Talvez
Talvez se nos encontrarmos denovo,
em outro tempo e lugar,
e seu coração calmo
"estiver nevando"
nos apaixonamos outra vez...
...ou não.
Um parágrafo por vez; talvez apenas uma linha ou palavra, não importa.
No fim de um capítulo sempre haverá outro, a não ser que seja o fim do livro.
Talvez tenha que rasgar a pele, para que lhe surjam as asas, para que haja uma revelação do que se escondeu no exterior das pedras e, só então, decodificar as nervuras, o olhar duro das magnólias, por não desconhecer as feridas geradas pelo aprendizado. E entender. Porque é preciso saber do solo antes de alcançar a amplidão absoluta do céu.
Só arrependo- me
Do que
Não fiz,
Parece arrogância
Talvez venha
Mesmo a ser,
Agora
É chegada
A hora
De se auto-conhecer,
Até que escreva- se
Por extenso
Mais de um milhão
De vezes
E fique-se ciente
Desse ciência
Que desafia
A massa cinzenta,
Pra depois poder
Lavar as mãos.
#LABIRINTO
Talvez houvesse uma flor...
Ai de mim, que nem pressinto...
O labirinto que habito...
O peso das estrelas me é leve...
Onde hoje me sentei a perguntar...
Que vale a pena esperar?
E aguardo os sonhos...
Enquanto secretamente moro em meu jardim...
Pedras e trepadeiras se enroscam...
Pássaros, borboletas e beija-flores...
Perfume de jasmim...
Como ontem já não sou mais...
Tempo fugaz...
Vida tão passageira...
As nuvens, uma a uma...
Passando a correr...
Renovo o fogo que perdi...
Mas o que sou nem eu sei…
Deserto de águas sem fim...
O céu azul, chamarei de meu…
Enquanto tudo mais passa...
Sob o vento triste...
Que espalha as folhas abandonadas...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
"O rock é o estilo musical no qual você pode agregar, ou os artistas agregam, talvez, o maior número de outros estilos. Led Zeppelin fez o reggae "D'yer Mak'er e o clássico indiano "Kashmir". Os Rolling Stones fizeram a oriental "Continental Drift". Era comum o Deep Purple colocar trechos de Bach, Beethoven, Lizt, etc., não só ao vivo mas também em discos de estúdio. E o rock progressivo era nitidamente marcado pela música erudita. Emerson, Lake and Palmer tocaram "Fanfare of the Common Man", o "Hino ao Homem Comum", de 1942 no estádio de Wembley, vazio, em um dia muito frio, realizando um vídeo só para tanto. O Queen se utilizava de elementos de óperas culminando em "Bohemian Rhapsody". E o Pink Floyd, nem se fale, compunham temas que foram utilizados em propagandas de TV, séries e trilhas sonoras de filmes.
Este tema daria um livro de tantos estilos que os roqueiros agregaram às suas músicas."
Talvez eu pediria você de volta para a estrela cadente, ou para o gênio da lâmpada, ou para a fada madrinha, ou para a feiticeira, enfim, para todas as superstições que existem. Mas eu já pedi muitas vezes e elas não trazem de volta ou que nunca existiu. Se você viessem me amando seria novidade e não retorno. Posso mudar o pedido: "Que ele me ame de verdade". Porém, mendigar amor já é vergonhoso, imagina usar forças sobrenaturais para tal feito - vergonha sobrenatural -.
E que eu nem sei por onde começar talvez um olá, eu tenho que reunir uma força descomunal para romper o silêncio real.
Amor, você era o amor da minha vida
Talvez você não saiba o que está perdido até você encontrar
Amada me diga, como acabar com essa intriga.
Talvez a culpa seja do amor, pois se não fosse pelo amor não haveria dor.
Quem sabe de outra forma, em outra oportunidade, mas não nessa realidade.
Devia ter apenas falado a verdade, deixado de lado a vaidade.
Assim quem sabe ela me amasse de verdade, quem me dera se já não fosse tarde.
Poderíamos ter nos amados pela eternidade.
Os interesses venceram a humanidade, talvez isso explique porque a raça humana tem menos "homo" do que "sapiens".
"Eu me pergunto se, antes de mim, você viveu um grande amor. Talvez um dia, desista dessa procura. Eu te guardo com carinho. Te quero às vezes, só não sei se ainda temos chance de nos encaixar. Não temos. Eu percebi que demoramos tempo demais para continuar tentando..."
O Sol faz poesia junto ao mar.
Talvez seja a causa, e não o tempo,
a principal característica do Universo.
Talvez não exista o tempo.
Talvez eu não exista neste instante aqui.
Talvez nunca me encontres,
pois talvez não exista o tempo de eu existir.
Talvez. Mas, o Sol faz poesia neste lugar,
num tempo que talvez não exista.
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
Dizem que podemos escrever o nosso destino, talvez o prefácio, o destino não aceita papel e caneta.
