Talvez
Tem gente que vive. Nasce, cresce, estuda, namora, casa, tem filhos, se aposenta e morre. Talvez só a família sinta alguma falta.
Talvez seja mais fácil amar alguém que não conheço, porque no desconhecido mora a liberdade de imaginar o outro sem falhas, sem cicatrizes, sem o peso do cotidiano. Mas então me pergunto: será amor ou apenas atração disfarçada de encanto? Porque o amor real exige convivência, paciência e a coragem de amar mesmo quando o espelho revela rachaduras. Já pensei que o amor só valeria se durasse para sempre, mas o “para sempre” é uma fantasia que o tempo insiste em contrariar. Existem amores que duram um instante e mesmo assim deixam marcas que resistem à eternidade. Descobri que amar não é prender, nem possuir, mas sentir... com presença, com verdade, com entrega. E mesmo que termine, se foi amor, existiu. E isso basta. Porque o amor, em sua forma mais pura, é o motivo da existência. Não precisa ser eterno no tempo; precisa apenas ser verdadeiro no momento.
Talvez o “verdadeiro viver” seja encontrar equilíbrio: ter o suficiente para viver com dignidade, ser sincero com o que sente e pensa, cultivar relações reais e não deixar que o material controle sua essência.
No percurso da vida já encontrei muitos, eram únicos.
Eram melhores, talvez piores, não quis saber.
Caminhei com eles.
Aliás, era o mesmo caminho
Era o mesmo destino,
Não acho motivos para comparações.
Nem exigência
Nem comparação
Todos estão com os pés no chão
E não nos céus.
A minha autoestima, muito tempo que eu não vejo, Talvez esses problemas são causados por mim mesmo são lágrimas e não drogas que deixam o meu olho vermelho, talvez eu encha lugares com minhas esperanças e medos.
Pra você, que talvez ainda não veja o que carrega”
por Sariel Oliveira
Você me disse uma vez, com aquela certeza no olhar:
“Quero ser rica. Por isso falo, todos os dias, que vou ser.”
Na hora, eu só quis te lembrar do que você talvez ainda não enxergue:
você já é rica.
Mas não do jeito que as pessoas mostram por aí.
Não com dinheiro, nem com coisas que se guardam.
Você é rica pelo amor que pulsa dentro da sua casa,
pelo brilho nos olhos dos seus filhos, que carregam pedaços seus,
pelo abraço silencioso de uma mãe que, mesmo cansada, nunca deixa de se preocupar.
Eu, que caminho sozinho por esse mundo,
vejo essa riqueza e sinto uma saudade que palavras não alcançam.
A verdadeira riqueza não se mede,
não se fotografa, nem se exibe.
Ela se sente no coração, se segura na alma,
e às vezes só se entende quando falta.
Eu desejo, de verdade, que você conquiste tudo o que sonha.
Mas, acima de tudo, desejo que um dia você veja, com clareza,
que aquilo que você já tem — o amor, o cuidado, a vida compartilhada —
vale mais do que qualquer fortuna que o mundo possa oferecer.
E quando esse dia chegar,
que você tenha a generosidade de espalhar essa riqueza,
de dividir o que não tem preço,
com quem realmente merece.
Porque ser rico não é sobre ter muito,
é sobre saber dar sentido a tudo que se tem.
E você, minha amiga, já é a pessoa mais rica que conheço.
"A alma, sendo levada por Caronte até Hades, talvez se sinta destruída por partir sem querer partir. Por outro lado, o vivo, quando não quer ficar, mas fica por uma retidão moral, talvez também se sinta destruído. Corpo e alma vivem o paradoxo de querer ser e não estar, de estar sendo e, ao mesmo tempo, não estar."
Carta de Despedida
Eu não tive a chance de me despedir de você…
E talvez por isso eu carregue até hoje essa sensação de que nossa história ficou suspensa, como uma frase interrompida no meio.
E eu fiquei parada ali, sem saber se continuava ou voltava atrás.
Quando penso em nós, lembro de como você sempre me olhava nos olhos e dizia o quanto eu era bonita.
Do jeito firme como segurava minha mão, como se, naquele instante, nada pudesse nos separar.
Lembro das coisas que vivemos e que você dizia nunca ter feito com ninguém.
Das vezes que vinha só para conversar.
E daquela vez em que vi um medo tão simples e tão profundo em você, quase como o de uma criança — o medo de gostar, de se apegar, de amar.
Você chorou no meu peito, e mesmo sem entender, eu parei de perguntar.
Só te abracei.
Lembro também da festa que você não queria ir, mas foi só para me agradar.
A chuva caiu tão forte que nos fez ficar no carro.
E ali, como se o tempo tivesse parado, nós nos amamos como se não houvesse amanhã.
Quando a chuva cessou, fomos à festa e você, com seu sorriso de menino, fez todos rirem.
E alguém disse: "Cuide bem dela."
Lembro do dia em que você me ligou várias vezes, achando que eu tinha sofrido um acidente.
Naquele momento, não percebi o peso disso.
Hoje sei que era a sua forma silenciosa de dizer: "Você importa para mim."
E lembro, também, das vezes que você aparecia do nada, nos momentos em que eu mais precisava de um ombro amigo.
Você dizia: "Você briga comigo, mas eu tô sempre aqui."
E estava mesmo.
Eu brincava te chamando de "meu karma" — você ficava bravo e eu adorava te provocar.
Você era carinhoso e insistente.
Houve aquele dia em que eu estava muito triste, sem te dizer o motivo.
E você, sem insistir para saber, simplesmente disse:
"Ah, a vida é tão curta para ficarmos tristes e arrumando conversa complicada... bora, banho quentinho ajuda a resolver essa cara amarrada."
E assim, pacientemente, você lavava meu cabelo mecha por mecha, me abraçando o tempo todo.
Quantas vezes você fez isso…
Quantas noites pediu para eu ficar só para dormir juntinho…
Quantas vezes tentou me acalmar, e eu sempre com dificuldade de entender o que estava acontecendo entre a gente.
Também lembro de quando você me pediu ajuda num período difícil da sua saúde emocional, e eu prontamente estive lá.
E também lembro, com dor, da vez em que você me ligou várias e várias vezes dizendo que estava mal… e eu não dei a atenção que deveria.
Eu me distanciei, e só depois percebi que, mesmo com tantas pessoas para quem poderia ligar, era a mim que você recorria.
Você dizia que nem sabia por que fazia isso, mas que se sentia bem conversando comigo.
E quando estava triste ou desanimado, era em mim que pensava — até fazendo campana no meu portão.
E mesmo com tudo isso… eu parti.
Queria um título, uma segurança, algo que me dissesse que você ficaria.
E quando senti que talvez não ficasse, fugi antes que a perda viesse.
Talvez por medo.
Talvez por não saber lidar com o seu jeito de amar — silencioso, inesperado, mas verdadeiro à sua maneira.
E isso ficou claro para mim alguns dias antes de você partir para sempre.
Você veio diferente.
Sem brigas, sem discussões… só queria passar mais um tempo comigo.
Mas eu não podia — nossas vidas já tinham tomado rumos diferentes.
Você só queria um abraço, ficar ali, grudado, em silêncio.
E disse:
"Chatinha, me abraça forte… porque pode ser a última vez que faça isso."
Eu briguei, como sempre, e respondi:
"Sempre estaremos aqui. Podemos brigar, ficar distantes, mas sei que sempre estaremos aqui."
Você sorriu e disse:
"Você não tem jeito."
Nos despedimos e eu falei: "Até outro dia."
Mas esse dia nunca mais chegou.
Se eu soubesse que aquele seria o último abraço, teria ficado mais tempo.
Teria gravado cada detalhe — o calor do seu corpo, o cheiro, a força dos seus braços em volta de mim.
Teria dito tudo que guardei por medo ou orgulho.
Mas não disse.
Agora ando nas ruas como sempre andei…
Com aquela esperança boba de encontrar você.
Porque, antes, era assim: do nada, você aparecia.
Agora eu posso andar… e andar…
E nunca mais vou ver você chegar com aquele sorriso de menino,
que sempre carregava um pouco de malandragem e um tanto de carinho.
Não vou mais sentir o toque rápido da sua mão puxando a minha,
nem ouvir você dizer que estava só passando, mas que resolveu parar para me ver.
Não vou mais encontrar seus olhos me procurando na multidão,
nem o jeito único que você tinha de transformar um dia comum em algo inesquecível.
E isso dói… dói porque a sua ausência é tão presente que parece gritar no silêncio.
Dói porque, mesmo sabendo que você não vai voltar,
a minha alma ainda espera.
Hoje, eu entendo que não existe um adeus perfeito.
Sempre vai ficar algo por dizer, um gesto por fazer,
um último olhar que nunca aconteceu.
E o meu último olhar para você… ficou preso na memória.
Você indo embora, sem saber que era para sempre,
e eu, sem imaginar que aquele instante seria o nosso fim.
Se um dia, em algum lugar que eu não conheça, a gente se encontrar de novo,
não quero palavras.
Quero só o silêncio…
aquele mesmo silêncio em que a gente se entendia sem esforço,
aquele mesmo silêncio em que você me abraçava forte,
como se dissesse, sem dizer:
"Eu nunca vou te esquecer."
E eu também nunca vou.
A diferença entre estar bem e sentir-se bem são alguns passos ou talvez algumas milhas de muitos sorrisos.
Acordei do mesmo jeito, só que em melhor sintonia, num lugar onde eu posso cantar e espalhar energias positivas com o coração leve...
🥰 Bom dia, vida 😄💝
É comum nos sentirmos perdidos em meio a tantas mudanças. Mas talvez a beleza esteja em abraçar essas transformações, entendendo que, como na natureza, também podemos brotar, murchar e renascer.
E se hoje fosse meu último dia, o que você me diria?
Talvez dissesse que me amava. Que fui um bom amigo, um pai presente, um filho dedicado. Ou talvez não. Quem sabe quantos adjetivos surgiriam — bons ou ruins. Ninguém é tão puro que não possa ser odiado, nem tão imperfeito que não mereça amor.
Algumas pessoas só encontram coragem para dizer o que sentem quando já é tarde. Esquecem que há um relógio invisível marcando o tempo da nossa existência.
Corremos atrás de tantas coisas na vida. E mesmo quando as conquistamos, ainda sentimos que falta algo. Talvez um beijo de bom dia, uma ligação inesperada, uma simples mensagem. Pequenos gestos que podem fazer toda a diferença — mas que nem sempre enxergamos.
Cada pessoa tem seu jeito, moldado por uma infância diferente, por histórias de amor ou de ausência, por abundância ou escassez. Ainda assim, desejamos mais do que já temos, como se o suficiente nunca bastasse.
Mas se você parar — só por um instante — perceberá o quão perfeita sua vida pode ser. Antes de reclamar de nós mesmos, que tal olhar para o mundo com mais empatia? Sentir a dor do outro como se fosse nossa. Porque, no fim, é isso que nos torna verdadeiramente humanos.
Talvez era pra ser, ou não era.
Talvez seja melhor assim para um de nós, ou para nenhum.
Talvez seja somente talvez, outalvez seja uma incerteza relutante de que um dia sejamos felizes...
Talvez algum dia nos encontremos nessas idas e vindas da vida, desprendidos das dores, dos dramas, das neuroses, dos fardos, dos medos, das incertezas, das impossibilidades.
Talvez um dia a gente entenda, talvez um dia eu saiba o porquê das perguntas sem respostas.
Talvez um dia a gente encontre a razão dos acontecimentos, talvez nossos propósitos ainda se cumpram, talvez, talvez, talvez...
A morte, tão temida e silenciada, é talvez o mais honesto lembrete de que tudo passa.
O bom, o ruim, o que somos e o que fingimos ser.
Ela nos iguala, nos limita e, ao mesmo tempo, nos impulsiona.
Porque, no fundo, é justamente a finitude que dá urgência à vida.
Aquilo que você teme que descubram, talvez Deus já esteja te alertando a evitar. Se fosse bom, não precisaria de silêncio.
