Tanto faz
Não importa o tempo que você viveu nesta existência, se foi pouco ou muito, tanto faz. O que importa é como foi utilizado esse tempo e o que você fez para melhorar a sua evolução.
Não ame corpos,
Ame olhos,
Abraços, amaços tanto faz
Todo mundo vai ficar velho nada disso
Vai importar mais
Ser ou não ser, tanto faz para este ser que tanto amo e não liga para minha existência, que simplesmente ignora meus sentimentos a flor da pele e que acaba com o meu otimismo de participante da vida. Eu sinto algo que é inexplicável e que simplesmente não consigo tirar de mim, como se o meu hábito de te amar virasse um vício, que não sai de mim, que me domina por completo, me tirando da realidade dos teus olhos.
Tá difícil de te deixar pra trás e pensar que para você tanto faz que hoje meu mundo se desfaz, enquanto você se apaixonava eu me afogava. Hoje o que resta além da saudade é o vazio que ficou no seu lugar mas logo ele estará a transbordar de lágrimas ao lembrar o erro que foi te amar.
Chega um ponto da vida que você começa a dizer "tanto faz" pra tudo aquilo que não te motiva a mais nada.
Eu vi pessoas que eu considerava meus melhores amigos me tratando como tanto faz, desprezo e falta de interesse, sim me doeu mais eu tenho que seguir minha caminhada.
Nesse jogo de tanto faz
Foi que a gente se desfez e agora a gente dança
Nessa guerra pela paz
Nessa insana lucidez
A vida nunca cansa
Por que será?
Para aquele que se considera sem conserto, e já se conformou em ser torto, tanto faz que esteja vivo ou que esteja morto.
Se o povo é analfabeto político, tanto faz ter democracia ou não, entra nos grilhões da mesma forma.
No fim das contas tanto faz, posso garantir-lhe que: não haverá nenhuma cobrança, você não é responsável por nada, no máximo, haverá um pouco de publicidade suja sobre seu nome, mas ao morto nada preocupa.
Anciã adolescente
Amo porque já me não basta não amar.
Não me encontro na idade do tanto faz.
Tanto que corro, corro nada, voo pra alcançar
Algumas sobras que o tempo, à vezes, traz
Plantei gerânios no meu jardim outonal
Pra garantir uma nova primavera e lá vem ela
Carregar de esperanças o meu mundo plural
E difundir a minha arte numa tela em aquarela.
Misturo todas as cores num abusado devaneio
Sem medo do ridículo, sem receio.
E me pego fazendo estripulia, quem diria?
Eu fosse perder a compostura depois da formosura.
E virar uma idosa ateia e inconsequente.
Uma mulher meio anciã, meio adolescente.
E brincar de namorar o menino sol-poente.
Numa ciranda de “ensina-me a viver”.
Flertar com o garoto que trata da outra
Idosa. Quer saber?
Vai cuidar de mim também um dia.
Hei de encontrá-lo ainda assim meigo e
Eu, serena
Pra ouvir meu coração no descompasso batendo
Aflito de amor.
Seja como for.
Irá sorrir pra mim, mesmo que por pena.
