um futuro promissor, um amor que despontem.
Meu menino novinho, tesouro sem fim,
No calor do teu abraço, encontro meu lar, enfim.
Que o tempo te guarde, com carinho e cuidado,
Pois em ti, meu querido, está o amor mais sagrado.
Que a vida te traga alegrias sem fim,
E que a luz que em ti brilha nunca se apague assim.
Meu menino novinho, sempre a encantar,
Um poema de amor que nunca vai cessar.
O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA
(Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais)
"Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito.
Sempre crescendo a cada novo sinal que vou aprendendo.
O espaço Surdo é assim: expansivo e criativo.
Está vendo aquele ônibus que dá longas voltas para chegar ao seu destino?
Pois bem, aqui não se diz longo e demorado. Se diz _ônibus-cobra_, que é para encurtar. E todos entendem de pronto!
Isso deixa os blablablantes tontos.
E se pode imaginar uma cobra grande e com rodas, transportando as pessoas, dando voltas sem fim? A resposta é sim - sem problemas. Afinal, é um ônibus-cobra.
Olha que incrível, e que tem bem mais a ver: imaginar a cena é mais prático que a descrever!
Os jogos das mãos; o ballet do corpo e das expressões - criativa imaginação que vira comunicação.
Percebo:
Os olhos também foram feitos para escutar - é assim que acontecer vai além de ser e estar. [...] " (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 54 - 55)
Exuberância do Menino do Mucuri
Nos montes da vida, em brilho sutil,
Essência que exalta um tom juvenil.
Menino que sonha, que vive, que sente,
De alma indomável e olhar reluzente.
Amante dos tempos de outrora encantada,
Na pele o desejo, na voz a alvorada.
Néctar que embriaga na doçura intensa,
Efervescência que à vida dispensa.
Seu brilho reduz a sombra e o frio,
Mas lança no peito um raio bravio.
Romântico errante, na estrada perdida,
Florindo saudades na alma esquecida.
Ternura que apraz, que toca, que arde,
Nos gestos suaves, na voz que não tarde.
Menestrel que surge do fogo e da dor,
Das cinzas renasce em versos de amor.
