Te Amo Menino
É que o tempo, esse menino desvairado
que corre no quintal da minha casa,
foi chegando, foi chegando, chegando,
e com ele vieram tantas coisas:
cabelos que foram ficando brancos,
por que não dizer platinados,
rugas que apareceram no canto dos olhos
de tanto que eu sorri na vida,
mãos enrugadas
de todas as vezes que as usei
para escrever minha lida.
Hoje eu me olho no espelho,
talvez os meus olhos ainda não consigam ver
como deveriam,
porque quando eu me olho
eu ainda me vejo tão menina
quanto esse tempo que corre pela vida,
uma menina querendo encontrar paz
e ser feliz.
Mas eu já sou,
nada me falta,
nem amor.
Nildinha Freitas
Niño Muerto — Criança Morta
Matei um menino esses dias.
Ele ainda morava em mim.
Dormia no fundo dos planos,
nas promessas, nos enganos,
nos romances inventados
e nos sonhos exagerados
que eu chamava de futuro
pra não encarar o escuro
de aceitar que certas coisas
já nasceram sem durar.
O menino acreditava.
Esse foi seu maior pecado.
Achava que olhar bonito
era destino traçado.
Que silêncio era mistério,
não desinteresse calado.
Transformava migalha em festa,
fantasia em manifesto,
e qualquer toque pequeno
virava algo colossal.
Criava palácio em fumaça,
fazia altar de ameaça,
e chamava de “conexão”
o que era solidão
com maquiagem emocional.
Foi longe sustentando.
Nossa… como foi longe.
Carregou ausência no peito
como quem carrega medalha.
Defendeu gente vazia
em discussão, em batalha.
Mentiu pra si tantas vezes
que a mentira virou casa.
E toda ilusão alimentada
crescia igual incêndio em brasa.
Porque a idealização
é bonita no começo:
ela te veste de rei
mesmo afundado no avesso.
Te dá gosto de epopeia,
transforma carência em ceia,
faz o abismo parecer
só mais um caminho estreito.
Até que a realidade chega.
E ela chega sem poesia.
Sem música.
Sem fotografia bonita.
Chega igual água fria
invadindo quarto vazio.
Mostrando que o “pra sempre”
às vezes dura um desvio.
Que o amor que você jurava
era só necessidade.
Que metade da esperança
era medo da verdade.
Então o menino morreu.
Não com sangue.
Nem com grito.
Morreu quieto.
Sentado na beira da cama
olhando tudo aquilo
que ele chamou de destino
virar só mais uma lembrança
mal enterrada no caminho.
E o homem que ficou
aprendeu uma coisa amarga:
Quanto mais distante o sonho,
mais pesada fica a carga.
Porque toda fantasia
que a razão não desafia
uma hora cobra juros
com violência e ironia.
Hoje eu caminho mais seco.
Menos céu.
Menos excesso.
Porque crescer, às vezes,
não é ganhar maturidade.
É só descobrir
que a realidade
sempre encontra
a idealização escondida…
e termina o serviço
que a vida começou na ida.
OS EUA ameaçam a soberania do BRASIL, mas tudo bem, todo mundo quer a Copa do Mundo! Viva o menino Ney, viva a seleção.
É curiosa a enorme quantidade de esquerdistas que estão ansiosos pela estreia do Menino Ney! Estão sabendo que ele é bolsonarista?
É São João, dia de jogo da seleção e principalmente dia de zoação! Quanto tempo o menino Ney ficará de pé em campo?
Um menino em seu quarto, deitado na cama sob o olhar de uma lua bisbilhoteira pela janela; uma rádio de pilhas Sharp ouvindo ‘All My Loving’ dos Beatles; o mundo pegando fogo com a Guerra Fria; e sonhando em reencontrar a menina que colocou um Drops Dulcora em sua boca na matinê de domingo.
Uma mulher madura, faz de um menino um homem.
Uma mulher mais jovem, faz um homem mais velho se sentir um menino.
Redemoinho
O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.
Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.
Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.
O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.
Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.
O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.
E o redemoinho o aceita.
Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.
Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.
Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.
Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.
Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.
Mas descer já não é gesto.
É amputação.
Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.
A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.
Ao homem sempre restará
esse vício antigo:
abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.
Pai : todo"homem" permanecerá um menino assustado independentemente da idade até que uma mulher lhe de um filho gerado ou adotado ,transformando esse "homem menino assustado"em um leão e num homem de fato, para lhe entregar h; o diploma de pai.
Menino aventureiro,
foi em mais uma aventura que me encontrou, você estava de passagem sem saber ao certo o que fazia por ali e eu ao te encontrar não via motivo para dizer sim nem para dizer não simplesmente me deixei levar e foi nessa levada que meu coração se encontrou confuso - diante de um menino aventureiro, coração aventureiro - de quem será seu pensamento? quantas viagens você pretende fazer ate me buscar? não sabes que quando viajas me perde aos poucos - sim menino aventureiro cada passo que você da distancia minha alma da sua. o que nos espera? o que poderia ser nosso? - sou para ti e você é para mim? sua alma viajante me escolheu? erro seria te dizer que se ficasse juntos estaríamos afinal nem ao menos sei se te quero, só sei que sinto sua falta, quero seu corpo, seu cheiro seus gestos, suas palavras, sua voz, seu olhar me convida a prestigia lo seu sorriso me mantem vidrada, quero explorar seu mundo - vamos ser dois viajantes, me permita estar ao seu lado, me de motivos para querer ser sua, carregue consigo meu amor, de para mim todo seu desejo, seja meu menino aventureiro - crie raízes no meu espaço, vá de encontro com seu mundo mas volte, volte e sempre diga. Onde estiver me mande lembranças - lembre se de mim, demonstre espontaneamente que me deseja loucamente com toda sua lucidez, alma e coração - seja meu bem, me faça o bem. esteja bem. Nem sei se quero, quero poder querer, do resto conversaremos, mas por favor. atenda meu último pedido e esqueça os outros - se queres se aventurar no meu mundo, fique e atenda meus pedidos anteriores, mas se não queres - vá para longe, mande apenas um sorriso para que eu saiba que esta certo de sua decisão.
Eu menino
Eu menino no teu riso incontido
Me sentindo agora tão perdido,
Que faço dos meus dias sem ti
Nos caminhos desta vida?... Tão perdido!
Queria eu ter me apaixonado por você,
O tempo te levaria como veio...
Mas despertou-me o amor incandescente
Feito chama flamejante em fogo ardente.
Laços e abraços esquecidos,
Olhos nos olhares perdidos,
Quem me trouxe aos teus abraços
Não nos deixastes seguir um só caminho.
Para traz a saudade,
Hoje, a solidão...
Amanhã ou depois,
Quem sabe? O teu coração...
Edney Valentim Araújo
O Menino Jesus vive há 2025 anos, e você ousa pensar que tudo acabou só porque passa por tribulações? Levanta-te, criatura de Deus, desengaveta a tua fé e celebra o Natal.
Benê Morais
Depois da Escuridão
Ele não nasceu herói,
nasceu menino marcado,
com o peso do mundo nos ombros
e o silêncio do medo guardado.
Entre sirenes e lágrimas antigas,
aprendeu que a dor não escolhe endereço,
que a cidade ensina cedo demais
o valor e o preço do próprio tropeço.
Quando o erro queimou como raio na pele,
ele quase acreditou que era o fim,
mas descobriu que caráter não é queda —
é levantar mesmo quando tudo diz “sim” para desistir.
E assim virou choque no sistema,
não por força, mas por decisão:
porque não é o erro que molda o homem —
é o que ele faz depois da escuridão.
Filho ( Pai de Menino )
Filho…
é no teu riso que eu encontro
o começo de tudo,
como se o mundo tivesse
sido criado de novo
toda vez que teus olhos
me procuram.
Ser pai de menino
é aprender a ser forte
sem deixar de ser abrigo,
é ensinar o caminho,
mas também caminhar junto,
mesmo quando a estrada ainda
nem existe.
Em tuas mãos pequenas
eu vejo sonhos que ainda
nem sabem o próprio nome,
e prometo, em silêncio,
ser teu escudo e teu chão,
quando o mundo tentar
ser grande demais pra você.
Meu filho…
se um dia te faltar coragem,
lembra de mim,
porque em cada parte tua,
eu deixei um pedaço meu
— pra você nunca esquecer
que é amado.
Depois dessa convocação da Seleção com o menino Ney, o único hexa do Brasil será com o PT! Lula rumo ao tetra.
