Te Amei e ñ te Amo mais
Rio Grande do Jaó de Pedra
criado por Deus para ser
o meu, o seu e o nosso destino,
Nascido na Serra do Espigão,
é irmão do Sol, da Lua
e das estrelas bem aqui
no magnífico Vale do Itajaí
que é em qualquer estação bonito.
Tornado Rio Itajaí-Açu que traz
a este Vale motivos para seguir
sorrindo pela confluência gentil
entre o Rio Itajaí do Sul
e o Rio Itajaí do Oeste,
nos irriga, sustenta e benze,
Mesmo os mais simples gestos
de preservação ele agradece
mesmo que conosco não converse.
Enfeitando com inspirações
as nossas vidas com tão
lindas e sublimes vistas
generosamente tais dádivas
com louvor sempre concede;
Tomar conta com a fineza
que o Rio Itajaí-Açu merece,
também é agradável prece,
que o Bom Deus também agradece.
Quando o entardecer desce
sobre o Pico do Montanhão
com a sua nave madrepérola,
Presenteia o nosso coração
com paz e serenidade poética;
Trazendo assim inspiração
na nossa Cidade de Rodeio
em pleno Médio Vale do Itajaí
com as vibrações de junho no peito.
Os apelos de um tempo desafiam
os olhares a não perder o encanto,
os nossos corações do tamanho
do mundo devem sempre atentos,
porque neste tesouro nós vivemos.
(Com alma e o coração gratos
voltados para o céu do Hemisfério,
e os nossos pés nesta Terra
abençoada do Sul do nosso Brasil).
O Retrato
As lágrimas que na face rolaram
Cicatrizes no retrato deixaram
O riso puro que na foto existe
Fica sendo mais tarde o toque triste.
A cor que era viva o tempo apagou
Triste olhar na foto foi o que restou
O sonho da vida torna-se passado
Só lembranças no peito já cansado.
Na imagem da criança agora eu noto
Já desejava a vida além da foto
E o adulto cansado de não viver
Consegue escutar na foto sem cor
O coração da criança sem dor
Bater forte querendo apenas ser.
Um dia, comecei a criar uma lagarta dava folhas cativei aquele momento, cuidei o melhor possível, no começo ela apenas queria só se alimentar, mas com o passar do tempo ela começou a gostar de estar comigo, de estar ao meu lado de me escutar falando besteiras me entendia como ninguém.Até que então ela precisou se distânciar, pois precisava criar um casulo, eu entendi que ali era seu futuro. Daí então passei a admira-lá de longe até que então ela saiu do seu casulo pousou em meu dedo e partiu.Alguns momentos vêem aquela linda borboleta, ela me olha de volta e penso e se ela não tivesse partido estivesse aqui talvez não tivesse asas e não fosse feliz como eu queria.A maior prova de amor muitas vezes e deixar partir guardar bons momentos e rezar que ela fique sempre voando alto.
Enquanto eu cobrava muito dos outros, estava tudo bem. Mas ao fazer o mesmo comigo, descobrir que não posso cobrar nada de ninguém.
O reino daqueles que se esquivam da comunhão com Deus pode até florescer, mas tal qual uma planta no asfalto.
Quando você se ama, se respeita e se cuida; você acaba percebendo que não precisa provar nada pra ninguém, e inevitavelmente você percebe que as chaves da porta da felicidade sempre estiveram no seu bolso.
Às vezes nos parece mais fácil criticar os defeitos do outro do que os nossos, porque somente os nossos, nós podemos corrigi-los.
Aos mais Pobres do mundo, resta-lhes o infortúnio de possuírem Tudo que os afastem da pobreza, e Nada que a afaste deles.
A doçura e a felicidade de poder dar um presente especial a quem mereça ou ainda poderá merecer ou nunca merecerá, é sempre infinitamente maior e plenamente dadivosa que a finita, previsível possibilidade de se ter, dar e ganhar de si mesmo.Se a maioria das pessoas entendessem o que à "Lei do Retorno" teríamos mais pessoas felizes pois a resposta não vem, não retorna e nem funciona propriamente dita com o que damos e com quem ofertamos o melhor de nos com amor.Se soubessem que a Lei é muito mais uma contínua corrente intermitente, um intercalar de carinhos e mimos que vão e vem, que rejubila geralmente a quem menos tem, pra dar do que aquele que sempre teve toda a possibilidade de oferecer. Mas não são moedas de trocas, permutas de favores, são docilidades humanas pelos caminhos do breve sorriso e um pouquinho de expressão de alegria e serenidade, completa com jeitinho o tudo mais que nem sempre temos para melhor oferecer.Mas tudo Isto já fortalece e vivifica o que é realmente ter,ser, entender e viver.
A parte mais engraçada do nosso destino são quantas estrelas do céu que acreditamos que direcionam nossos caminhos rumo ao luminoso sucesso. As estrelas que mais brilham no céu, na sua grande maioria, estão mortas fisicamente, explodiram, vemos suas luzes passadas, mas não existem mais.
Pelo menos, artístico-culturalmente o Brasil do século XXI deveria se sentir e se ver mais pobre e negro do que se sente.
O mercado de arte inicia sempre uma revalorização dos artistas mortos, abandonados e esquecidos, não por justiça tardia mas sim pelo simples motivo de não encontrar novos artistas com conteúdo, obra e valores expressivos culturais.
Quem é da luz, mesmo sozinho, por onde passa, vai diminuindo a escuridão. Por que o ser iluminado nunca vaga sozinho, com ele estão sempre todas as cores, todos os amores e todas as flores dos jardins da vida.
A boa curadoria de arte é aquela que promove um novo olhar, um novo dialogo ao publico visitante, novas perguntas, novas respostas e uma nova abordagem da obra de arte e do artista no universo movente contemporâneo.
Na atual arte contemporânea brasileira, resgatamos nossa fiel vocação dos primeiros habitantes de nossas terras. Em nossas noites enluaradas o uirapuru canta alto em todas florestas do Brasil e o Tamandaré guia nos enfim para nossa terra prometida, que é um lugar nativo da Grande Anta cósmica.
Sonhos são importantes pois com persistência alicerçam nossas idéias futuras e ideais. No entanto não devemos incentivar as loucuras nem as invejas de ser o que não somos, nem temos capacidade de ter ou fazer.
Confesso que tenho o pleno entendimento de saber que nasci para acender as luzes do show da vida e não para estar no palco.
Somos animais racionais e emocionais mas em primeira instancia devemos viver atentos aos sinais de nossos instintos selvagens.
Nunca ajudamos de verdade em qualquer situação se ouvimos, olhamos e julgamos um acontecimento que não é nosso mas seguindo segundo nossas pessoais perspectivas e nossos movimentos particulares de solução.
