Talvez
Falam tanto sobre mim , sem me conhecer ou talvez me conhecem tão pouco e me julgam.. se pelo menos me deixassem transparecer o que realmente sou , mas não! Falam o que escutam por aí.. o que ouvem da boca dos outros .. o meu eu mesmo são poucos que sabem . A minha verdade , minha essência poucos enxergam !! Mas quem realmente me conhece a fundo sabe da minha transparência e isso basta ! Pro resto não preciso provar nada !!! Que falem, que digam que especulem... enquanto isso eu sigo plenissima.
Eu ainda não achei o seu rosto, ou achei e não sei quem é, ou penso ser alguém que talvez não seja, talvez eu não ache, talvez eu consiga por vc lutar, talvez seja fácil eu eu não precise lágrimas derramar...
bom, talvez você devesse viver o agora seguir em frente sem olhar para trás,pensar mais um pouco em você, reconhecer que você merece mais e que você é foda,e essa dor não é maior que você.Vamos levantar dessa cama,lavar o rosto tomar um banho por sua melhor roupa e fazer aquela maquiagem top,vamos se valorizar mais,pq você merece, você vivia antes dessa dor ela não pode te matar nem te fazer insuficiente,afinal quem perde nunca é você....
ABANDONO
Talvez, tudo, já ti tenhas esquecido
A saudade já não é mais frondosa
Em uma parte do passado, a rosa
E os ternos suspiros já sem sentido
Perdeu-se aquela forma carinhosa
Pois, agora, um vazio enternecido
Aquele palavreado a nós divertido
Se calou, o que já foi a boa prosa
Do olhar, apenas, breve recordar
Da rizada, dos gracejos, um dia
Cá na ilusão, o apesar, contudo
Só, errante, a poesia a murmurar
Sob o céu do cerrado, penosa via
Passado, deves ter esquecido tudo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de abril, 2022, 11’38” – Araguari, MG
Vivemos felizes com tão pouco, que quando conquista o muito não agrada como antes, talvez seja a paz ea tranquilidade que acabou.
Quantas vezes tive que esconder tudo o que eu sentia
Pra ver as coisas melhorarem, talvez, algum dia
A Dor!
Existem diversas formas de Dores.
A Dor mais cessante de um ser humano é talvez aquela do desapego.
A Dor do sentir, do imaginar ter. Possuir algo e no entanto entorperce-mos nosso ãmago e compreender que jamais nada tiveramos.
A Dor causada pela morte.
Portanto passemos ao outro que não há teu, meu.
E compreender junto ao próximo de ter a alegria da Gratidão.
N a m a s t ê
Pare de buscar certezas. Nada é garantido nesta vida. Hoje estamos aqui, amanhã talvez não estejamos. Lute para fazer o seu melhor, com equilíbrio e inteligência, de acordo com as possibilidades que você tem. Se você viver buscando certezas, passará o resto da vida angustiada, ansiosa e, possivelmente, frustrada.
O amor adoecido
vai-se
embora
sozinho
Talvez por praga ou sorte
Como se fosse corpo levado
pela morte
A coragem pode ser estúpida às vezes, mas o medo é quase sempre. Talvez seja uma combinação precisa dos dois que torne alguém realmente corajoso.
" Passar pela reafirmaçao positiva da auto-imagem deveria ser libertador. Talvez seja, mas... por quanto tempo?"
Literata.......
Eu me livro
Para que você me leia
E talvez eu me torne
Seu livro de cabeceira.
Ju Job_2016
Sobreviver e viver sobre
Sou ao meu modo de quase todas as maneiras.
Talvez me falte sentir o quanto de mim perco nesses instantes,
Nesse jardim excessivo que me vigia,
Vestindo-me de ventos e formas imaginárias.
Sou o pé que não pisou a nitidez da escarpa,
Que dançou com todas as coisas que não tive,
Com cada seixo perdido nos extremos indivisos.
Cada viagem é um retorno, um extremo flamejante,
Como se fosse possível possuir uma fração do universo
E, essa fração, fosse a totalidade infinita.
Meu espírito sente que não há solidão nem término
Nesse pequeno abismo disposto em degraus, em espirais,
Onde as criaturas todas clamam pelo mesmo Deus,
Distante da matéria, próximo do mistério,
Do grandioso silêncio que surge sereno e solitário,
E vem ensopar de sulcos
As migalhas espalhadas nas florações.
Sei que nada possuo para aproximar-me
Do invisível, do sucessivo embaraço onde não me encontro.
O manto despido dos vales e montes murmura:
Ainda há pedras à tua frente
E tumulto no mundo submisso, vago e diverso
Como um rio anterior às chuvas,
Quase exausto de tanto ser rio.
[Cada ser é uma escultura filarmônica e simbólica].
No meu peito uma lívida linguagem soluça,
Um cantar sinuoso suspende-me as pálpebras dormentes,
Como um ciclone simultâneo.
Durmo e já não vejo como me via.
Adentro no que é tudo,
Na mínima festa que passa dentro das noites melancólicas.
As cascatas ocluem o choro das rochas,
As tessituras feitas de teias abandonam o limbo,
Para além das urgentes estrelas que não alcanço
E me vivem, e me sustentam quase metaforicamente, me circundam.
Sou as vegetações em desequilíbrio,
As veladuras,
O vazio aquecido e dúctil,
A fosforescência,
A muda eternidade.
Sou uma alma que transborda pela arca dos signos
E não mais sustenta a visão que me subverte e me corrompe
Nem me sabe antes que, como um novo e absoluto nascimento,
Louca, intensa e imperfeitamente, eu a saiba – igual a mim.
A VIDA IN VITRO
Talvez não seja preciso decifrar tanto a vida...
Apenas executá-la
transitando entre conjecturas com cara de ciência,
o irracional dos sentidos
e o pragmatismo do fazer.
Talvez.
Não saber, ou melhor, saber que a incerteza é certa e que o amanhã talvez não venha
Sentir que o caminho a ser trilhado, mesmo sabendo que apenas exista esse, não nos leve ao lugar esperado
A Vida tem disso, ou melhor, a vida é composta apenas disso
Esperar o incerto e saborear a certeza da sua chegada
Lembro-me de a memória me ter falhado em certas ocasiões da minha vida. Talvez seja este um dos casos. Acontece a qualquer um. Não é nenhuma tragédia. Há quem viva fazendo de conta que não tem memória. Certamente uma grande tragédia.
