Te Amo Menino
Demétrio Sena- Magé
Senhora marcada
pelo destino;
quero ser seu menino...
sem hora marcada.
...
Respeite autorias. É lei
A verdadeira beleza
Em todas as estações é Cristo.
Jesus menino era belo, peregrino
Nasceu da viagem; fez-se caminho.
Da experiência de nascer.
Brilhou o mundo.
Da experiência de morrer
Nasceu a vida!
Um Jesus humano.
Deus-homem
Que viveu a beleza
Do ordinário
-
A eternidade
de menino
a vontade do pai
foi seu alimento
o vento lírico
e as folhas de orvalho
o seu poema
fez dos lírios
canção
e do chão
história
ele é
Cristo
“E o menino, quando vem?”
Vocês já pararam para pensar que existem mulheres que escolhem não ter filhos?
Outras que não podem.
Há quem tente e não consiga.
Há quem tenha outros sonhos, outros planos, outras prioridades.
Há mulheres que congelam óvulos, que enfrentam limitações de saúde a sós ou no casal, ou que ainda não encontraram um ambiente seguro emocional, financeiro ou afetivo para gestar.
Convivo diariamente com mulheres das mais diversas realidades.
Recentemente, acompanhei simultaneamente três histórias: uma mãe celebrando a chegada prematura do seu filho; outra enfrentando a dor da perda gestacional; e mais uma transbordando felicidade com seu bebê nos braços.
E então me perguntei: será que as perguntas que fazemos são convenientes diante de realidades que desconhecemos?
Nem toda pergunta precisa ser feita, e muitos comentários podem ser evitados.
Às vezes, o silêncio acolhe mais.
Às vezes, um sorriso basta.
E quase sempre, o respeito é a forma mais bonita de cuidado.
Quem sou eu?
Eu sou aquele menino que quando tinha apenas cinco anos quando perdeu o pai e quando tinha sete anos 99% dos colegas de classes não queria fazer dupla comigo e quando completei treze anos estava desistindo de estudar e que no certo dia tive que mentir para um professor em tão esse sou eu um pouco feliz e um pouco triste.
JOSÉ — O SONHO QUE NINGUÉM CONSEGUIU MATAR
Havia um menino vestido de promessa,
carregando nos olhos o brilho do impossível.
Seu pai o amava com ternura rara,
e o céu já sussurrava seu destino.
Bíblia Sagrada
José sonhava…
e os sonhos não eram comuns.
Eram sementes eternas
plantadas pelas mãos de Deus.
Mas nem todo irmão suporta
ver alguém carregando luz.
O ciúme transformou sangue em distância,
e o abraço virou conspiração.
No silêncio do deserto,
o filho amado foi lançado numa cisterna.
Escura… fria… profunda…
como ficam os corações feridos pela traição.
E enquanto os irmãos vendiam seu sangue por moedas,
o céu continuava escrevendo capítulos invisíveis.
José foi levado como escravo,
pisando terras estrangeiras
com correntes nos pés
e fé no espírito.
Na casa de Potifar,
trabalhou sem perder a dignidade.
Porque quem anda com Deus
não precisa perder a alma
mesmo quando perde a liberdade.
Então veio a prova do desejo.
A mulher de Potifar tentou seduzi-lo,
mas José preferiu a prisão
do que trair sua santidade.
Foi acusado injustamente.
Esquecido pelos homens.
Trancado entre grades
sem entender o relógio de Deus.
Mas até na prisão
o céu encontrava José.
Ali interpretou sonhos,
falou ao copeiro, falou ao padeiro,
e cada palavra carregava
a assinatura do Altíssimo.
O tempo passou…
até que o rei teve um sonho
que ninguém conseguia entender.
Então lembraram do homem preso.
José saiu da prisão
sem ódio, sem vingança, sem revolta.
Saiu carregando sabedoria.
Diante do faraó,
interpretou o futuro das nações.
E aquele que dormia no chão da prisão
foi colocado sobre o trono do governo.
De escravo… a governador.
De rejeitado… a instrumento de salvação.
De vendido… a escolhido.
Porque quando Deus escreve a história,
a cisterna não é o fim,
a prisão não é derrota,
e a traição não consegue matar o propósito.
Então veio o reencontro.
Os irmãos, agora quebrados pela fome,
ajoelharam-se diante daquele
que um dia haviam desprezado.
José chorou.
Não chorou pela dor antiga…
mas porque entendeu
que Deus transformou feridas
em caminho de vida.
E ao reencontrar seu pai,
o menino dos sonhos voltou a ser filho.
Os braços envelhecidos de Jacó
abraçaram o milagre que o tempo não destruiu.
José entendeu enfim:
Quem anda com Deus
pode atravessar cisternas, prisões e desertos…
mas jamais caminhará sozinho.
Porque sonhos nascidos no céu
podem até ser perseguidos pelos homens,
mas nunca serão vencidos.
No berço da Judeia nasceu,
um menino de olhar sereno,
trazendo ao mundo a promessa
de que o amor é o caminho pleno.
Belém repousa em terras feridas,
onde povos clamam por liberdade,
mas a voz suave ainda ecoa:
“Que a paz esteja em vossa verdade.”
Assalamu alaykum, Shalom,
palavras irmãs que se entrelaçam,
como rios que correm ao mar,
buscando o mesmo horizonte que abraçam.
Homens erguem muros e espadas,
chamam o próximo de inimigo,
mas esquecem que o Criador
não fez fronteiras no coração amigo.
O verdadeiro terror é o ódio,
que cega olhos e endurece mãos,
mas a luz divina insiste em brilhar
na esperança que une as nações.
Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.
entao eu gosto de um menino e ele gosta um pouco de mim o amigo dele disse. hoje eu tentei falar com ele e ele ficou todo vermelho. e pelo amigo dele eu consigui o numero dele gente eu nao sei o que fazer
O menino dos limões
Eu estava voltando pra casa de bicicleta
carregando cansaço, dívidas emocionais
e uma vontade silenciosa de desaparecer do mundo por algumas horas.
Então ele me chamou.
“Tia… você tem alguma moeda?
Eu tô com fome.”
Era só um menino.
Magrinho.
Pele morena.
Olhos verdes que ainda não tinham desistido da vida.
Um pitózinho torto no cabelo
e uma dignidade dolorosa na voz.
Dei as moedas e fui embora.
Mas alguma coisa me atravessou no meio do caminho.
Quando voltei
ele estava em cima de um muro
tentando pegar limão pra comer.
E naquele instante
o mundo inteiro ficou pequeno.
Pequeno feito gente egoísta.
Pequeno feito orgulho.
Pequeno feito discussão inútil.
Pequeno feito pessoas que machucam outras por vaidade
enquanto uma criança tenta enganar a fome com fruta azeda.
Levei ele na padaria.
E o que mais me destruiu
não foi a fome dele.
Foi o cuidado.
“Se ficar caro, tia…
pode deixar o refrigerante.”
Criança nenhuma deveria saber o peso de um refrigerante no bolso dos outros.
Mas ele sabia.
E eu ali
sem dinheiro
sem rumo
emocionalmente quebrada
percebendo que talvez eu tenha gastado demais tentando salvar adultos
quando poderia ter alimentado mais crianças.
Ele foi embora sem saber meu nome.
E eu fiquei ali
vendo um pedaço da humanidade indo embora a pé
com pão nas mãos
e fome no mundo.
Ass: Lucci Santz
“A menina silenciosamente desatenta pode sofrer tanto quanto o menino agitado, apenas sem incomodar o suficiente para ser vista.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Eu sou apenas um menino que ainda guarda estrelas no bolso e acredita que o amanhã pode ser mais leve. Erro, aprendo, caio e levanto. Não tenho todas as respostas, mas tenho coração aberto, sonhos nos olhos e o tempo inteiro do mundo para ser feliz.
Quem dera ser menino, transformando meu mundo numa brincadeira séria, viver em harmonia e nas idas e vindas, nos meus tropeços, nos meus acertos, buscando sempre a inocência de um coração puro como uma criança. Quem dera!
25/12/25
Caminhos de luz
É Natal
É o nascimento do Menino Jesus
É para a vida, um novo olhar
É seguir caminhos de luz
— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿
Preto, favelado, sonhador.
Menino nascido em São João de Meriti,
onde o medo vestia fantasia de alegria,
e sobreviver já era uma forma de poesia.
Foi no barro que criou raízes,
foi na luta que encontrou as cicatrizes.
Cada queda lapidou sua coragem,
cada lágrima desenhou sua viagem.
O menino amado pela avó virou homem,
e seus passos hoje carregam um sobrenome.
Muitos conhecem Matheus Albuquerque, o rosto, a presença, a fama.
Mas só ele conhece Matheus Silva, a alma que nunca se engana.
Sua ousadia rompeu fronteiras,
transformou ruas em passarelas inteiras.
Nunca esperou a porta abrir,
aprendeu cedo que nasceu para construir.
Chamaram de louco... ele sorriu.
Chamaram de impossível... ele insistiu.
Enquanto muitos duvidavam do seu valor,
ele alimentava, em silêncio, o próprio ardor.
Começou pequeno, sem palco e sem plateia,
mas quem nasce gigante nunca aceita uma plateia pequena.
Seu verdadeiro sonho nunca foi apenas vencer,
foi encantar, emocionar, transformar e fazer acontecer.
Matheus... Matheus... Matheus...
Um nome. Mil versões.
Mil talentos. Mil missões.
Erra, aprende, cai, levanta.
Recomeça antes mesmo que a dor o espante.
Porque quem conhece o próprio propósito
nunca se rende ao improviso da sorte.
Poucos conhecem o peso do seu passado.
Poucos imaginam tudo que foi sacrificado.
Mas o futuro... ah, esse não pertence ao acaso.
Pertence à coragem de quem nunca desistiu do próprio traço.
Continue sendo intenso.
Continue sendo diferente.
Continue sendo o improvável que desafia o evidente.
Seja louco o bastante para sonhar.
Forte o suficiente para continuar.
Humilde para aprender.
E gigante para nunca deixar de crescer.
Porque o destino não escolheu um homem comum.
Escolheu alguém que nasceu para inspirar multidões.
Que ontem seja apenas lembrança.
Que hoje seja sua força.
E que amanhã seja a prova de que quem acredita, resiste; quem resiste, conquista; e quem conquista deixa de ser apenas lembrado… para se tornar inesquecível.
Ainda ontem, menino, eu era porreta. Arremessava pedra no infinito, certo de que acertaria o impossível. Me encantava por qualquer menina que cruzasse meu olhar.Tocava campainha e voava, sem jamais olhar para trás.Rasgava o dedão ao chutar bola descalço,chorava o desprezo do dia,perdia o sono por causa do “não” da menina que eu gostava.Hoje, me cobro por não ser e por não poder mais ser “aquele menino” que outro fui!
ARRUMADINHO DE AMOR
Desde os tempos de menino,
Quando a vida era brincar,
Já diziam: "Esses dois
Ainda vão se enamorar."
Théo sorria para Flor,
Sem saber o que esperar.
As famílias, entre risos,
Já faziam armação,
Um passeio no parquinho,
Uma doce diversão;
Era um jeito carinhoso
De plantar a afeição.
No balanço e na gangorra,
Na corrida e no escorrega,
Os olhares se cruzavam,
Sem que o tempo desse trégua;
A inocência da infância
Foi quem fez a entrega.
Veio então a adolescência,
Na escola a estudar,
Sempre havia um professor
Que fazia aproximar;
Na mesma fila da sala,
Pra conversa despertar.
Num trabalho em parceria,
Num caderno a dividir,
Entre provas e recreios
Viram sonhos florescer;
Sem que o mundo percebesse,
Começavam a se querer.
Já na flor da juventude,
Nas festinhas do lugar,
Os amigos insistiam:
"Vocês têm que se encontrar!"
Cada dança era um convite,
Cada música um luar.
Quando a vida fez madura
Sua estrada prosseguir,
No cinema, lado a lado,
Foi difícil resistir;
Na penumbra da telona
Fez o amor se definir.
Já adultos, os encontros
Reuniam amizade;
Sempre alguém organizava
Com enorme felicidade:
"Théo e Flor vêm para o jantar,
É por pura afinidade!"
Tantos laços preparados,
Tantos risos sem igual,
Mostravam que o destino
Escrevia um ideal;
Cada encontro era um capítulo
Desse enredo magistral.
Um olhar virou promessa,
Um abraço, um coração;
Duas almas descobriram
A perfeita direção;
Quem nasceu pra caminhar junto
Vence qualquer solidão.
Hoje contam essa história
Com ternura e gratidão:
Nem foi sorte, nem acaso,
Nem somente intenção;
Foi Deus guiando os caminhos
Com amor e perfeição.
"Por que caminhas a esmo, jovem menino? A quem procuras? Vejo em ti uma centelha de luz, mas vejo também uma vontade avassaladora de ser ouvido, de ser protegido, de ser alguém, ainda que tão jovem. Por qual razão derramas tuas lágrimas? Roga pelo acolhimento de tua mãe, és dela e ela é tua. O colo materno é o refúgio mais caloroso que existe, um abraço seu é capaz de arrancar-te de tua perturbada noosfera e te entregar, ainda que por um breve instante, à mais pura tranquilidade, resgatando-te dos martírios de uma existência amargurada.
Como dizes? O que sussurraste? Não te sentes seguro ao lado dela? Não podes confiar no seu abraço? Mas ela é tua mãe, e as mães são perfeitas... Não são?
Pobre alma. Venha ao meu encontro. Percebi que não tiveste a sorte do resto do mundo, notei que vieste até aqui e aqui permaneces completamente só. Compreendi que maldito seja aquele que moldou a droga, e malditos sejam o ego e o orgulho que constroem uma vida miserável. Vem a mim, jovem alma, e eu te servirei de escudo contra a desgraça que consome a tua vida."
- Emanuel Horácio
